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Mãe solteira faz sucesso nas redes com fotos ‘disfarçada’ para ir a evento de pais

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Ao estilo "Mario Bros", Yevette Vasquez participa com o filho Elijah de evento para pais no Texas (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

Ao estilo “Mario Bros”, Yevette Vasquez participa com o filho Elijah de evento para pais no Texas (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

 

Para fazer o filho de 12 anos participar de celebração da escola, mãe usa bigode falso e boné nos EUA, abrindo debate sobre comemorações mais inclusivas.

Publicado no G1

Uma mãe solteira no Texas (EUA) fez sucesso nas redes ao ir disfarçada de “pai” num evento da escola, para impedir que o filho se sentisse excluído.

Ao deixar o filho no colégio, Yevette Vazquez percebeu que havia mais carros que o normal parados no estacionamento. Perguntou à criança por quê. “É o dia de ‘Donuts com o papai'”, respondeu o garoto de 12 anos, referindo-se à tradicional rosquinha usada na escola de Fort Worth para celebrar “laços paternais”.

Yevette, que é mãe solteira, não queria que seu filho ficasse de fora do evento. Voltou para casa com o garoto para que ela pudesse trocar de roupa e mudar a aparência. Tirou a maquiagem, livrou-se dos brincos e prendeu os cabelos.

Antes de deixar filho em evento para pais na escola, Yevette Vasquez voltou para casa para mudar a aparência (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

Antes de deixar filho em evento para pais na escola, Yevette Vasquez voltou para casa para mudar a aparência (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

 

Ela vestiu uma camisa xadrez, colocou um boné e um bigode falso, ao estilo “Mario Bros”.

“Eu sei que ver os outros pais com suas crianças não é fácil para meu filho. Mas a vida é assim. Eu tento fazer o possível para colocar um sorriso no rosto dele”, escreveu Vazquez num post, que foi compartilhado mais de 6 mil vezes no Facebook.

O disfarce de Yevette, que tem três filhos, acabou fomentando a discussão sobre o fato de muitas escolas fazerem eventos exclusivos para pais, em vez de atividades mais inclusivas para famílias não tradicionais – crianças como Elijah, filho de Yevette, acabavam passando o “dia do Donuts com os pais” sozinhas na lanchonete ou no ginásio da escola.

"Disfarçada" de pai, mãe vai para a escola com o filho e faz imagem para registrar o momento (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

“Disfarçada” de pai, mãe vai para a escola com o filho e faz imagem para registrar o momento (Foto: Yevette Vasquez/Divulgação)

 

“Recebi muitos comentários de pessoas que acham que esses dias de donuts com os pais deveriam ser eliminados”, disse Yevette à rede ABC. “Não concordo, porque o pai é parte da vida (das demais crianças), é uma oportunidade de ter esse momento com eles. Mas deve haver o reconhecimento das crianças que não têm um ou dois pais e dar a elas a chance de encontrar o que têm em comum, impedir que elas não se sintam iguais aos demais.”

Ao mesmo tempo, ela se disse feliz de ter conseguido encontrar uma forma bem-humorada de lidar com a situação. “Já havíamos passado por isso várias vezes. Foi a primeira vez que consegui encarar isso de uma forma positiva em vez de me sentir mal.”

Yevette disse que queria também ensinar os filhos “a não precisar arrumar desculpas ou se sentir mal por não ter um pai”.

Com as hashtags #ilovehim #wegettingthemdonuts #noexcuses (“eu amo ele”, “vamos pegar Donuts” e “sem desculpas”), o post dela no Facebook recebeu mais de 18 mil reações de usuários, muitas com elogios de outros pais solteiros que também diziam se desdobrar pela felicidade dos filhos.

Um dos comentários perguntava se Elijah havia ficado envergonhado pela iniciativa da mãe. Yevette respondeu que não. Contou que o filho a ajudou a se disfarçar: borrifou água de colônia masculina na mãe, enquanto ela vestia a camisa xadrez, escondia os cabelos debaixo de um boné e grudava no rosto um bigode falso.

