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Companhia das Letras antecipa inédito de Philip Roth no Brasil

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O escritor Philip Roth em retrato feito em Nova York em setembro de 2010 (Eric Thayer/Reuters)

Com a morte do mestre americano, ‘Quando Ela Era Boa’, livro publicado em 1967 nos Estados Unidos, ganha primeira versão no país um mês antes do previsto

Maria Carolina Maia, na Veja

Foi adiantado em um mês o lançamento de Quando Ela Era Boa (tradução de Jorio Dauster, 352 páginas, 59,90 reais), romance lançado por Philip Roth em 1967, nos Estados Unidos, e ainda inédito no Brasil. O livro sai dia 26 de junho pela Companhia das Letras, editora do americano, morto dia 22 de maio, por aqui.

Para quem é atraído pela tese de que Philip Roth era um autor misógino, Quando Ela Era Boa pode interessar: o título é o único do escritor protagonizado por uma mulher, Lucy Nelson, que viu seu pai, um alcoólatra, ser preso quando era criança e então decidiu romper com a chamada vida pequeno-burguesa em uma pequena e provinciana cidade do Meio-Oeste americano, nos anos 1940.

Traumatizada pela experiência com o pai e convencida de que a “bondade” é uma doença, Lucy se dedica a transformar os homens à sua volta, como o mimado marido Roy, em uma missão que, no limite, pode representar sua própria ruína.

Outsider, novo livro de Stephen King chega as livrarias em junho

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Editora Suma vai lançar ainda Gweendy’s Button Box, inédito no país e uma nova edição de Celular

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma revelou por meio da suas redes sociais que, Outsider, novo livro de Stephen King com lançamento marcado para 22 de maio nos Estados Unidos, chega as livrarias em Junho.

O corpo de uma criança de 11 anos é encontrado no parque de Flint City, mutilado. A investigação aponta que Terry Maitland, conhecido treinador da liga infantil de beisebol, professor, pai de família, acima de qualquer suspeita.

Cabe ao detetive Ralph Anderson coordenar a prisão, que acabou se transformando em um evento público. Mesmo com um álibi convincente, amostras de DNA, não deixam dúvidas que Maitland é o culpado pelo brutal assassinato. As investigação botam em cheque a índole do treinador, que não parece ser tão sólida, como as pessoas acreditavam.

Com tradução de Regiane Winarski, Outsider é o segundo livro de Stephen King lançado pela editora Suma em 2018, A Incendiária foi o primeiro. Celular terá uma nova edição e Gweendy’s Buttom Box em parceria com o escritor Richard Chizmar, estes dois sem data de lançamento.

Com faculdades públicas e sem vestibular, Argentina atrai cada vez mais universitários brasileiros

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Image caption Estudantes na Universidade de Buenos Aires, que tem 4% de estrangeiros, principalmente brasileiros

A possibilidade de estudar gratuitamente no exterior sem ter que prestar vestibulares tem atraído número crescente de universitários brasileiros para as universidades argentinas – a ponto de causar incômodo em alguns setores acadêmicos do país vizinho.

Marcia Carmo, na BBC Brasil

Nos últimos anos, a presença de estudantes brasileiros de diferentes regiões passou a ser cada vez mais frequente em cidades como Buenos Aires, La Plata e Rosario, onde estão algumas das principais universidades públicas da Argentina.

Há alunos brasileiros também em universidades menos conhecidas, como a do balneário de Mar del Plata, a 400 km de Buenos Aires.

O curso de Medicina é o mais procurado pelos brasileiros, segundo assessores das instituições de ensino argentinas.

O sistema universitário argentino exige dos brasileiros apenas o diploma do ensino médio, reconhecido nos ministérios da Educação do Brasil e da Argentina, e um documento de identidade (o DNI, emitido pelas autoridades migratórias). O desempenho do aluno no ensino médio não é avaliado. No caso do DNI, o processo foi simplificado nos últimos anos, mas o agendamento para o início da emissão do documento pode demorar alguns meses.

