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Na Flip, poeta sírio detona intelectuais e ativistas de direitos humanos: ‘Doentes que fazem jogo sujo’

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Publicado no Brasil Post

As declarações de um poeta sírio, que se recusou a falar da realidade de seu país e do Estado Islâmico, revoltaram o público que acompanhava a mesa “Síria mon amour” na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) neste domingo (3).

Abud Said, autor do livro O cara mais esperto do Facebook (Editora 34), engrossou depois de ser questionado pelo mediador Daniel Benevides sobre o ISIS. O escritor acabou sem revelar sua opinião sobre os fundamentalistas, mas atacou ativistas de direitos humanos, jornalistas e intelectuais, conforme registra o G1:

O jornalismo, as organizações de direitos humanos, o conselho da ONU, os escritores, todos eles estão fazendo um jogo sujo. Eu não gostaria de participar desse jogo. O Estado Islâmico é um assunto muito importante, não quero agora falar (…) Não tenho medo, mas não quero participar desse jogo sujo. Todo mundo parece que está participando sob bandeiras de mídia livre, de direitos humanos, não existe mídia livre, tem gente ganhando dinheiro com isso.

Said foi vaiado e xingado de “babaca” por parte dos participantes da Flip, informa a Folha de S.Paulo.

Sou egoísta, não quero ser a voz da Síria. Juro por Deus que não há sociedade mais doente que a culta e intelectual e os que trabalham com direitos humanos. Quero viver minha vida“, disparou.

Apesar de muitas pessoas terem abandonado a mesa nesse momento, Said foi aplaudido por aqueles que endossaram sua opinião.

A mesa “Síria mon amour” também teve a participação da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, que já escreveu diversas reportagens sobre Síria, Iraque e Turquia.

Neste momento, ela prepara o livro Lua de mel em Kobani (Companhia das Letras) sobre a vida de um casal sírio e a realidade dos refugiados do país.

 

14ª Flip aposta em autores que vão além da ficção

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Walter Carvalho, Patrícia Campos Mello, Benjamin Moser e Caco Barcellos estão confirmado na Flip Foto: Divulgação / Reprodução / Reprodução

Walter Carvalho, Patrícia Campos Mello, Benjamin Moser e Caco Barcellos estão confirmado na Flip Foto: Divulgação / Reprodução / Reprodução

 

Conheça alguns dos destaques da edição da festa literário em 2016

Publicado no Zero Hora

Em 2015, o Nobel de Literatura contemplou pela primeira vez o jornalismo. A premiação parece ter inspirado também a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que anunciou a presença de importantes autores de não ficção entre os convidados da sua edição deste ano, de 29 de junho a3 de julho – entre eles, a vencedora do Nobel no ano passado, a repórter bielorrussa Svetlana Aleksiévitch. A lista de todos os participantes da Flip será divulgada em 3 de maio, mas alguns nomes já foram confirmados. Saiba mais sobre as atrações que combinam criação literária com rigor jornalístico em seu trabalho.

Caco Barcellos
Rosto conhecido do grande público por seu trabalho como jornalista da Rede Globo, o gaúcho Caco Barcellos também é autor de alguns dos mais prestigiados livros–reportagem brasileiros. Barcellos já recebeu dois prêmios Jabuti de não ficção, o primeiro deles em 1993, por Rota 66: A História da Polícia que Mata, sucedido por Abusado, O Dono do Morro Dona Marta, em 2004 – além de premiados, ambos foram best-sellers na época em que foram lançados. Ele também é autor do menos conhecido Nicarágua: A Revolução das Crianças, seu livro de estreia, escrito em 1982 a partir da experiência de ter sido refém dos sandinistas. Caco Barcellos estará em Paraty para lançar Profissão Repórter 10 Anos, sobre o programa que comanda na Globo desde 2006. Realizado a partir de entrevistas com 40 repórteres que fizeram ou ainda fazem parte da sua equipe, o novo livro de Barcellos retrata o exaustivo trabalho dos jovens jornalistas em busca de reportagens mais aprofundadas.

