Posts tagged Paula Pimenta

Blogueiros discutem relação entre livros e leitores

0

A 23º Bienal do Livro de São Paulo terá três mesas-redondas debatendo literatura

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Publicado no R7

Quem procura notícias sobre livros e autores costuma encontrar centenas ou até milhares de blogs com informações detalhadas, além de vídeos e fotos.  Na 23º Bienal do Livro de São Paulo, os blogueiros participam de três mesas redondas neste sábado (30).

A primeira delas acontece às 16h30. Paula Pimenta, autora de livros “cor de rosa”, como ela mesma se define, Raphael Montes, jovem escritor de livros policiais, e Toni Brandão, autor multimídia, falam sobre o quer o jovem gosta de ler e como blogs e novas tecnologias ajudam a desenvolver o hábito de leitura.

No início da noite, às 18h15, a relação entre blogs literários e editoras será tema de um debate travado pelo blogueiros Fabio Mourão, do Dito Pelo Maldito, Alba Milena, da Psychobooks e Karen Alvares, do Por essas páginas, e o editor Pedro Almeida, da Faro Editorial.

O terceiro encontro, às 20h, reúne empreendedores no mercado literário e tem o sugestivo título de “Startups editoriais”. Vitor Arteiro, do Bookstart, Felipe Brandão, do Esqueça um Livro, Sérgio Pavarini, do Pavablog e Rosana Hermann, do Querido Leitor, contam o que os blogs podem aprender com iniciativas empreendedoras.

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro. Para participar, basta retirar senha 30 minutos antes de cada mesa-redonda. Serão distribuídas apenas 50 senhas.

Autores de livros para o público ‘teen’ dão dicas para se fazer um bom texto

0

Organizar as ideias e construir o ‘esqueleto’ da redação é fundamental.
Confira as dicas de Paula Pimenta, Babi Dewet e Leonardo Alkmin.

Vanessa Fajardo, no G1boaredacao

Muito tímida na infância, a mineira Paula Pimenta sempre gostou de escrever para se expressar e organizar as ideias. Tentou cursar jornalismo, mas no meio do caminho entendeu que gostava mesmo de ficção, crônicas e contos e não textos informativos. Hoje, aos 39 anos, a autora da série “Fazendo meu filme” escreveu dez livros, vendeu mais de 500 mil cópias e se consagrou como uma das principais autoras do público teen. Mas até Paula, expert das histórias, tinha suas dificuldades para escrever quando era adolescente.

O G1 foi até a 23ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, para ouvir autores sobre suas principais dificuldades para escrever durante a vida escolar e quais são suas as dicas para uma boa produção de um texto. Fazer uma boa redação é essencial para o bom desempenho na escola e também nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Veja no quadro ao lado e abaixo as dicas de Paula Pimenta, autora da série de livros “Fazendo meu filme”(Editora Gutenberg), Babi Dewet, de 27 anos, autora da trilogia “Sábado à noite” (Editora Évora), Leonardo Alkmin, de 45 anos, autor do livro de aventura “Paralelos” (Geração Editorial).

Liste os conteúdos

A escritora Babi Dewet dá dicas para a redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

A escritora Babi Dewet dá dicas para a redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Para tirar a ideia da cabeça e colocá-la no papel com nexo e criatividade, vale elencar os tópicos principais antes de partir para o texto final. “Fazer uma lista do conteúdo principal do que você quer escrever sempre funciona”, afirma Babi.

“Você precisa fazer o seu texto ser entendido pelas outras pessoas. Às vezes a gente tem muitas ideias e elas parecem sensacionais, mas estão na cabeça como se fosse uma piada interna. E na verdade quando escrevemos queremos compartilhar”, diz Babi.

Organize as ideias

A escritora Paula Pimenta sugere organizar as ideias antes de escrever o texto (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

A escritora Paula Pimenta sugere organizar as ideias antes de escrever o texto (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Para Paula Pimenta, a boa e velha técnica do rascunho é eficaz. “Um rascunho ajuda organizar as ideias. Muitas vezes eu estou escrevendo um texto e vejo que um parágrafo que está lá embaixo cabe muito melhor em cima.”

