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Descubra o que significam, em latim, os feitiços da série Harry Potter

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Algumas das palavras usadas pela autora J.K.Rowling para criação de seus ”feitiços” foram retiradas diretamente do latim, outras, são pura invenção.

Debora Carvalho, no Blasting News

Se você é fã da série Harry Potter, já deve ter reparado que, muito embora os livros da saga já tenham sido traduzidos para mais de 60 idiomas, algumas das palavras contidas nos livros de #J.K.Rowling jamais ganharam traduções; os feitiços utilizados pelos bruxos do universo #Harry Potter não sofreram adaptações idiomáticas.

Isso porque alguns destes feitiços foram criados a partir do latim, ou melhor dizendo, do latinorum.

”Latinorum é uma linguagem que soa como o latim, parece com o latim, mas não é propriamente o latim”, explica Alexandre Hasegawa, professor de Latim na USP, em entrevista ao portal Exame. Alexandre, que também é autor do Dicionário Latim – Português, refere-se ao latinorum como um ”latim deturpado”, gerado, neste caso, principalmente a partir do uso do sufixo ”ium”.

Em alguns casos, porém, a autora utilizou palavras retiradas diretamente do latim genuíno, como é o caso do feitiço ”Accio”, que na série é utilizado para ”mandar vir”, um objeto até o bruxo que o executou. Em latim, a palavra Accio significa justamente ”mandar vir”.

Pensando nisso, o portal Exame pediu para que o professor Alexandre Hasegawa ”traduzisse” alguns dos feitiços da série Harry Potter. Abaixo, uma lista de feitiços, suas funções no mundo bruxo e seu significado:

Lumos

O feitiço Lumos é utilizado para acender uma luz na ponta da varinha do bruxo que o utiliza. Os bruxos utilizam este feitiço para iluminar pequenos trechos ou espaços, como uma lanterna.

Significado: em latim, nenhum. A palavra propriamente dita não vem do latim, deriva-se porém da palavra latina lumen , cujo significado é luz, e da qual deriva o adjetivo luminosus, que significa luminoso.

Accio

O feitiço Accio serve para que o bruxo possa trazer para si o objeto de sua intenção.

Você se lembra da cena em que Harry utiliza este feitiço na primeira tarefa do Torneio Tribruxo, chamando para si sua vassoura, para poder esquivar-se do dragão que protegia os ovos de ouro.

Significado: Accio, em latim, pode ser traduzido como chamar ou mandar vir. Nos livros e filmes do universo de J.K. Rowling, esta palavra é usada na primeira pessoa do singular, o que faz com que seu significado literal seja ”eu chamo”.

Wingardium Leviosa

Wingardium leviosa é um feitiço utilizado para fazer objetos e pessoas levitarem.

Significado: O ínicio da palavra Wingardium não provém do latim, e sim do inglês: wing – asa. Ardium pode ter origem em Arduum, palavra latina que designa um lugar alto. Leviosa também pode ter sido originado de uma palavra do latim: levis, que significa ”veloz”, ”ligeiro” ou ”leve”.

Expecto Patronum

O feitiço do Patrono, ou Expecto Patronum, serve para repelir uma das criaturas mais aterrorizantes do universo mágico, os dementadores, seres que sugam toda a felicidade de suas vítimas.

Quando bem executado, este feitiço produz uma espécie de ”emanação de boas energias”, no formato de um animal.

Significado: este feitiço vem direto do latim. Expecto significa ”desejar”, e patronum significa ”guardião, ”defensor” ou ”protetor”. Resumindo, o feitiço Expecto Patronum significa ”Anseio por um guardião”, ou seja, é como se o bruxo pedisse por alguém que viesse em seu socorro.

Expelliarmus

O feitiço utilizado para desarmar rivais e inimigos. Ao fazer uso deste feitiço, o bruxo lança para longe a varinha do adversário.

Significado: O feitiço é uma junção do verbo expello (”expulsar”, ”repelir”, ”expelir”, ”lançar fora”), com a palavra armus, que segundo Hasegawa, pode ter sido originada da palavra arma. O sufixo mus, determina a primeira pessoa do plural, portanto, é como se o bruxo dissesse algo como: ”nós lançamos a arma para fora”.

Obliviate

O feitiço responsável por apagar a memória de bruxos ou trouxas que ”viram demais”.

Significado: este encantamento vem do latim oblivio, que significa ”esquecer”. O sufixo ate indica a segunda pessoa do plural, ou seja, ”vós”, que em português tornaria o feitiço em algo como ”esqueceis”, uma ordem para que o bruxo ou trouxa esqueça o que viu ou ouviu.

