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Especialista defende games na educação: “Feijão com arroz não vai solucionar problemas”

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FêCris e Parente em evento realizado no StudioClio Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

FêCris e Parente em evento realizado no StudioClio Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Doutor em educação, Rafael Parente participou do Com a Palavra, promovido por Zero Hora e a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho

Marcelo Kervalt, no Zero Hora

Febre entre os jovens, os games podem ser uma alternativa para atrair mais a atenção dos estudantes para o conteúdo ensinado dentro da sala de aula. O que está se chamando de gamificação na educação une o útil ao agradável, aumentando o engajamento e, por consequência, o aprendizado dos alunos. O tema foi abordado nesta segunda-feira durante o Com a Palavra, evento promovido por Zero Hora e a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.

Aberto ao público e com inscrições gratuitas, o espaço de debates propõe aprofundar temas tratados pelas diferentes áreas do jornal. Na sua nona edição, o Com a Palavra trouxe o doutor em educação internacional e desenvolvimento, com extensa experiência em projetos de educação, Rafael Parente. A editora de Zero Hora FêCris Vasconcellos fez a mediação do encontro realizado no StudioClio, localizado na Cidade Baixa, em Porto Alegre.

— Essa experiência leva a metodologia dos games para a sala de aula. E, no Brasil, por conta da ineficiência da educação, a necessidade de se repensar as escolas, os processos, as formas de aprendizagem é urgente — disse.

Para o especialista, fazer “o feijão com arroz que vem sendo feito em muitos lugares” não vai solucionar os problemas da área, que vêm se acumulando há anos. No entanto, Parente acredita que está na educação de qualidade o meio definitivo de resolução dos maiores impasses do país.

A gamificação, explicou o palestrante, é a aplicação de elementos, dinâmicas e características de jogos para promover o comportamento desejado. A ideia já é utilizada em várias áreas, como em estratégias de marketing, para engajamento do público-alvo nas campanhas. Na educação, o uso dessa metodologia causaria um efeito cascata, fazendo com que aumentassem em sequência o interesse, o engajamento e a aprendizagem.

— Quando as crianças estão jogando videogame, por exemplo, elas sequer piscam, tamanha é a concentração. Nesse momento, elas estão inseridas naquela experiência. Já, na sala de aula, o pensamento viaja para longe.

No seu entendimento, as escolas atuais exigem um comportamento passivo das crianças, quando, na verdade, a tendência contemporânea é torná-las protagonistas.

— Precisamos mudar esse pensamento de aula expositiva com alunos passivos.

Com a inserção dos games, não necessariamente digitais, é possível, segundo Parente, estimular a responsabilidade, a resiliência e a competitividade saudável. O conceito, cada vez mais relevante por sua capacidade de atrair a atenção dos estudantes, vem ganhando destaque na educação básica. O projeto Conecturma, focado na alfabetização, é uma plataforma transmídia de aprendizagem com versão off-line, livros digitais e impressos, didáticos e paradidáticos, aplicativos, jogos de tabuleiro e desenvolvimento profissional para professores, entre outros. Implantada em Viamão, o Conecturma está presente em 11 escolas, abrangendo 430 alunos do município. A assessora de tecnologia do projeto na cidade Patrícia Santos participou da palestra desta segunda ao lado de duas colegas.

— A gamificação só vem para agregar, pois as crianças falam muito de games a toda hora. Verificamos nesses dois meses de projeto que elas estão lendo e escrevendo mais.

A professora Maria Ignez, de 63 anos, gostou do conceito de aprendizagem apresentado por Parente.

— Estimula as crianças e nós, professores, a fazermos mais, a irmos além.

Atualmente, a gamificação também é utilizada no projeto Logus – A Saga do Conhecimento. O game, uma realização do Grupo RBS e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, é voltado para escolas públicas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e tem como objetivo estimular a formação dos jovens e valorizar o ambiente escolar, por meio de uma linguagem atraente para os estudantes.