A escritora diz que o estudante deve fazer quantas tentativas forem necessárias neste rascunho até que o texto esteja “limpinho e perfeito”.

O escritor Leonardo Alkmin diz que as redes sociais podem ser usadas para treinar como elaborar argumentos para uma redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

O escritor Leonardo Alkmin diz que as redes sociais podem ser usadas para treinar como elaborar argumentos para uma redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Treine nas redes sociais

Alkmin sugere que o texto deve ser pensado em três fases: abertura, desenvolvimento e fechamento. “Em qualquer texto esta é a melhor maneira de você ser entendido.”

Outra dica é treinar a escrita e elaboração das ideias, até mesmo durante o uso das redes sociais. “Uma dica é tentar expressar pensamentos um pouco mais elaborados mesmo em um comentário de facebook. Tentar usar essa ferramenta da escrita para se desenvolver, essa prática, mesmo que intuitivamente, até no vestibular ou na vida profissional.”

Livros voltados para o público adolescente atraem milhares de jovens à Bienal do Livro em São Paulo (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Livros voltados para o público adolescente atraem
milhares de jovens à Bienal do Livro em São Paulo
(Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Paixão pela escrita
Os autores revelam que quando eram adolescentes também tinham dificuldades para escrever uma boa redação. E com muito estudo e prática foram desenvolvendo maneiras de fazer o texto fluir.

“Uma das minhas maiores dificuldades era o tema que a professora dava e às vezes eu não sabia nada sobre o assunto. A forma que eu arrumava de conseguir escrever era pesquisar”, diz a autora da série “Fazendo meu filme”(Editora Gutenberg) de quatro livros. Antes de se tornar escritora, Paula tentou cursar jornalismo, mas no meio do caminho entendeu que gostava mesmo de ficção, crônicas e contos e não textos informativos. Ela já lançou suas obras em versões em inglês, espanhol e português de Portugal.

Babi Dewet, de 27 anos, autora da trilogia “Sábado à noite” (Editora Évora), também diz que mesmo escrevendo bem nem sempre agradou os professores do ensino médio. “Eu sempre gostei muito de escrever diálogos e eu gostava de conversas entre personagens e nem sempre era o que professor estava pedindo”, diz.

Leonardo Alkmin, de 45 anos, é formado em artes cênicas, já foi ator e baterista de uma banda de rock n´roll, mas vive de escrever desde 2000.

Sua última obra é o livro de aventura chamado “Paralelos” (Geração Editorial). “Gosto de tudo que envolve a escrita e descobri que era mais feliz escrevendo. Nunca tive muita dificuldade para escrever porque lia muito, desde que aprendi a ler comecei a devorar livros. Meu primeiro romance escrevi aos 9 anos.”

Para satisfazer fãs, editoras encurtam intervalos entre livros de séries

0

Úrsula Passos, na Folha de S.Paulo

Não é só a maneira de ver séries televisivas que está mudando com as chamadas maratonas, em que todos os episódios são vistos de uma vez só. Os leitores também estão cada vez mais ansiosos para saber como continua a história dos personagens de livros.

A pressão do público pela sequência de títulos que compõem séries vem influenciando os lançamentos editoriais no exterior e no Brasil.

“As pessoas estão consumindo cada vez mais rápido o livro, então conseguimos um intervalo menor do que um ano para lançar um segundo volume”, diz Alessandra Ruiz, publisher da editora Gutenberg, que pretende diminuir o espaço entre seus lançamentos para seis meses a partir de 2015. A editora publica séries estrangeiras e nacionais, como as de Paula Pimenta e Bruna Vieira.

Mateus Erthal, da editora Novo Século, diz que a pressão pelo lançamento do título seguinte é quase imediata quando um livro de uma série é bem recebido.

“Uma opção tem sido o lançamento, ou relançamento, quando alguns títulos já foram publicados, de séries completas em boxes. Assim, o leitor já compra e lê todos de uma vez”, afirma.
Editoras como a Galera Record, com séries baseadas em jogos de videogame, e a Seguinte, com a “Seleção” de Kiera Cass, já fazem lançamentos simultâneos aos EUA.

