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Programa incentivará intercâmbio acadêmico entre países da América Latina

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Publicado em UOL

A secretária-geral Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, defendeu a importância de programas de intercâmbio acadêmico na formação do estudante. “A América Latina é a região com menor índice de mobilidade acadêmica no mundo”, afirmou a costarriquenha que veio ao Brasil para articular agendas de cooperação com o governo brasileiro.

Em entrevista à Agência Brasil, Rebeca falou sobre o programa Aliança pela Mobilidade Acadêmica Ibero-americana, uma iniciativa que vai possibilitar a estudantes e pesquisadores dos 22 países da América Latina, além de Portugal, Espanha e Andorra, fazer intercâmbios acadêmicos. Ela estima que o programa já estará em curso no primeiro trimestre de 2016.

Segundo Rebeca, o programa vai possibilitar, pela primeira vez, que um número significativo de pessoas estudem, por um período, ou façam práticas laborais em outro país. “Queremos chegar a 200 mil intercâmbios até 2020”.

“Enquanto que na Ásia 7,5% dos estudantes têm uma experiência educativa fora do país, aqui [América Latina] é apenas 1%. Queremos que essas experiências sejam de qualidade, que os créditos [pontuação das matérias] sejam reconhecidos mutuamente e que seja acessível para os grupos de menor renda que estão na universidade”, afirmou Rebeca.

O programa é desenvolvido em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos e com o Conselho Universitário Ibero-americano e está em fase de consolidação de parcerias. Segundo Rebeca, o banco Santander já se comprometeu a patrocinar 40 mil bolsas de estudo até 2020.

Laboratório de Inovação Cidadã

A secretária participou ontem (29) do encerramento do Laboratório de Inovação Cidadã, no Rio de Janeiro. O Laboratório reuniu 120 pesquisadores e estudantes de 14 países ibero-americanos para o desenvolvimento de projetos de inovação. A iniciativa é uma parceria da Secretaria-Geral Ibero-Americana com o Ministério da Cultura brasileiro. A primeira edição foi no ano passado, no México.

Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos, há um que chama a atenção pelo momento delicado que o país vive – com aumento do número de casos de microcefalia, possivelmente relacionados à infecção por vírus zika. A ideia inovadora é a criação de um aplicativo de celular que faz a contagem automática de ovos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, do vírus zika e da chikungunya.

“As amostras [atualmente] são contadas manualmente, precisam de técnicos especializados, lupas e luvas. O que queremos é expandir essa tecnologia para o uso da sociedade”, explicou o analista ambiental Odair Scatoline, um dos executores do projeto. “Estamos desenvolvendo um aplicativo em que cidadãos comuns podem utilizar o celular e, semanalmente, fotografar os ovos e enviar a um servidor na web, onde será feita uma contagem automatizada desses ovos e disponibilizada em um mapa”.

Cultura do best seller e falta de livrarias restringem acesso à leitura

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Ednilson Xavier, no UOL

Finalmente enxergamos que é preciso regulamentar os mercados livreiro e editorial. É chegada a hora de tratarmos o livro não como uma simples mercadoria, mas sim como patrimônio cultural de uma nação. Enfim, o mercado percebeu que ter o comércio de livros nas mãos de poucos é extremamente comprometedor para a nossa rica bibliodiversidade e é um complicador para a nossa cultura.

A bibliodiversidade é uma preocupação do mercado livreiro com a formação do leitor. Trata-se de colocar à disposição uma maior variedade de títulos. Os grandes grupos editoriais e livreiros apostam na cultura do best seller. É claro que esses lançamentos mantêm muitas vezes o faturamento das livrarias, mas é necessário preocupar-se com a qualidade editorial e com a formação do leitor, que se dá por meio de bons livros clássicos.

Esses clássicos têm sido preteridos em virtude de terem um apelo comercial supostamente menor. A circulação dessas obras acaba sendo, de certa forma, esquecida, deixada de lado, para se priorizar as atualidades. Outra ameaça à bibliodiversidade é justamente a perda dos fundos de catálogo, os chamados de “cauda longa”. Esses não têm vendagem tão expressiva, mas são importantes e muitos estão esgotados, porque não há interesse de colocar em circulação livros com baixa vendagem.

