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Posts tagged Paranaense

Paranaense de 17 anos é aprovado em seis vestibulares para Medicina

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‘Ainda não caiu totalmente a ficha’, conta o estudante Cezar Lorenzi.
Adolescente mora em Pato Branco e prestou vestibular pela 1ª vez.

Cassiane Seghatti no G1

Garoto prestou vestibular em sete instituições pela primeira vez (Foto: Arquivo Pessoal)

Garoto prestou vestibular em sete instituições pela
primeira vez (Foto: Arquivo Pessoal)

O paranaense Cezar Henrique Lorenzi, de 17 anos, foi aprovado em seis universidades para o curso de Medicina. O adolescente, que mora em Pato Branco, no sudoeste do estado, prestou vestibular pela primeira vez e foi aprovado em três universidades federais, uma estadual e duas particulares. Ao G1, ele contou que o grande número de aprovações foi um resultado inesperado. “Sempre achei justamente o contrário, e, por isso, busquei fazer o vestibular em um número grande de universidades”, lembra.

Até a publicação desta reportagem, Lorenzi havia sido aprovado para o curso de Medicina na Universidade Positivo (UP); na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Universidade Federal do Paraná (UFPR); e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele ainda aguarda o resultado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Ao ver minha primeira aprovação, na UP, fiquei bastante surpreso, principalmente devido à minha colocação, que foi o 5º lugar. Mas as maiores surpresas vieram quando percebi que estava obtendo aprovações nas universidades públicas. A cada resultado divulgado, eu me sentia muito feliz e chocado por ter conseguido mais uma vitória. Ainda não caiu totalmente a ficha que passei em seis, estou muito contente”, contou ao G1.

Lorenzi, que não se importa de ser chamado de “CDF” pelos amigos, acredita que parte do sucesso nas aprovações seja devido à dedicação que teve desde o Ensino Fundamental. “Sempre prestei bastante atenção nas aulas e procurei revisar as matérias em casa, fazendo muitos exercícios para fixá-las”, disse. O estudante lembra que essa rotina era diária, e que o foco dos estudos era, principalmente, voltado para as matérias em que encontrava mais dificuldade.

O estudante também credita o sucesso nos vestibulares à própria família, que sempre o incentivou. “Minha família sempre me deu muito apoio durante a minha formação como estudante, e, apesar de sempre me incentivar e de acreditar em mim, nunca me pressionou”, disse. Ele recorda que os familiares e amigos partilharam dos sentimentos de alegria e surpresa diante dos resultados, além de demonstarem orgulho.

Para os vestibulandos que ainda irão enfrentar os concursos, o paranaense ressalta que é importante ter o estudo como hábito, além de muita leitura e persistência. “A dedicação é um elemento fundamental para obter sucesso, e este, com certeza, é muito recompensador”, destacou.

Futuro
Lorenzi conta que o sonho dele, após concluir o curso de Medicina, é ser neurocirurgião. Ele admite, porém, que ainda pode mudar de ideia com o decorrer do curso, já que o curso é muito abrangente. Dentre as instituições, ele diz que ainda está indeciso. “Meu objetivo era passar na UFRGS ou na UFPR. Como acabei passando nas duas, agora ainda estou indeciso sobre qual cursar”, complementou.

Mais pop que “50 Tons de Cinza”, livro apresenta Leminski complexo à geração do Facebook

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O escritor Paulo Leminski posa para foto em bar de São Paulo, em 1984 (Foto: Avani Stein/Folhapress)

O escritor Paulo Leminski posa para foto em bar de São Paulo, em 1984 (Foto: Avani Stein/Folhapress)

Carlos Minuano, no UOL

Feito raro num país que dá pouca bola à literatura, Paulo Leminski é pop. Morto em junho de 1989, aos 44 anos, os versos do escritor e jornalista paranaense circulam há décadas em agendas e cadernos de estudantes e, hoje, encontram terreno fértil também na internet, sobretudo em redes sociais como o Facebook. Um dos poemas mais populares na rede diz o seguinte: “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”.

E é para além do universo de citações fáceis – e muitas vezes descontextualizadas ou incorretas – que uma série de lançamentos e projetos futuros, incluindo livros, filmes, discos e site, pretende levar a obra do autor descrito por Caetano Veloso como “concretista beatnik”, por Haroldo de Campos como “polilíngue paroquiano cósmico” ou simplesmente como “samurai malandro”, por Leyla Perrone-Moisés.