Os pais presentes na festa escolar logo perceberam a brincadeira e aplaudiram, explicou Yevette.

Em seu Facebook, ela disse ter recebido mensagens do mundo inteiro, a maioria delas de apoio. “Um viva para os pais solteiros do mundo. Não é algo fácil, então minhas saudações a todos vocês”.

Letramento, alfabetização e pequenos escritores

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Lilian Kuhn, na Revista Crescer

O último trimestre escolar de 2016 está a caminho e, consequentemente, aumentam-se as buscas por avaliação fonoaudiológica para o “filho de 4 ou 5 anos que ainda não escreve”. Muitas vezes, os pais também relatam ter sensação de que a alfabetização tem começado muito cedo e que seu filho talvez não esteja preparado para tal etapa. Será que eles têm razão ou tem havido uma confusão entre letramento e alfabetização?

O conceito de “letramento” vem sendo fortemente adotado pelas escolas, cujas práticas de ensino são voltadas para o “alfabetizar letrando”. O letramento considera a aprendizagem, reflexão e construção dos aspectos sociais da escrita. Nessa perspectiva, a apresentação, o manuseio e a construção de materiais escritos são inseridos no cotidiano da criança desde muito cedo, de maneira lúdica e informal.

As pesquisas em educação mostram, por exemplo, que, quanto maior for o nível de letramento do ambiente em que o aluno está inserido, melhor será a relação dele com a escrita formal. E, portanto, melhor também será seu desempenho no processo de alfabetização. Nas escolas em que o letramento é um dos objetivos, as atividades de leitura e escrita são feitas com todos os alunos e durante todo o ciclo escolar, o que não significa que exigiremos que as crianças saibam ler e escrever mais cedo.

Por outro lado, estar alfabetizado significa ter domínio total da leitura e da escrita, com possibilidade plena de ter os atos mecânicos de ler (decodificação) e escrever (codificação), mas também de interpretar, compreender e criar textos. Para o Programa Alfabetização na Idade Certa do Ministério da Educação (MEC), isso deve acontecer aos 8 anos, com o inicio formal desse processo aos 6, que é quando o aluno ingressa no Ensino Fundamental.

Claro que, como em todos os outros aspectos do desenvolvimento infantil, as variações individuais estão presentes e podemos ver crianças que, aos 5, já leem e escrevem facilmente. Mas, além da definição da faixa etária, temos que nos embasar na presença de aspectos físicos e sociais, que seriam pré-requisitos para a leitura e a escrita: fluência de linguagem oral, pensamentos abstratos, noções de espaço e tempo, estabelecimento de coordenação motora fina, entre outros.

Acreditando que, assim como falar culmina do processo de aquisição da linguagem oral, escrever é produto da construção da linguagem escrita. E mais: algumas atividades e muitos conteúdos podem ser apresentados desde o inicio da Educação Infantil, mesmo que as habilidades primordiais não estejam totalmente desenvolvidas e que os pais precisam ser informados de que o objetivo é de “letrar” e não de alfabetizar.

Desta forma, ao propor como lição de casa a leitura de um livro, a escrita de uma mensagem para a mãe ou a criação de uma lista de compras, não se supõe que o aluno da Educação Infantil o faça sozinho, formalmente ou corretamente, mas que se habitue a um novo código de comunicação e que desperte seu interesse por ele.

Para garantir que chegaremos lá no final do processo de alfabetização com sucesso e sem obstáculos, lembrem-se que:

– Ambiente letrado(r): ter contato social com materiais escritos no dia-a-dia, bem como ver que os adultos ao redor também leem e se interessam pela atividade;

– O fator “motivação” é essencial para qualquer aprendizado ocorrer. Portanto, não brigue com seu filho se ele errar ou disser que não consegue ler/escrever. Incentive-o e ofereça ajuda para que ele continue motivado na viagem ao mundo das letras!

