Contando e Cantando (Volume 2)

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Principal programa para formação de professores deve sofrer cortes de 50% a 90%

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E-mail de coordenador a gestores informa que haverá redução drástica no Pibid, que tem 90 mil bolsistas no país

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Publicado em O Globo

Em 2012, Janaína Ribeiro, estudante de Química na Universidade de Brasília (UnB), resolveu entrar no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) porque queria aumentar a sua renda. Na iniciativa, a aluna atuaria em uma escola pública para aprender a dar aula. O resultado foi melhor do que o esperado: o professor que a supervisiona conseguiu trazer mais dinamismo às aulas com sugestões de atividades trazidas pelos bolsistas e os alunos ficaram mais motivados.

Porém, o programa que fez Janaína se apaixonar pela sala de aula deve sofrer severas restrições. Em um e-mail distribuído para professores universitários ligados à iniciativa, Hélder Silveira, coordenador geral de Programas de Valorização do Magistério da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), afirma que haverá cortes que podem gerar interrupção total ou parcial no Pibid:

“Sempre tento ser portador de boas notícias, mas nem sempre conseguirei sê-lo. Todos têm acompanhado o ajuste fiscal que o governo federal tem realizado no ano de 2015. Isso implica em cortes orçamentários e em retrações nas ações de todos os setores. A Capes não fugiu à regra. O corte imposto à agência foi da ordem de R$ 785 milhões”.

Somente na Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB), da qual faz parte, o coordenador identifica mais de dez programas que devem ser “fortemente afetados com cortes, inclusive, na concessão de bolsas que estão em vigência, a partir de julho de 2015”.

No e-mail, o gestor afirma que houve esforço por parte da DEB em demonstrar a necessidade dessas iniciativas, mas que espera forte impacto em suas contas com o ajuste fiscal.

“O que sabemos, de fato, é que os cortes virão e serão agressivos, implicando na interrupção imediata — parcial ou total — de programas estruturantes da diretoria como o Pibid”, escreveu Hélder.

Segundo o Fórum dos Coordenadores Institucionais do Pibid (Forpibid), Hélder afirmou através videoconferência durante uma reunião do diretório nacional do grupo que o melhor cenário de corte para o programa será na ordem de 50% e que o impacto pode chegar de 75% a 90% até o final do ano. Atualmente, são 90 mil beneficiados.

O Pibid é visto como um dos programas estratégicos para a melhoria da educação básica, por se propor a fazer a ponte entre o mundo universitário e o banco da sala de aula. Nele, os bolsistas possuem coordenadores em suas graduações e supervisores nas escolas onde atuam para acompanhar seu desempenho. Para o estudante, a bolsa é de R$ 400.

— Quando entrei, foi até pelo dinheiro. Depois você vê que é quase simbólico, porque o gasta com passagem, por exemplo. Mas é uma formação muito importante. Quando soube dos cortes, fiquei chateada. Já vi alunos para quem dei aula irem para a faculdade e também conseguirem entrar no programa. Fico pensando agora o que os próximos estudantes vão perder — afirma Janaína.

AJUDA EM DISCIPLINAS COM CARÊNCIA

Assim como a brasiliense, quase quatro mil bolsistas também eram de Química. A disciplina é carente de professores no país e tem no programa uma ajuda para suprir esta demanda. Outro caso é o da Matemática, área com o maior número de bolsistas e a que apresenta mais falta de docentes na rede.

A mudança na realidade da sala de aula é afirmada por quem faz parte do programa. Professora de História há 20 anos, Ana Margaret do Vale viu seu cotidiano mudar na Escola Estadual Balthazar Bernardino, em Niterói, com a chegada dos bolsistas do Pibid:

— Eles trouxeram uma dinâmica totalmente nova. Para os meus alunos, trouxeram uma série de atividades que, sozinha, não consigo fazer. Quanto aos bolsistas, eles ganham experiência e saem da faculdade mais preparados para dar aula. Quem dera se eu tivesse tido isso no meu tempo.

A professora conseguiu viabilizar mais visitas a lugares públicos, criar aulas interativas, e diz também ter aprendido com os bolsistas:

— A gente está no meio de projetos importantes. Se as bolsas forem canceladas, será uma grande perda. Os prejudicados são os alunos do ensino básico. A gente vê que eles tiveram uma melhora substancial no desempenho depois do projeto. É um balde de água fria — constata.

A mesma sensação é vivida por Emmily Virgínio de Macêdo, aluna da Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco. Com estudos em pedagogia focada em novas tecnologias, a estudante diz que perder a bolsa também é dar um passo atrás nesta pesquisa.

— Quando todos estão se perguntando o que fazer com as tecnologias no ensino, com o Pibid temos condições de tentar responder a estas perguntas — afirma. — É com programas como esse que a universidade e a escola podem pensar em como usar as tecnologias como novo método de ensino. O corte é um retrocesso.

