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Posts tagged Paralisia Cerebral

Rapaz com paralisia cerebral e sua mãe se formam em direito no RN

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Aliny Gama, no UOL

Desde que tinha seis anos, Cristian Emanuel Oliveira de Vasconcelos, 24, quer ser promotor de Justiça. No último dia 16, ele deu mais um passo em direção à realização desse desejo. Ele se formou em direito em uma faculdade particular em Natal.

A comemoração teve duplo gosto de vitória: sua mãe, e companheira de estudos, Nilda de Oliveira e Silva, 60, também recebeu o diploma de bacharel.

Cego e com paralisia cerebral, Christian foi o motivo que fez a mãe voltar aos bancos escolares. “Comecei como acompanhante de Cristian, mas logo depois, senti a necessidade de estudar junto com ele porque não bastava só ler. Ele interpretava e debatia o assunto comigo”, conta Nilda, que não esperava se tornar bacharel de direito nessa fase da vida.

“Se não fosse a ajuda da minha mãe, eu não teria conseguido fazer o curso”, conta Christian, agradecido. “Eu quero atuar na área criminalística, e também no cumprimento dos direitos da pessoa com necessidade especial.”

Nilda diz que nunca tratou o filho como alguém incapaz, apesar das limitações físicas: “Meu filho pode conseguir o que ele quiser e vou continuar incentivando-o. Tanto que o lado intelectual dele foi desenvolvido e ele não tem dificuldades de falar e de se articular. Só não enxerga e não anda porque não se equilibra”.

Meu sonho é ser promotor de Justiça, mas sonho também em enxergar e andar. Um dia conseguirei realizar esses sonhos porque, para mim, nada é impossível
Christian Vasconcelos, 24, bacharel em direito, aprovado no Exame da OAB

Nos cinco primeiros anos de vida do menino, a família procurou tratamentos médicos para que ele enxergasse, mas não conseguiram alcançar esse objetivo. Por isso, Nilda resolveu investir no lado intelectual do filho.

Christian estudou em uma escola sem adaptações para cegos. No entanto, ele foi alfabetizado em braille aos seis, em um turno diferente do que estudava na escola.

Quando chegou o momento de fazer faculdade, a família toda se mudou de Senhor do Bonfim (BA) para Natal (RN), para que ele pudesse fazer a graduação em uma faculdade (Universidade Potiguar) que atendesse suas necessidades. Mesmo com um núcleo de apoio psicopedagógico na Universidade Potiguar, a falta de livros em braile fez com que Nilda começasse a ler para Christian.

Segundo a coordenação do curso, Vasconcelos foi um dos estudantes mais dedicados da graduação e obteve nota 10 no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). O tema do traballho dele foi “A pessoa com deficiência e o cumprimento de pena privativa de liberdade no sistema prisional em Natal”.
“Ele sempre foi exemplo de superação aqui em casa e nunca tratei ele como uma criança limitada. Tentei dar atenção ao desenvolvimento intelectual dele para que ele se superasse e o resultado é só alegria”, diz Nilda, cheia de orgulho.

Mãe escreve livro sobre paralisia cerebral para pagar cirurgia da filha nos Estados Unidos

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Sandro e Guilhermina, ao lado da irmã, Valentina, e da mãe, Maira Reprodução/Facebook

Guilhermina será submetida hoje ao procedimento raro que pode fazer com que ela volte a andar

Publicado no R7

Maira Velludo está em Saint Louis, no Missouri, Estados Unidos, para um dos momentos que podem mudar, para sempre, a vida de sua caçula, Guilhermina. A menina, de seis anos, será submetida nesta terça-feira (6) a uma cirurgia de Rizotomia Dorsal Seletiva, que vai aumentar as chances de ela voltar a andar.

Guilhermina nasceu prematura de 28 semanas, com apenas 1 quilo. Três dias depois, enfrentou sua primeira batalha: um pneumotórax. Teve uma hemorragia cerebral que evolui para hidrocefalia. Após quatro meses na UTI neonatal, a confirmação de que aquele quadro inicial deixara sequelas. Guilhermina tem paralisia cerebral espastica diparetica.

 O livro está à venda na Internet e o valor arrecadado vai custear o tratamento de Gulhermina Reprodução

O livro está à venda na Internet e o valor arrecadado vai custear o tratamento de Gulhermina Reprodução

Por causa da doença, ela não anda, nem fala. Mas, segundo a mãe, se comunica muito bem, por meio de gestos e figuras. Por ela, o pai, Alessandro Condeixa Favaretto abandonou o emprego. Cuida da filha em tempo integral, enquanto a mãe segue como assistente de um juiz no TRT. A cirurgia a que irá se submeter nos Estados Unidos é para poucos. É preciso preencher certos requisitos e só são aprovadas crianças que têm chances reais de melhora. E, além disso, é muito cara. Custa cerca de R$ 60 mil (cerca de R$ 240 mil).

