Contando e Cantando (Volume 2)

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Emma Watson distribui o livro ‘The Handmaid’s Tale’ por Paris

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Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

A atriz contou no Twitter que está escondendo exemplares de “O Conto da Aia” na capital francesa

Priscila Doneda, no M de Mulher

Emma Watson já tinha espalhado livros no metrô de Londres e em várias outras cidades no Dia Internacional da Mulher. Agora, a atriz está distribuindo exemplares de The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia) pelas ruas de Paris.

Feminista declarada, Emma é Embaixadora da Boa Vontade da ONU para Mulheres e participa de um clube do livro que conta com meninas e mulheres de todo o globo. Nele, um título empoderador é escolhido e discutido pelas integrantes todos os meses.

Desta vez, Watson revelou no Twitter que está escondendo cópias de The Handmaid’s Tale por Paris, à convite da editora The Book Fairies.

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E é claro que quem achou esses exemplares está enlouquecendo, né?

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Escrito por Margaret Atwood em 1985, The Handmaid’s Tale fala sobre uma distopia perturbadora. Narrado em primeira pessoa, o livro traz a história de uma sociedade democrática que passa a viver um regime político em que as mulheres perdem todos os seus direitos e liberdades.

A obra foi adaptada para a TV por Bruce Miller e lançada no serviço de streaming Hulu, em abril de 2017. A série conta com dez episódios e Elisabeth Moss como a personagem principal, Offred. Apesar do sucesso crítica e público, ainda não há previsão para que seja transmitida no Brasil.

Uma das maiores bibliotecas de História da Arte e História Medieval do mundo reabre em Paris

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Salle Labrouste, Richelieu © JC Ballot/ BnF /Oppic/Inha/Enc

Salle Labrouste, Richelieu © JC Ballot/ BnF /Oppic/Inha/Enc

 

Construído em 1635, o local foi reinaugurado no fim do ano passado e hoje reúne três instituições: a Biblioteca, o Instituto Nacional de História da Arte e a Escola de Chartes, um dos mais importantes centros de história medieval do mundo. A renovação vai continuar e uma nova ala será aberta em 2020.

Letícia Constant, na RFI

Título original: Biblioteca Richelieu, em Paris, reabre mais moderna para atrair novo público

A ideia foi recriar um lugar único e o resultado é mágico. Podemos dizer que os arquitetos franceses Virgine Brégal e Bruno Gaudin cumpriram a missão: valorizaram o aspecto histórico do edifício, suavizaram a austeridade das grandes bibliotecas tradicionais e criaram um clima que convida um público maior a vir conhecer a nova Biblioteca Richelieu, que fica bem no centro de Paris.

E é justamente a descoberta deste patrimônio arquitetônico uma das propostas mais ambiciosas, para atrair não somente os leitores como também os admiradores de arte.

Galeria Rondel, Artes do espetáculo, Richelieu © JC Ballot/ BnF /Oppic

Galeria Rondel, Artes do espetáculo, Richelieu
© JC Ballot/ BnF /Oppic

 

Cheng Pei, chefe do projeto Richelieu, me fez descobrir salas suntuosas cuja beleza são de tirar o fôlego, entre elas, a mundialmente famosa Sala Labrouste, que leva o nome do arquiteto, pioneiro na utilização de ferro no interior. Ele nos fala sobre a renovação do prédio histórico, de 2011 a 2016. “Esta renovação é, em primeiro lugar, um desafio arquitetônico. Trata-se de renovar as infraestruturas, os equipamentos técnicos para garantir a segurança das pessoas, mas também para melhorar as condições de conservação de nossa coleção patrimonial. É também um projeto científico e cultural, é um desafio maior da renovação propor a nossos pesquisadores e leitores um polo de excelência em matéria de História da Arte e de Patrimônio, com as três bibliotecas reunidas. Acho que temos aqui a maior biblioteca do gênero”.

Cheng Pei também ressalta a importância do local seduzir novos visitantes. “Nosso outro desafio é cultural, é estender nossa oferta ao público, abrir esse espaço. Teremos um percurso de visita, um museu que será criado, espaços que serão abertos a todas as pessoas, sejam estudiosos ou simples visitantes”, informa.

Rotonda das Artes do espetáculo, Richelieu © JC Ballot/ BnF /Oppic

Rotonda das Artes do espetáculo, Richelieu
© JC Ballot/ BnF /Oppic

 

Diante da imensidão das salas da Biblioteca Richelieu, uma pergunta se impõe: quantos livros estão aqui dentro?