CAPES AFIRMA QUE PROGRAMA CONTINUA

Para o professor Marcus Dezemone, um dos coordenadores do Pibid de História na Universidade Federal Fluminense (UFF), as restrições no programa afetam toda a educação.

— São vários os exemplos que mostram como o Pibid não atua somente com o aluno da universidade. Já dá para ver seu impacto na redução da evasão e na retenção na educação básica.

Por se tratar de uma iniciativa que lida com escolas públicas, o professor lamenta os cortes feitos pelo MEC.

— A prática tem que ser o critério da verdade. Não adianta o ministro dar uma dessas declarações (de que o ensino básico será preservado) e depois tomar medidas que vão atingir programas como esse. O que eu espero é que o bom senso prevaleça e que a Pátria Educadora não seja um mero slogan.

Procurada pelo GLOBO, a Capes disse que está em “permanente diálogo com o MEC, de forma a garantir a manutenção dos programas e ações estruturantes e essenciais”.

“Ressaltamos que não haverá interrupção de programas em funcionamento, bem como não há, até o presente momento, qualquer decisão quanto a eventuais contingenciamentos em programas específicos no âmbito da Capes”, afirma a nota.

Entretanto, o término do e-mail do professor Hélder Silveira para os gestores do Pibid em que anuncia os cortes termina menos otimista. Ele diz esperar que “nos próximos comunicados tenhamos notícias melhores, e (…) superemos este momento delicado e preocupante que assola importantes ações voltadas à valorização da formação de professores no país e que fogem à nossa governança”.

Cidades educadoras

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Deixar a educação com as cidades é manter escolas sem recursos

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Cristovam Buarque, em O Globo

Faz quase seis meses que a presidente Dilma lançou o lema, mas até hoje não definiu como seria a Pátria Educadora, nem o que seu governo fará para construí-la.

Por falta de definição da presidente ou dos marqueteiros que criaram o lema, devemos imaginar como seria a Pátria Educadora e o que fazer para construí-la.

A condição fundamental, óbvia, é ter todas as suas crianças em escolas com a máxima qualidade, o que exige: professores muito bem preparados, escolhidos entre os melhores jovens da sociedade, para isso eles precisam estar entre os profissionais muito bem remunerados, todos bem selecionados e avaliados permanentemente; os prédios das escolas entre os mais bonitos, limpos e confortáveis, com os mais modernos equipamentos de tecnologia da informação, bibliotecas, ginásios poliesportivos e facilidades culturais; todas as crianças em horário integral, durante os 220 dias de aulas por ano, sem paralisações. Quando todas as suas cidades forem assim, a Pátria Educadora não terá analfabetismo de adultos e todos os seus jovens concluirão, na idade certa, o ensino médio, com a qualidade ofertada nos países mais educados do mundo.

Para isso, a Pátria Educadora precisará ter todas suas Cidades Educadoras.

A Pátria Educadora só pode ser construída escola por escola, cidade por cidade, mas cada uma necessita de esforço nacional para apoiá-la. Para fazer suas Cidades Educadoras, o Brasil precisa adotar a educação de suas crianças, independentemente da cidade onde vivem e estudam.

Isso não será possível cortando recursos do Ministério da Educação nem prometendo os simbólicos 10% do PIB ou os royalties de um pretenso pré-sal de tamanho insuficiente para as necessidades da educação brasileira. Muito menos deixando a tarefa de construir a Pátria Educadora para as pobres e desiguais prefeituras do Brasil. Deixar a educação nas mãos das cidades é manter as escolas sem os recursos humanos, financeiros e técnicos necessários e também continuar com nossas crianças em escolas desiguais, conforme a renda dos pais e o orçamento da cidade onde vivem.

A simples evolução do atual degradado sistema escolar municipal não vai permitir construir a Pátria Educadora; o Brasil precisa implantar um novo sistema educacional, substituindo as atuais escolas em um processo ao longo de anos. Uma cidade educadora custa R$ 10 mil por aluno por ano; para atender a 51,7 milhões de alunos em 2035, seriam necessários R$ 517 bilhões. Se o PIB e a receita do setor público crescerem a uma taxa de apenas 2% ao ano, em 2035 o Brasil vai precisar de 6,2% do PIB para transformar o atual sistema da pátria deseducadora no novo sistema federal da Pátria Educadora; ou seja, 0,5% acima dos 5,7% do PIB gastos atualmente, metade dos 10% determinados pela Lei do PNE.

Isso só será possível com a união de todos os brasileiros assumindo a responsabilidade pela educação de todas as crianças do Brasil, não importa a receita fiscal nem a vontade do prefeito da cidade onde elas vivam.

