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Não pode ir a Paraty? Flip põe suas mesas no YouTube

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Paraty, Rio de Janeiro, recebe nova edição da Flip (//Getty Images)

Paraty, Rio de Janeiro, recebe nova edição da Flip (//Getty Images)

 

Organização do evento disponibiliza o áudio das discussões na íntegra em seu canal oficial na rede social

Publicado na Veja

Para quem não pode ir a Paraty conferir de perto a Flip 2017, a organização do evento tem um pequeno tesouro: os áudios, na íntegra e com tradução no caso de debates com convidados estrangeiros, das mesas desta edição estão reunidos no canal oficial da festa no Youtube.

Os vídeos não entram no ar tão logo terminam as mesas — até porque, quem já foi a Paraty sabe bem, a internet por lá não é exatamente a jato. Mas, no início da noite desta sexta-feira, já estavam disponíveis todas as mesas realizadas até as duas da tarde — a mesa de abertura, sobre Lima Barreto, na quarta, as mesas de quinta e a primeira de sexta. Confira aqui a programação completa desta edição da Flip.

Vale lembrar que, para quem quiser assistir às meses ao vivo, a festa também oferece streaming, em seu site.

Confira, abaixo, a mesa de abertura, com Lázaro Ramos e Lilia Schwarcz:

Aqui, o exemplo de uma mesa com convidado estrangeiro, a escritora tutsi Scholastique Mukasonga, de Ruanda, com áudio traduzido:

‘As pessoas que mais nos acompanham na vida são os livros’, diz Valter Hugo Mãe

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Sylvia Colombo, na Folha de S.Paulo

Livros podem ser como pessoas. Apesar de achar a própria ideia “ousada”, é sobre essa possibilidade que o escritor português Valter Hugo Mãe, 45, discorrerá em suas palestras em São Paulo (31 de agosto) e em Salvador (5 de setembro), dentro do ciclo de conferências “Fronteiras do Pensamento”, evento do qual a Folha é parceira.

O autor de “A Máquina de Fazer Espanhóis” e “O Filho de Mil Homens”, cuja obra no Brasil era editada pela Cosac Naify, agora terá seus livros publicados pela Biblioteca Azul.

Em entrevista à Folha, por Skype, o escritor falou de sua relação com os livros e do novo romance, que se passa no Japão antigo.

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Folha – Como serão suas palestras no Brasil?

Valter Hugo Mãe – Partirei da presença de um livro na minha infância para refletir sobre o que penso a respeito da felicidade, que é um tema recorrente nos meus livros. A felicidade não existe sem conter a tristeza.

Quero contar minha experiência enquanto autor na busca de uma espécie de redenção, de salvação, a partir da literatura. E questionar até que ponto os livros não são, eles próprios, motivações para a felicidade.

Talvez eu vá dizer que os livros de alguma forma representam pessoas e, enquanto estivermos dentro de um espaço carregado de livros, estaremos na verdade no meio de uma multidão.

Por que talvez?

Porque que vou dizer, mas considero ousado (risos). Vou citar alguns autores de que gosto, mas obviamente pressupor que as pessoas entendam que estou falando de estar cercado apenas de bons livros. O foco será nessa honesta sensação que tenho de que, com o tempo, as pessoas que mais nos acompanham na vida talvez sejam livros. No meu caso, as pessoas que mais demoram na minha vida são mesmo feitas de papel.

O escritor português Valter Hugo Mãe em Sabatina Folha no ano passado - Eduardo Anizelli/Folhapress

O escritor português Valter Hugo Mãe em Sabatina Folha no ano passado – Eduardo Anizelli/Folhapress

 

Você acaba de terminar mais um romance. Pode falar um pouco dele?

Terminei, mas ainda não entreguei. Estou dando a última leitura para mandar hoje mesmo. Neste momento, estou na página 59 (risos). Esse processo é patológico. Estou naquela fase em que começa a depressão pós-escritura. A gente fica tanto tempo meditando sobre um texto que, quando entrega, é quase como sofrer um ato de violência.