– Perceba se ele está apto a entrar na jornada da alfabetização. Crianças com alterações visuais, auditiva, de linguagem oral ou neurológica podem precisar de adaptações de materiais, maior exposição ao conteúdo e/ou mais tempo para completar o ciclo da alfabetização.

A escola já sinalizou que o filho está com “dificuldade” para ser alfabetizado? Tente entender qual é a queixa da equipe pedagógica, busque avaliações com um fonoaudiólogo para investigar se há algum distúrbio (transtorno) de aprendizagem, mas não aceite (e nem use) rótulos de que o seu filho tem “preguiça de pensar” ou “preguiça de aprender”. Combinado?

Fotos mostram o primeiro e último dia na escola

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Publicado no Catraca Livre

O primeiro dia no jardim de infância é sem dúvida um dos mais importantes em nossas vidas. Como é o último no ensino médio ou na universidade, que marca o amadurecimento e um novo ciclo.

Com o fim do verão no hemisfério Norte, que o significa o início do ano escolar em alguns países que ficam acima da linha do Equador, o site BoredPanda fez uma seleção de dez fotos que mostram estes dias tão importantes na vida de uma pessoa.

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Pais: Parem de educar seus filhos para serem campeões olímpicos

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Track Champions

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Barbara Semerene, no Brasil Post

Não me surpreende que o Brasil esteja ganhando menos medalhas do que o esperado nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A meu ver, a expectativa era “fantasiosa”. Ganhar uma competição olímpica depende de muito mais do que esforço individual: é resultado de todo um aparato econômico-histórico-cultural que confere poder, autoestima, apoio afetivo e financeiro ao atleta, desde bem antes de ele ter nascido.

Historicamente, faz bem pouco tempo que o governo brasileiro investe em políticas públicas no esporte, comparado com países ricos e desenvolvidos, que tradicionalmente se destacam como campeões. O resultado das Olimpíadas sempre foi reflexo da geopolítica mundial, com raras exceções. Em geral, são mais bem sucedidos os “filhos” de países hegemônicos no mundo. Um ou outro “guerreiro” escapa ileso deste jogo de poder simbólico.

Pelo mesmo motivo, não é surpresa o show que os times femininos estão dando em diversos esportes, e o fato de ter o maior número de atletas assumidamente LGBTT. Mais uma vez: as Olimpíadas são reflexo da nossa cultura.

O que mais tem me chamado a atenção nestes Jogos Olímpicos é a reação de alguns atletas ao perder uma competição. Um judoca brasileiro, ao ser desclassificado por um golpe proibido, se nega a sair do tatame, discute com o juiz e fica gritando em direção aos mesários. Depois de alguns minutos, decide deixar a área de luta e abandona o ginásio chorando. Ele alega ter sido roubado, acusa a arbitragem internacional de persegui-lo e sempre prejudicá-lo no circuito mundial.

Em outro episódio, o treinador do atleta francês que fica atrás do brasileiro no salto de vara diz que o Brasil é um país bizarro. Um outro francês, desta vez na modalidade vôlei, justifica sua derrota acusando os colegas de doping.

Apesar de aparentemente inusitadas para um adulto, tais reações “exageradas” diante de uma frustração tampouco deveriam nos surpreender. Aliás, elas poderiam ser até mais comuns, considerando o mundo hipercompetitivo em que vivemos, onde não há espaço para perdedores. Um mundo onde as frustrações afetivas, desde a mais tenra idade, são tamponadas pelo consumismo, por recompensas materiais de pais que estão no mercado de trabalho ocupados demais tentando “vencer na vida”, sem tempo para dar amor e companhia para seus filhos.

Antes mesmo de o bebê sair da barriga, os pais planejam tudo para que ele seja um “vencedor”.