Editoria de Arte/Folhapress

Além das editoras, os fãs cobram diretamente os escritores nas redes sociais. “Às vezes acordo, abro meu Twitter, aí já tem uma galera perguntando pelo próximo livro e me dá estímulo para continuar escrevendo naquele dia”, conta Eduardo Spohr.

André Vianco, autor de séries como “O Turno da Noite”, diz ter vontade de atender os leitores, mas afirma que é impossível escrever tão rápido quanto eles desejam.

Já a mineira Paula Pimenta, que lançou três livros no último ano, pretende manter o ritmo em 2014. A internet, para ela, facilita o trabalho. “Os escritores têm retorno imediato sobre o que as pessoas pensam sobre seus livros e os leitores podem ter contato direto com o autor”, diz.

A série “As Mais”, de Patrícia Barboza, era para ser um único volume, mas serão cinco graças à pressão do público. Para ela, a história de que adolescentes não leem é velha. “Eles são vorazes para pegar o livro e conhecer os autores”, diz a autora carioca.

Pascoal Soto, diretor da Leya, que publica “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, no país, observa que o comportamento do leitor brasileiro está ficando cada vez mais parecido com o do americano.

“Os livros, especialmente os best-sellers, têm essa dinâmica rápida há muito tempo nos mercados mais maduros, isso é muito próprio dos produtos de massa”, diz Soto.

Mas não adianta correr demais se os leitores não tiverem tempo de conhecer a série. Soto e Ruiz dizem ser necessário criar uma base de leitores e esperar que o mercado possa absorver o produto.

Vianco diz acreditar que alguns livros não são mais só livros, “são franquias, é o videogame do livro, filme, seriado, HQ”, afirma.

Para o professor da Unesp João Luís Ceccantini isso pode revelar “um apego à quantidade e ao mais do mesmo”.

Os livros que mudaram a vida de Paula Pimenta

0

Marina Bessa, na Capricho

Oi, gente leitora!

Tudo bem?

Sabem especial de fim de ano? Tipo o show do Roberto Carlos na Globo? Então, aqui no blog também tem. Calma, eu não vou cantar! Continuo falando deles, os maravilhosos, os melhores amigos de quem espera um ônibus, uma consulta no dentista, um grande amor com a cara de Logan Lerman… OS LIVROS!

E eu não poderia ter uma convidada mais especial para comemorar o Natal do nosso Clube do que ela, a mineira Paula Pimenta. A autora dispensa apresentações, certo? Todo mundo aqui já leu, ouviu falar, pediu emprestado e não devolveu (que feio! Mas com livro pode!) algum exemplar da série Fazendo Meu Filme. Pois bem, que rufem os tambores, a Paulinha está aqui com a gente!

Neste momento, estamos nós dois, vestidos de gala e comendo o pernil da minha avó, esperando o amigo secreto. Mentira. Só estava imaginando, fazendo meu filme. Hahaha

(ok, a piada foi ruim, mas não resisti. A Paula acabou de me deixar sozinho na nossa ceia de Natal e, pior, eu tirei ela no amigo secreto)

———- Atenção: neste ponto, acaba o papo-furado e o post realmente começa ————————————————-

1

A Paulinha, uma das escritoras mais bem-sucedidas (e fofas) do momento, topou contar para a gente os cinco livros que mudaram a vida dela. Sabe aqueles especiais mesmo? Então. Agora você vai ter acesso à lista da Paula. Muito VIP. Muito chique. É bom você ler, viu? Não quero membros do Clube me fazendo passar vergonha em frente à Paula no ano que vem. VAI TER CHAMADA ORAL/TWITTAL/INSTAGRAMAL

Eis a lista:

A Ponte para o Sempre, de Richard Bach (Editora Record)
“É a história do próprio Richard Bach à procura de sua alma gêmea. No livro ele narra a época em que começou a viver como escritor. Esse é daqueles livros que começam meio lentos. Eu quase abandonei, mas ainda bem que insisti, pois ele se tornou um dos meus preferidos. Ele tem passagens lindas e mostra que a ‘alma gêmea’ não aparece magicamente, mas pode se alguém que a gente não percebe. Ele passa tantas lições que eu até gosto de relê-lo de vez em quando, para manter os ensinamentos sempre em mente”.