Petrificus Totalus

Este encantamento é utilizado para petrificar outras pessoas, enrijecendo seu corpo como se fosse uma pedra.

Significado: a palavra petrificus não existe no latim, mas as palavras que a compõe sim: petra significa ”pedra”, ”rocha” ou ”penhasco”, enquanto fícus indica uma ação, a ação de tornar o oponente em pedra, neste caso. Totalus também não é uma palavra latina, mas deriva de totus, que significa ”todo” ou ”inteiro”.

Avada Kedavra

Por último, a Maldição da Morte, a qual Harry Potter sobreviveu quando ainda era um bebê.

Significado: Kedavra não é uma palavra em latim, mas sua sonoridade lembra cadaver (cadáver, em latim). Avada não tem qualquer relação com o latim

Com o tempo que gasta no Facebook, você conseguiria ler 200 livros em um ano

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Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Maria Confort, no Manual do Homem Moderno

Acha que lê pouco? A culpa, além da sua preguiça, é provavelmente do Facebook. O tempo que você gasta na rede social poderia te dar uma brecha no seu dia para ler cerca de 200 livros em um ano.

Sabe aquela desculpa de não ter tempo para ler? Então, ela é uma furada. Tudo na vida é prioridades e, neste caso, a sua prioridade provavelmente é passar boa parte do seu tempo vendo seu feed de notícias. Quem garante isso é o escritor norte-americano Charles Chu, que comprovou a própria tese em 2015, quando lançou a si mesmo o desafio de ler pelo menos 3 livros por semana.

A ideia começou quando ele descobriu que seu ídolo, o investidor Warren Buffett, atribuía o próprio sucesso à força da sua relação com os livros. Segundo o bilionário em uma entrevista para o USA Today, o ideal para o sucesso é ler 500 páginas por dia: “É assim que o conhecimento funciona, é construído (…) Qualquer um é capaz de ler 500 páginas por dia, embora a minoria realmente faça isso”. Na época que leu essa entrevista, Chu estava no seu “emprego dos sonhos” e seus amigos e familiares o consideravam um vencedor, mas, mesmo assim, ele sentia um vazio gigantesco em relação às próprias escolhas.

Então, ele decidiu então seguir o conselho de Buffett e investir, com força, nos livros. Funcionou: ele não conseguiu chegar ao máximo de 500 páginas por dia, mas depois de 2 anos já tinha terminado mais de 400 livros. “Os livros me deram coragem para viajar, a convicção para me demitir, me deram modelos e heróis e significado em um mundo em que eu não tinha nenhum”, escreveu ele em seu site, Better Humans.

Para alcançar esse objetivo, Chu dá a dica: não desista antes de começar e pense o óbvio. Estatisticamente, os norte-ameircanos leem entre 200 e 400 palavras por minutos. Um livro de não ficção, por exemplo, tem em média 50 mil palavras. Multiplique isso por duzentos e elas serão 10 milhões e palavras. Depois, divida 10 milhões por 400 – que seria a sua capacidade de leitura por minuto – e pronto: ser˜åo necessários 25 mil minutos, ou 417 horas, para ler 200 livros. Agora, tudo o que você precisa fazer é encontrar tempo.

Segundo Chu, o norte-americano médio passa 608 horas nas mídias sociais e 1642 horas na frente da televisão: “São 2250 horas por ano gastas com lixo” reforça. “Se fossem gastas lendo, você poderia ler mais de mil livros por ano!”. Entendeu o raciocínio?

Consegue descrever a que cheira um livro antigo? Ferramenta inédita ajuda a traduzir o cheiro em palavras

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CHRISTOPHE SIMON/ Getty Images

CHRISTOPHE SIMON/ Getty Images

 

Um grupo de investigadores criou uma “roda dos aromas” para livros antigos, semelhante à que existe para o vinho, que ajuda a relacionar as subjetivas percepções olfativas com os químicos identificáveis

Publicado no Visão

Não se avalia um livro pela capa, mas… e pelo cheiro? Apesar de ser um dos primeiros aspectos que salta “à vista” num livro antigo, descrever a que cheira não é fácil. Num novo estudo, publicado no Heritage Science, um grupo de investigadores britânicos, da Universidade de Londres, tentou criar uma série de diretrizes para caracterizar, e até, possivelmente, recriar, cheiros antigos, recorrendo a um dos mais inequívocos: o dos livros.

Para isso, criaram uma ferramenta semelhante à que existe para classificar os vinhos, a que chamaram “Roda dos Aromas dos Livros Históricos”.

