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Aplicativo traduz textos e áudios em português para Libras

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Luiz Alexandre Souza Ventura, no Estadão

Quase 10 milhões de brasileiros são deficientes auditivos, segundo números do Censo 2010 do IBGE. Desse total, aproximadamente 5 milhões utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar e, desse grupo, 2 milhões não têm fluência na língua portuguesa.

Por isso, a partir desta terça-feira, 2, um aplicativo promete facilitar o diálogo desses cidadãos com outros que vivem a mesma situação ou até mesmo com quem não tem qualquer problema de audição.

O ProDeaf, lançado hoje pela empresa pernambucana de mesmo nome, faz a tradução para Libras de textos e áudios em português, em tempo real. O app já está liberado para download no Google Play e também poderá ser instalado a partir do endereço http://prodeaf.net/.

“O aplicativo é gratuito e tem 1.200 sinais em Libras, mas pode receber novas informações do próprio usuário. O aplicativo tem um editor que cadastra novos sinais. Diariamente, uma equipe faz avaliação do conteúdo incluído e libera a atualização para todos”, explica João Paulo Oliveira, CEO da ProDeaf.

Hoje, ele chega à rede na versão para Android, mas o executivo já adianta que as versões para iPhone e Windows Phone estão em fase de conclusão e devem ser liberadas nas próximas semanas.

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A ideia do aplicativo nasceu em 2010, nas salas de aula do curso de mestrado em Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a partir da história do estudante Marcelo Amorim, que é deficiente auditivo.

“Nós acompanhamos as dificuldades que ele enfrentava até mesmo na cantina, para pedir um sanduíche”, diz João Paulo Oliveira. Colega de faculdade de Amorim, o executivo e mais três estudantes – Flávio Almeida, Amirton Chagas e Lucas Mello – conseguiram dar forma ao projeto/conceito, que foi vencedor da Imagine Cup 2011, evento realizado anualmente pela Microsoft para incentivar a inovação tecnológica.

A partir disso, eles decidiram apresentar a ideia para a Bradesco Seguros, que investiu no projeto. A verba foi utilizada na contratação de mestres em linguística e design, e a empresa montou um comitê com 40 deficientes auditivos, que analisaram detalhadamente o ProDeaf, sugerindo mudanças, até que o aplicativo chegasse ao formato ideal.

Em dezembro de 2012, o ProDeaf foi selecionado para a Wayra, aceleradora global do Grupo Telefonica que trabalha para identificar e reter talentos no País nas áreas de inovação e tecnologia.

Livro traz manuscritos inéditos de Cartola

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Rico em imagens, ‘Divino Cartola’ conta vida de compositor e vem com CD de último show

Publicado no Jornal O Globo
Manuscrito de poema escrito por Cartola Foto: Divulgação
                                                      Manuscrito de poema escrito por Cartola Divulgação

RIO – A letra é cursiva e desenhada com esmero, traçando um poema inédito sobre os tempos idos: “Será senhor que é pecado ser velho assim como sou (?) Será que esta juventude pensa que o tempo parou (?)”. Angenor de Oliveira só concluiu o ensino fundamental, morreu aos 72 anos, em 1980, consagrado como Cartola, em razão do chapéu que escolheu usar. Mas seus últimos escritos, revelados agora no livro “Divino Cartola — Uma vida em verde e rosa”, de Denilson Monteiro, mostram as amarguras de uma vida em sua maior parte dura.

Foi tipógrafo, porteiro, contínuo, lavador e guardador de carros. Vida na qual o reconhecimento artístico chegou tarde. Gravou quatro discos, o primeiro quando tinha 63 anos. Sua obra brilhante não lhe rendeu conforto: “É claro que sou imortal. Não tenho onde cair morto”, dizia, repetindo troça de Olavo Bilac, que lera na busca por formação própria.

“Eu não sei se corri ou se andei em passos lentos. Nem senti os ventos, se foram bons ou maus. Não sei dizer. Tinha vontade de novo os mesmo caminhos percorrer”, escreveu em “Não sei”, cuja letra manuscrita é uma das muitas encontradas por sua neta Nilcemar Nogueira. “Partindo do ponto inicial de onde a primeira vez parti, talvez sentiria agora coisas da natureza que outrora não senti”, compôs Cartola em um prosaico papel de pão.

baú de novidades a caminho

O livro de Denilson Monteiro não prima por informações biográficas novas. É um apanhado de informações sobre a vida de Cartola com origem em outras obras, em especial “Tempos idos”, de Marília Barboza e Arthur Oliveira, e na dissertação de mestrado em História de Nilcemar, intitulada “De dentro da Cartola: a poética de Angenor de Oliveira”.

(mais…)

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