Por quê?

Não é porque eu não queira compartilhar, fico ansioso para que as pessoas leiam e me digam o que pensam, fazendo com que eu aprenda algo mais sobre o livro que eu jamais saberia sozinho.

Mas essa hora de entregar é uma coisa horrenda (risos), porque nós vínhamos juntos há tanto tempo, e de repente o autor fica para trás.

O livro vai e eu fico com aquela angústia porque, obviamente, não posso disciplinar o leitor, então não sei o que vai acontecer. Se o leitor vai ler o livro distraído, ou rapidamente, ou interromper a leitura onde eu acho que não deveria. E ele pode, inclusive, ser burro, e não saber coisas elementares que eu acho fundamentais que um ser humano saiba.

Enfim, talvez seja também a minha burrice de autor que está em causa. Fico sem saber se expliquei o suficiente. É uma mistura de insegurança com tristeza. E eu sempre sofro isso de modo performático, então preciso criar uns rituais.

Como assim, pode dar um exemplo?

Ah, eu tenho umas superstições, umas coisas que sempre repito a cada livro. Por exemplo, logo que termino, eu imprimo tudo e coloco essa impressão debaixo de um Galo de Barcelos. O Galo de Barcelos, como você sabe, é um objeto de artesanato tão famoso que simboliza Portugal, uma coisa muito antiga, folclórica.

Existe uma superstição aqui, sobretudo na região norte do país, onde eu vivo (no Porto), que diz que nenhuma casa é feliz se não tiver um Galo de Barcelos. E esse foi minha mãe que me deu.

É uma coisa boba, porque eu não acredito que o galo dê sorte, mas como foi minha mãe que me deu, acho que, se não fizer isso, estarei ofendendo-a, porque ela me deu o galo convicta de ele tomaria conta de mim.

Sobre o que é seu novo romance?

É uma história que acontece no Japão e conta a história de um artesão, um homem humilde que vive no sopé de uma montanha, perto de Kyoto, no Japão antigo.

Tentei buscar um Japão mitológico, não tecnológico e não sofisticado. Esse foi o Japão que me impressionou desde menino, daquele povo esforçado, trabalhador, mas ao mesmo tempo capaz de uma ira, de uma violência.

Conhecer o Japão depois de ter esse Japão mitológico na memória mudou muito sua visão do país?

Sim, acho bonito eles terem conseguido entrar no futuro sem perder a memória. É uma memória endêmica que eles recusam a deixar de lado. Depois de ser um país profundamente bélico, de uma história de agressões, o Japão conseguiu erguer também a sociedade mais cordial do planeta.

Há uma aprendizagem diante dessa passagem de uma violência secular para uma pacificação. Imagine, com essa quantidade de gente que hoje habita a ilha, o país implodiria se eles ainda estivessem com os sabres erguidos a matarem-se uns aos outros (risos).

Você dizia que queria passar um tempo numa cidade pequena do Brasil e escrever um livro. É seu próximo projeto?

Não é pra já, mas tenho essa vontade, que precede a minha aceitação no Brasil como autor. O Brasil é uma atração minha desde a meninice, mas a minha relação com o país tornou-se tão especial que eu não gostaria que um livro que eu escrevesse sobre o Brasil fosse visto como uma espécie de correspondência fútil.

Não quero correr o risco de as pessoas pensarem que escrevi um livro oportunista para que os brasileiros gostem mais de mim.

Então preciso que o livro surja e que seja legítimo. Mas vai acontecer, a não ser que eu morra de um câncer fulminante.

Bom, você conta sempre que tinha a ideia, na infância, de que iria morrer logo, aos 18, e não morreu

Então, depois que isso não aconteceu, agora acho que não vou morrer mais, então vai dar tempo de escrever o livro sobre o Brasil (risos).

