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Professor aplica provas vestido de Darth Vader em universidade de Campina Grande, na Paraíba

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Publicado no Frases de Star Wars

Lamartine Lacerda, de 42 anos, é fã de carteirinha pela saga Star Wars. Ele é professor e leciona Direito Penal e Processo Penal em uma universidade de Campina Grande, na Paraíba.

Sabendo que os alunos passam por momentos de tensão e stress na hora das provas, o professor encontrou uma saída muito legal para “aliviar a tensão do momento”: aplicar provas vestido de Darth Vader.

“No começo, os alunos ficam surpresos, mas sempre encaram com bom humor. Pedem para tirar foto e é sempre muito engraçado“, explica o professor, que teve a ideia há cerca de dois anos, quando começou a lecionar as disciplinas, consideradas pesadas pelo corpo docente e discente.

“Sou aficionado pela série. Coleciono bonecos, canecas, camisetas, livros e já perdi as contas de quantas vezes assisti o filme. Fui levado pelo meu irmão para ver ‘O Império Contra Ataca’, o primeiro que assisti, ainda criança. Fiquei fascinado”.

Lamartine é tão fã, que conta que ficou agoniado no final do ano passado, já que a estreia de O Despertar da Força coincidiu com um dia de prova.

“Quase tive um troço. Só assisti dois dias depois e minha esposa ainda teve que aguentar e ver outras duas vezes”.

Quem não gostaria de ter aulas com o Lorde Sith? Que o exemplo de Lamartine seja seguido! =D

Ex-doméstica vira professora e dirige escola destaque no Enem na Paraíba

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Publicado no Portal AZ

Do trabalho doméstico à direção de uma escola estadual de referência na Paraíba. Este foi o caminho percorrido pela professora Marias das Dores Barbosa, de 55 anos, natural da cidade de Areia, no brejo da Paraíba, onde morava em um sítio na Zona Rural da cidade com outros nove irmãos.

Segundo a professora, que começou a estudar apenas aos 11 anos, o sonho de ser uma profissional da educação a fez superar as dificuldades apresentadas pela vida. “Hoje eu quero que os jovens possam acreditar que é possível crescer e modificar a realidade, ter forças para ir até onde se pode ir. Não é fácil, mas você precisa acreditar, sonhar”, conta.

Maria das Dores é diretora-adjunta da Escola Estadual Sesquicentenário, a escola pública paraibana com melhor resultado nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, conforme o ranking divulgado pelo MEC.

Mas a história de ‘Dorinha’, como é conhecida pelos alunos e colegas de profissão, começou em seu primeiro contato com os estudos, que aconteceu quando ela precisou se mudar da Zona Rural de Areia para a Zona Urbana.

Ela foi para um centro social da cidade após o agravamento do estado de saúde do seu pai. “Fui alfabetizada pela professora Maria Francisca, ‘Dona Francisquinha’, aos 11 anos. Ela era apaixonada pelo alunos e me fez me envolver. Para mim era encantador”, recordou Dorinha.

Antes disso, o contato com os livros acontecia apenas quando um tio levava a literatura de cordel até sua casa e através das histórias contadas pela mãe, como as de Monteiro Lobato.

Com a morte do seu pai, Dorinha conta que foi necessário contribuir com as contas de casa e trabalhar como doméstica, cuidando de crianças em algumas casas de família. Segundo ela, trabalhar durante o dia e estudar à noite se tornou uma rotina durante o Ensino Fundamental e até o 1º ano do Ensino Médio.

Durante este tempo, a professora disse ter encontrador professores que a fizeram admirar o ensino e acreditar que os estudos seriam uma saída para a realidade social em que estava inserida.

“Todos os meus professores foram espelhos para mim. A professora Maria de Lourdes, do Colégio Santa Rita, me transmitia sabedoria. Eu ficava encantada em receber o conhecimento, eu também queria ter isso para mim. Por outro lado, o [retorno] financeiro era muito pequeno. Minha mãe não tinha condição financeira nenhuma e eu desejava uma mudança de vida”, relatou.

Além das dificuldades, Dorinha lembra que não tinha muito incentivo para continuar os estudos. De acordo com ela, se tornar professora, sempre foi uma busca pessoal, pois para os seus familiares, o importante era ter foco apenas no trabalho. “O meu foco era trabalhar, sim. Entretanto, era também o de buscar o conhecimento”, frisou.

O início da formação
Após concluir o Ensino Fundamental e o 1º ano do Ensino Médio, a ex-emprega doméstica cursou o 2º e 3º ano do curso na época chamado de magistério, uma formação técnica para professores. Nesta época ela já tinha dois filhos.

O seu primeiro dia de trabalho como professora aconteceu na mesma sala de aula onde recebeu os primeiros contatos com a educação.

“Foi uma satisfação, uma alegria que não sabia expressar, passei de um caminho duro e me tornei uma profissional, sendo colega de alguns que eram meus professores”, comentou.

