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C.B. Strike: Série de detetive da criadora de Harry Potter finalmente será exibida no Brasil

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A série “C.B. Strike”, baseada nos livros policiais de J.K. Rowling (a autora de “Harry Potter”), finalmente vai chegar no Brasil. O canal pago Max, da rede HBO, agendou a estreia da produção para a próxima terça-feira (7/8), às 22h.

 

“C.B. Strike” acompanha o personagem-título Cormoran Strike, vivido por Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers”), um veterano de guerra que, após ser ferido em combate, decide se tornar um detetive particular, tendo como QG uma sala minúscula em Londres. Ele usa seu instinto e sua experiência como ex-membro do Departamento de Investigações Especiais do Exército para resolver casos complexos, não esclarecidos pela polícia.

Além de Tom Burke, o elenco da produção televisiva também destaca Holliday Grainger (a Lucrécia da série “Os Bórgias”) no papel de Robin Venetia Ellacott, a assistente e secretária de Strike.

Rowling já lançou três livros com as histórias do detetive, usando o pseudônimo de Robert Galbraith para diferenciar o tom dessas obras das aventuras juvenis de seu personagem mais famoso, Harry Potter.

A BBC adaptou os três livros, cada um como uma minissérie distinta e completa. São eles “O Chamado do Cuco” (The Cuckoo’s Calling), “O Bicho da Seda” (The Silkworm) e “Vocação para o Mal” (Career Of Evil). A primeira minissérie tem três episódios, enquanto as duas últimas contam com apenas dois capítulos cada.

O Max vai exibir todos, juntando os sete episódios, que foram escritos por Ben Richards (criador da série “The Tunnel”) e Tom Edge (série “Lovesick”), e dirigidos por Michael Keillor (série “Line of Duty”), Kieron Hawkes (série “Fortitude”) e Charles Sturridge (série “Marcella”). Cada diretor assinou uma minissérie completa.

Um quarto livro, “Lethal White”, será lançado em setembro e pode render mais uma minissérie.

Músico de 17 anos é aprovado em 10 cursos de medicina

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publicado no G1

“De certo modo era um desafio que eu queria, porque eu sempre gostei de buscar desafios”, afirma o estudante de Campinas (SP) Gabriel Baron, de 17 anos, aprovado em cursos de medicina de dez universidades diferentes, sendo cinco delas públicas. Este ano o jovem foi aprovado na USP, Unicamp, Unesp, Unifesp e Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Eu imaginava que eu passaria em uma ou outra particular. Mas em pública, passar mesmo, não. A primeira que eu vi foi uma particular. Eu achava que eu seria aprovado, mas não tão bem, porque nela eu fui aprovado em 1º. Aí, eu simplesmente não acreditei. Fiquei um tempão tentando digerir isso”, conta.
Incentivo dos pais
Mas, vencer desafios não é novidade para esse jovem, que toca piano, saxofone, clarineta e flauta transversal [veja vídeo acima]. Ele afirma que está acostumado a conciliar muitas tarefas com estudo. Já o gosto por aprender, ele conta que veio dos pais.

“Minha mãe sempre falava que eu tinha que fazer pelo menos um esporte e algum instrumento musical, além dos estudos”, lembra Gabriel, que ao longo da trajetória escolar desenvolveu vários talentos, entre os quais o piano, que toca desde os 9 anos.

Para o pai, Nivaldo Baron, mesmo com todo o incentivo, as conquistas vieram graças ao esforço do filho. “Tudo o que ele se dedica a fazer, ele faz o melhor, é dele mesmo. Ele consegue alcançar muito mais do que ele busca por causa disso. A gente sempre deixou ele muito à vontade para escolher. A gente está feliz”, desabafa.

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Foco nos estudos
Apesar da facilidade, para conseguir tantas aprovações, este ano o estudante conta que teve que deixar um pouco de lado os instrumentos e o esporte para focar mais nos estudos. Além das aulas, ele ficava três dias na parte da tarde na escola e, nos dias que não ficava, estudava em casa.

“Eu sempre tive uma resistência para estudar bastante e não sentir muito cansaço, mas esse último ano foi bem pesado, eu fiquei estressado, ficava com dor de cabeça, às vezes acabava não dormindo tão bem e acabei perdendo um pouco de peso, mas valeu, porque peso dá pra recuperar e noites de sono também”, lembra.

Segredo do sucesso

Mesmo com todos os talentos, o estudante esbanja modéstia e tem uma única dica para quem quer repetir o mesmo feito: a perseverança. “Minha vida não tem muitos segredos e coisas impressionantes. [A dica] é não desistir, se esforçar bastante. Cansa, cansa muito, mas tem que sempre lembrar do objetivo, que é entrar em uma faculdade de medicina e realizar um sonho”, completa.

O diretor do colégio particular em Campinas onde o jovem estudava, Lorenço Jungklaus, confirma que ele sempre foi um aluno aplicado. “Ele sempre foi um aluno dedicado. Quando a gente viu tudo o que ele conquistou foi uma surpresa extraordinária”, destaca.

Futuro

Entre tantas aprovações, o estudante conta que escolheu a Universidade de São Paulo (USP) para cursar medicina. “Eu espero que realmente seja uma experiência muito boa, muito estudo também, mas pelo que os veteranos falaram dá para se socializar bastante, fazer outras atividades relacionadas à faculdade”, finaliza.