Você tinha uma visão muito crítica da União Europeia, achava que Portugal vinha sendo maltratado. O que achou da saída do Reino Unido?

Acho que colocou um freio no continente. Do modo como estava funcionando, era, sim, uma forma de os grandes manipularem os menores.

Mas eu sou um europeísta convicto, e acho que de maneira nenhuma a Europa pode se desfazer. Se isso ocorrer, vai nos enfraquecer ao ponto de nos tornarmos apenas belos museus medievais.

Seremos um continente de museus decrépitos. As pedras, a monumentalidade vai estar toda aí, mas as pessoas não vão ter como viabilizar um futuro, só vai existir o passado. Se nos desagregarmos, os países se transformarão em digníssimos lugarejos.

Confira a programação completa da 24ª Bienal Internacional do Livro de SP

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Publicado na Exponews Brasil

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro de 2016, no Anhembi, reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras, e trará ao público atrações exclusivas, com presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates.

Em sua última edição, em 2014, a Bienal do Livro se reinventou, trazendo para o público um evento democrático, diverso e multicultural, indo muito além da “feira de livros”. Com o tema “Histórias em Todos os Sentidos”, este ano o evento reafirma esse posicionamento e convida o visitante a vivenciar as muitas histórias que a Bienal do Livro pode contar, de acordo com seus interesses.

“Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai” afirma Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL.

Para a criação da programação cultural, além da própria Câmara Brasileira do Livro, o evento contará novamente com a curadoria do SESC São Paulo e do Itaú Cultural. Juntas, as instituições serão responsáveis pela programação do Salão de Ideias, que contemplará discussões atuais e de amplo interesse com escritores, pensadores e artistas, abordando temas de relevância social e cultural.

Na Arena Cultural, os visitantes terão o contato com autores de best-sellers, nacionais e internacionais, em bate-papos e palestras exclusivas. Nomes como Lucinda Riley, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing, Tarryn Fisher e Marian Keyes estarão presentes nesse que é o maior espaço do evento.

Focado no público infantil, o Espaço Mauricio de Sousa trará diversas atividades interativas, com brincadeiras, teatro de fantoches, pinturas e desenho, além de uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica.

O Auditório Edições Sesc São Paulo traz uma programação ligada ao universo do livro e conta com atividades interativas para crianças e adultos, encontros com youtubers, profissionais da área de edição, e apresentações de teatro e música. O SESC São Paulo também trará para o evento duas unidades móveis do BiblioSesc: Praça da Palavra e Praça da História, caminhões-biblioteca com uma programação que vai de contação de histórias a espetáculos de música e literatura, sempre buscando o prazer de ler e de ouvir uma boa narrativa.

Para os amantes da gastronomia, o Cozinhando com Palavras chega à sua 4ª edição na Bienal do Livro. Com curadoria do chef André Boccato, o espaço une culinária, literatura e cultura, em uma verdadeira gourmet experience, estilo sarau.

Para discussões sobre o setor editorial, o Espaço Ignácio de Loyola Brandão trará debates institucionais sobre temas como, direitos autorais, políticas públicas, lei brasileira de inclusão, produção e vendas no setor e a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O espaço foi pensado e criado especialmente para homenagear o escritor que completa 80 anos esse ano, vencedor de vários Prêmios Jabuti e que recentemente foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras.

Em parceria com a Câmara Cearense do Livro, o Espaço Cordel e Repente dá visibilidade a rica literatura regional, trazendo dois dos principais movimentos artísticos culturais do Nordeste, que também servem de inspiração para outras artes. O Espaço apresentará cordelistas e repentistas para debates e apresentações.

Os fãs também terão a chance de conhecer e pegar autógrafos de seus autores preferidos. Serão três espaços: a Arena de Autógrafos, que receberá os escritores da Arena Cultural, e a Área de Autógrafos 1 e 2 com autores convidados pelos expositores do evento. Para maior conforto do público, as senhas para autógrafos da Arena e da Área de Autógrafos serão distribuídas gradualmente pelo site da Bienal do Livro, dias antes do evento começar.

