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Maria Bethânia diz que deseja gravar CD com poemas de Fernando Pessoa

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Ao lado de Cleonice Berardinelli, cantora leu obra do português na Flip.
Com 96 anos, professora afirmou sempre descobrir sonetos do poeta.

Maria Bethânia leu poemas de Fernando Pessoa no terceiro dia da Flip (Foto: Flavio Moraes/G1)

Maria Bethânia leu poemas de Fernando Pessoa no terceiro dia da Flip (Foto: Flavio Moraes/G1)

Letícia Mendes, no G1

A obra de Fernando Pessoa foi celebrada por Maria Bethânia e pela estudiosa do poeta Cleonice Berardinelli na mesa mais disputada da 11ª Flip, que aconteceu na noite desta sexta-feira (5). Com ingressos esgotados logo no primeiro dia de vendas, em 10 de junho, a sessão de leitura começou com 20 minutos de atraso e lotação na Tenda dos Autores. Poucos minutos após a hora marcada para o início, 19h30, ainda havia uma multidão em frente ao local.

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Aplaudida de pé ao subir ao palco, dona Cléo – como prefere ser chamada -, de 96 anos, iniciou a mesa “Lendo Pessoa à beira-mar”. Bethânia, que tem integrado versos do poeta português em seus shows há mais de 40 anos, foi convidada por Cleonice para entrar em cena.

As duas fizeram uma leitura ininterrupta de 50 minutos de poemas de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, como “Dois Excertos de Odes”; “O meu coração quebrou-se”; “Leve, breve, suave”; “Natal… na província neva”; “Autopsicografia”; “Cerca de grandes muros quem te sonhas”; “Prece”; “O rei”; “O infante”; “O guardador de rebanhos”; “Quando eu não te tinha”; “O amor é uma companhia”; “Já sobre a fronte vã”; “Quer pouco terás tudo”; “Aniversário”; “Esta velha angústia”; “Depus a máscara”; “Todas as cartas de amor são ridículas”; “Poema em linha reta”; “O Binômio de Newton”.
Em seguida, o mediador Júlio Diniz questionou Cleonice sobre qual seria seu heterônimo favorito. “É como perguntar para a mãe de qual filho ela gosta mais. Eu tenho um aluno que faz pesquisa constantemente sobre Pessoa, descobrindo novos sonetos cada vez mais”, disse.

Bethânia contou que foi o diretor teatral Fauzi Arap “quem colocou o Pessoa no meu colo”. “Ele viu que tinha a ver comigo. Ele me fez aprender, ler, entender e gostar”, afirmou. Junto com Cleonice, a cantora disse que deseja gravar um CD com leitura dos poemas. “Claro que eu aceito”, respondeu dona Cléo.

‘Holocausto Brasileiro’ resgata história de 60 mil mortos em hospício mineiro

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Publicado por Livraria da Folha

O hospício conhecido por Colônia, em Barbacena (MG), foi palco de uma das maiores atrocidades contra a humanidade no Brasil. Lá, com a conivência de médicos e funcionários, o Estado violou, matou e mutilou dezenas de milhares de internos.

Divulgação

Pacientes protegiam sua gravidez passando fezes sobre a barriga / Divulgação

Epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e meninas que engravidaram antes do casamento engrossavam o número de “pacientes”. Aproximadamente 70% deles não tinham doença mental.

No hospício, perdiam seus nomes e suas roupas. Viviam nus, comiam ratos, bebiam água do esgoto, dormiam ao relento, eram espancados. Nas noites geladas, cobertos por trapos, morriam pelo frio, pela fome ou pela doença. Em alguns períodos, 16 pessoas morriam por dia nesse manicômio.

Os cadáveres eram vendidos para faculdades de medicina. Quando não havia comprador, os corpos eram banhados em ácido no pátio, diante dos internos.

Em “Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil “, a jornalista Daniela Arbex conta a história entre os muros da Colônia para evitar que atrocidades assim voltem a acontecer. Abaixo, veja o vídeo de divulgação do livro.

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