“É muito difícil dizer, pois não há somente livros aqui, temos coleções especializadas, manuscritos, estampas, moedas, medalhas, partituras musicais, textos de artes e espetáculos… Podemos estimar, se quisermos dar um número, que temos cerca de 22 milhões de documentos”, observa Cheng Pei.

Richelieu: arquitetura já era inovadora no século XIX

Visitar a Biblioteca Richelieu é explorar um lugar quase mágico, como confirma a arquiteta de patrimônio, Camille Brêtas. “É realmente um espaço impressionante com sua arquitetura do século XIX, com aqueles volumes, uma arquitetura super inovadora para a época. Tem uma estrutura toda de ferro na sala Labrouste, que inclusive é o nome do próprio arquiteto que fez o projeto, ele foi um dos primeiros a utilizar arquitetura de metal; e tem poucos exemplares aqui na França”, diz Camille.

Galerie de verre, Richelieu ©BnF/Inha/Enc – Bruno Gaudin, Virginie Brégal, Architectes Paris

Galerie de verre, Richelieu
©BnF/Inha/Enc – Bruno Gaudin, Virginie Brégal, Architectes Paris

 

Sobre as obras de restauração destes quatro últimos anos, ela afirma que foram de uma complexidade e de um investimento bem elevados. “A obra foi muito complexa, com muitas obras literárias antigas, com papel é sempre muito complicado. A redescoberta desta biblioteca vai ser um momento importantíssimo para a história da restauração e da arquitetura para o grande público também”, se entusiasma a arquiteta.

A renovação da Biblioteca Richelieu continua até 2020, abrangendo todo o quarteirão, com duas entradas: uma pela pela rue vivienne e a outra pela rue de Richelieu.

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Entrada da biblioteca Richelieu ©Photo JC Ballot/ BnF

Entrada da biblioteca Richelieu
©Photo JC Ballot/ BnF

Biblioteca Particular de Fernando Pessoa sai pela primeira vez de Portugal e vai até Paris

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Publicado no Comunidade Cultura e Arte

A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa sai pela primeira vez do país, na próxima semana, para ser exposta em Paris, no âmbito do Festival Do Desassossego, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, anunciou a Casa Fernando Pessoa (CFP).

“São cerca de 800 títulos, o espólio mais valioso da casa Fernando Pessoa, que serão mostrados ao público francês até 06 de novembro“, disse à Lusa fonte daquela instituição tutelada pela Empresa municipal de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), de Lisboa.

“Além do valor por terem sido oferecidos ou adquiridos e lidos por Fernando Pessoa, a este conjunto de livros acresce o valor incalculável das notas que o escritor deixou nas margens, capas, contracapas, por vezes suporte de poemas completos, manuscritos a lápis. A marginália [as notas, escritos e comentários pessoais] faz desta biblioteca uma biblioteca ainda mais particular“, sublinhou a mesma fonte.

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A exposição, que é inaugurada na próxima terça-feira, é comissariada por Paulo Pires do Vale, também responsável pela nova museografia da CFP que “em breve” disponibilizará de forma permanente a exposição deste espólio em Lisboa.

Os livros da Biblioteca Particular foram mostrados em diferentes alturas na CFP, “dentro do que tem sido possível e tendo em conta as necessidades de preservação, no entanto, a maior parte dos títulos que compõem a Biblioteca Particular tem estado em reserva“, referiu.

“Nos últimos dois anos estes livros foram alvo de restauro, ao abrigo de um protocolo celebrado com a Biblioteca Nacional de Portugal, o que permite que estejam em melhores condições de conservação para serem mostrados ao público“, disse a mesma fonte.

“A viagem até Paris de grande parte da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa é um acontecimento inédito na história deste espólio“, realçou a mesma fonte, salientando que esta mostra em Paris é “um importante passo da programação da CFP“.

“A colaboração institucional com a Fundação Calouste Gulbenkian que acontece com este empréstimo segue a linha de divulgação internacional de Fernando Pessoa, possibilitando agora um contacto único com o seu universo e abrindo a sua obra a novas interpretações, ao articular esta mostra com trabalhos de artistas contemporâneos, como Fernando Calhau, João Onofre, Dora Garcia e Pierre Leguillon“, explicou.

Depois da apresentação em Paris, os livros “não regressam na sua totalidade para as reservas, mas sim que também em Portugal, na CFP, no bairro de campo de Ourique, em Lisboa, possa ser finalmente mostrada a dimensão da Biblioteca Particular do poeta, que será o núcleo central da nova museografia para a Casa, em desenvolvimento“, adiantou.

“Estamos a trabalhar na Casa Fernando Pessoa para criar as condições para em breve melhor mostrar na Rua Coelho da Rocha, n.º 16 este tesouro nacional“, garantiu.