Estamos colocando nossos filhos no curso de inglês, no judô, na natação, no Kumon, no mandarim, na aula de música aos 2 anos de idade pra que ele seja bastante estimulado e consiga competir no mercado de trabalho. E pouco importa se já tem maturidade emocional para dar conta de uma agenda tão cheia.

Assim vamos educando crianças que nunca tiveram a oportunidade de brincar. Desde que nascem, jogar é obrigação, é treino, é competição.

Começamos na mais tenra idade a “treinar” nossos filhos para sobreviver neste mundo por meio de uma educação baseada em “punições e recompensas”. Reforçamos comportamentos positivos com “medalhas afetivas” ou materiais, e punimos na mesma moeda quando eles não são bem-sucedidos em comportamentos que julgamos “incorretos” ou aquém do esperado.

Simbolicamente, estamos o tempo todo dizendo para nossas crianças que elas só terão valor e só serão amadas se forem “campeãs” e atingirem as metas e objetivos que nós estipulamos.

O sistema escolar segue a mesma linha: avalia todos os alunos por meio de notas padronizadas e jamais dá retornos individuais considerando as singularidades do aprendizado e autenticidade das respostas de cada aluno.

Somos todos tratados como números. E queremos todos ser o número 10. E, quem não quer, é considerado um loser, ainda que seja um poeta ou gente finíssima.

O especialista em educação americano Alfie Kohn, em seu livro Unconditional Parenting (Paternidade e Maternidade Incondicionais, em tradução livre), critica esse modelo amplamente utilizado mundo afora de educação baseada no castigo e recompensa. Diz que os pais deveriam se perguntar menos “como fazer meu filho agir como quero?” e se questionar mais “do que meu filho precisa e como posso dar a ele o que ele precisa?”.

Segundo Kohn, é equivocada a visão de que somos pais permissivos e vivemos numa sociedade centrada na criança. “Não é verdade. As crianças vivem frustradas, porque seus pontos de vista não são levados a sério. Muitos pais tratam os filhos como irritantes desconhecidos. Os pais não precisam ser mais rígidos com os filhos, mas, sim, passar mais tempo com eles, para dar a eles mais orientação e tratá-los com mais respeito.”

Kohn defende uma educação menos voltada a estratégias que façam as crianças agirem conforme queremos no curto prazo. “Se você não comer tudo, não ganha sobremesa.” “Se você passar no vestibular, te dou um carro”, “se você correr na escada, vai ficar de castigo”. Às vezes, até renegando amor: o filho fica de recuperação e o pai fecha a cara e dá um gelo nele.

Vira e mexe me vejo fazendo este tipo de coisa com o meu filho de 4 anos. Às vezes até estimulo descaradamente a competitividade. Para fazê-lo ir logo escovar os dentes antes de sairmos para a escola, proponho: “vamos ver quem chega primeiro no banheiro?”.

Mas ando mais atenta às mensagens que estou transmitindo e que crianças registram para a vida toda: “competir é legal”, “só me amam quando faço exatamente o que o outro quer”, “para conseguir o que se quer, ameace e coloque medo”.

Segundo Kohn, quanto mais usamos a punição como conduta, mais criamos pessoas que pensam em como as consequências de suas ações afetarão elas próprias e não os outros… Crianças autocentradas.

Kohn argumenta que a punição impede a reflexão moral. Além disso, estimular a competitividade leva a criança a ver cada colega como potencial obstáculo para o seu sucesso. Os resultados previsíveis são: alienação, agressividade, inveja.

O escritor americano afirma que quando o seu senso de competência depende de triunfar sobre os outros, você irá, na melhor das hipóteses, se sentir seguro só de vez em quando, porque nem todos podem ganhar.

A competitividade torna a autoestima condicionada e precária e tem efeito sobre campeões e perdedores. Ele conclui: evite posicionar seu filho no mundo como superior aos outros. E aconselha: seja mais acolhedor e apoiador do que controlador; evite atrelar sua própria identidade às conquistas do seu filho.