Sem vestibular

Diferentemente das universidades brasileiras, as universidades públicas argentinas não têm limites de vagas para vários cursos, incluindo os de Medicina, de acordo com a assessoria de imprensa das instituições acadêmicas. Essa facilidade de ingresso tem sido um chamariz para estudantes brasileiros.

Outro fator de peso, segundo acadêmicos ouvidos pela BBC Brasil, é a crise econômica brasileira.

“Nos perguntamos aqui por que tantos alunos brasileiros vieram nos últimos dois ou três anos e entendemos que o período coincide com a crise no Brasil”, disse um assessor acadêmico, pedindo para não ser identificado. “Sem dúvida, o que vem ocorrendo nos últimos tempos chama a atenção”, disse outro.

A Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de La Plata (UNLP), a uma hora e meia de Buenos Aires, registrava em 2015 apenas 11 alunos brasileiros. Esse número saltou para 311 em 2017 e, neste ano, há 566 universitários brasileiros matriculados.

A reitoria da Faculdade de Medicina da UNLP diz que, nesse caso específico, o aumento é explicado pelo recente fim da exigência da prova de admissão, colocando em prática uma lei nacional de 2015.

“As provas (de admissão) deixaram de ser exigência para todas as universidades desde o retorno da democracia, nos anos 1980. Mas, por serem autônomas, algumas delas ainda aplicavam provas”, explica o reitor da Universidade Nacional de Rosário (UNR), Hector Floriani, à BBC Brasil.

Ali, dos cerca de 4 mil alunos de Medicina, 1,5 mil são brasileiros.

A UNR, assim como a Universidade de Buenos Aires (UBA), já não exigia há anos o exame de admissão, nem mesmo para o curso de Medicina.

Para facilitar a vida dos que chegam de fora, algumas universidades ainda oferecem cursos grátis de espanhol, antes de as aulas na faculdade começarem.

A brasileira Raquel Moraes, 25 anos, estudou Engenharia durante cinco anos na Universidade de Brasília e decidiu passar para Medicina. Ela está no primeiro ano da Universidade de La Plata e conta que optou por Buenos Aires justamente pela gratuidade e facilidade de ingresso. “Tem muitos brasileiros estudando aqui”, agrega.

Críticas

No entanto, o acesso ilimitado e gratuito – que é igual para argentinos e estrangeiros – começa a despertar críticas em alguns setores acadêmicos.

Ainda de forma incipiente, há quem defenda que o acesso continue irrestrito, mas apenas para os estrangeiros que cursaram os ensinos fundamental e médio na Argentina e que provavelmente continuarão vivendo no país.

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Image caption Alguns setores acadêmicos já manifestam preocupação com a presença crescente de brasileiros, uma vez que as universidades são financiadas com dinheiro do contribuinte

“A Argentina tem mais de 20% de pobres. Não é mais um país rico. Como podemos sustentar a educação da classe média brasileira?”, questiona um assessor acadêmico.

O reitor Floriani, da UNR, admite que a crescente presença brasileira tem causado preocupação.

“É interessante contar com alunos estrangeiros, porque a troca é enriquecedora. Mas depende da quantidade de alunos. Mil e quinhentos (brasileiros) é um número elevado. Além disso, não existe um sistema de reciprocidade. Não imagino que uma universidade federal brasileira receba 1,5 mil alunos argentinos”, diz ele, destacando ainda que 80% do sistema universitário argentino é financiado por dinheiro público.

Segundo o reitor, algumas famílias brasileiras têm achado mais vantajoso economicamente enviar o filho para uma universidade argentina, mesmo pagando passagem e estadia, do que mantê-lo em uma universidade particular brasileira. Isso apesar de o custo de vida não estar baixo na Argentina, onde a inflação deve chegar a 20% neste ano.

