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Posts tagged Para Quem

Humpfs

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Érico Assis, no Blog da Companhia

Contexto: era uma aula. Eu era aluno. Eu tinha que fazer uma apresentação do projeto que iria desenvolver dali em diante no curso. O projeto — ou “princípio para o projeto de um projeto”, como chamei — tem a ver com quadrinhos. As pessoas para quem eu ia apresentar não tinham grande familiaridade com quadrinhos, mas sim com Literatura.

Então preparei uma introdução para explicar que (1) quadrinhos não são literatura infantojuvenil e (2) tampouco são literatura. Que quadrinhos são uma linguagem ou mídia própria ou autônoma e, por serem linguagem ou mídia própria ou autônoma, não se comportam do mesmo jeito que um suporte só com letrinhas, nem se restringem a uma só faixa etária de leitores.

Seguiram-se slides de Eisner, Spiegelman, Bechdel, do Chris Ware. Expliquei que alguns destes autores, fora não serem direcionados ao público infantojuvenil, haviam ganhado prêmios ligados ao sistema literário. Expliquei “graphic novel”. A partir do Ware, passei às explorações formais contemporâneas: Jon McNaught, OuBaPo, Shintaro Kago, Laerte.

Foram só uns dez minutos de introdução para dizer que, reconhecidos os trocentos mil anos de desenvolvimento da Literatura, quadrinhos também tinham alguma história, algum desenvolvimento, alguma variedade, alguma experimentação e, humpf, não eram só a Mônica.

Enquanto eu apresentava o restante do trabalho, deixei circular pela turma exemplares de Você é minha mãe? e Jimmy Corrigan. Para não ficar só nos slides.

Um dos professores (pós-doutorado na França etc.) folheou o Você é minha mãe?, leu a quarta capa, um pouquinho da orelha, perguntou se Bechdel era homem ou mulher e também “você acha que minha filha de 17 anos vai gostar?”

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O professor Paulo Ramos (pós-doutorado na Unicamp etc.) recentemente publicou dois textos no Blog dos Quadrinhos comentando a mania pelas adaptações literárias em quadrinhos no ensino brasileiro. O grande estimulador é o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), que há sete anos tem selecionado HQs para comprar (em grande quantidade) e levar às bibliotecas de escolas públicas. Na conta de Ramos, mais da metade das HQs selecionadas este ano — 61% — são adaptações literárias. Quanto a isso, o texto expõe alguns prós e vários contras.

No segundo texto, o professor comenta a declaração de uma representante do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla (mestrado na PUC etc.), que apoia a utilização dos quadrinhos em sala de aula. Porém, diz ela: “eu acho que [a HQ] pode ser um meio, nunca um fim. Porque o quadrinho pode até trabalhar algum conteúdo, mas o faz de forma superficial. Como incentivo à leitura, ele pode ser um mobilizador.”

Para Ramos, humpfamente, “há uma infinidade de obras que poderiam ser utilizadas como exemplos do quão equivocada é essa leitura”. Humpf, sem dúvida. (E poucas dessa infinidade seriam adaptações literárias.) Zoara Failla não é a primeira a quem se atribui um pensamento retrógrado sobre os quadrinhos. E os avaliadores do PNBE aparentemente pensam parecido. O fato é que os exemplos da impropriedade em chamar HQ de “nunca um fim” ou “superficial” estão por aí, são comentados e explicados a torto e a direito. Mas a carga de pré-concepção e de humpfs para as HQs ainda vence.

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Queria ter respondido que “Humpf! Sim, acho que sua filha pode gostar. Mas não só a sua filha. O engraçado é que o senhor não mencionou sua filha quando a gente estava comentando Literatura. Aliás, a autora de Você é minha mãe? é até mais velha que você, professor.”

Mas só respondi que “sim… se ela tivesse uns 13 anos, eu diria que não, mas com 17 acho que sim.”

O que rendeu um “humpf” e reprimenda do outro professor na sala (doutorado na Bélgica etc.), que não gostou da minha aparente desconfiança quanto à capacidade de leitura ou intelectual de adolescentes de 13 anos.

Tive que me justificar: “Não é por capacidade. Só acho que alguém de 13 anos tem mais chance de considerar chata uma história em que a autora analisa a relação com a mãe com base em teoria psicanalítica.” Ou seja, que não só existem quadrinhos para faixas etárias variadas mas que, por conseguinte, alguns deles não são atraentes para o público infantojuvenil.

Em resposta, levei outro “humpf”. A discussão nunca acaba.

