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Resenha: A vida do livreiro A.J.Fikry

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Lany, no Por essas Páginas

A-vida-do-livreiroUma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.”

Eu fiquei sabendo desse livro quando em um pedido anterior a Cia das Letras me enviou um marcador dele. Com a frase “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”, não tinha como não me interessar por ele. E não me arrependi nenhum um pouco, porque esse livro é INCRÍVEL!

Se você está lendo a minha humilde resenha nesse cantinho da internet, provavelmente você é um apaixonado por livros. Daqueles que fala referências sobre a sua obra preferida sem nenhum dos seus amigos entenderem ou então que fica comparando aquela pessoa com o seu personagem preferido. Se você se enquadra nesse perfil, vá até a livraria mais próxima e compre A vida do livreiro A.J.Fikry. Porque esse é um livro para todo mundo que AMA ler. Ele é pequeno (tem 192 páginas) mas não tem como não se emocionar e nem se identificar com essa linda história.

Como o título já diz, o livro conta a história de A.J.Filkry, dono da única livraria de uma pequena ilha (Alice Island). A primeira visão que nós temos dele é que ele é ranzinza e cheio de manias. Logo no início, ele recebe a visita de uma representante de uma editora, a Amelia. Ela faz toda uma preparação e pesquisa sobre qual livro ela indicaria para a Island Books, como uma boa pessoa do ramo deve fazer. Mas nada a poderia preparar para o que acontece quando ela chega lá. Eu cogitei a colocar uma parte dessa cena aqui, mas ela é boa demais, vocês tem que ter a experiência de passar por isso no livro. Ele é muito grosso com ela e faz uma lista imensa de todos os tipos de livros que ele não gosta. Eu concordei totalmente com a Amelia e fiquei me perguntando “Mas ele gosta de alguma coisa?”. Eu acredito que os leitores, nesse ponto da história, fiquem questionando A.J.Filkry e talvez até queiram fechar o livro.

Mas então tudo muda.

Primeiro nós ficamos sabendo do motivo de ele ser tão amargo: a sua esposa havia falecido há pouco tempo. Depois um pacote misterioso aparece na livraria… E, conforme A.J.Filkry vai caminhando nessa incrível jornada, nós conseguimos perceber quem verdadeiramente ele é. E isso é lindo, porque assim como os livros, a gente não deve julgar as pessoas pela capa.

“Sua mãe gosta de falar que os romances arruinaram Amelia para homens reais. O comentário insulta Amelia porque insinua que ela só lê livros com heróis românticos clássicos. De vez em quando até que curte, mas seu gosto literário é muito mais variado. Além disso, adora Humbert Humbert como personagem, mas aceita o fato de que não iria querê-lo como parceiro, namorado ou até como um casinho. Sente o mesmo por Holden Caulfield, sr. Rochester e Darcy.”

E o livro é todo assim, com várias referências a outros livros ou a hábitos de leitura. Não tinha como não se apaixonar pelos personagens porque… Em vários momentos, os meus sentimentos como leitora estavam refletidos ali. Ele pode não ser o livro mais criativo do universo, mas a beleza dele está na simplicidade. A diferença está exatamente em como em uma história que poderia parecer tão simplória, você termina o livro sabendo que você também cresceu. Ele transmite um dos sentimentos mais lindos de todos: a esperança. Porque ele não é só sobre livros: ele é sobre nunca desistir. Sobre descobrir quem você é. Sobre encontrar a felicidade nos menores momentos… E o romance é lindo demais!

Eu gostaria de chamar atenção para uma citação muito interessante desse livro:

“Lembre, Maya: as coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para livros e para vida.”

Esse é um dos motivos que explicam como duas pessoas podem ter opiniões completamente diferentes sobre o mesmo livro. A idade não representa só a maturidade mas também toda a bagagem que nós carregamos, que são as nossas experiências. E às vezes, nós não gostamos de um livro porque a leitura foi feita no momento errado e o inverso também é verdadeiro. São por causa dessas pequenas reflexões que tornaram A vida do livreiro A.J.Fikry um livro único.

Depois de toda essa reflexão, fico até um pouco sem graça de recomendar A vida do livreiro A.J.Fikry. Mas o que eu posso fazer? Eu AMEI o livro e acredito que ele sirva para pessoas de todas as idades, desde que tenham um ponto em comum: o amor pela leitura! Aliás, ele é inclusive uma ótima dica para presente de Natal!

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Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Editora Paralela.