Greve atinge 39 universidades federais

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Publicado no Estadão [via UOL]

Com o corte de repasses do governo federal às universidades federais desde o início do ano e a falta de negociação sobre o reajuste salarial, professores e funcionários de 39 instituições decidiram nesta quinta-feira, 28, pela greve.

A paralisação de docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários técnico-administrativos, em 39. Eles pedem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff e revisão do contingenciamento de recursos às instituições. “O governo não negocia conosco, as federais vão fechar por inanição nos próximos meses se nada for feito”, disse Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Com R$ 7,5 milhões em dívidas e uma das situações mais críticas, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)enfrenta a partir de segunda, 1º, greve dos funcionários. A paralisação vai afetar também o Hospital São Paulo. Em nota, a universidade disse entender a importância da pauta dos servidores.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a biblioteca ficou fechada nesta quinta e, a partir desta sexta, 29, o restaurante universitário só servirá refeições para os alunos bolsistas.

Em nota, o Ministério da Educação disse que mantém diálogo com todos os setores das universidades federais e que sempre atende “tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados”. Também criticou a decisão pela greve sem que “seja precedida por um amplo diálogo”.

Não seja professor

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charge: Latuff

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Vladimir Safatle, na Folha de S.Paulo

Quem escreve este artigo é alguém que é professor universitário há quase 20 anos e que gostaria de estar neste momento escrevendo o contrário do que se vê obrigado agora a dizer. Pois, diante das circunstâncias, gostaria de aproveitar o espaço para escrever diretamente a meus alunos e pedir a eles que não sejam professores, não cometam esse equívoco. Esta “pátria educadora” não merece ter professores.

Um professor, principalmente aquele que se dedicou ao ensino fundamental e médio, será cotidianamente desprezado. Seu salário será, em média, 51% do salário médio daqueles que terão a mesma formação. Em um estudo publicado há meses pela OCDE, o salário do professor brasileiro aparece em penúltimo lugar em uma lista de 35 países, atrás da Turquia, do Chile e do México, entre tantos outros.

Mesmo assim, você ouvirá que ser professor é uma vocação, que seu salário não é assim tão ruim e outras amenidades do gênero. Suas salas de aula terão, em média, 32 alunos, enquanto no Chile são 27 e Portugal, 8. Sua escola provavelmente não terá biblioteca, como é o caso de 72% das escolas públicas brasileiras.

Se você tiver a péssima ideia de se manifestar contra o descalabro e a precarização, caso você more no Paraná, o governo o tratará à base de bomba de gás lacrimogêneo, cachorro e bala de borracha. Em outros Estados, a pura e simples indiferença. Imagens correrão o mundo, a Anistia Internacional irá emitir notas condenando, mas as principais revistas semanárias do país não darão nada a respeito nem do fato nem de sua situação. Para elas e para a “opinião pública” que elas parecem representar, você não existe.

Mais importante para eles não é sua situação, base para os resultados medíocres da educação nacional, mas alguma diatribe canina contra o governo ou os emocionantes embates entre os presidentes da Câmara e do Senado a fim de saber quem espolia mais um Executivo nas cordas.

No entanto, depois de voltar para casa sangrando por ter levado uma bala de borracha da nossa simpática PM, você poderá ter o prazer de ligar a televisão e ouvir alguma celebridade deplorando o fato de o país “ter pouca educação” ou algum candidato a governador dizer que educação será sempre a prioridade das prioridades.

Diante de tamanho cinismo, você não terá nada a fazer a não ser alimentar uma incompreensão profunda por ter sido professor, em vez de ter aberto um restaurante. Por isso o melhor a fazer é recusar-se a ser professor de ensino médio e fundamental. Assim, acordaremos um dia em um país que não poderá mais mentir para si mesmo, pois as escolas estarão fechadas pela recusa de nossos jovens a serem humilhados como professores e a perpetuarem a farsa.

Pátria educadora só se for para todos

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Viviane Senna, no Estadão

Neste momento em que a educação ganha destaque ao ser tratada como lema de governo e monitorada por metas institucionalizadas no novo Plano Nacional de Educação (PNE), são gigantescos os desafios para tornar a “pátria educadora” uma realidade acessível a todos. Dados da Prova Brasil mostram que tem crescido a desigualdade de desempenho entre os alunos de escolas públicas no 5.º e no 9.º anos de todo o País, mesmo em situações em que a nota média evoluiu. Enquanto Nação, não podemos contentar-nos com avanços gerais se eles omitem uma diferença inaceitável entre crianças e jovens que concluem uma mesma etapa escolar e deveriam, portanto, ter as mesmas oportunidades de aprendizagem.