Menino que comprou Fusca aos 10 anos quer ser palestrante e escritor

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Thiago Berce é morador de Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná.
Garoto criou cinco dicas de economia para quem quer guardar dinheiro.

O pai de Thiago é o 'motorista oficial' até o menino completar 18 anos (Foto: Arquivo pessoal)

O pai de Thiago é o ‘motorista oficial’ até o menino completar 18 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Ilsinéia Machado, no G1

Thiago Morales Berce ficou famoso após comprar o primeiro carro – um Fusca 76 – com as economias guardadas durante três anos. O menino de dez anos, que mora em Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná, agora quer realizar outros dois sonhos: ser palestrante e escritor. Thiago já dá dicas de economia para colegas e também criou uma página em uma rede social. “Tem garotos da minha idade e também adultos que estão seguindo o meu exemplo. Isso despertou o desejo de ensinar as pessoas”, explica.

“O menino do fusca”, como ficou conhecido na cidade, está escrevendo um livro sobre como guardou dinheiro e também tem projetos para lançar uma coleção de gibis e ensinar educação financeira para as crianças.

A mãe, Andréia Morales Berce, conta que o garoto passou a ler e buscar mais informações sobre economia para ajudar e orientar as pessoas.”Ele é muito disciplinado e centrado no que faz. O Thiago pergunta e pesquisa sobre tudo. Ele quer ajudar as pessoas a conquistarem os sonhos delas”, disse.

Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante 3 anos para comprar o Fusca (Foto: Andréia M. Berce)

Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante 3 anos
para comprar o Fusca (Foto: Andréia M. Berce)

O fusca

Depois de passar uma semana no conserto, o fusca não ficou parado na garagem da casa do menino. “Ele só quer andar com o carro dele. Para ir em qualquer lugar, na igreja, na padaria, pescar… tudo tem que ser com o fusca. O meu carro ficou abandonado”, afirma o pai, Valdir de Souza Berce, que é o motorista oficial do Fusca até Thiago completar 18 anos de idade.

“Andar a pé nunca mais”, disse Thiago, que está guardando dinheiro novamente para investir no veículo. “Eu quero personalizá-lo. Nunca vou vendê-lo. Ele vai ficar de recordação”, afirma o menino que também guarda as economias para fazer faculdade. “Era para ter mais, mas precisei de uma bola de futebol nova, então usei o dinheiro. Não compro qualquer coisa, só o que realmente preciso”, explica Thiago que tem R$ 200 guardado.

Menino está guardando dinheiro para personalizar o fusca e para a faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)

Menino está guardando dinheiro para personalizar o fusca e para a faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)

Rede social

Na rede social, Thiago compartilha seu dia a dia e também orienta quem está economizando. Entre as dicas que o garoto dá está a de trocar moedas por cédulas, para ajudar o comércio.

O menino também incentiva quem ainda não guarda dinheiro. “Comece a guardar o máximo de moedas que puder até o Natal e surpreenda seus pais com o valor que você juntar. Daí compre um brinquedo bem legal pra você”, escreveu na página.

Para ajudar aqueles que querem guardar dinheiro, Thiago criou cinco dicas de economia: pensar em alguma coisa que deseja comprar; começar a guardar dinheiro, não importa o valor; usar o dinheiro que está guardando somente quando muito necessário; nunca emprestar o dinheiro, a não ser que a pessoa devolva o valor corretamente, e continuar poupando sempre. “Com paciência e persistência qualquer pessoa pode conquistar um sonho”, afirma o garoto.

Veja sete dicas para ler melhor e se sair bem em exames e concursos

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sete dicas para ler melhor

Getty Images

O material impresso também permite uma seleção maior daquilo que nos interessa ou não

William Douglas, no Midia News [ via UOL]

A importância da leitura reside no fato de ser uma das mais utilizadas fontes de informação, além da mais disponível. Nem sempre podemos contar com um bom professor ou temos tempo para assistir palestras, mas os livros estão sempre disponíveis para quando quisermos.

O material impresso também permite uma seleção maior daquilo que nos interessa ou não. Se vamos assistir a um documentário, somos quase obrigados a participar de todo o processo criativo elaborado pelo diretor/produtor.