Escutar música durante estudo melhora aprendizado, aponta pesquisa

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Publicado por UOL

Segundo pesquisa britânica, escutar música durante o estudo pode melhorar o desempenho dos alunos. Para atingir bons resultados, o estilo de música deve ser selecionado conforme a disciplina a ser estudada.

A pesquisa mostra que os estudantes que escutaram música clássica durante seus estudos tiveram um desempenho em média 12% melhor em suas provas de matemática. O estudo foi financiado pelo serviço de música online Spotify.

“A melodia e a escala tonal em músicas clássicas, como ‘Fur Elise’ de Beethoven (60-70 batidas por minuto), ajudou os alunos a estudarem por mais tempo e a reterem mais informação”, afirma a psicóloga Emma Gray ao jornal britânico Metro. “Músicas nessa escala induz a um estado de relaxamento em que a mente está calma, mas alerta. A imaginação é estimulada e a concentração ampliada. Isso é o que melhora o aprendizado.”

Para quem estuda ciências, humanidades e línguas, canções pop como Miley Cyrus e Justin Timberlake são adequadas.

“O lado esquerdo do cérebro processa informações factuais e resolve problemas, que são as habilidades necessárias para quem estuda essas áreas”, afirma. “Ouvir música com 50-80 batidas por minuto, como ‘We Can’t Stop’, de Miley Cyrus, e ‘Mirrors’, de Justin Timberlake tem um efeito calmante que conduz o cérebro ao pensamento lógico, o que permite à mente aprender e lembrar fatos novos”, disse a pesquisadora ao Metro.

Para estudantes de arte e teatro, a pesquisadora sugere que escutem rock e música pop. “Canções como ‘Firework’, de Katy Perry, e ‘I Can’t Get No (Satisfaction)’, dos Rolling Stones, produzem um estado de excitação da mente que estimula a performance criativa”

Trilogias que eu vou ler

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Paula Pimenta na Veja

Hoje encerro minha trilogia de posts inspirada na Bienal do Livro do Rio de Janeiro! Duas semanas atrás, sugeri livros que eu amei, para quem estivesse querendo começar uma nova leitura, mas sem ideias. Na semana passada, dei dicas para quem tem vontade de também ser escritor. E hoje escrevo sobre algumas novas trilogias literárias, que têm tudo para conquistar os nossos corações. O primeiro volume de cada uma delas acaba de chegar às livrarias e eu já estou com todos eles aqui. Estou tão curiosa que dá vontade de parar o tempo, só para poder me dedicar à leitura!

A ilha dos dissidentes é o primeiro volume da trilogia Anômalos. Em um mundo distópico e futurista, o planeta é divido em dois grandes blocos que vivem em constante guerra. Sybil Varuna, uma garota órfã, de 16 anos, só queria sair de Kali, zona paupérrima da guerra, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que iria descobrir que era um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas e habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se enquadrar a uma nova realidade. Pela primeira vez, ela tem amigos, um lar confortável e uma vida normal. Mas nem tudo é o que parece. Em sua nova escola, descobre que as aulas de técnicas especiais são muito mais que simples lições. Ela percebe que está presa em uma intrincada engrenagem muito maior, da qual precisará escapar se quiser viver realmente em liberdade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Sou viciada em distopias e não vejo a hora de entrar no mundo da anômala Sybil!

 

Métrica é o livro de estreia da trilogia Slammed. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a se mudar do Texas para o Michigan. Além disso, ela precisa ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece forte, mas por dentro está prestes a perder as esperanças. Um garoto transforma tudo isso – o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Os dois outros volumes já foram lançados nos Estados Unidos e quem já leu mal pode esperar para que eles sejam publicados também no Brasil. Eu adoro esses livros que falam de mudança e superação. Além disso, o livro é recheado com muita poesia. Não tenho a menor dúvida de que vou amar!

 

 

De volta aos quinze é o primeiro da trilogia Meu Primeiro Blog. O que você faria se pudesse voltar no tempo? Anita está prestes a descobrir. Ela tem 30 anos e sua vida é muito diferente do que havia sonhado. Um dia, ao encontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo acontece e ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas de sua vida: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.