Nada contra ser orgulhoso das conquistas dele, mas quando contar vantagem sobre o filho é algo que se faz com frequência e muito entusiasmo, é possível que se esteja confundindo sua identidade com a dele.

Lá em casa, faço questão de não deixar o meu filho de 4 anos ganhar todas as vezes em um jogo ou brincadeira. E nem fazer elogios do tipo “nossa, como você está bonito, vai ser o menino mais bonito da festa” ou “você é o melhor jogador de futebol do mundo”.

Durante muito tempo, ao não acertar no gol ou ao sair perdendo no dominó, meu pequeno agia de forma bem parecida àquele judoca brasileiro: dava piti, se jogava no chão, dizia que não tinha valido.

Aos poucos, eu tenho contado pra ele que o legal é jogar pra se divertir, não para ganhar. E divertido é quando cada hora um ganha. Se ele sempre ganhar, o outro sempre vai perder, o que, além de ser sem graça, não é justo que só um fique feliz e outro sempre triste. E digo que o amo quando ele perde ou ganha. Quero que ele se sinta amado só por existir.

O Brasil não está precisando de mais campeões olímpicos. O que o Brasil e o resto do mundo precisam é de bons perdedores.

Saiba como despertar nas crianças o interesse pela leitura

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Publicado no Ribeirão Preto Online

O brasileiro lê muito pouco, apenas 4,96 livros por ano. Esse fato foi constatado pela quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Para completar, o estudo mostrou ainda que o incentivo para reverter a situação é baixíssimo. Por exemplo, 67% da população não recebeu qualquer apoio de alguém para abrir um livro sequer.

Para o professor, coordenador pedagógico e fundador do blog “Como educar seus filhos” Carlos Nadalim, o hábito da leitura deve vir de casa. Segundo ele, para combater a falta de interesses, os pais precisam contar mais histórias em voz alta para as crianças.

O especialista conta que muitas vezes esse é o grande momento do dia dos filhos por ser uma ocasião de descobertas da criança e também da aproximação da família. “Minha primeira dica é que leiam em voz alta, para eles mesmos, o livro escolhido”.

Por que fazer isso? Para se familiarizar com a narrativa, é preciso dominar a história antes de lê-la. Isso porque os pequenos percebem quando o pai ou a mãe está lendo por ler uma determinada história. Elas sabem quando estamos fingindo interesse. Evite isso a todo custo – relata.

Outro ponto a ser analisado, segundo Nadalim, é que o texto precisa ser interessante para o leitor e para o ouvinte. Ele enfatiza a importância de se colocar no lugar das crianças e observar se o conteúdo é instigante e se a sonoridade é agradável. “Caso seu filho tenha certa idade, será capaz de entender o significado de determinada palavra em outros contextos”.

Por esse motivo, sugiro sempre fazer uma leitura prévia. Isso permite ver se existe algum ponto do texto que deva ser omitido ou que não mereça destaque. Muitas vezes, nós, pais, pegamos o primeiro livro que temos à mão e fazemos a leitura. Surge então um trecho ou palavra que você julga inadequado para a criança naquele momento e você acaba lendo sem pensar. Ela então ouve o que você disse e começa a repetir – diz.

Nadalim ressalta também que a ilustração merece cuidados. Os pais devem ter a percepção se o desenho vai atrair a criança e chamar a atenção dela. Ele chama enfatiza ainda o fato de se ao longo da história há frases repetidas.

Ele explica que as imagens conseguem manter o interesse dos pequenos, por incrível que pareça. Quando você lê histórias em que as frases se repetem, isso cria expectativa na criança, ela espera por essa repetição. “Trata-se de um recurso interessante para a leitura em voz alta”.

Obviamente há muitas outras sugestões acerca desse assunto tão vasto que é a preparação da leitura em voz alta e os critérios para você escolher os livros e as histórias. Portanto, use e abuse desse recurso – conclui.

Site: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/

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