O Diário da Princesa, de Meg Cabot (Editora Record)
“É uma série de 10 volumes. Conta a história de Mia, uma garota normal que de repente vê sua vida mudar completamente quando descobre que é a única filha de um príncipe europeu. Esse é o primeiro livro da Meg Cabot que foi publicado no Brasil e eu li logo na época do lançamento. Foi paixão à primeira leitura! A Meg se tornou a minha autora preferida e também uma das grandes responsáveis por eu me querer tornar escritora também. O Diário da Princesa me marcou por vários motivos. Em primeiro lugar, por ter sido o primeiro livro da Meg que eu li. Em segundo porque a Mia (a protagonista) é muito parecida comigo. Em terceiro porque o Michael, o mocinho, é o mais fofo da história dos livros! E em quarto a história em si, que é linda. Acompanhamos o crescimento da Mia, a transformação de uma garota normal para uma verdadeira princesa”.

Um Leão Chamado Christian, de Anthony Bourke & John Rendall (Editora Nova Fronteira)
“Eu já tinha visto no YouTube o famoso vídeo do reencontro afetuoso dos ex-donos com o leão (que havia nascido na Inglaterra e após ficar muito grande para morar em um apartamento, foi reintroduzido na selva africana). Eu assisti a esse vídeo várias vezes e me emocionei em todas elas, porém, ao rever o vídeo depois de conhecer a história de Christian desde o comecinho até o final, chorei ainda mais. O livro narra não só a história de um leãozinho que deu a sorte de ter sido comprado por pessoas sensíveis, para livrá-lo do destino de um circo. Ele conta também a história dessas pessoas, que resolveram fazer a diferença em um mundo onde o animal é maltratado e visto pelo humano como um ser inferior. Esse livro nos deixa com a esperança de que ainda existem pessoas boas, sensíveis, que tentam fazer do nosso planeta um lugar melhor para todas as espécies. Só não sei o que fazer agora com essa vontade de ter um leão que tomou conta de mim!”

Antes que eu vá, de Lauren Oliver (Editora Intrínseca)
“Conta a história de Sam, uma garota que é superpopular, tem uma vida ótima, mas que morre em um acidente. Porém, ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia tantas vezes, ela acaba descobrindo mais sobre si mesma, sobre suas amigas, sobre sua vida. Esse foi o último livro que eu li e talvez por isso ainda esteja tão marcante. Ele me fez refletir, mexeu com as minhas emoções, me deixou triste e inclusive me fez reavaliar algumas atitudes”.

Griffin e Sabine, de Nick Bantock (Não lançado no Brasil)
“Na verdade é uma trilogia, composta por três títulos: Griffin e Sabine, A Agenda de Sabine e O Caminho do Meio. Ela conta a história de Griffin, um ilustrador que um dia recebe um postal falando sobre um desenho que ele fez, mas que não havia mostrado pra ninguém. E assim ele entra em contato com Sabine, que aparentemente enxerga tudo que ele desenha, no momento da criação. Os dois desenvolvem uma correspondência extraordinária, mas quando finalmente marcam um encontro, descobrem que vivem em dimensões paralelas. No decorrer dos livros eles tentam descobrir uma forma de se encontrar. Acho que essa trilogia é a preferida da minha vida. Além de a história ser linda e instigante, o autor também é ilustrador, então os livros são ilustrados e em forma de correspondência mesmo. Em cada página encontramos as cartas e postais dos personagens, e podemos abri-las e lê-las. É perfeito.”

Obrigado, Paula.

Gente, agradeçam à Paula. (Não ouvi, falem mais alto)

Feliz Natal!

Um beijo,

Thi

Férias Fantásticas

0

Go to Top