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Concurso Cultural Literário (69)

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capa diga sim

As estatísticas mostram índices alarmantes de divórcio entre cristãos e não cristãos. Os gabinetes pastorais e os consultórios especializados em terapia de casais vivem lotados de pessoas que experimentam a infelicidade na vida a dois.

Certamente, ninguém ingressa num relacionamento com o objetivo de fazer parte do grupo dos divorciados ou dos infelizes. Mas, se o processo decisório não for conduzido de forma consciente, madura e bíblica, isso lamentavelmente pode se tornar uma grande possibilidade.

Com sua larga experiência em aconselhamento matrimonial, o bispo Uchôa mostra diferentes maneiras de evitar que a dissolução e a infelicidade entrem no lar daqueles que sonham em construir uma família. E o segredo reside na prevenção, antecipação e preparação.

Miguel Uchôa Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife (PE) e reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo (PAES), na cidade de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, desde 1996, quando a fundou. Bacharel em Teologia com pós-graduação pelo Seminário Teológico Batista do Norte. Engenheiro de Pesca com especialização em Israel, China e Brasil. É casado com Valéria e pai de Gabriel e Matheus.

Vamos sortear 3 exemplares de “Diga sim com convicção“, lançamento da Mundo Cristão.

Para concorrer, basta registrar na área de comentários o nome do(a) namorado(a) ou noivo(a) com quem você pretende se casar. <3

Se participar pelo Facebook, por gentileza deixe e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 11/6 às 17h30 neste post.

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Parabéns aos ganhadores: Laly LopesThaise AraujoJohny Lima. \o/

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Detentos fazem estantes para bibliotecas rurais na Amazônia

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Olívia Freitas e Patrícia Trudes da Veiga, na Folha de S.Paulo

Como forma de incentivar o trabalho, a ocupação e a reeducação dos detentos nos presídios do Pará, a ONG Vaga Lume fez uma parceria com a Sisupe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará) para que os internos fabriquem estantes de madeira certificada para as bibliotecas comunitárias mantidas pela organização na Amazônia.

Detido desde 2011, José Maria Machado, 51, trabalha como marceneiro no Centro de Recuperação do Coqueiro, enquanto aguarda seu julgamento. “Quem é interno tem uma necessidade de manter uma atividade para se manter vivo e se sentir útil”, conta ele, que divide o trabalho com outros três colegas.

Jovens e educadores mediam literatura infanto juvenil no assentamento São Joaquim, em Castanhal, no Pará / Na Lata

Jovens e educadores mediam literatura infanto juvenil no assentamento São Joaquim, em Castanhal, no Pará / Na Lata

“Desde o início do projeto buscamos um fornecedor para as estantes que fosse mais que uma marcenaria, que entrasse numa cadeia de transformação positiva em nossa sociedade”, conta a historiadora Sylvia Guimarães, 34, finalista do prêmio Empreendedor Social 2013, realizado pela Folha em parceria com a Fundação Schwab.

A Vaga Lume promove intercâmbios culturais por meio da leitura, da escrita e da oralidade, desenvolvendo o protagonismo dos moradores e das comunidades rurais da Amazônia. A ONG, que mantém 160 bibliotecas em parceira com as comunidades amazônicas, já produziu em torno de 250 estantes com a Sisupe e distribuiu 81.328 livros, sendo que mais de 50 internos de regime fechado já participaram do projeto.

Até o final de dezembro, os detentos entregaram 20 estantes, que devem seguir para 18 comunidades ribeirinhas. Para integrar a equipe de marceneiros, que é sempre trocada devido ao cumprimento da pena, é feita uma seleção com os responsáveis pelas áreas de assistência social, psicologia e segurança.

“Os detentos acham muito bom porque estão fazendo algo para crianças e que é dado valor ao trabalho desenvolvido por eles”, afirma a gerente da Divisão de Trabalho e Produção da Sisupe, Rita Nascimento. “É notório que restaura a dignidade e eles se sentem úteis.”

Machado concorda. “Como vai beneficiar comunidades distantes e pessoas carentes, me faz ter ânimo para levantar cedo e trabalhar”, diz. E tem planos para o futuro. “Eu tenho um sítio, gosto de trabalhar com frutas e verduras. É uma área que se pode trabalhar com pessoas carentes, penso em montar um projeto, para ter parceiros, não ser patrão.”

Os internos recebem uma remuneração de R$ 508,50. Deste valor, 1/3 é retido em poupança e só será liberado quando eles estiverem em liberdade. Além disso, também contam com contribuição previdenciária.

As bibliotecas da Vaga Lume chegam às comunidades rurais da Amazônia por manifestação de interesse da própria região. Em cada uma, na primeira leva, são entregues 300 livros de literatura brasileira e estrangeira para diversas faixas etárias.

“Nas condições que o país tem em educação, principalmente nesta região, onde as pessoas são muito carentes de conhecimento, esse projeto é como se a pessoa estivesse no escuro e voltasse a enxergar sozinho”, afirma Machado. “Ler é ter conhecimento de vida. É fantástico.”

Como se pronuncia Camus, ou por que é importante conversar sobre livros

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Marcela Ortolan, no Livros e Afins

Sempre lembro de um livro que li quando tinha uns 11 ou 12 anos chamado Crescer é Perigoso, de Marcia Kupstas. Em vários momentos da narrativa não sabia do que o autor estava falando. Por exemplo, quando o personagem falava do livro O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, dizendo que achava um máximo que a escola obrigasse a ler um livro que tivesse tanta sacanagem, só fui entender do que o personagem estava falando quando conheci e li (também obrigada pela escola) O Cortiço aos 14 anos.

Crescer é uma atividade  de alta periculosidade.

Crescer é uma atividade de alta periculosidade.

Algo engraçado desse livro é que eu não sabia o que era e não tinha a menor ideia de como se pronunciava a palavra walkman. Cheguei a procurar no dicionário, que sempre ficava por perto, e obviamente não achei. Só muitos anos mais tarde fui descobrir o que era e como pronunciava essa palavra misteriosa. Lembrei disso especialmente hoje por que estava lendo o texto Flerte da Caminhante Diurno em que ela relata a  de algo semelhante e do mesmo problema com o significado de uma palavra desconhecida. (Destaque especial para o video que ilustra o texto).

Alias, esse problema se repete até hoje comigo em diversas situações. Hoje é mais raro ter problemas com significado ou pronuncia de palavras, um pouco pelo extenso treino de leitura, mas principalmente pelos buscadores e dicionários on-line que nos deixam a par de significados inatingíveis há poucos anos.

O mais comum é errar a pronuncia do nome de algum autor. Demorei vários meses para descobrir que Camus se pronuncia “camí”. E essa dificuldade recorrente com nomes de autores me fez perceber o quanto é difícil de encontrar pessoas que gostam de literatura dispostas a conversar.

A Internet ajuda, mas, em geral a comunicação se da da forma escrita o que não colabora na descoberta da pronuncia correta.

Boa parte da experiencia de leitura de um livro acontece no momento em que conversamos com alguém sobre ele. Ao compartilhar as impressões sobre um livro visualizamos novas nuances da história, outras interpretações, enriquecemos com outros pontos e vista e amadurecemos como leitores. Eventualmente, até descobrimos a pronuncia correta de uma palavra ou nome. Por fim, tudo isso potencializa o poder da leitura.

Para ler mais e melhor cultive seus amigos leitores.

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