Em um jornal, por exemplo, podemos ler rapidamente o texto descobrindo aquilo que compensa uma leitura mais detida e abandonando assuntos que não nos são úteis.

Ler eficientemente, contudo, não significa ler rápido, mas buscar utilidade e prazer no ato de ler e obter o melhor equilíbrio entre três valores: captação maior ou menor de informações; fixação maior ou menor das informações captadas; e velocidade da leitura.

Quando se lê apenas para tomar conhecimento do que está acontecendo pelo mundo, não existe a mesma necessidade de fixação que se dá num texto que irá cair na prova etc.

Daí decorre que faremos diferentes tipos de leitura, conforme nossos interesses. É preciso saber ler de formas diferentes, ora aumentando a velocidade, ora diminuindo.

Existem diversos ritmos de leitura: a informativa, a de lazer e a de estudo (compreensiva). O nível de atenção e as técnicas para a assimilação de cada uma delas variam, conforme se pode imaginar. Quanto maior a necessidade de fixação, maior o número de técnicas a serem utilizadas.

É até possível que num dia em que esteja mais cansado você leia um livro sem todas as fases da leitura de estudo, mas como se fosse uma leitura informativa ou mesmo de lazer.

Eliminando-se vícios e adotando-se alguns cuidados, a qualidade da leitura irá aumentar naturalmente, resultando em maior velocidade, captação e fixação. Quanto mais a pessoa ler e treinar maior será sua velocidade de leitura.

Por isso é tão importante que se invista em ler mais e melhor, sempre que possível, para isso, separei dicas que não podem deixar de ser observadas em se tratando de otimização de leitura:

– Passe a decidir qual espécie de leitura irá fazer em cada caso: informativa, de lazer ou de estudo. Se quiser uma boa retenção daquilo que será lido, utilize as diversas técnicas de fixação e memorização.

– Observe-se para descobrir qual é a sua velocidade de equilíbrio na leitura. Experimente acelerar ou diminuir o ritmo de sua leitura normal e aquilatar o resultado na compreensão, concentração e retenção.

– Adquira o hábito de consultar dicionários para melhorar seu vocabulário.

– Controle os vícios de leitura e aperfeiçoe as qualidades.

– Comece a distinguir o que está efetivamente escrito no texto daquilo que é sua interpretação.

– Preste atenção na entonação, pois ela pode modificar o sentido do texto.

– Adquira o hábito da leitura.

Com essas diretrizes sua leitura certamente será melhor e, em pouco tempo, você notará a diferença em sua comunicação, provas e no quanto você apreciara a leitura e compreenderá melhor seu conteúdo.

Que destino terão os 4 mil livros de Joaquim Barbosa em Brasília

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Felipe Patury, na Época

BIBLIOTECA Onde Joaquim Barbosa porá os quatro mil livros que tem apenas em Brasília (Foto: Alan Marques/Folhapress)

BIBLIOTECA Onde Joaquim Barbosa porá os quatro mil livros que tem apenas em Brasília (Foto: Alan Marques/Folhapress)

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa acumulava quase quatro mil livros no seu gabinete na corte. Depois que se aposentou, pediu aos antigos funcionários que catalogassem todos, os encaixotassem e mandassem para seu apartamento em Brasília. Não é problema acomodar no imóvel de 600 metros quadrados sua biblioteca brasiliense – ele tem outra no Rio. O problema é que se trata de um apartamento funcional e Barbosa quer devolvê-lo ao Erário tão logo volte de suas férias. Seus amigos estão de olho num apartamento ou casa capaz de comportar tudo, quando ele recomeçar sua vida como parecerista e palestrante. Já tem, aliás, seis conferências na agenda.