50 TONS DE LARANJA

Capa do recém-lançado "Toda Poesia", que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski

Capa do recém-lançado “Toda Poesia”, que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski

Recém-publicado pela Companhia das Letras, “Toda Poesia” reúne os seus mais de 600 poemas, de diferentes fases e estilos, e procura decifrar o complexo universo de Leminski, que transitou com desenvoltura pelos territórios distintos, e eventualmente opostos, do erudito e do popular.

Prova de que o poeta é mesmo pop, o livro está há semanas no topo da lista dos mais vendidos nas livrarias brasileiras na categoria ficção e já desbancou até mesmo o best-seller pornô soft “50 Tons de Cinza”.

No conjunto, a criação poética de Leminski apresentada em “Toda Poesia” mostra como ele circulava livremente por diferentes estilos. Do concretismo ao coloquialismo, em haicais ou poemas-piadas, o caboclo polaco-paranaense (descendente de negro e polonês), exibe uma linguagem, que resiste ao tempo.

Apesar de não trazer nenhum texto inédito, o lançamento republica material de livros raros, quase todos já fora de catálogos. A maior parte organizada em livros pelo próprio Leminski, segundo a poeta Alice Ruiz, viúva do autor, e responsável pela seleção dos poemas reunidos na nova publicação.

“O que ficou de fora foi porque ele assim quis, e respeito isso”, diz. “O que ele não considerou pronto não será publicado”, completa.

Múltiplo Leminski
Os holofotes que se voltam sobre Leminski nesse momento, além de recolocar em destaque um nome de relevo da poesia brasileira, também devem jogar luz sobre facetas do autor mais desconhecidas do grande público.

Por trás de tudo isso, o esforço da família, Alice e as filhas Estrela e Áurea, que há anos trabalham na organização e difusão da extensa produção de Leminski nas mais diferentes áreas. Parte desse trabalho resultou na exposição “Múltiplo Leminski”. A mostra, que fica até outubro em Curitiba e depois segue para Goiânia e Recife, além da obra poética, destaca os trabalhos do artista na música, no cinema, grafite e quadrinhos.

Áurea também está à frente da digitalização do acervo de Leminski. “Trabalho muito extenso”, desabafa. “Já são quase três anos debruçada sobre esse material”, conta. O motivo de tanta labuta é lançar em agosto deste ano o acervo digital do autor, a ser distribuído em bibliotecas e universidades.

Outra parte deve se tornar um site oficial gerido pela família. Embora familiarizada com a obra do pai, Áurea diz ter se surpreendido com a multiplicidade de suas criações. “Ele era profundamente interessado em todas as formas de conhecimento, sobretudo as ligadas às áreas humanas”. (mais…)

Menino de 13 anos reconhecido pelo Guinness é escritor, pintor e músico

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Adriana Justi, no G1 Paraná

Paranaense ganhou o título de escritor mais jovem a publicar um livro.
Menino tem seis livros, faz aulas de violoncelo e toca piano.

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Com 13 anos e reconhecido pelo Guinness Book como o escritor mais jovem a publicar um livro, Adauto Kovalski, se dedica diariamente com funções ligadas a arte e à música. Guiado pela ‘estrela da vida’, tida por ele como marca registrada, o garoto explica que já tem seis edições publicadas, e que, além de escritor, toca piano, faz aulas de violoncelo e faz pinturas quase que diariamente. Além disso, ele estuda pela manhã, faz natação e brinca. “Eu gosto das brincadeiras normais das crianças com a minha idade”, disse Adauto, que acrescenta ainda que pretende fazer aulas de espanhol e francês em 2014.

Os livros foram inspirados em histórias e fatos do cotidiano da família e da escola. A primeira edição ‘Aprender é Fácil’ deu a ele o reconhecimento no livro dos recordes nas edições de 2008 e 2009.

“A estrela da vida é minha marca, por isso faço questão que ela esteja impressa em todos os meus livros. Desde que eu era bem novinho, meus tios me mostravam ela no céu. Era o que continha a minha ansiedade e orientava os meus pensamentos, principalmente nas longas viagens. Muitas inspirações sairam destas viagens”, explica o garoto.

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Na avaliação da tia, Maria José Kovalski, com quem o menino vive desde os 3 anos, ele tem facilidade em aprender e gosta de dividir o conhecimento com o próximo. “Um exemplo disso é o primeiro livro dele. Nas 25 páginas, ele descreve o que aprendeu na escola com desenhos e coloridos que fazem o conteúdo ficar mais compreensível”, conta.

Mas o talento artísto de Adauto não parou nas edições dos livros. Ele também foi reconhecido pelo Ranking Brasil como o brasileiro mais jovem a concluir curso de composição de melodias, mais jovem compositor de partituras de piano, mais jovem pintor em telas, e o mais jovem a lançar um livro.

