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Ferréz leva para França seu ódio aos ricos e à classe média

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Rodrigo Casarin, no UOL

“Sou o pregador do ódio!”.

Todos leitores sabem que os alvos preferidos de Ferréz são os ricos e a classe média alta. Em entrevista exclusiva ao UOL, após ser questionado sobre quem prega a conciliação entre todas as classes existentes no Brasil, disparou o torpedo que abre este texto. “Querem conciliação do quê? Enquanto meu povo lavar privada, quero que ele não idolatre os ricos, que entenda que já nasceu sendo roubado. Nosso povo aceita muito as coisas, é muito simpático”, continuou.

Antes, em sua fala na mesa que dividiu com Ronaldo Correia de Brito e Godofredo de Oliveira Neto no Salão do Livro de Paris, já havia seguido linha semelhante. “Se a gente da periferia não é a esperança, essa classe média preguiçosa que não sabe nem fazer café que também não é. Nós que possibilitamos a vida deles, só não recebemos a renda por isso”.

O autor de “Capão Pecado” disse estranhar o luxo de Paris, mas que isso faz com que entenda um pouco as vontades dos brasileiros mais abastados. “Em São Paulo eu não frequento os lugares da hora, aí, chego aqui, vejo o que o rico de lá quer fazer”. O escritor sabe que seu discurso incomoda muita gente, mas não se importa com isso, pelo contrário, afirma que seu papel não é “fazer massagem”. “Eles não gostam quando eu falo, mas da favela eles podem falar, né!?”.

É o povo mais simples, aliás, que está retratado em “Os Ricos Também Morrem”, seu novo livro, lançado pela Planeta, que apresenta contos feitos ao longo dos últimos três anos, escritos com uma linguagem bastante acessível para que possam ser facilmente compreendidos por alunos e por adultos que não estão habituados a ler.

Em um dos contos, o alvo são os food trucks, algo que também causa indignação em Ferréz. “Tem essa tendência de pegar tudo que já existe e colocar nome em inglês. Daqui a pouco lançam o super motoboy”, ironiza. “A classe média tem um esvaziamento cultural tão grande que precisa desses supérfluos, pagar R$30,00 em um pão com salmão, para achar que está vivendo”.

Ao ser questionado, por conta do título da obra, se os ricos morrem de maneira diferente, disse que sim: “eles morrem tomando suco verde e achando que são eternos”.

Dentre os textos está também “Pensamentos de um ‘Correria’”, conto inspirado em um assalto a Luciano Huck (levaram o relógio do apresentador), publicado originalmente na Folha de São Paulo. Narrando a situação da perspectiva do assaltante, Ferréz acabou sendo acusado de apologia ao crime e precisou prestar explicações em uma delegacia. Hoje, a respeito de Huck, diz que o global “é um bom representante da classe dos coxinhas”.

Ainda sobre a Globo, Ferréz não mostrou empolgação alguma ao saber que três novelas da emissora programadas para este ano serão, de alguma forma, ambientadas na favela. “Nunca vi nada na Globo ser positivo. Outro dia, vi que em uma novela tinha três estereótipos em um único personagem, que era negro, gay e cabeleireiro. Falta profundidade, qualquer tema eles transformam em uma idiotice”.

Neste ano Ferréz também lançará mais um livro juvenil, este pela Dsop, com ilustrações de Fernando Vilela. “A Menina Ana e o Balão” contará a história de uma garota que, após perder o seu pai, aluga um balão para procurá-lo no céu, uma forma de abordar a morte junto às crianças.

Salão do Livro de Paris faz homenagem ao Brasil

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Evento tende a ampliar o mercado para autores do País na Europa

Índice

Andrei Netto, em Estadão

PARIS – A literatura brasileira entra nesta semana em especial destaque na França, tomando páginas de jornais e publicações especializadas e ocupando o centro de palestras e conferências às vésperas do Salão do Livro de 2015. País homenageado, o Brasil já começou a ser tema de eventos antes mesmo da abertura da feira, que reunirá escritores, tradutores e editores no Parque de Exposições de Porte de Versailles, no sul da capital, entre esta quinta (19/3) e segunda (23/3). Para acadêmicos, é a oportunidade de renovar o interesse pelos autores brasileiros, fora do eixo das grandes editoras desde os anos 1990.

O início das atividades sobre a literatura brasileira em Paris ocorreu na sede da Unesco, na capital, onde a exposição Machado de Assis – Le Sorcier de Rio mostra ao público francês, sempre ávido de literatura, o universo “do maior escritor brasileiro”, segundo a definição dos curadores da mostra. O autor de clássicos como Dom Casmurro é apresentado como “um feiticeiro”, “pela singularidade de sua obra, na qual a densidade psicológica e lucidez social se combinam a humor e ironia e representam as contradições humanas”.

A mostra traz painéis interativos, vídeos e livros raros cedidos pela Biblioteca Nacional da França (BNF) para reconstruir a obra do autor e seu cenário de referência, o Rio de Janeiro do século 19, enaltecendo o valor atemporal de sua temática.