Atualmente, a professora é formada em pedagogia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Além disso, uma de suas filhas está cursando doutorado em Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ascensão para a gestão escolar
No ano de 1996 e com quatro filhos, Dorinha precisou se mudar para João Pessoa por problemas pessoais. A professora relata que assim que chegou à capital foi convidada pela então diretora do Sesquicentenário, sobrinha de uma das ‘ex-patroas’ de Dorinha em Areia, para ser professora na instituição. Ela trabalhou na alfabetização das crianças, foi contadora de histórias e também ajudava na formação de crianças com deficiências, o que a levou a um curso para educação especial.

Há cerca de 19 anos trabalhando no Sesquicentenário e desde 2011 como diretora-adjunta da instituição de ensino, ela se orgulha de perceber que contribuiu na formação de muitas crianças, que cresceram e se tornaram bons profissionais no mercado de trabalho, assim como aqueles que fizeram as provas do Enem e tiveram bons resultados.

“Sempre incentivei os alunos a buscarem os seus sonhos. Tudo aquilo que temos de melhor temos que passar para os outros”, diz a professora Dorinha.

Agora, a professora se orgulha em contar que conseguiu mudar a sua realidade, pois conquistou a casa própria, os filhos estão formados e trabalhando como profissionais no mercado de trabalho, tem netos e continua trabalhando na educação. Mesmo com o tempo passado, ela destaca que o amor às crianças, ao ensino e ao trabalho com a educação continuam vivos.

Aluno paraibano tira 600 na redação do Enem mesmo após brincadeira

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Espelho da redação do Enem já pode ser consultado (Foto: Reprodução/Francinaldo Guedes)

Espelho da redação do Enem já pode ser consultado (Foto: Reprodução/Francinaldo Guedes)

Francinaldo Guedes acredita que nota foi injusta com outros candidatos.
Estudante mencionou o aniversário dele na prova.

Publicado no G1

Ao acessar o espelho da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, o estudante paraibano Francinaldo Guedes Pereira, de 16 anos, descobriu que tirou 600 pontos na redação mesmo após ter escrito uma brincadeira sobre a data do aniversário dele. Para Francinaldo, a nota que lhe foi atribuída não foi justa com outros candidatos que se dedicaram mais que ele.

O G1 entrou em contato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, mas foi informado de que qualquer questão sobre o Enem só será respondida em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (14).

Na redação, o adolescente escreveu: “Esse tipo de propaganda no Brasil é permitido, são proibidos em alguns países porque a propaganda infantil é vista como atração de crianças a despertarem um querer pelo produto proposto. Que tem essa finalidade porque é meu niver”. O aniversário dele foi no mesmo dia da prova, 9 de novembro.

Francinaldo teve cada uma das cinco competências que são avaliadas no Enem pontuadas com a mesma nota: 120 pontos. A nota máxima em cada competência é 200 pontos (veja quais são elas mais abaixo).

O adolescente afirmou que a frase que ele incluiu na redação deveria ser motivo suficiente para que ela fosse anulada, uma vez que no edital do exame consta que a redação “que apresente parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto” será considerada nula.
Sendo passado despercebido esse meu erro, é quase certeza ter erros em todas as edições do exame”
Francinaldo Guedes Pereira, estudante

O adolescente disse que fez o Enem no ano passado apenas para testar os conhecimentos, porque está cursando o 3º ano do ensino médio apenas neste ano. O estudante acredita que vários outros erros em redações possam ter passado despercebidos pelos corretores. “Dentre milhões de redações há poucos corretores. Sendo passado despercebido esse meu erro, é quase certeza ter erros em todas as edições do exame”, disse o garoto.

Francinaldo, que mora no município de Aguiar, no Sertão da Paraíba, explicou que vai levar o Enem a sério em 2015 e não vai repetir a brincadeira. Ele ainda não tem certeza do curso que quer fazer, mas está pensando em tentar uma vaga para o curso de sistemas de informação ou para jornalismo.

Notas da redação
As competências avaliadas no Enem são:

1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema;
3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Paraibano nota mil na redação do Enem prefere livros a festas

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Paraibano nota mil na redação do Enem prefere livros a festas

Publicado no Portal AZ

Escolher os livros ao invés de festas e baladas. Uma rotina diferente da maioria dos adolescentes, que ajudou o estudante Leoberto Batista, de 17 anos, a conseguir atingir a nota máxima na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em 2015. Ele mora no município de Patos, sertão paraibano, e está entre entre os 250 candidatos que conseguiram atingir mil pontos nesta edição do Enem. “Prefiro ficar com os livros a sair. Estudo o dia inteiro e, quando recebo um convite, meus amigos já sabem a resposta: tenho que estudar”, disse Leoberto.