Em laboratório, a equipa fez uma análise química dos compostos orgânicos voláteis emitidos pelos livros, uma vez que o papel é conseguido atrás da madeira e se encontra em constante decomposição, libertando compostos químicos que se misturam, formando um aroma único. Através desta análise, os investigadores conseguiram analisar a “assinatura química” dos livros.

Com essa informação, esperam os autores do estudo, liderados por Matija Strlič, poderá ser mais fácil perceber o estado real de um livro e as possíveis ameaças à sua integridade. “Os cheiros têm informação sobre a composição química e a condição de um objeto”, explica Matija Strlič, ao Smithsonian.com.

Com a ajuda de visitantes do Museu e Galeria de Arte de Birmingham e de um painel de pessoas recrutadas para cheirar livros na história biblioteca de Wren, na Catedral de São Paulo, a equipa da Universidade de Londres levou depois a cabo uma análise sensorial. Aos visitantes do museu, foram apresentados oito aromas, que incluíam café, mercado de peixe e um livro antigo. Os participantes tinham de responder a um questionário, que incluía uma descrição dos cheiros.

Ao outro grupo foi pedido que descrevessem o que cheiravam quando entravam numa biblioteca, a partir de 21 aromas possíveis, como “amêndoa” ou “chocolate” mas podendo também usar as suas próprias palavras.

Se as palavras mais usadas pelos visitantes do museu para descrever o cheiro dos livros foram “chocolate”, “café” e “antigo”, os “cheiradores” escolheram descrições como “madeira”, “fumo” e “terra”. Foi a partir desta análise que os investigadores criaram a “Roda dos Aromas”.

A mania de acumular livros não lidos tem um nome. Em japonês

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Hipótese de que a popularização de leitores digitais acabariam com o acúmulo de livros físicos não se concretizou

Hipótese de que a popularização de leitores digitais acabariam com o acúmulo de livros físicos não se concretizou – Foto: Giulia van Pelt/Creative Commons

 

‘Tsundoku’ foi o nome dado à prática de comprar livros e mantê-los intactos nas estantes de casa

Juliana Domingos de Lima, no Nexo

O hábito de comprar livros que nunca serão lidos e acumulá-los em pilhas é familiar para quem gosta de ler. E há uma única palavra, em japonês, para designar a prática: tsundoku.

Na verdade, o substantivo é um jogo de palavras. “Tsundoku” corresponde à forma oral do verbo “tsunde oku”, que quer dizer “empilhar e deixar de lado por um tempo”. Mas “doku”, palavra expressa por um ideograma, corresponde ao verbo ler. Assim, criou-se uma nova palavra, cujo sentido é a aquisição de materiais de leitura que acabam empilhados, sem nunca serem lidos.

A ilustradora Ella Frances Sanders chegou a criar uma imagem para o vocábulo japonês, em seu livro “Lost in Translation: An Illustrated Compendium of Untranslatable Words from Around the World”.

Ella Frances Sanders ilustrou palavras intraduzíveis para outras línguas - Foto: Reprodução

Ella Frances Sanders ilustrou palavras intraduzíveis para outras línguas – Foto: Reprodução

 

A hipótese de que a popularização de leitores digitais (como Kindle e Kobo) acabariam com o acúmulo de livros físicos ainda não se concretizou – ao que tudo indica, pessoas gostam de juntar papel.

Segundo uma pesquisa do instituto Pew Research Center publicada em setembro de 2016, os livros de papel continuam a ser mais populares que o formato digital nos Estados Unidos.

2,71

bilhões de livros físicos foram vendidos nos EUA só em 2015, segundo o portal “Statista”, especializado em dados

255

milhões de livros físicos foram vendidos no mercado brasileiro em 2015 de acordo com a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro

Entre as razões que podem explicar por que algumas pessoas continuam comprando livros mesmo quando ainda há outros já empilhados para serem lidos há o status. Possuir muitos livros pode conferir aparência de conhecimento a alguém.

Há ainda outros motivos possíveis, citados pelo site “Ozy”. Às vezes, colecionadores os adquirem por nostalgia – lidos na infância ou adolescência, os livros podem passar a simbolizar um período da vida, diz Susan Benne, diretora executiva da Associação Americana de Livreiros de Antiquários.

4 coisas que você pode aprender dormindo e não sabia

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publicado no Segredos do Mundo

E se fosse possível aprender dormindo, o que você diria? Se esse sempre foi seu sonho, especialmente um dia antes daquela prova chata de gramática ou álgebra, acredite, a Ciência já provou que seu maior desejo é possível. Ou melhor dizendo, é possível em partes.