Todavia, refira-se que a Biblioteca Particular “está toda digitalizada e disponível online, à exceção dos títulos protegidos ainda pelo Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos“.

A Biblioteca Pessoal do autor de ‘Mensagem‘ permite conhecer “outra dimensão de Fernando Pessoa, a de leitor”

O festival vai contar com um ciclo de conferências, outras exposições e projeção de filmes, tendo como temas a incerteza, o desconhecido e a utopia, 500 anos após a publicação do livro ‘A Utopia‘ de Thomas Moore.

Texto de Lusa

Livros impressos na hora renovam tradicional livraria de Paris

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Impressora produz livros em uma média de tempo de quatro minutos. Gabriel Brust / RFI

Impressora produz livros em uma média de tempo de quatro minutos.
Gabriel Brust / RFI

 

O Quartier Latin em Paris é conhecido pela Sorbonne, por maio de 68 e por ser um ponto de encontro de intelectuais. Mas as famosas livrarias do bairro não estão imunes à transformação do mercado editorial. A loja da editora Presses Universitaires de France – Les PUF para os íntimos – agora não tem mais quase nenhum livro em suas prateleiras.

Gabriel Brust, na RFI

Fundada há 100 anos como a primeira editoria de Ciências Humanas da França, a Les PUF agora oferece seu catálogo de 5.000 títulos em um tablet. O cliente escolhe a obra, pode incluir as anotações que quiser e imprimir o livro na hora.

É o conceito on demand agora para livros. Além das publicações da editora, o leitor também encontra cerca de 3 milhões de títulos em diversas línguas, incluindo português, graças à parceria com a fabricante norte-americana da impressora.

A máquina imprime qualquer livro em uma média de quatro minutos. A inovação permitiu à livraria fundada em 1921 manter suas portas abertas, em um momento difícil para o mercado editorial local. As compras pela internet e os altos custos de alugueis em Paris levaram 28% das livrarias da cidade a simplesmente fecharem suas portas nos últimos 15 anos.

“Decidimos fazer isso por uma questão de espaço. Não podemos mais abrir livrarias de 600 metros quadrados como antigamente, por questão de custo de aluguel”, explica Alexandre Gaudefroy, gerente da livraria. “O público recebeu a inovação muito bem, porque a livraria havia desaparecido do bairro por mais de 10 anos. Isso mostra que mesmo as editoras mais clássicas são capazes de inovar”, diz o editor.

Mesmo preço

Com a novidade, a editora agora controla toda a cadeia de produção de seu produto, o que, segundo Gaudefroy, compensa o fato de cada exemplar ter um custo mais alto do que se fosse impresso em grandes quantidades. Mas o preço final ao consumidor, ele garante, é o mesmo de outras livrarias. A prensa de Gutenberg do século 21 da Les PUF imprime entre 25 e 35 obras por dia.

O fim do estoque permitiu a Les PUF se mudar para um local menor, com custos reduzidos. A livraria saiu da equina da Praça da Sorbonne, agora ocupada por uma marca de roupas famosa, e se mudou para uma quadra próxima. Mas sem nem pensar em abandonar o Quartier Latin.

Concurso Cultural Literário (124)

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1233-20150629121736Susan Sontag – Entrevista completa para a revista Rolling Stone

Jonathan Cott (autoria), Rogério Bettoni (tradução) 

Susan Sontag foi escritora, crítica de arte e ativista dos direitos humanos. Em 1978, Jonathan Cott, um dos fundadores da revista Rolling Stone, entrevistou Sontag pela primeira vez em Paris e, posteriormente, em Nova York. Apenas um terço de sua conversa de doze horas foi reproduzido na edição de 4 de outubro de 1979 da Rolling Stone.

Mais de três décadas depois, a prestigiosa editora de Yale publica a transcrição completa dessa entrevista memorável, agora traduzida pela Autêntica, acompanhada de um prefácio e das lembranças desse encontro. Aqui estão reunidas sua visão de mundo, sua trajetória, seus embates pela liberdade de expressão, comentando, a fundo, suas obras que influenciaram várias gerações.

Instigantes, as perguntas de Jonathan Cott provocaram respostas reveladoras, e o resultado fornece um olhar indispensável àquela que se descrevia como “esteta inebriada” e “moralista obsessiva”.

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Em parceria com a Autêntica, vamos sortear 3 exemplares de “Susan Sontag – Entrevista completa para a revista Rolling Stone“, livro de Jonathan Cott.

Para concorrer, acesse este formulário.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 30/7 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

ATENÇÃO PARA OS SORTEADOS!

 

Leonardo Nóbrega da Silva, Caroline e Roberta Martins. Parabéns!

 

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