O atlas particular de Borges

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Ana Paula Campos, no Roteiros Literários

Em tempos de selfie, a palavra oficial de 2013, viajar se tornou de forma mais enfática uma cultura de ver-e-registrar-para-ver-de-novo. Atlas (1984), livro em que Jorge Luis Borges e a sua companheira María Kodama narram experiências de viagem por meio de relatos e poemas (ele) e fotos (ela), ganha uma conotação diferente quando lembramos que a obra foi escrita por alguém que não enxergava.

Borges viajou ao lado de María a partir de 1975, ou seja, havia perdido a visão há décadas. Suas histórias se tornam um compilado de imaginação, lembranças, associações literárias e impressões captadas pelos outros sentidos.

Em certo ponto do livro, ele diz: “comprovo com uma espécie de melancolia agridoce que todas as coisas do mundo me conduzem a um encontro ou a um livro”. María admite que tal modus operandi lhe despertou, em alguns lugares que visitaram juntos, a sensação de que quem não via era ela.

A escolha dos destinos era aleatória: “antes de uma viagem, olhos fechados, unidas as mãos, abríamos ao acaso o atlas e deixávamos que as gemas de nosso dedos adivinhassem o impossível”, revela María. Dessas aventuras, o Roteiros destaca sete descritas em Atlas.

Descobrir o desconhecido não é uma especialidade de Simbad, de Érico o Vermelho ou de Copérnico. Não há um único homem que não seja um descobridor.

IRLANDA
“De todas elas [as circunstâncias] a mais vívida é a Torre Redonda, que não vi, mas que minhas mãos tatearam, onde monges que são nossos benfeitores salvaram para nós em duros tempos o grego e o latim, ou seja, a cultura. Para mim a Irlanda é um país de pessoas essencialmente boas, naturalmente cristãs, tomadas pela curiosa paixão de ser incessantemente irlandesas.
Andei pelas ruas que percorreram, e continuam percorrendo, todos os habitantes de Ulisses.”

VENEZA
“Uma vez escrevi num prólogo Veneza de cristal e de crepúsculo. Para mim, crepúsculo e Veneza são duas palavras quase sinônimas, mas nosso crepúsculo perdeu a luz e teme a noite e o de Veneza é um crepúsculo delicado e eterno, sem antes nem depois.”

PASSEIO DE BALÃO NA CALIFÓRNIA

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Borges e María Kodama viajaram de balão no vale de Napa, na Califórnia. Segundo María, a tradição diz que é preciso levar champanhe para dar aos donos da terra onde aterrissam.
“Na Califórnia, há cerca de trinta dias, María Kodama e eu fomos a um modesto escritório perdido no vale de Napa. Eram quatro ou cindo da manhã, sabíamos que os primeiros clarões da aurora estavam por ocorrer. (…) O espaço era aberto, o ocioso vento nos levava como se fosse um lento rio nos acariciava a testa, a nuca ou a face. Todos sentimos, acho, uma felicidade quase física. O passeio, que duraria uma hora e meia, era também uma viagem por aquele paraíso perdido que constitui o século XIX. Viajar no balão imaginado por Montgolfier também era voltar às páginas de Poe, de Júlio Verne e de Wells.”

GENEBRA
Embora tenha nascido em Buenos Aires, a vida de Borges se dividia entre a capital argentina e Genebra. “Sei que voltarei sempre a Genebra, quem sabe depois da morte do corpo”, afirma em Atlas. Em 14 de junho de 1986, o escritor morreu na cidade e foi enterrado no cemitério de Plainpalais.
“Diferentemente de outras cidades, Genebra não é enfática. Paris não ignora que é Paris, a decorosa Londres sabe que é Londres, Genebra quase não sabe que é Genebra. (…) um pouco à semelhança do Japão, renovou-se sem perder seus ontens.”

MEU ÚLTIMO TIGRE

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“Em minha vida sempre houve tigres”, conta Borges, no seu texto sobre o encontro tardio com um tigre real, em um zoológico de Luján, na Argentina, e a realização desse sonho de infância.
O contato compensou a visão. “Com evidente e aterrada felicidade me aproximei desse tigre, cuja língua lambeu meu rosto, cuja garra indiferente ou carinhosa se demorou em minha cabeça.”
María Kodama conta que, mais tarde, enriquecendo a experiência, Borges distinguiu algo à contraluz: “Não me diga que é o que eu estou pensando”, “Sim, são seis tigres de Bengala passeando em torno da mesa”, respondeu ela.

O DESERTO DO SAARA
“A uns trezentos ou quatrocentos metros da Pirâmide me inclinei, peguei um punhado de areia, deixei-o cair silenciosamente um pouco mais adiante e disse em voz baixa: Estou modificando o Saara.”

COLÔNIA DE SACRAMENTO

“Aqui sentimos de maneira inequívoca a presença do tempo, tão rara nestas latitudes. Nas muralhas e nas casas está o passado, sabor que se agradece na América. Não se exigem datas nem nomes próprios; basta o que sentimos de imediato, como se fosse uma música.”

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