Quando se discute equidade da educação no Brasil, é comum que as análises se atenham apenas às diferenças da qualidade de ensino entre escolas públicas e privadas. No entanto, mesmo a rede pública – que concentra mais de 80% das matrículas da educação básica do País – não pode ser vista de forma homogênea, já que ela também apresenta variações tão gritantes a ponto de permitir a existência de dois extremos opostos: um conjunto de escolas que consegue efetivamente oferecer ensino de qualidade e outro que não logra preparar os estudantes para prosseguir com os estudos.

Recente levantamento feito pelo Instituto Ayrton Senna compara escolas públicas com os 10% melhores e os 10% piores resultados, segundo a última Prova Brasil, de 2013. A pesquisa mostrou que o desempenho do primeiro grupo está, em média, 35% acima do segundo grupo, considerando alunos do 9.º ano do ensino fundamental, e 64% para os alunos do 5.º ano. Em 2009 essa discrepância era menor: 23% para o 9.º ano e 39% no 5.º, o que mostra que essa desigualdade se vem acentuando.

Essa distância no desempenho dos alunos na Prova Brasil de 2013 reflete diferenças práticas em suas competências cognitivas. Por exemplo, usando como referência a escala de proficiência em Língua Portuguesa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira (Inep), enquanto um estudante do 5.º ano de uma escola de maior nota já saberia diferenciar o que é uma opinião pessoal de um fato numa reportagem, o estudante dessa mesma etapa de ensino de uma escola do extremo oposto nem sequer identificaria qual o assunto principal nesse mesmo texto.

Além de aumentarem o hiato de oportunidades entre jovens estudantes, tais distorções também tornam o cumprimento das metas do PNE ainda mais difícil para as escolas com pior desempenho. Basta tomar como exemplo a meta 2, que institui que, no máximo, 5% dos alunos concluam o ensino fundamental fora da idade recomendada. Entre o grupo das escolas com pior desempenho, quase 30% dos alunos têm pelo menos dois anos de atraso em relação ao que se esperaria para o 5.º ano. Esse índice é de apenas 6% no grupo com desempenho melhor, ou seja, para este último conjunto de escolas, essa meta está praticamente cumprida.

Apesar dessa diferença de condições, nenhuma das 20 metas do PNE trata explicitamente da redução das desigualdades de desempenho no sistema escolar, e sim da melhoria da média nacional em diversos indicadores. Sabemos, contudo, que a evolução da média nacional pode desconsiderar a distribuição equilibrada de notas. Apenas quando conseguirmos juntar essas duas variáveis é que teremos a garantia de que o País como um todo está tendo acesso, de fato, a uma educação plena.

Outro dado trazido por esse estudo do Instituto Ayrton Senna e que também reforça a atual e crescente segregação é o fato de que 97% das escolas públicas com piores resultados no 5.º ano estão localizadas nas Regiões Norte e Nordeste, enquanto 85% das instituições com os melhores desempenhos ficam no Sul e no Sudeste. E mesmo dentro dessas regiões disparidades podem ser facilmente identificadas.

Enquanto perpetuar esse cenário de tamanha desigualdade sem observar de forma sistematizada sua evolução o Brasil estará caminhando na contramão de países que já elegeram a qualidade educacional com equidade como uma de suas prioridades, como é o caso do Canadá. Esse país tem um dos melhores índices de igualdade de desempenho entre os estudantes da rede pública, segundo análises da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além de aplicar o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a OCDE também monitora, por meio de relatórios específicos, o avanço na redução da desigualdade dentro de cada um dos países participantes da prova.

Entre os caminhos para reduzir essa distância inaceitável de desempenho entre as melhores e piores escolas brasileiras, é crucial que o Brasil inicie seu próprio processo de monitoramento das desigualdades. Para promover um desenvolvimento da educação qualitativa e com equidade em nosso país é necessário atingir as metas do PNE e também ir além. É preciso pensar, tomar decisões e agir com base em evidências e resultados, e não em ideologias pedagógicas, modismos ou simplesmente achismos, que tantas vezes povoam o cenário educacional brasileiro. Estes últimos nada têm que ver com aprendizado efetivo e, portanto, não levarão à superação da desigualdade educacional.

Uma economia competitiva, uma sociedade justa e uma democracia sólida começam nos bancos da escola. Assim, se quisermos saber como o País será daqui a 20 ou 30 anos, basta olharmos hoje para como são as nossas salas de aula. Garantir uma linha de largada de qualidade com equidade, portanto, é uma tarefa imprescindível para um futuro diferente. O Instituto Ayrton Senna tem contribuído para essa tarefa desenvolvendo conhecimento de ponta e trabalhando em conjunto com as redes públicas de educação em estratégias eficazes para esse e diversos outros desafios da educação pública.

Afinal, ninguém cruza nenhuma linha de chegada sem um bom ponto de partida.

*Viviane Senna é presidente do Instituto Ayrton Senna

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