Procurados pela BBC Brasil, o Ministério da Educação da Argentina e o Consulado do Brasil no país vizinho informaram não ter dados atualizados sobre estudantes brasileiros nas universidades públicas.

Em São Paulo, o ex-ministro brasileiro da Educação Renato Janine Ribeiro concorda que a gratuidade do ensino e a não existência do vestibular são os motivos que atraem os estudantes brasileiros para as universidades argentinas. “É muito difícil entrar para uma universidade pública (no Brasil), principalmente em Medicina, e as particulares são caras”, destaca.

Mesmo no ensino particular há grande discrepância de valores. O preço da mensalidade de Medicina na faculdade Barceló, em Buenos Aires, onde a presença de brasileiros é a maior entre estudantes estrangeiros, é de 7,5 mil pesos (cerca de R$ 1.250). Já a mensalidade de uma faculdade particular no Brasil pode variar entre R$ 3,5 mil e mais de R$ 7 mil.

“Temos estudantes brasileiros de vários lugares do Brasil, como Rio de Janeiro, Mato Grosso e Fortaleza”, diz o Departamento de Relações Institucionais e Admissão da Barceló.

Janine afirma ainda que a tradição do ensino argentino também contribui para atrair brasileiros, lembrando que ainda é “muito baixo” (20%) o percentual de brasileiros entre 18 e 24 anos matriculados no ensino superior.

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Image caption Analista diz que é mais fácil entrar em universidades argentinas, mas também é mais difícil concluir cursos

Fácil entrar, difícil sair?

O especialista argentino Alieto Guadagni, membro da Academia Argentina de Educação, é um dos que tem levantado hipóteses para a maior presença de alunos brasileiros nas universidades argentinas.

“Será que esses alunos não passaram no Enem no Brasil e buscam as universidades argentinas como alternativa?”, questiona.

Ao mesmo tempo, Guadagni afirma ainda que, embora seja mais fácil ser admitido, “é mais difícil concluir a faculdade na Argentina”.

Ele cita dados oficiais de 2015 que apontam que, a cada 10 mil habitantes na Argentina, 29 estudantes concluíram a universidade (não há dados específicos sobre estudantes brasileiros) naquele ano. Sob os mesmos critérios, no Brasil foram 56 estudantes.

“Ou o ensino aqui é mais exigente ou os alunos estão menos preparados quando entram na universidade e por isso têm dificuldade de chegar ao final da faculdade”, analisa Guadagni.

Como regra própria, a Universidade de Buenos Aires, a maior da Argentina, ministra o Ciclo Básico Comum (CBC), que é o primeiro ano de estudo na instituição e vale para estudantes de todas as áreas, incluindo Medicina. O curso pode ser ministrado até à distância.

O CBC é cursado durante um ano e oferece cursos específicos paralelos, como compreensão de texto e matemática, para aqueles que apresentam dificuldades para acompanhar o ritmo das matérias. O objetivo, informou a UBA, é “nivelar” a educação dos alunos para facilitar o ensino e aprendizagem “igualitários” nas aulas.

‘Meus pais não poderiam pagar’

A brasileira Rafaela Laiz, 20 anos, começou a cursar à distância o CBC neste ano e pretende se mudar de Lajinha (MG) para a Argentina em 2019, para cursar Medicina na UBA.

“Quero ser cardiologista, mas a faculdade aqui no Brasil é muito cara, em torno de R$ 5 mil. Meus pais não poderiam pagar. Por isso, me inscrevi no CBC da UBA, e no ano que vem vou para Buenos Aires”, conta. “Já soube que a prova para revalidar meu diploma argentino aqui no Brasil é bem difícil, mas mesmo assim vale a pena.”

O Revalida é o exame anual realizado no Brasil para que brasileiros ou estrangeiros que cursaram Medicina no exterior possam exercer a carreira de médico no país. O exame, aplicado pelo INEP (ligado ao Ministério da Educação), é considerado exigente. Em 2016, o índice de reprovação chegou a quase 60%.