Além da programação multicultural, a Bienal do Livro quer trazer aos seus visitantes mais conforto e segurança. Este ano, a área de circulação será maior, com ruas mais largas de até 10 metros. Para receber as sessões de autógrafos, foram criados mais dois espaços, além da Arena de Autógrafos, que havia na última edição.

Marian Keyes

Marian Keyes

 

O evento será completamente acessível, com rampas de acesso em todo o pavilhão. A área de alimentação aumentou em 30%, além de carrinhos volantes e vending machines.

O evento conta ainda com 280 expositores, autores e editoras independentes. Entre os nomes confirmados estão: Grupo Autêntica, Companhia das Letras, Editora Cortez, Distribuidora e Edições Loyola, Editora Melhoramentos, Editora Moderna, Editora Novo Século, Panini, Grupo Record, Editora Rocco, Saraiva e Sextante.

Programação:

Arena Cultural BNDES
Participação de autores best-sellers, nacionais e internacionais, para bate-papos e palestras.

Entre os destaques internacionais da programação, estão a romancista Lucinda Riley, as autoras para Young Adults, Ava Dellaira e Jennifer Niven, Amy Ewing e Tarryn Fisher, a best-seller de “Melancia”, Marian Keyes e o autor de literatura infanto-juvenil Mac Barnet. Grandes nomes nacionais como Mauricio de Sousa, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mário Sérgio Cortella, além de youtubers que passaram para o universo literário como Kéfera, Jout Jout e Lucas Rangel.

Também estão confirmadas as presenças de: Leonardo Boff, Luiz Felipe Pondé, Iberê Thenório, Mariana Fulfaro, Jen Sterling, Isabela Freitas, Carina Rissi, Pam Gonçalves, Francisco Cuoco, Bruno Gouveia, Maju Trindade, Becky Albertalli, Bel e Fran, Megam Mawell, Raphael Draccon, Carolina Munhoz, ManyCandy, Chris Melo, PC Siqueira, Alexandre Matias, Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira, Babi Dewet e RezendeEvil.

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Cozinhando com Palavras
Com curadoria do chef André Boccato o espaço une gastronomia, literatura e cultura.

A programação trará o colombiano Dagoberto Torres, do restaurante Suri; Mauricio Schuartz, criador da Feirinha Gastronômica de São Paulo e apresentador do programa Chefs de Rua, do Canal Sony, o chef Jefferson Rueda, do tradicional A Casa do Porco e a chef Morena Leite, do renomado Capim Santo.

O espaço também trará: Angelo Sabatino Perrella, Myriam Castanheira Perrella, Luiz Farias, Patrícia Souto Maior, Raul Lody, Stevan Paul, Carlos Ribeiro, Tereza Paim, Paulo Machado, Ana Rita Dantas Suassuna, Alexandre Staut e Arcelia Gallardo.

Salão de Ideias SESC São Paulo e Itaú Cultural
Com curadoria CBL, SESC São Paulo e Itaú Cultural, o espaço trará discussões atuais com questões de relevância social e literatura.

Entre os destaques da programação estão: a ilustradora alemã Stefanie Harjes, trazendo uma conversa sobre imagem e texto na literatura; o economista Ladislaw Dowbor, refletindo sobre a economia brasileira atual; a historiadora e feminista Margareth Rago, abordando o feminino na literatura; e, o antropólogo Roberto Damatta e o filósofo Oswaldo Giacoia Junior, para discutir os referenciais éticos dos dias atuais.

O espaço também receberá para debates: Ignácio de Loyola Brandão, Kim Doria, Braulio Tavares, Martinho da Vila, Julio Medaglia, Angela Lago, Miriam Leitão, Sergio Amadeu de Oliveira, Conceição Evaristo, Jessé de Souza, Oswaldo Giacoia Junior, Wharrysson Lacerda, Luiz Bagolin, Tarcila Lucena, Vitor Caffagi, Alexandre Martins Fontes, Isabel Gretel María Eres Fernández, Dolores Prades, Paulo Markun, Arlene Clemesha, Reginaldo Nasser, Heródoto Barbeiro, Stefan Cunha Ujvari, Denise Bernizzi de Sant´Anna, Mary del Priore e Bruno Paes Manso.