Para poder custear o tratamento da filha, Maira não queria apenas fazer uma campanha de arrecadação de dinheiro. Em vez disso, decidiu fazer um livro, contando não só suas experiências, como de outros pais.

— Fizemos questionários e enviamos para todas as pessoas que conhecemos neste processo, em todo o mundo. O livro conta com 50 colaboradores, entre pais, professores e profissionais de saúde.

O resultado é “ Guilhermina é minha irmã — Somos Todos Especiais”, um livro que compartilha vivências de quem convive com crianças com necessidades especiais. Maira conta que pretende ressarcir as despesas com as vendas do livro, mas não pretende parar por aí.

— A ideia é que projeto possa se expandir, e que outras crianças possam ser ajudadas. Como algumas pessoas queriam doar, sempre que isso é feito, reverte-se em livros, que são entregues para centros de reabilitação.

Guilhermina ficará três dias na UTI, e mais cinco no hospital. Após uma semana, terá início seu processo de reabilitação. Todo o processo poderá ser acompanhado pela Internet. Maira mantém uma página de Guilhermina no Facebook, Gui pelo Mundo, e um blog, Oito Passos pelo Mundo. Para comprar o livro, há um site oficial, o www.somostodosespeciais.com.br.

— Nós encontramos uma forma de usar da melhor forma possível a nossa experiência. A gente descobre uma rede de amparo e amor, e queremos passar isso para as outras pessoas.

Animação retrata primeiro dia de aula de menina com paralisia cerebral

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Curta-metragem “Por que Heloísa?” é continuação de livro com mesmo nome; ambos são baseados em histórias reais

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Publicado em Revista Educação

Como é a rotina de uma criança que tem paralisia cerebral e frequenta a escola comum? Um curta-metragem foi produzido com o intuito de responder esta questão de forma lúdica e leve. A animação “Por que Heloísa?” também trata dos problemas de acessibilidade que estas pessoas enfrentam no dia a dia e é baseada em histórias reais.

Com apenas 11 minutos de duração, o curta-metragem consegue desvendar diversos mitos que existem a respeito das pessoas com deficiência e da inclusão escolar. Heloísa é recebida em seu primeiro dia de aula com muita curiosidade por parte dos colegas. Com o passar do tempo, eles aprendem a entender suas necessidades e a integram à turma. O filme está disponível na internet com recursos acessíveis para pessoas com deficiências auditiva e visual.

A animação é a continuação de um livro de mesmo nome, escrito por Cristiana Soares. Nele, a autora conta a história da infância de Heloísa e seus primeiros desafios. O roteiro do filme foi feito por Cristiana e Carolina Ziskind, com ilustrações de Ari Nicolosi. A realização foi feita por uma parceria entre Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e a TV Cultura.

Paulistano com paralisia cerebral tem mais de 50 livros publicados

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Emílio Figueira, 45 anos, tem cinco pós, dois doutorados e mais de50 livros publicados

Emílio Figueira, 45 anos, tem cinco pós, dois doutorados e mais de50 livros publicados

Gilberto Dimenstein, no Catraca Livre

No meio de tantos problemas, ainda brotam histórias inspiradoras como a de Emílio Figueira. Lembrando o físico britânico Stephen Hawking, que tem uma acentuada limitação motora, Figueira é dono de uma produção intelectual e um currículo extenso. Duas graduações, cinco pós, dois doutorados, 53 livros, mais de 500 textos para jornais e revistas, 87 artigos científicos publicados no Brasil e exterior e uma capacidade de realizar várias atividades paralelas, que podem ser conhecidas em seu site pessoal.

Suas dificuldades de comunicação não o impede de ser uma pessoa expressiva e sorridente. Dono de sua própria filosofia de vida, Emílio diz: “Se uma pessoa nasce ou adquire uma deficiência, isso será uma fatalidade que ninguém pode mudar. Mas o importante mesmo, será o caminho que essa pessoa tomar. Ela pode se entregar à deficiência, passar a vida se lamentando e se escondendo, ou reagir, buscando uma vida cheia de possibilidades!”