Ao ler sobre esse livro, imediatamente me lembrei do filme De repente 30 e também do seriado Being Erica, que estão na minha lista de favoritos! E isso só aumentou minha curiosidade para ler De Volta aos Quinze, pois eu mesma adoraria poder voltar a essa idade, para dar uns conselhos a mim mesma…

 

Trono de vidro é o livro que dá nome a essa trilogia, inspirada inicialmente na Cinderela. Segunda a autora Sarah J. Maas, tudo começou quando ela pensou: “E se a Cinderela fosse uma assassina? E se ela fosse ao baile não para dançar com o príncipe, mas para matá-lo?”. E assim nasceu a protagonista Celaena Sardothien, de 18 anos. Depois de um ano de trabalho forçado por causa de seus crimes, ela é arrastada até o príncipe Dorian, que lhe oferece liberdade com uma condição: ela deve atuar como sua campeã em uma competição para encontrar o novo assassino real. Se ela derrotar assassinos, ladrões e guerreiros em uma competição para encontrar o maior assassino da Terra, ela será livre depois de servir o reino por três anos. Celaena topa, mas acaba se entediando com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela… Mas é o rude capitão Westfall, seu treinador, que parece entendê-la melhor. E uma princesa de um país estrangeiro será única a coisa que Celaena não pensava ter novamente: uma amiga. Porém, algo maligno habita o castelo. Pessoas começam a aparecer mortas. E então a luta de Celaena pela liberdade se torna uma luta pela sobrevivência e uma busca desesperada para acabar com a fonte do mal antes que ele destrua seu mundo.

A autora já avisou que está tão empolgada com a escrita dessa Cinderela assassina que pode até transformar a trilogia em uma série inteira de livros!

Dos Bailes para a Fama é o único dos que estão nessa lista que não é o primeiro, mas sim o segundo da trilogia (Sábado à Noite). O livro fala sobre amizade, superação e um amor que vem sendo construindo com o tempo. A protagonista Amanda, a garota mais popular da cidade, agora está sozinha e passa a ser o novo alvo de insultos no colégio. Por isso, terá que provar para todos que mudou. Já os marotos, antes tão detestados, agora serão as celebridades da vez. Será que eles terão maturidade suficiente para enfrentar essa nova fase? Entre brigas e partidas de paintball, bailes aos sábado com novos integrantes e um festival de música que irá mudar a vida de todos, esse livro tem todos os ingredientes para nos prender do início ao fim!

 

 


Sombra e Ossos
é o primeiro volume da Trilogia Grisha. Foi lançado no ano passado nos Estados Unidos e fez tanto sucesso que seus direitos já foram vendidos para o cinema. Mas não vai ser um simples filme… Ele vai sair pelo estúdio Dreamworks, tendo David Heyman como produtor, o mesmo de Harry Potter!

Esse romance mescla fantasia e distopia. Nele, a heroína Alina Starkov é uma órfã da guerra que cresceu na companhia de Maly, seu inseparável amigo e inconveniente paixão. Eles ingressaram em uma espécie de escola de treinamento militar com oito anos, e cresceram juntos, servindo à corte. Em uma das expedições que precisam fazer, Alina vê Maly ser atacado por monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, e inesperadamente descobre um poder que ela nem imaginava ter. A partir de então, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling… Ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu mundo – e seu coração – em dois. Só que isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

 

Como disse, estou tão ansiosa para ler todos, que nem sei por onde começar! Depois eu conto de qual deles gostei mais!

E você, está lendo o quê? Espero que sua semana seja bem literária!

Beijinhos!

Paula

8 livros eróticos para quem curtiu “50 Tons de Cinza”

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Romances eróticos fazem sucesso nas livrarias! Veja algumas opções mais que calientes 😉

Publicado no Guia da Semana

  • "História de O"

    “História de O”/Créditos: Reprodução

O bestseller 50 Tons de Cinza, da escritora inglesa Erika Leonard James, despertou nos leitores, principalmente nas mulheres, a vontade de procurar romances eróticos nas prateleiras das livrarias.

Isso ocasionou um corre-corre nas editoras, que desenterraram obras de anos atrás e ainda incentivaram autores da nova safra a escrever sobre o tema.

Se você é fã de romances eróticos, nós separamos alguns livros que certamente vai fazer sucesso na hora de dormir 😉

Juliette Society – Sasha Grey

A ex-estrela pornô Sasha Grey encabeça no universo literário erótico em “Juliette Society”. A história fala de um de clube secreto que tem poderosos da sociedade como integrantes .

Delta of Venus – Anaïs Nin

Publicado pela primeira vez em 1978, o livro reúne contos escritos durante a década de 1940 e transita por vários temas sexuais. Uma curiosidade é que este livro foi encomendado por um cliente que usava o codinome “colecionador”. Esse cara era conhecido por  outros escritores por encomendar ficção erótica para seu consumo privado.