Espaço Infantil Mauricio de Sousa e BIC – Programação dedicada ao público infantil.
As crianças poderão se divertir com atividades interativas no Espaço Infantil Mauricio de Sousa e BIC.

A área temática “No Mundo das Histórias em Quadrinhos” conta com 500 m² de atrações sobre o autor.
Os pequenos serão recebidos por uma Mônica de três metros de altura, além de um globo terrestre apontando a presença da Turminha no mundo. As crianças também poderão brincar no famoso escorregador de rolinhos, que marcou gerações no Parque da Mônica, parede de escalada, teatro de fantoches e espaço para colorir.

O espaço também terá uma atividade inovadora: o processo de personalização e produção de uma publicação. Os participantes poderão optar pela produção de um livro no valor de R$39,90 ou um pôster gratuito. Por meio de um toten interativo, o público poderá customizar um avatar que fará parte de uma história com a Turma da Mônica e imprimir a publicação. Para completar, a Exposição Mauricio 80’ trará uma linha do tempo com os melhores momentos da vida do ilustrador. Os fãs poderão comprar os lançamentos do autor e acompanhar o trabalho de artistas da Maurício de Sousa Produções em um estúdio montado especialmente para o evento.

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Historiador Leandro Karnal

 

BiblioSescs (Praça da Palavra e Praça da História)
Com curadoria do Sesc, os espaços foram especialmente pensados para valorizar o livro e incentivar a leitura com espetáculos de música, literatura e contação de histórias.

Entre os destaques na programação estão os Cordelíricos – um duelo de MC’s que mistura rap com embolada comandado por Lirinha, do grupo Cordel do Fogo Encantando, e Gaspar, poeta e integrante do grupo Z’África Brasil, Pequenos Sambistas com o ator e compositor Cristiano Gouveia, que apresentará histórias inspiradas na obra de grandes sambistas brasileiros, e Contação de Histórias – Brincando com Pessoas ao comando do ator e contador de histórias William Gama, com brincadeiras e histórias de tradição oral com as obras de Fernando Pessoa.

O espaço contará também com Intervenção artística – Nas abas do meu cordel, da Cia. da Matilde, uma intervenção em que os artistas se misturam ao público com (mais…)

Universidade de Londres terá Angelina Jolie em seu quadro de professores

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Cast member Angelina Jolie poses at the premiere of "Kung Fu Panda 3" at the TCL Chinese theatre in Hollywood, California January 16, 2016. The movie opens in the U.S. on January 29.  REUTERS/Mario Anzuoni - RTX22PDS

Publicado no Hypeness

Mais do que um rostinho bonito de Hollywood, Angelina Jolie é reconhecida por seu ativismo em diversas causas, entre elas, a igualdade de gêneros. Agora, ela irá acumular mais um cargo para seu já extenso currículo, que inclui experiências como atriz, diretora e roteirista: será também professora na London School of Economics, na Inglaterra.

No ano passado, ela havia criado na universidade o Centro para a Mulher, Paz e Segurança, em conjunto com o então secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague. Agora ela deverá participar também como professora no curso de mestrado oferecido pelo centro, que abordará temas como igualdade de gêneros, paz e segurança mundial, segundo comunicado realizado pela instituição.

Angelina irá trabalhar como professora durante um ano, tempo em que será responsável por ministrar aulas e palestras, promover leituras e desenvolver pesquisas, projetos, workshops e eventos. “Eu estou ansiosa para ensinar e aprender com os estudantes e também compartilhar minhas experiências trabalhando com governos mundiais e as Nações Unidas”, declarou.