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Outro evento prévio ao salão começa nesta quarta-feira, 19, com a excursão de imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), que serão recebidos pela Academia Francesa. Entre os brasileiros em Paris estão Geraldo Holanda Cavalcanti, presidente da ABL, Domício Proença Filho, secretário-geral da instituição, Rosiska Darcy de Oliveira, Nélida Piñon, Ana Maria Machado, Sergio Paulo Rouanet, Marco Lucchesi e Antonio Torres. Proença Filho, Rosiska e Lucchesi participarão de mesas-redondas sobre poesia, ensaio e ficção brasileiras.

A programação é apenas uma pequena parte dos eventos nos quais autores brasileiros estarão envolvidos. São 48 nomes convidados pelo presidente do Centro Nacional do Livro (CNL) da França, Vincent Monadé, a representarem o Brasil no Salão do Livro, no qual serão recebidos com destaque. Para Leonardo Tonus, professor da Universidade de Paris-Sorbonne (Paris IV) e um dos curadores brasileiros na feira, autores e editores do País têm uma nova chance de reabrir o mercado francês e europeu, que se tornou cada vez mais restrito desde os anos 1990.

“O evento é importante porque o Brasil tem um peso cultural muito grande na França. Esperamos o aumento do mercado de obras brasileiras traduzidas na França e de francesas traduzidas no Brasil”, afirma Tonus, que será condecorado nesta quinta, 19, pelo Ministério da Cultura como Cavalheiro da Ordem das Artes e da Cultura, uma das distinções mais relevantes da área no País.

Para Tonus, o Salão do Livro de Paris é uma nova oportunidade para o Brasil corrigir os erros cometidos após a Feira de Frankfurt, em 2013, quando a literatura brasileira também foi homenageada, mas sem benefícios sustentáveis aos autores nacionais. “Em Frankfurt, houve uma bolha, com milhões investidos e muitas traduções, mas sem uma iniciativa estrutural de apoio à literatura brasileira”, reflete.

Na opinião do acadêmico, falta ao Brasil uma política sustentável de apoio aos autores brasileiros, com estímulo à tradução, mas também à formação de tradutores e à conquista de novos leitores. “É toda a cadeia do livro que precisa de apoio estrutural”, entende Tonus.

A crítica é compartilhada por Monadé, presidente do CNL francês, que, em entrevista ao Estado, na última semana disse ver enorme potencial na literatura brasileira na França e na Europa, mas observa um déficit de penetração dos autores do País, em parte por causa do ainda reduzido número de traduções.

Charlie Hebdo esgota nas bancas da França, que têm filas

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Homem exibe nova edição de Charlie Hebdo em frente à banca que exibe cartaz informando o fim da publicação no estoque (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Homem exibe nova edição de Charlie Hebdo em frente à banca que exibe cartaz informando o fim da publicação no estoque (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Publicado na Exame

A edição especial da revista satírica “Charlie Hebdo”, a primeira lançada após o atentado contra sua sede, se esgotou rapidamente nesta quarta-feira, desde o início da manhã, nas bancas de jornal da França, que chegaram a registrar filas de pessoas interessadas na polêmica publicação.

Em Paris, a maioria das bancas do centro da cidade ficaram sem exemplares antes das 8h locais (5h de Brasília) e dois jornaleiros contaram à Agência Efe que as revistas esgotaram em poucos minutos.

Nas estações do metrô, também se formaram filas em frente aos pontos de venda, que se dispersavam assim que era anunciado o fim dos exemplares da revista.

Vários vendedores de jornais e revistas relataram que não fizeram reservas para os clientes que tinham solicitado porque acreditam que vão receber novas remessas nas próximas horas e nos próximos dias.

A “Charlie Hebdo” tinha informado que a edição especial após o atentado teria uma tiragem de 1 milhão de exemplares, mas acabou elevando esse número para 3 milhões devido aos pedidos do mundo todo.

Na França, a venda nas bancas de jornal será escalonada durante vários dias.

A capa da edição histórica, que mostra o profeta Maomé com um cartaz que diz “Je Suis Charlie” (Eu sou Charlie) e a manchete “Tudo está perdoado”, voltou a gerar polêmica no mundo muçulmano.

Concurso Cultural Literário (115)

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LEIA UM TRECHO

 

Em 1761, o jovem Nicolas Le Floch, vindo da Bretanha, chega a Paris e é contratado pelo Sr. de Sartine, superintendente-geral da polícia do rei Louis XV. Como investigador, Nicolas logo descobrirá a crueldade dos homens e a brutalidade das conspirações no mundo do crime parisiense, onde tudo gira em torno do jogo, da devassidão e do roubo, que se interligam por incontáveis
labirintos.