Ficha Técnica
Título: A vida do livreiro A.J.Fikry
Autor: Gabrielle Zevin
Editora: Paralela
Páginas: 192
Avaliação: 5star

Spray de pimenta nos bananas

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Paula Pimenta assume primeiro lugar na lista infantojuvenil

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Essa semana a mineirinha Paula Pimenta chegou botando ordem na turma de bananas e assumiu o comando na lista de infantojuvenil com o livro Minha vida fora de série – 2ª temporada (Gutenberg). O livro vendeu 3.420 exemplares, deixando o Diário de um banana – segurando vela (Vergara&Riba), em 2º lugar. E ainda trouxe mais dois reforços para a lista: Minha vida fora de série – 1ª temporada e Fazendo meu filme – a estreia de Fani, ambos da Gutenberg. Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Outro destaque da semana foi o lançamento de Neil Gaiman, O oceano no fim do caminho (Intrínseca), que ficou em 10º lugar na lista de ficção, mas é aposta para ganhar algumas posições nas próximas semanas.

Na lista mensal de junho o 1º lugar ficou com Inferno (Arqueiro), que vendeu 77.568 livros, mais que o dobro do segundo colocado, Para sempre sua (Paralela), com 32.682 exemplares. Kairós (Globo), caiu para o 3º lugar geral, com 27.875.

E no ranking das editoras, a briga da semana e do mês ficou entre Intrínseca, Sextante e Record. No ranking semanal a Sextante, com 13, levou uma pequena vantagem de 1 livro para a Intrínseca, com 12. A Record, encostou nas duas e ocupou o 3º lugar com 10 livros. E, para causar mais agito, o ranking mensal trouxe um empate entre a Intrínseca e a Sextante, com 17 livros cada uma e a Record, novamente encostando, com 15 livros. Briga boa. Mas pacífica!

Menos amor e mais sexo

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Na semana dos namorados, os livros eróticos dominaram a lista

Cassia Carrenho, no PublishNews

Quem apostou nos livros fofinhos, com corações e ursinhos na capa para o Dia dos Namorados, literalmente broxou… Os grandes campeões de venda essa semana foram os recheados de algemas e cintas-liga. O lançamento da Paralela, Para sempre sua, foi direto para o 2º lugar na lista geral, vendendo 16.420 exemplares. Ficou atrás apenas do Inferno (Sextante), que continua esquentando a lista com 20.937 livros vendidos. Só no ranking geral aparecem mais 6 títulos na linha de romance eróticos, entre eles os três fenômenos editoriais da coleção Cinquenta tons (Intrínseca). Já na lista de ficção o número sobe para 8.

Na lista de autoajuda chegaram dois livros do tipo “S2 forever”: Meu jeito de dizer eu te amo (Sextante) e 100 coisas para fazer a dois (Vergara & Riba). Conclusão da semana: o amor é lindo, mas o sexo dá mais dinheiro.

Outras novidades na semana foram: Ficção, O palácio da meia noite (Sumas das Letras); não ficção, Dirceu (Record) e 1942: O Brasil e sua guerra desconhecida, do músico João Barone (Nova Fronteira); infantojuvenil Minha vida fora de série – 2ª temporada (Gutenberg); autoajuda, Louco por viver (Gente), De bem com o espelho (Editora Belas Letras) e Como vender você (Clio); negócios, Sobrou dinheiro (Bestbolso).

No ranking semanal das editoras a Sextante ganhou uma folguinha e ficou com 13 livros. Logo atrás vem a Intrínseca com 10. A Vergara&Riba e a Santillana empataram em 3º lugar, com 9 livros e, também empatados, com 8 livros cada um, Companhia das Letras e Record dividem o 4º lugar.

Amazon fecha acordo com a Companhia das Letras

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Publicado na Veja on-line

A Amazon está cada vez mais quente, como dizem as crianças na brincadeira de encontrar coisas escondidas. A propagada chegada da gigante do e-commerce, do e-book e do Kindle ao Brasil, prevista para este ano, vai aos poucos se concretizando. Depois de fechar acordo com a DLD, a distribuidora de livros digitais que reúne Rocco, Sextante, Objetiva e Record, a Amazon assinou contrato com a Companhia das Letras, uma das principais casas editoriais do país. A criadora do Kindle pode chegar ao Brasil até a primeira quinzena de dezembro.

“Em breve, os usuários do Kindle também poderão acessar os livros da Companhia das Letras em seus aparelhos. Ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”, diz a editora de Luiz Schwarcz em comunicado, nesta sexta-feira.

O texto prossegue: “Desde março de 2010, quando lançamos nossos primeiros e-books, temos trabalhado na expansão do nosso catálogo digital, que hoje já conta com três aplicativos para iOS e mais de 500 títulos em ePub. Muitos destes se tornaram best-sellers no formato digital, como é o caso da Trilogia Millenium, Steve Jobs, As Esganadas, Gabriela, Cravo e Canela e Toda Sua – este último, da Editora Paralela, desde agosto nas listas de mais vendidos. Com a colaboração da editora Penguin, que se tornou referência no mercado mundial de livros digitais, buscamos experimentar novos formatos e disponibilizar nosso catálogo no maior número possível de canais, dando maior liberdade de escolha ao leitor. O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo nessa direção.”

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