Benjamin Moser
O escritor americano é formado em História e colabora frequentemente com revistas e jornais como o New York Times. Seu trabalho mais conhecido no Brasil é Clarice, (2009), biografia da escritora Clarice Lispector. Moser viajou pelo Brasil, pela Ucrânia – país no qual a escritora nasceu – e por outras partes do mundo para pesquisar detalhes da vida da autora de A Hora da Estrela (1977). Já em 2014, ele lançou o e-book Cemitério da Esperança, ensaio sobre a construção de Brasília e sua relação com o pensamento brasileiro. Entre seus projetos futuros, está uma biografia da americana Susan Sontag. Na Flip, Moser vai falar sobre seus novos livros, que dão continuidade a projetos anteriores: a edição brasileira de The Complete Stories of Clarice Lispector, coletânea organizada por ele e lançada no mercado estrangeiro; e Auto-Imperialismo, reunião de três ensaios que repensam a história brasileira por meio da arquitetura, sendo Cemitério da Esperança um deles.

Walter Carvalho
Cineasta paraibano, já participou de mais de 30 filmes como diretor de fotografia, entre outras funções. Esteve na equipe de longas de ficção como Terra Estrangeira (1995), Central do Brasil (1998) e Budapeste (2009), mas foi convidado para a Flip por conta de seu trabalho como documentarista. Carvalho é o diretor de Manter a Linha da Cordilheira Sem o Desmaio da Planície, sobre o escritor Armando Freitas Filho. O cineasta e seu biografado serão as atrações da mesa de abertura da Flip. Ambos vão debater a respeito da obra da poeta carioca Ana Cristina Cesar, homenageada desta edição da festa literária. Uma das cenas mais tocantes de seu filme é a leitura de uma carta de despedida que Ana escreveu para Freitas Filho pouco antes do suicídio dela, aos 31 anos, em 1983. Entre outros documentários coassinados por Carvalho, estão também Janela da Alma (2001), sobre pessoas com diferentes graus deficiência visual, e Raul: O Início, o Fim e o Meio (2012), que retrata a vida e a obra do ídolo do rock brasileiro Raul Seixas.

Patrícia Campos Mello
Repórter especial da Folha de S. Paulo, a paulista Patrícia Campos Mello fez carreira em jornais como Jornal da Tarde, Valor Econômico, Gazeta Mercantil e O Estado de S. Paulo, sendo correspondente internacional neste último. Morou por quatro anos em Washington (EUA) e viajou com soldados americanos no Afeganistão, onde também investigou casos de violência contra mulheres. Patrícia está escrevendo atualmente o livro Lua de Mel em Kobani, que deve ser lançado em breve pela Companhia das Letras. A narrativa aborda a guerra contra o Estado Islâmico na Síria, contada a partir de um casal de refugiados, sobreviventes ao cerco da cidade de Kobani, em 2014. Na Flip, a autora vai participar de um debate com o poeta sírio Abud Said, autor de O Cara Mais Esperto do Facebook, reunião de aforismos e poemas que o autor publicava na rede social sobre seu cotidiano em meio à guerra e sua fuga para a Europa – o livro de Said será lançado no Brasil, durante a Flip, pela Editora 34.

Outros confirmados:

Abud Said – Poeta sírio, lança no Brasil O Cara Mais Esperto do Facebook.
Armando Freitas Filho– Poeta carioca, autor de Fio Terra (2000).
Arthur Japin – Ficcionista holandês, lança no país o romance O Homem com Asas.
Helen Macdonald – Romancista inglesa, lança no Brasil o best-seller internacional F de Falcão.
Ramon Nunes Mello – Jovem poeta fluminense, considerado herdeiro da poesia marginal.
Tati Bernardi – Roteirista e cronista paulista, autora do recém-lançado Depois a Louca Sou Eu.

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