O primeiro assassinato irá mergulhá-lo no cerne da podridão e de perversidades que envolvem um delegado corrupto, uma esposa saída de uma casa de prostituição, um cadáver no porão de uma residência na Rua dos Blancs-Manteaux, um carrasco, espiões, masmorras e necrotérios. E tudo isso pode acabar conduzindo-o à presença do rei e de sua favorita, Madame de Pompadour.

Uma investigação cheia de reviravoltas e revelações surpreendentes, que faz reviver a atmosfera, as ruas, os nobres e os mendigos, os ritos, os crimes e os mistérios da Paris do século XVIII.

Vamos sortear 3 exemplares de “Aposta fatal“, outro lançamento empolgante da Vestígio.

Para concorrer, envie para o e-mail [email protected] a resposta à pergunta: Como era conhecido o rei Louis XV (ou Luís XV)?

Atenção: respostas na área de comentários serão apagadas.

Aproveite a oportunidade para curtir as páginas dos envolvidos nesta edição:

O resultado será divulgado dia 27/1 neste post.

Boa sorte! :-)

***

Parabéns: Erondina Maria, Carlos Tourinho e Italo B.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Livros e drones estão entre presentes preferidos dos franceses no Natal

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Apesar da crise persistente, os franceses jamais deixaram de reservar uma quantia considerável do orçamento para o Natal. Neste ano, a estimativa é de que cada francês gaste € 518 (R$ 1.680) nas comemorações da principal festa católica. Entre os presentes mais pedidos ao Papai Noel estão os tradicionais, como livro, e novidades tecnológicas, em especial os brinquedos conectados.

Publicado no RFI

As tradicionais Galerias Lafayette, em Paris. A. Notaras

As tradicionais Galerias Lafayette, em Paris.
A. Notaras

Completam a lista roupas, tablets, celulares e brinquedos clássicos há muitas gerações, como Lego e Playmobil. Para as meninas, a coleção de bonecas Violetta é uma novidade que agradou neste Natal.

Mas segundo uma pesquisa realizada pela agência Deloitte, o bom e velho livro é o presente mais desejado pelos franceses, pela primeira vez em 17 anos. “Estamos vendendo bem mais livros do que no ano passado. Será que os pais querem trazer os filhos de volta para produtos mais tradicionais, em um momento em que eles estão cada vez mais diante das telas, em vez de verdadeiros livros? Não sei. O que eu sei é que estamos vendendo muitos livros”, constata Agnès Vigneron, diretora das Galerias Lafayette, um templo das compras em Paris.

No lado oposto, os produtos de tecnologia continuam em destaque entre os mais pedidos no Natal. E em 2014, os chamados brinquedos conectados chamam a atenção das crianças, como bonecos que interagem uns com os outros, os Dizzy Birds, ou a boneca Kyla, que canta e conta histórias. Os drones também se adaptaram ao público infantil.

“A venda de produtos com controle remoto, como drones, está funcionamento muito bem. Digamos que os pais encontraram o substituto do trem elétrico para brincar com os seus filhos”, analisa a diretora das Galerias Lafayette.

Presentes clássicos são garantia de agradar

Já os adultos gostam de presentear os próximos com roupas para o inverno: blusões, luvas e toucas são as peças mais vendidas. Os produtos de perfumaria e beleza também são uma escolha segura.

“Estamos vendendo um perfume a cada 30 segundos, neste momento. Todos os objetos um pouco personalizados, exclusivos, como gravar uma palavra no perfume, vendem bem”, destaca Pierre Pellarey, diretor-geral da Printemps Haussmann, outra das famosas lojas de departamentos de Paris. “O esmalte Louboutin em forma de salto agulha também está funcionando muito bem.”

Agnes Vigneron observa que, em geral, os franceses preferem não ousar na hora de escolher um presente de Natal. “A data permanece um momento de festa familiar, então o francês gosta de dar um presente que ele tem certeza de que vai agradar. As coisas que estão na moda demais ou são vistas como superficiais demais em geral não são a escolha para dar de Natal.”

Estrangeiros trazem alívio para receitas

As lojas devem se contentar com lucros baixos, já que a crise continua a afetar o poder aquisitivo dos franceses. Na Printemps, Pellarey percebe que os gastos dos clientes estrangeiros, principalmente chineses e árabes, compensam as limitações financeiras dos parisienses.

“Continuamos a sentir a crise neste ano, em especial na clientela local, que talvez segure mais nas compras. Nós temos a vantagem de poder contar com a clientela local e internacional, que aumentou bastante em dezembro, o que não é comum”, constata.

Brasileiros sumiram

Os dois diretores ressaltam que o número de turistas brasileiros caiu bastante em 2014 – eles saíram do ranking das 10 nacionalidades que mais compram. “Faz dois anos que há menos brasileiros. Com a forte desvalorização do real, sentimos uma verdadeira queda dessa clientela”, afirma Vigneron. “Temos bem menos. Não temos mais visto brasileiros”, diz Pellarey.

Apesar de permanecer elevado, o orçamento médio dos franceses para o Natal registrou queda de 3,8% em 2014.

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