Há mais de 10 anos a ANL defende a moralização do mercado livreiro brasileiro, indo muito além de estabelecer a Lei do Preço Fixo. Entendemos que a atuação do livreiro como agente literário pode contribuir muito para que possamos melhorar nossos precários índices de leitura. Para isto, é fundamental que todos que participam da cadeia produtiva, criativa e mediadora do livro valorizem a livraria do seu bairro, da sua cidade, e enxerguem nelas a possibilidade de formar novos leitores.

Não se pode negar, ainda, o avanço social por que passa o nosso país, a diminuição da desigualdade e o aumento da escolaridade, com acesso ao ensino em todos os níveis. Como complemento a essa ascensão cultural que vive o país, é necessário facilitar o acesso ao livro e à leitura, e faltam livrarias para esse público. Infelizmente, com a concentração de mercado e as restrições que as editoras impõem às pequenas e médias livrarias, o acesso ao livro e à leitura fica restrito às grandes superfícies.

Levantamento realizado pela ANL (Associação Nacional de Livrarias) constata um enorme deficit de livrarias no Brasil. Temos uma média de 1 livraria para 65 mil habitantes, sendo que o recomendado pela Unesco é de 1 livraria para 10 mil habitantes. A falta de livrarias nos mais diversos rincões de nosso país desestimula a leitura.

Por mais que queiramos investir e acreditar no mercado do livro digital, é na loja física que o livreiro consegue manter o seu negócio. É um mercado promissor. Desde que as regras do jogo sejam seguidas e respeitadas, podemos competir de forma justa. Isto é, o autor materializa sua ideia, a editora transforma em edição, a distribuidora abastece o mercado e o livreiro atende o leitor.

Como afirmado por alguns especialistas do setor, não basta a Lei do Preço Fixo para manter o setor saudável e equilibrado. É preciso que algumas práticas nocivas ao livreiro, principalmente de pequeno e médio porte, sejam revistas nas transações comercias.

Para implementação e um pacto pela leitura, é necessário vontade e valorizar parcerias entre editoras, distribuidores e livrarias.

Crônicas avulsas: VII Blogs de Letras

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Marcelo Caldas, no …Marcelo Caldas…

encontro blogs de letras

Estive presente em quase todos os eventos do Blogs de Letras. Aliás, ainda me lembro muito bem do primeiro encontro que foi na Livraria da Vila. Confesso que nunca imaginei a dimensão que ele iria alcançar e as infinitas possibilidades que poderia nos proporcionar. E cada evento foi diferente um do outro. Sempre é uma caixa de surpresa que nos espera de braços abertos…

E são muitos motivos para nos alegrarmos, pois chegamos à marca cabalística do 7º encontro, e esse foi na charmosa livraria Martins Fontes, na Av. Paulista. Dentre essas muitas possibilidades que citei acima, creio que a interação entre os blogueiros e blogueiras foi um fator ímpar, sem contar é claro a aproximação nossa com as editoras.

Nesse último encontro tivemos uma rica possibilidade de aprofundarmos nosso conhecimento sobre o mercado de livros digitais. Beatriz Simoni (representante da KOBO) e Tiago Ferro idealizador da editora e-galaxia nos ensinaram muito e participaram ativamente na construção desse novo aprendizado, trazendo informações sobre o mercado, falando sobre suas experiências e claro – elucidando nossas dúvidas que iam surgindo. Um bate-papo extremamente interessante e relevante.

Sérgio Pavarini ainda nos provocou a refletirmos sobre o nosso papel e responsabilidade como blogueiros e blogueiras. Enquanto ele falava, me lembrei de uma citação da Hannah Arendt, do livro A condição humana:

“É óbvio que isto requer reflexão; e a irreflexão – a imprudência temerária ou a irremediável confusão ou a repetição complacente de verdades que se tornaram triviais e vazias – parece ser uma das principais características do nosso tempo. O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de refletir sobre o que estamos fazendo”.

Acredito que cada blogueiro e blogueira são como uma bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade que cercam as pessoas que não lêem. E como dizia Márcio Catunda:

“Um gênio conversa com os espíritos dos livros. E o acervo suscita viagens insólitas.”

A cada resenha crítica que nós blogueiros e blogueiras postamos, possibilitamos que cada um opte pelo caminho dessas viagens insólitas, que só os livros podem proporcionar. Quem lê – sem sombra de variação enxergará melhor.

E em nosso país cheio de “Machados” de Assis se achando serra elétrica, nós somos o grito de um povo que se recusa a andar cabisbaixo.
Obrigado Cássia Carrenho e Sérgio Pavarini, por mais um encontro!

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