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Vencedora do Nobel da Paz, Malala é aprovada na Universidade de Oxford

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(Foto: Flickr / United Nations Photo)

(Foto: Flickr / United Nations Photo)

Paquistanesa cursará filosofia, política e economia em uma das instituições mais respeitadas do mundo

Publicado na Galileu

A paquistanesa Malala Yousafzai foi aceita pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e irá estudar filosofia, política e economia. “Estou muito feliz de ir para Oxford!”, tuitoua jovem juntamente com uma foto da mensagem que confirmava sua aprovação.

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Malala ficou famosa após levar um tiro de um talibã quando tentava ir para escola no vale de Swat, Paquistão. Depois disso a garota fugiu para o Reino Unido, onde foi operada e pôde escrever um livro no qual revela a realidade da vida no país.

Em 2014, aos 17 anos, Malala se tornou a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por defender o direito à educação e a equidade entre garotas e garotos. No seu discurso de aceitação do prêmio, disse: “Se você quiser ver seu futuro brilhar, você deve começar a trabalhar agora e não esperar por mais ninguém”.

Apesar de ficar muito feliz por ter sido aceita na instituição de renome, a jovem lembrou em seu blog de todas as garotas que não poderão completar o ensino básico: “Eu prometo continuar lutando até o dia em que toda menina puder vestir seu uniforme, arrumar seus livros e caminhar para a escola sem medo”.

Segundo o The New York Times, Ayesha Marri, ex-aluna paquistanesa da Universidade de Oxford, a aceitação de Malala trouxe esperança e encorajamento para jovens de todo o seu país. “Isso mostra quais resultados você pode obter de uma boa educação e que as mulheres são capazes de muito mais do que ajudar a família ou se juntar à força de trabalho”, disse Marri.

Paquistanesa de 13 anos cria projeto para ler um livro de cada país

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Aisha Arif Esbhani (Foto: Reprodução Facebook)

Aisha Arif Esbhani (Foto: Reprodução Facebook)

 

Giuliana Viggiano, na Galileu

Tudo começou em março de 2016. “Eu olhei para minha prateleira e notei que algo estava faltando”, conta Aisha Esbhani, paquistanesa de 13 anos, da cidade de Karachi. Depois disso, a menina decidiu ler uma obra de cada país do mundo, para conhecer autores e culturas diferentes, já que a maioria de seus livros vinham dos Estados Unidos ou do Reino Unido.

A garota se inspirou em Ann Morgan, que também fez esse desafio, mas, diferente de Morgan, Aisha não estipulou um tempo limite para o desafio: “Quero explorar cada país, não apenas ler o livro”, afirma ela à GALILEU.

Para escolher as obras, Aisha criou uma página no Facebook, onde busca dicas de leitores de todo o mundo. Além disso, seus pais dela sempre se certificam de que o livro é apropriado para sua idade. “Se eu posso escolher, opto por ficções de guerra e não ficções, já que esse é meu gênero preferido”, diz a paquistanesa.

Entretanto, não é tão fácil encontrar livros de todos os países no Paquistão. “Conheço apenas duas livrarias que têm livros de outros países (mas apenas de alguns), e, agora, depois de completar 80 nações, não consigo achar mais nada”, revela a leitora.

Além disso, não é fácil comprar pela internet, já que muitas lojas não entregam ou cobram um frete muito alto para entregar as encomendas em seu país. Por isso, Aisha desenvolveu um esquema: “Encomendo os livros e peço para entregarem na casa de algum parente ou amigo que virá para o Paquistão em breve”.

A “turnê” de Aisha já passou pelo Brasil. Daqui, ela leu O alquimista, de Paulo Coelho: “Sempre me disseram que ele é um ótimo escritor, mas eu nunca tinha tido a oportunidade de ler. (…) Confie em mim, é um dos melhores livros já escritos!”, afirma a garota.

Ela também diz que pretende ler mais livros brasileiros, mas só depois que completar seu desafio. Além disso, Aisha quer ler autores não tão populares: “Quero apreciar todos aqueles autores que merecem mais atenção do que recebem!”

A garota já leu muitos clássicos, como O sol é para todos, da americana Harper Lee, e Cem anos de solidão, do colombiano Gabriel García Márquez. Agora ela está lendo o grego Seven lives and one love: memoirs of a cat (Sete vidas e um amor: memórias de um gato, em tradução livre), de Lena Divani.

Sua indicação para o público brasileiro é um livro do Paquistão: The Wandering Falcon (O falcão errante, em tradução livre), de Jamil Ahmad.

Para Aisha completar o desafio ainda faltam 117 livros. “Sei que esse é um número muito alto, mas estou determinada a alcançar minha meta”, conclui a paquistanesa.

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