“Quando eu toco piano, tenho a companhia das minhas três calopsitas. É só ouvir o som que elas correm no meu ombro”, conta Adauto. Além de novas composições, ele conta que as preferidas estão no livro ‘A Arte da Música’, que possui 14 partituras em português, espanhol e francês.

(Veja o vídeo)

Além desses títulos, o garoto também possui cerca de 30 medalhas de concursos que participou desde os primeiros anos de vida. “São muitas medalhas que eu guardo com muito carinho, já até perdi as contas de quantas conquistei nesses anos”, acrescenta Adauto.

Adauto explica que quer seguir várias carreiras quando crescer. Além da vontade de ser biocientista, ele ainda sonha em ser maestro e piloto de avião. Na coleção de miniaturas, guardadas em uma estante do quarto, ele acomoda cerca de 30 aeronaves de brinquedo.

Emocionado, ele diz também que de todos, o maior sonho é ser adotado pelos tios.

“A mãe é distante desde que ele nasceu e, por isso, nós o tratamos como um filho”, explica a tia.

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Livros foram inspirados no cotidiano

Entre os livros estão os títulos – ‘Dentes’, ‘O Barco Pirata’, Histórias da Vovó’ e ‘A Arte da Música’, onde ele apresenta 14 partituras de piano. O primeiro lançamento também foi traduzido para o espanhol e publicado em 2007, quando o menino teve as primeiras aulas da língua estrangeira. “Eu lembro que como eu tinha começado a estudar espanhol, não sabia muita coisa. Então, para traduzir o livro eu peguei um dicionário e procurei palavra por palavra”, conta Adauto.

O livro ‘Histórias da Vovó’, com 87 páginas e 25 contos, foi inspirado em fatos reais. “A minha avó sempre me contava muitas histórias. E nesse livro, eu tentei adaptar alguns finais, mas ela exigiu que eu contasse as histórias reais. Foi então que eu decidi dividir o conteúdo com partes reais [que ela me contava] e com as minhas histórias adaptadas”, completa o menino.

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros anos de idade  (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros
anos de idade (Foto: Adriana Justi / G1)

O próximo livro de Adauto – ‘Molhando o Pé no Rio’, já está em endamento.

“Ele tem a ver com um dos meus sonhos, que é o de ser biocientista. Eu conto a história de um menino que estava molhando o pé em um rio e ele pensava que os animais que existiam eram só aqueles qua a gente podia ver, como cachorros e gatos, por exemplo. Só que ele nunca olhou bem de perto para ver as formigas, os besouros, as bactérias. Ou seja, que existem outras vidas por trás disso”, conta Adauto, que brinca e diz que o final da história ainda é segredo.

Entre as admirações e inspirações de Adauto estão o pianista Alvaro Slaviero, a compositora Luna Remer, maestro Alceo Bocchino e maestro Tibiriçá.

Livro 'Aprender é Fácil' deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro ‘Aprender é Fácil’ deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

dica do Jarbas Aragão

Veranistas contam com bibliotecas móveis em cinco praias do Paraná

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Os módulos de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento

Os módulos de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento

Publicado em O Paraná

Verão, sol, praia e livros. Esta é a melhor mistura para curtir as férias. Pensando nisso, a Seec (Secretaria de Estado da Cultura) montou em cinco pontos do litoral paranaense o projeto Bibliopraia, uma estrutura que permite o empréstimo de livros e revistas de forma simples e sem burocracia. O projeto faz parte da Operação Verão do Governo do Estado e foi lançado pelo governador Beto Richa e pelo secretário da Cultura, Paulino Viapiana.

Cada Bibliopraia conta com um acervo de 1,2 mil títulos de todos os gêneros literários, selecionados pela equipe da BPP (Biblioteca Pública do Paraná). O empréstimo do livro é feito de forma simples, basta o leitor fornecer nome e telefone. A devolução pode ser feita em qualquer um dos Bibliopraias ou na BPP após o verão. O horário de atendimento é das 10h às 21h.