A UBA, escolhida por Rafaela Laiz, tem 300 mil alunos (40 mil em Medicina) – sendo 4% deles estrangeiros, liderados por brasileiros, que começaram a chegar em maior número a partir de 2016.

Os últimos dados disponíveis apontam que mais de 60% dos brasileiros que estudam na UBA escolhem a carreira de Medicina.

O subsecretário de Assuntos Internacionais de UBA, Patrício Conejero, diz à BBC Brasil que o destaque da instituição nos rankings universitários internacionais acaba atraindo estrangeiros.

“O acesso à universidade é igual para argentinos e estrangeiros. A presença de estudantes estrangeiros contribui para melhorar nossa performance internacional”, opina.

“A maior parte das escolas formam robôs incompetentes”, afirma Shinyashiki

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Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país

Isabela Borrelli, no Startse

Roberto Shinyashiki é empresário, palestrante, médico psiquiatra e terapeuta, com MBA e doutorado em Administração de Empresas pela FEA/USP. Ele esteve recentemente, junto com a StartSe, nos maiores centros de inovação do mundo atrás de conhecimentos transformadores que podem ser aplicados na Educação.

Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país. Sua visão sobre a importância das pessoas no processo de transformação de empresas e mercados é única.

Em sua palestra no Edtech Conference, Shinyashiki foi direto ao ponto sobre o que ele acha de educação hoje: “Aquela criança que tem aula [no formato atual] pensa que é um robô e pensa como um robô. Mas ele não tem inteligência artificial no robô! É preciso ler Paulo Freire e Rubens Alves. A maior parte das escolas são formadoras de robôs incompetentes”.

O formato de ensino hoje é muito criticado exatamente por não ter mudado em aproximadamente um ano. E não só por isso, mas também por não respeitar a diversidade, outro ponto levantado pelo palestrante.

“O mundo é diversidade, é alimentar essa diversidade. As pessoas querem determinar o certo, querem criar uma verdade. Parece que não dá para 10, 2, 20 pessoas estarem certas ao mesmo tempo sobre um tema. Não tem uma única forma. Lidamos com grupos de seres humanos”, afirmou o empresário.

Mais dois livros do autor de ‘A parte que falta’ serão lançados no Brasil

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Reprodução do vídeo em que Jout Jout lê o livro “A parte que falta” – Reprodução

Após ter obra viralizada em vídeo de youtuber, Shel Silverstein está entre mais vendidos do país

Publicado em O Globo

RIO – Depois de ter seu livro “A parte que falta” catapultado para o topo da lista dos mais vendidos após ser lido pela youtuber Jout Jout, o escritor americano Shel Silverstein terá outras obras relançadas no Brasil, anunciou a Companhia das Letras.

O primeiro a chegar será a continuação de “A parte que falta”. Intitulada “A parte que me falta encontra o grande O”, chega às livrarias no dia 13 de abril. De acordo com o release da editora, “leitores de todas as idades vão refletir junto com a parte que falta sobre como podemos nos transformar e descobrir como evoluir nosso amor-próprio”.

Outro livro do autor a ganhar reedição, ” “Leocadio – o leão que mandava bala”, originalmente lançada em 1963.

A editora explica que os relançamentos já estavam previstos, mas ganharam uma outra dimensão após a repercussão do vídeo de Jout Jout, que bateu a marca de 3,5 milhões de visualizações em uma semana. Desde que o vídeo foi ao ar, “A Parte que Falta” alcançou o posto de mais vendido na Amazon, à frente de títulos como “O Poder do Hábito” e “Sapiens”. Como os pedidos das livrarias aumentaram cem vezes nos últimos dias, a editora já pediu uma reimpressão do título.

Silverstein nasceu em 1930 em Chicago, nos Estados Unidos. Seus livros foram traduzidos em dezenas de países, mas só agora se tornou best-seller no Brasil.

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