Estudante com braços e pernas amputados após infecção lança livro

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Publicado na Folha

Em 2009, aos 18 anos, o estudante paulistano Pedro Pimenta foi infectado por uma bactéria e teve que amputar os braços acima dos cotovelos e as pernas acima dos joelhos. Hoje, dá palestras sobre superação em empresas no Brasil e, no exterior, participa de conferências. Na quarta-feira (13), às 19h, lançará o livro “Superar É Viver” (ed. Leya, R$ 36,90), na Livraria Cultura do shopping Iguatemi, em São Paulo.

…Depoimento a
LUISA ALCANTARA E SILVA
editora-assistente de “turismo” e “comida”

Era um dia normal, 11 de setembro de 2009. Tinha 18 anos. Saí do cursinho e fui almoçar com meus amigos, como fazia toda sexta. Comecei a passar mal e fui para casa. Foi tudo muito rápido. Lembro de apagar na ambulância, a caminho do hospital.

O que ocorreu a seguir foi o que me contaram, porque eu estava em coma. Cheguei ao [hospital Albert] Einstein quase morto; segundo os médicos, eu tinha 1% de chance de sair daquela. Fiquei uma semana inconsciente.

Acordei na UTI e vi meus membros gangrenados. Estava com meningite meningocócica.

Quando o doutor Marco Guedes veio falar do meu quadro, fiquei sabendo que a única solução seria amputar os quatro membros uma semana antes de ser operado

Eu estava com tanta dor que não chorei. Chamo de fase do terror o mês em que fiquei com os membros gangrenados. Só sentia dor.

Após a operação, fiquei mais 13 dias em coma. Sabia que ia ter um show do AC/DC no estádio do Morumbi, e eu queria muito ir. Menos de um mês depois, ainda na semi UTI, acho que, de tanto eu encher o saco, o doutor Ophir Irony conseguiu fazer com que eu fosse. Fui em uma maca, acompanhado por ele.

Fui operado tantas vezes que virou rotina. Ao todo, fiquei cinco meses e meio no hospital.

Passei Natal, Ano-Novo e meu aniversário de 19 anos no Einstein, mas, na hora em que recebi alta, tive medo. Era como se lá fora fosse um ambiente hostil para mim.

Saí de cadeira de rodas e comecei um tratamento na rede Lucy Montoro. Fiquei lá durante dois meses e, em maio de 2010, decidi ir para uma rede particular. No Centro Marian Weiss, fiz uma
família.

Meus primeiros passos foram com as próteses “stubbies”, bem baixinhas. Mas não conseguia dar nem dez passos; cansava demais.

Fiquei lá até outubro, quando fui para um centro de reabilitação em Chicago. Fiquei três meses morando na cidade, com minha mãe.

Alguns médicos no Brasil haviam dito que eu ia sempre depender da cadeira de rodas. Em Chicago, também falaram para eu ir com calma. “Vamos trabalhar primeiro com os braços”, disse a equipe de lá. Comecei a usar uma prótese para os membros superiores. São ganchos. Imagina viver com palitinhos de comida japonesa no lugar das mãos. É assim que vivo.

Nessa época, conheci no YouTube uma empresa de próteses. Os vídeos mostravam amputados andando normalmente.

Tinha conhecido o vice-presidente desse grupo em um evento. Liguei para ele e ele foi à minha casa em Chicago. Disse que eu devia descartar a cadeira de rodas. Um dia, em San Diego, levei duas horas e meia para andar três quadras com os “stubbies”.

Acabei o tratamento em Chicago e fui a Oklahoma. Fiz um treinamento de 20 dias. No dia 6 de dezembro de 2010 foi a última vez que usei a cadeira de rodas. Passei o Natal no Brasil e depois voltei a Oklahoma para colocar a prótese mais alta, a “ottobock c-leg”, que tem joelho.

Com o tempo, fui ganhando independência. Moro na Flórida, sozinho. Levo uma vida normal. Não fico pensando que não tenho os membros. Você se acostuma e esquece.

Nunca encontrei alguém como eu, com os quatro membros amputados acima dos cotovelos e dos joelhos e que não usa cadeira de rodas.

Tenho sorte porque tenho dinheiro, mas acho que qualquer um poderia chegar onde estou. Quando você tem um sonho, você consegue.

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