As Bibliopraias de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento. As de Caiobá (Praia Mansa) e Paranaguá estarão disponíveis a partir de 15 de janeiro. Os módulos, construídos especialmente para o projeto, funcionam até 17 de fevereiro e irão circular por outros municípios paranaenses entre março e outubro.

dica da Jacicleide Silva

Cortador de cana chega à final de Olimpíada de Língua Portuguesa contando sonho nordestino

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Na foto, Sineudo posa com a diretora de sua escola Adriana Telles, de Tamboara (PR)

Edgard Matsuki, no UOL

O cearense Sineudo dos Santos, 23, foi finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa

Entre os 152 alunos que foram a Brasília participar da final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, o cearense Sineudo dos Santos chama atenção por destoar do estereótipo de estudante premiado. Com 23 anos e no 3º ano do ensino médio, o cortador de cana conseguiu o feito de chegar à última etapa do concurso ao falar de um assunto que ele entende muito: o “sonho nordestino”.

Com a experiência de quem saiu da cidade cearense de Jardim para cortar cana em Tamboara (PR), Sineudo escreveu sobre as dificuldades e os benefícios que os migrantes do nordeste proporcionam às cidades do sul do país no artigo opinativo “O polêmico sonho nordestino em terra paranaense”.

No artigo, Sineudo fala sobre o sofrimento do povo nordestino e conta o “segredo” de conhecer tanto o assunto: “Sou nordestino e sinto na pele essa polêmica… Não fossem pelas dificuldades em sobreviver em uma terra tão castigada pela seca, não deixaríamos para trás quem tanto amamos para trabalhar em terras tão distantes”.

A classificação para a etapa final da Olimpíada de Língua Portuguesa chega no mesmo mês em que Sineudo completa o ensino médio. “Foi a coroação para tanta luta”, afirma. Caçula de uma família de sete irmãos, Sineudo é o primeiro a conseguir terminar o ensino médio.

Em uma cidade que não tinha energia elétrica a água encanada até o ano 2000, ele foi o único que teve oportunidade de continuar na escola. Mesmo assim, a rotina era árdua. “Trabalhava batendo tijolo em uma Olaria das 7h30 às 17h30. Aí tinha subir em uma caçamba de caminhonete com mais 15 pessoas, percorrer 18 km, assistir a aula e voltar para casa. Recentemente, teve até um acidente com esse carro“, conta.

Finalista teve que largar os estudos para cortar cana

Com a mão calejada do trabalho e dormindo menos de seis horas por dia, a tentação de parar os estudos sempre foi um fantasma na vida do cearense. O incentivo da família o ajudava a vencer o desejo de largar tudo. Porém, a oportunidade de sair da cidade natal o fez abandonar os estudos quando estava no 3º ano em 2009. “A vida estava muito sofrida e queria ajudar a família”, se justifica.

A motivação para voltar a estudar só veio no início de 2012, quando perdeu a oportunidade de sair do corte de cana. “Tinha uma vaga de técnico de segurança e perdi porque não tinha segundo grau. Aí decidi retomar”.

Para Sineudo, o momento mais difícil foi na semifinal, realizada em Belo Horizonte: “A gente tinha que escrever um artigo após um debate e pesquisa no computador. Só que eu não sei usar internet. Aí quando todo mundo foi pesquisar, eu sentei, peguei a caneta e escrevi o que tinha na cabeça. Pensei que ia perder, mas aconteceu o contrário”.

Incentivo

Conciliando trabalho e estudo, Sineudo começou a estudar apenas para ganhar o diploma. Mas tudo começou a mudar com a Olimpíada de Língua Portuguesa, o texto sobre o “sonho nordestino” e as classificações nas etapas municipal, estadual e regional do concurso.  Para ele, participar é uma vitória: “com o texto, pude mostrar um pouco da vida do migrante nordestino”.

O texto acabou dando uma guinada na vida do estudante. “Quando vimos o texto dele percebemos que é único. Ele teve a oportunidade de tratar de um assunto dando o exemplo de vida dele mesmo, que saiu do Ceará porque ganhava R$ 12 por dia”, diz Adriana Telles, diretora da escola de Sineudo.

Para chegar à última etapa do concurso, Sineudo passou pela etapa municipal (com outros seis candidatos), estadual (concorrendo com 476 alunos), regional (com 127 semifinalistas) e final (com 38 alunos). Mas não ficou entre os ganhadores.

Com o concurso, o cearense ganhou uma viagem para Belo Horizonte (para as semifinais), uma para Brasília (para as finais, com direito a um tour pela cidade), um tablet, 225 reais em livros.

Perguntado sobre quais eram os “sonhos nordestinos” dele, Sineudo foi bem modesto. “Já quis sair da minha terra, comprar uma moto e até ser médico. Hoje, meu principal sonho é ter um emprego decente para que eu possa dar uma boa condição de vida para minha família”, conta o, segundo ele mesmo, mais esforçado dos 152 finalistas da Olimpíada da Língua Portuguesa.

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