Por uma falta de oxigenação no cérebro durante o seu parto em 1969, Figueira ficou com paralisia cerebral, uma deficiência que causa problemas de coordenação motora no andar, no movimentar e na fala. Fez longos e intensos tratamentos durante a década de 1970 na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.

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Precoce, desde muito cedo, Figueira teve uma queda pelas artes, produzindo entre os 2 e 5 anos de idade, inúmeros desenhos e pinturas. Alfabetizado aos 5 anos, aos 7 já escrevia seus primeiros poemas e contos. Aos 11, saia da casa de meus pais em São Paulo, indo morar com seus avós maternos em uma pequena cidade do interior paulista, chamada Guaraçaí. Um ano depois escrevia reportagens para a “Folha de Guaraçaí”; aos 16, fazia o jornal praticamente sozinho, além de colaborar com outras publicações e rádios da região e, aos 18, formou-se em jornalismo técnico.

Hoje, aos 45 anos, Emílio tem uma rotina caseira. Passa os seus dias em sua residência no bairro da Casa Verde, na zona norte de São Paulo, onde em seu escritório escreve seus trabalhos digitando só com um dedo.

Referência em Educação Inclusiva no Brasil, autor de vários livros, consultorias para pedagogos e o MEC. Tornou-se professor de diversas disciplinas no sistema de educação a distância em algumas universidades brasileiras. Convidado para palestras, Emílio tem viajado por todo o país, sempre falando em escolas, universidades, instituições, seminários e congressos para muitas plateias de professores, pedagogos, psicólogos, profissionais em geral, público diverso, famílias e pessoas com deficiência.

Dono de uma vida cheia de experimentações, Emílio participa da Companhia Teatral Olhos de Dentro, no Teatro Ruth Escobar, em um curso de teatro voltado para pessoas com e sem deficiências. Apaixonado por esta experiência, declara: “Eu pensava que o máximo que poderia fazer era ser um autor ou divulgador teatral. Mas descobri que eu, mesmo com paralisia cerebral, e tantas outras pessoas com deficiências também somos capazes de atuar”.

dica do Fabio Mourão

Aluno com paralisia cerebral é finalista na Olimpíada de Matemática

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Arthur Dantas, de 11 anos, é aluno de escola inclusiva em Itanhaém, SP.
Garoto fez pedido inusitado para a disputa: um prato de panquecas.

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Anna Gabriela Ribeiro, no G1

Um estudante da cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, virou exemplo de superação perante os colegas de classe. Aluno do 6º ano de uma escola municipal, Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, tem paralisia cerebral e vai representar a escola na última etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que será realizada em setembro.

O garoto não se comunica pela fala e tem dificuldade de locomoção, porém, a capacidade intelectual é muito desenvolvida. Na escola inclusiva, ele conta com o auxílio de uma estagiária e se comunica digitando mensagens pelo computador. Ele é o primeiro estudante de Itanhaém com paralisia cerebral a disputar a final da Olimpíada.

Para a mãe do garoto, Valéria dos Santos Silva, a novidade foi recebida com muito orgulho pelos familiares. “Fiquei muito feliz. Poucos passaram e ele é o único deficiente da cidade. Estou muito orgulhosa. A família toda está apoiando e tem uma torcida boa. Ele também está muito feliz, fica do meu lado dando risada”, comemora a mãe do garoto.

Ela conta que ele sempre foi bom aluno, gosta de estudar e sua disciplina favorita é a matemática. E que até já decidiu o que quer ser quando crescer. “Na primeira série dele começamos a perceber que ele iria longe. Ele é apaixonado por astronomia, adora estudar planetas e estrelas. O sonho dele é ser astrônomo. No que depender de mim, ele vai realizar este sonho”, conta.

Arthur é um aluno muito disciplinado. A mãe conta que ele estuda, faz natação e é fanático pelo Corinthians e que não perde um jogo. Mas, quando precisa faltar na aula para ir ao médico, o garoto fica chateado. “A paralisia cerebral foi adquirida depois do nascimento e, por isso, a capacidade intelectual dele é muito boa. Ele não gosta de faltar, é muito disciplinado e querido por todos na escola”, afirma Valéria.

A prova da Olimpíada de Matemática será realizada no dia 14 de setembro e Arthur já conta com a torcida da família, dos professores e dos colegas de classe. “Estamos todos ansiosos e na torcida. Ele conta com o apoio de toda a família e da escola também. No dia da prova, a estagiária vai acompanhá-lo, mas ele me pediu algo inusitado para levar na hora da prova, que é o seu prato predileto: panquecas”, brinca a mãe de Arthur.

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

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