Fotos © REUTERS/Mario Anzuoni

Fotos © REUTERS/Mario Anzuoni

Aprovado em medicina aos 14 anos, José Victor, lança livro em Aracaju

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Lançamento será realizado a partir das 16h deste sábado (12) na Escariz.
Trabalho aborda os segredos de quebrar os mitos e desafios do exame.

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Publicado em G1

O estudante sergipano José Victor Menezes Teles vai lançar seu primeiro livro ‘Como vencer aos 14’, a partir das 16h deste sábado (12) na Livraria Escariz, localizada na Avenida Jorge Amado, 960, no Bairro Jardins, em Aracaju.

José Victor segue com a agenda cheia depois de ser aprovado aos 14 anos como o mais jovem aluno de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Após a repercussão do feito na mídia, ele recebeu e aceitou convites para dar palestras motivacionais enquanto as aulas na universidade estavam suspensas por causa da greve dos professores e servidores técnico-administrativos, o período letivo estava previsto para iniciar no dia 3 de agosto. José Victor também aproveitou o tempo livre para escrever o livro.

“Minha vida continua muito agitada, mas gosto disso. Gosto de passar a minha trajetória, e desta forma, incentivar mais jovens. E, a literatura também me encanta, sou muito apaixonado. Então, nada mais justo que escrever um livro”, revela José Victor.

Com 15 anos, o adolescente diz que os convites para as palestras surgiram logo após ter se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ser aceito em medicina com média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação. “Inicialmente fui convidado para dar palestras em Sergipe e depois surgiu a oportunidade de falar para estudantes de outros estados”, conta Victor Teles.

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Sobre a rotina de compromissos, o estudante revela que tudo é que é bem flexível e que nem sempre ganha dinheiro com as palestras.

“Se for uma instituição pública ou filantrópica eu não cobro e recebo apenas a ajuda de custo como passagens e alimentação. Mas se for particular o valor pode variar entre R$ 500 e R$ 1.500, depende do que for negociado e o tempo dedicado”, destaca o jovem sem querer revelar mais detalhes sobre os bastidores das negociações.

Para o adolescente, o futuro como palestrante ainda parece indefinido. “Vai depender da rotina das aulas de medicina. Mas enquanto houver tempo livre penso em aproveitá-lo ministrando palestras”, diz.

Trajetória em livro
A participação em palestras fez com que surgisse a ideia de escrever um livro sobre a trajetória da escola até a universidade em menor tempo que os demais estudantes, isso porque ele foi aceito em medicina tendo cursado apenas até o 1º ano do ensino médio. Ainda não há data prevista para o lançamento da publicação.

“Muitas pessoas me perguntavam o que eu fiz para conseguir resultados tão positivos. Então resolvi explicar como foi todo esse processo para, quem sabe, ajudar outros estudantes”, revela José Victor Teles.

Sobre o desafio da universidade, o calouro de medicina diz: “é mais um desafio, mas estou muito tranquilo com tudo o que pode vir dessa experiência”.

Preparação
O estudante cursava o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Murilo Braga, no município de Itabaiana, quando alcançou a média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação do Enem. Com o resultado, José Victor conquistou uma das 100 vagas para o curso de medicina da UFS e ficou em 7º lugar no grupo de alunos de escolas públicas.
Como tinha 14 anos e apenas o 1º ano do colégio, Victor Teles precisou de uma decisão judicial que autorizou ele a se matricular na universidade.

O Enem só dá certificação a alunos com mais de 18 anos, mas o adolescente conseguiu na Justiça o direito de fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed). Ele foi aprovado e recebeu o certificado de conclusão do Ensino Médio.

“Além do conteúdo dado em sala de aula, passei o ano passado estudando para o Enem. Sem dúvida as técnicas para estudar e armazenar o conhecimento foram decisivas para o meu desempenho. É preciso saber organizar o tempo e também se preparar para saber como será a prova no dia”, finaliza.

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