No Sertão da Paraíba, o estudante frequentou sempre escolas particulares onde no ano passado concluiu o ensino médio. Da primeira vez em que realizou a prova, 900 pontos foram alcançados na redação. Neste ano, sua preparação para a prova do exame nacional ocorreu em um cursinho pré-vestibular, também particular. Para atingir a nota máxima nesta edição, ele contou que além de passar o dia inteiro estudando, a experiência fez toda a diferença. “Como já conhecia a prova, comecei logo pela redação, de cabeça fria”, contou ele.

Caseiro, o estudante aproveita todo o tempo possível com a leitura de livros, que vão de ficção à literatura clássica, e com os estudos de outras disciplinas. Segundo ele, festas, baladas ou coisas do tipo nunca fizeram parte da sua rotina. “Ainda hoje só saio de casa para ir à Igreja, meus amigos já sabem”, explicou o estudante.

Um segredo pessoal para uma boa redação foi revelado por ele: “debater as redações consigo mesmo antes de entregá-las”. Além disto, o estudante, que é leitor assíduo de Machado de Assis e Aluísio de Azevedo – seus autores preferidos, disse ter encontrado na leitura desses escritores uma boa base crítica para o seu texto.

“Apesar da surpresa do tema da prova, o olhar crítico da sociedade me ajudou bastante e ajudaria para qualquer tema. Na redação citei um pensamento de Karl Marx sobre a alienação comunista enfatizando essa crítica social, em conjunto, também citei um pouco do conhecimento histórico”, explicou Leoberto.

O sonho dele é cursar medicina. No momento em que viu sua nota, o sonho pareceu mais próximo da realidade. “Cheguei a chorar de alegria com a minha mãe e depois com o restante da família. No começo não queria que muitas pessoas ficassem sabendo do resultado, mas agora não é mais possível”, comentou o estudante.

Livros didáticos estão abandonados em depósito no Sertão da Paraíba

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Livros didáticos estão abandonados em depósito no Sertão da Paraíba

Mais de 10 mil livros, entre novos e usados, estão guardados.
Prefeito diz que o material se acumula há mais de 12 anos.

Publicado no G1

Mais de 10 mil livros didáticos estão abandonados no pátio e em um depósito da Secretaria de Educação de Conceição, no Alto Sertão da Paraíba. O material que devia ter sido entregue aos alunos está guardado, dividindo espaço com restos de móveis e pneus velhos. Alguns exemplares estão velhos e desgastados, mas outros ainda estão novos e embalados. O problema foi mostrado no Bom Dia Paraíba desta sexta-feira (26).

O prefeito do município, Nilson Lacerda, explicou que o material se acumula há mais de 12 anos e que a situação já era essa quando ele recebeu a Prefeitura. “Não foi possível distribuir esses livros, tendo em vista que eles estavam altamente ultrapassados. Dentro da nossa gestão, ou seja, 2013 – 2014, o que recebemos foi distribuído. Em relação a esses livros encontrados no depósito, desde o ano passado foi dada ciência ao Ministério Público de toda essa situação”. Contatado pela TV Paraíba, o procurador do Ministério Púlico informou que não tinha conhecimento do assunto.

O secretário de Educação, Fidelis Mangueira, afirmou que procurou o Ministério da Educação (MEC) para saber qual destino deveria dar aos livros. “Recebemos uma circular do MEC, do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], informando que nós poderíamos fazer doação para a comunidade, para o outras instituições, para presídios, ou também poderíamos encaminhar esses livros para a reciclagem. Nós não fizemos isso tendo em vista que nós encontramos livros ainda lacrados em ótimo estado de conservação e a gente acha um desperdício encaminhar um livro desse para uma reciclagem. Temos divulgado que nós temos esses livros à disposição, mas a procura é muito pouca”, disse.

Os livros também chegam em excesso às salas de aula do município. Teve aluno que ganhou 12 exemplares este ano, duas vezes mais que a média. Em uma das escolas de Conceição, a quantidade de livros disponíveis é tão grande que os professores aproveitam para usá-los na decoração e até a árvore de Natal é feita de livros.

“Nós implantamos um projeto de leitura, o qual incentiva os alunos a levarem os livros para casa. Nós fazemos doações de livros a eles, eles levam de 2 a 3 livros por semana”, explicou a diretora Mara de Lourdes Ferreira.

A assessoria do FNDE explicou que não existe nenhuma orientação para que os livros sejam queimados. O descarte dos livros usados deve ser feito após três anos, mas deve obedecer a legislação vigente do município em relação a política de resíduos sólidos. Os livros também podem ser doados para bibliotecas ou ainda usados como mateiral de apoio nas aulas. Além disso, a orientação é de que quando uma escola receber livros novos a mais, a Secretaria de Educação comunique ao MEC para que esse material seja remanejado para outras escolas.

Ainda segundo informações do FNDE, este ano foram distribuídos na Paraíba mais de 2,7 milhões de livros didáticos. Isso representa um investimento de quase R$ 24 milhões. O cálculo da quantidade de livros para cada cidade é baseado em projeção do número de alunos no Censo Escolar.

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