A Vida Como Ela É – Nelson Rodrigues

O autor não é classificado como um escritor erótico, mas suas crônicas são repletas de adultério, pecado e desejos. Não só “A Vida Como Ela É”, mas diversas obras de Nelson Rodrigues giram em torno do prazer e da moral.

A História de O – Anne Desclos

Neste romance erótico, Anne Desclos usa o pseudônimo Pauline Réage. O livro foi publicado em 1954, na França e conta a história de uma mulher livre e independente que se torna escrava sexual de seu amante René e outros homens.

Trópico de Câncer- Henry Miller

Foi publicado em 1934 e por seu considerado um conteúdo pornográfico e obsceno ficou proibido nos EUA até 1961. O livro é o resultado da experiência da vida boêmia do escritor durante uma temporada em Paris, em que se deitava com prostitutas e mulheres solitárias.

Coisas Eróticas – Denise Godinho e Hugo Moura

A dupla de jornalistas fala sobre a primeira produção pornográfica brasileira, de como o filme “Coisas Eróticas”, do italiano radicado em São Paulo Raffaele Rossi, foi um marco no fim da pornochanchada e alavancou a produção de filmes “pornô por pornô” no Brasil.

Minha Vida, Meus Amores – Henry Spencer Ashbee

O escritor inglês Henry Spencer Ashbee colecionou histórias de erotismo e pornografia. Essa biografia fala sobre sua vida rodeada por mulheres e diferentes experiências amorosas com elas.

Justine – Marquês de Sade

É um clássico das histórias eróticas. Escrito por Marquês de Sade, que é conhecido por seus contos repletos de sexo, a obra aborda a vida de uma moça ingênua e defensora do bem que se envolve em crimes e depravações. Se você se interessar mais sobre Marquês de Sade veja o filme “Contos Proibidos do Marquês de Sade” (2000), do diretor Philip Kaufman.


Para quem deseja ser escritor

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Paula Pimenta, na Veja

Na semana passada, falei pra vocês sobre a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e até dei dicas de livros que gostei, para quem fosse passear lá e estivesse sem ideias. Porém, agora, a pedido dos meus leitores que encontrei na Bienal no fim de semana passado, vou dar outras dicas. Dessa vez para quem quer ser… escritor!

Ler

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Conheço gente que diz que adora escrever, mas não gosta de ler… Acho isso tão estranho que é como se um dentista me contasse que não gosta de dentes! O escritor tem que ler muito, inclusive mais do que a maioria das pessoas. Quem lê estimula a imaginação, aumenta a criatividade, aumenta o vocabulário e adquire conhecimento. Tudo isso é muito importante para o trabalho do escritor.

Não tenha preguiça de reler seu texto

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Essa está ligada à dica anterior. O escritor precisa ler não apenas os livros de outros autores, mas o dele mesmo também. Inúmeras vezes. Eu, por exemplo, releio cada capítulo ou crônica que termino umas 20 vezes antes de considerá-los realmente finalizados. A cada leitura, descubro palavras repetidas ou desnecessárias, troco parágrafos inteiros de lugar, monto um verdadeiro quebra-cabeças até que tudo se encaixe. E só então mostro para alguém.

Tenha leitores críticos

Cada escritor acha que o seu livro é o melhor do mundo e o trata como um filho. Eu, por exemplo, se falam mal dos meus livros, tenho vontade de pular no pescoço da pessoa, assim como uma mãe que defende sua cria. Mas é importante ouvir a opinião de outras pessoas, que vão ler o seu texto sem tanto apego e dizer imparcialmente se ele é realmente bom. Por isso aconselho que quando terminar de escrever, mostre o livro para alguém antes de mandar para uma editora. Pode ser uma professora, uma amiga que goste de ler, ou até mesmo um parente. Mas é preciso pedir para essa pessoa ser sincera e apontar possíveis defeitos. E então você vai ter que passar para uma fase difícil, que é inclusive a próxima dica.