Isso porque não é tudo que se pode aprender dormindo. Você vai continuar, pelo menos por hoje, precisando se afundar nos livros antes de seus exames escolares.

Ao mesmo tempo, não é só querer que torna o ato de aprender dormindo algo possível. O cérebro precisa de estímulos certos, relacionados ao que se quer memorizar, para que o aprendizado seja eficientes.

Mas, se tem uma notícia melhor ainda que o fato de ser possível aprender algumas coisas em sono profundo é que essa captação das coisas acontece de uma maneira muito rápida. Como você vai ver nos experimentos que listamos abaixo, sonecas de uma hora e meio ou duas horas, no máximo, já são capazes de selar alguns tipos de aprendizados.

Quer entender melhor como funciona essa loucura científica e começar a aprender dormindo? Então não desgrude de nosso seleção e se prepare para aquele soninho dos deuses, se possível sem roupas, como você já descobriu ser a melhor forma de dormir.

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Descubra 4 coisas que você pode aprender dormindo:

1. Música

Um estudo muito curioso foi desenvolvido com guitarristas amadores. Todos eles foram convidados a tocar uma música que não conheciam, acompanhando partituras. Depois, eles tinha que dormir durante uma hora.

Quando eles caíam no sono, metade passou a escutar a música que havia acabado de tentar tocar. A outra metade não ouviu nada.

Ao acordarem, os guitarristas foram convidados novamente a tocar a tal música, agora sem partitura. O resultado foi que os que ouviram a música durante o sono conseguiu executá-la, enquanto os demais tiveram tanta dificuldade na execução quanto no início do experimento.

2. Organização e memória

Um outro estudo, envolvendo 60 adultos, também mostrou que é possível aprender dormindo. Dessa vez, os voluntários foram convidados a usar um programa de computador que exigia que uma peça muito pequena fosse encaixada virtualmente em uma estrutura giratória. Um sinal agradável aos ouvidos era emitido, durante alguns segundos, todas as vezes que essas pessoas conseguiam encaixar a peça de forma satisfatória.

Depois de um um tempo de tentativas, os voluntários tiveram que dormir cerca de uma hora e meia. Em seguida, tinha que voltar a executar o tal programa.

O resultado disso, conforme os pesquisadores, não mudou em nada nos primeiros ciclos do experimento, que consistia em jogar e depois dormir de novo. No entanto, quando os voluntários ouviram durante o sono o sinal agradável que o jogo emitia, conseguiram encontrar mais facilmente o encaixe da pecinha quando voltaram ao experimento.

3. Língua estrangeira

Outra coisa que dá para aprender dormindo? Idiomas estrangeiro! Dá para acreditar? E olha que isso foi comprado por um estudo desenvolvido na Alemanha!

Conforme o experimento, voluntários que tinham aulas de holandês à noite e dormiam ouvindo palavras em holandês (que depois eram traduzidas para o alemão) conseguiram melhores resultados em testes depois de apenas uma semana. Isso, claro, em comparação aos que tinham a mesma rotina de aulas, mas dormiam sem ouvir qualquer coisa.

E, para provar que o “pulo do gato” era realmente o ato de dormir e não as palavras repetidas em si, os mesmos pesquisadores testaram uma terceira variação do experimento. Dessa vez, reuniram voluntários que tiveram uma semana de aula de holandês e que passavam o dia, e não a noite, ouvindo palavras em holandês, que eram traduzidas em seguida.

No final das contas, esse terceiro grupo não conseguiu, nem de longe, alcançar os resultados positivos em testes de proficiência do grupo que dormia ouvindo as mesmas palavras.

4. Proteger lembranças específicas

Outro teste que provou ser possível aprender dormindo mostrou também que é possível manter na cabeça algumas lembranças específicas. Para chegar a esse resultado, voluntários foram convidados a participar de um teste em que era precisa associar palavras com ícones.

Caso estivesse correta a associação, os voluntários ouviam um ruído que tivesse a ver com a tal palavra. Por exemplo, a palavra gato + o desenho de um gato + um miado.

Em seguida, as pessoas precisavam dormir por duas horas. Um grupo foi exposto aos ruídos emitidos durante o jogo de associações enquanto dormiam, o outro, não.

Depois do cochilo, as pessoas tinham que preencher uma espécie de relatório em que tinham que indicar os objetos e palavras que fizeram parte do início do experimento. Quem dormiu ouvindo os ruídos conseguiu uma quantidade de acertos muito maior que as pessoas que não ouviram nada durante o sono.

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