Aceite as críticas

Tem gente que odeia receber críticas. Confesso que sou uma delas, mas as críticas construtivas nos ajudam a crescer, então é fundamental escutá-las (e aceitá-las), senão ficamos parados no mesmo lugar. Claro que cada pessoa pensa diferente, o que você acha perfeito, a sua amiga pode achar desprezível. Mas quando várias pessoas criticam ou elogiam algo, é sinal de que aquilo merece uma certa atenção. Eu uso isso como termômetro. Quando escuto vários leitores elogiando alguma parte dos meus livros, sinto que acertei. Já quando recebo críticas de pessoas diferentes a respeito de um mesmo ponto da história, percebo que no próximo livro será melhor se eu não escrever nada parecido…

Desapegue

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O escritor precisa escrever e reescrever várias vezes até considerar o texto bom. Se você acha que aquele capítulo que passou a madrugada escrevendo não ficou legal, é porque provavelmente não ficou mesmo. Então apesar do trabalhão que você teve, o melhor é desapegar e começar novamente. Porque se nem você gostar do seu trabalho, pode ter certeza que as outras pessoas também não vão.

Escreva sobre o que você gosta

O escritor passa muito tempo com seu livro. Então, se ele não gostar do tema, aquilo vai se tornar uma tortura! Escrever sobre o que gostamos é prazeroso, não dá vontade de parar, sentimos vontade de morar naquelas páginas. E o leitor sente isso. Quando o escritor cria o livro com paixão, esse sentimento ultrapassa o papel e toca as outras pessoas também.

Escreva sobre o que você conhece

É preciso convencer o leitor. Quando abrimos um livro e temos a impressão de que o escritor não sabe do que estava falando, dá vontade de fechá-lo na mesma hora. Por isso é preciso ter muita segurança. Eu sempre recomendo contextualizar a história em um local que você conheça, assim você vai saber descrever muito bem os cenários e vai poder imaginar melhor as situações que vai colocar no papel.

Mantenha um bloco de anotações sempre por perto

As ideias podem aparecer nas horas mais estranhas, como de madrugada ou no meio do banho. E da mesma forma que elas aparecem, elas também vão embora… De repente. Por isso é importante ter sempre onde anotar, para que não tenha perigo de você esquecer até que possa colocá-las em prática (em uma hora mais propícia).

Tenha (muita) paciência

Infelizmente as editoras não são muito abertas para autores iniciantes. Mas isso é compreensível, afinal, é o trabalho delas, o livro precisa ter muito potencial de venda para compensar sua publicação. A editora tem muitos gastos para produzir um livro, então o retorno precisa ser garantido. Dessa forma, é muito mais seguro publicar autores que já tenham um público, que sejam garantia de vendas. Mas, apesar disso, não é impossível. Cada vez mais autores brasileiros têm aparecido e as pessoas têm percebido que os livros produzidos aqui são tão bons quanto os de fora ou até melhores. Por isso não vale desistir depois do primeiro “não”. Se você acredita que seu livro é bom, siga em frente! Antes de conseguir uma editora para o meu primeiro romance, passei por duas que nem quiseram ler o meu livro. Dizem que a J.K. Rowling passou por SETE! Imagina só o quanto essas editoras devem se arrepender hoje em dia?

Não fique de braços cruzados

Um erro de muitos autores é achar que depois que o livro é publicado, basta esperar os leitores aparecerem. Vai ter que esperar por muito tempo… O autor tem que ser o primeiro divulgador de sua obra. Lembro que quando comecei, peguei meus livros e os levei em várias escolas, pedi para as professoras lerem, perguntei se não gostariam de fazer algum trabalho com eles em sala de aula… Eu também divulguei muito em blogs literários e nas redes sociais, e faço isso tudo até hoje! Uma outra coisa que eu fazia no começo (momento confissão constrangedora) era pegar os meus livros que ficavam nas prateleiras mais escondidas das livrarias e colocá-los em destaque, para que pudessem ser vistos! Hoje eu acho graça, mas tenho certeza que algumas das minhas primeiras leitoras compraram meu livro por terem ficado encantadas com a “capa linda”, que eu estrategicamente deixei à vista! Ah, sim, e essa é a penúltima dica…

Se apaixone pelo seu livro

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Você tem que ser o primeiro a gostar dele. Desde a capa até o último ponto final. Já expliquei lá em cima… O seu livro é o seu filho! Ele veio de você e vai ter uma parte sua nele para sempre. Então, se encante por ele. Defenda-o, divulgue-o e faça o possível para que ele cresça cada vez mais. Assim, você vai ver como é gostoso o orgulho que dá quando o nosso “bebê” é elogiado.

Sorria

Quando vários leitores tiverem seu livro em mãos, você vai ter que dar muitos autógrafos e tirar várias fotos! Então, pode ir treinando o sorriso! 🙂

A Bienal do Livro vai até o dia 8 de setembro, no Riocentro. Ainda vou estar lá nos dias 6 e 7. Espero vocês!

Até a próxima!

 

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