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Posts tagged Paulistas

Em SP, 5% dos alunos do ensino médio abandonaram escola em 2014

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Segundo a pesquisa, 11,8% foram reprovados.
No ensino fundamental, 4,6% tiveram reprovação.

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Publicado no G1

De acordo com o Censo Escolar 2014, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 5% dos alunos da rede estadual de São Paulo abandonaram os estudos. Segundo o balanço, este é o menor índice registrado nos últimos cinco anos.

Dos 1.596.963 de alunos matriculados do ensino médio, em 2014, 11,8% foram reprovados e 83,2% dos estudantes foram aprovados.

Ainda de acordo com o levantamento, 4,6% dos alunos do ensino fundamental foram reprovados em 2014. Em 2013, o índice era de 4,5%.

“A melhora no desempenho reforça as iniciativas da Secretaria no reforço e acompanhamento dos estudantes. Há grande investimento em especial no Ensino Médio, ciclo que enfrenta dificuldades em todo País e no mundo”, afirma o secretário da Educação, Herman Voorwald.

 

 

USP não tem calouro preto nas três carreiras mais concorridas de 2013

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Cristiane Capuchinho, no UOL

As três carreiras mais concorridas do vestibular 2013 da USP (Universidade de São Paulo) não têm alunos pretos matriculados no 1° ano –conforme classificação de cor do IBGE (no quadro ao lado). Juntos, os cursos de medicina, engenharia civil em São Carlos e publicidade e propaganda matricularam 369 alunos, segundo a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Desses, 78,3% se declararam brancos, 9,5% são pardos e 11,9%, amarelos.

IBGE

As nomenclaturas “pretos”, “pardos”, “indígenas”, “amarelos” e “brancos” dizem respeito a cor e são termos utilizados pelo IBGE em suas pesquisas

Segundo o Censo do IBGE de 2010, 63,9% dos habitantes paulistas se declararam brancos, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas.

Nos dez cursos mais concorridos do processo seletivo 2013, apenas 4 pretos se matricularam. O curso de ciências médicas de Ribeirão Preto, o quarto mais concorrido, teve apenas um preto entre seus 103 calouros. Em jornalismo, sexto lugar na concorrência, ingressou um de 66 alunos. No bacharelado de artes cênicas (8°), há um calouro preto. E no curso de design, matriculou-se este ano apenas um entre 43 alunos.

No momento da inscrição na Fuvest, 4,3% dos candidatos do processo seletivo para a USP se autodeclararam pretos, 15,1% pardos, 5,1% amarelos e 0,2% indígenas.

No momento da matrícula, a presença de pretos e pardos passa a ser menor. Dentre os estudantes que se matricularam em 2013, 2,4% são pretos, de acordo com informações da Fuvest. Os pardos compõem 11,3% dos calouros, os amarelos são 7,5% e os indígenas formam 0,2% dos alunos.

Escola pública
O número de alunos de escola pública a ingressarem na USP aumentou de 28%, em 2012, para 28,5% dos matriculados em 2013. O crescimento é pequeno frente ao aumento do percentual de egressos da escola pública a se inscreverem na Fuvest no mesmo período — o índice passou de 33,8% em 2012 para 35,3% em 2013.

Para melhorar os resultados, a universidade estuda aumentar o bônus oferecido a alunos de escola pública em seu vestibular. “É possível aumentar o bônus do Inclusp sem prejudicar a qualidade do aluno. Temos um vestibular muito competitivo”, afirmou a pró-reitora de Graduação da USP Telma Zorn.

Em 2012, o percentual de estudantes da educação básica na rede pública do Estado de São Paulo era de 80%, segundo o Censo da Educação Básica.

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Programa de inclusão
No final do ano passado, o governo paulista apresentou um programa de inclusão com o objetivo de aumentar o número de alunos pretos, pardos e indígenas e de escolas públicas nas universidades paulistas, o Pimesp (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista).

A meta do programa é de aumentar para 17,5% o percentual de estudantes pretos, pardos e indígenas em cada curso do ensino superior público do Estado. O programa precisa ser aprovado pelo conselho universitário da USP e da Unicamp para passar a valer, a Unesp já aprovou as metas.

O programa tem sido alvo de críticas pelos movimentos sociais por prever que o estudante que não for aprovado pelo vestibular faça um curso de até dois anos de duração, inspirado nos “colleges” norte-americanos e ministrado parcialmente a distância, para só então ter direito a uma vaga nas estaduais paulistas.

USP quer saber onde estão ex-alunos; confira famosos que estudaram na universidade

Cazuza e Vinícius integram programação de 2013 do Museu da Língua Portuguesa

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Publicado por Catraca Livre

A poesia de Cazuza é homenageada na programação de 2013 do Museu da Língua Portuguesa - por Ana Stewart

A poesia de Cazuza é homenageada na programação de 2013 do Museu da Língua Portuguesa – por Ana Stewart

O Museu da Língua Portuguesa preparou para 2013 três exposições temporárias e cinco outras exposições. Entre os nomes homenageados, estão CazuzaVinícius de MoraesCarlos Drummond de Andrade e Paulo Coelho. Os ingressos para o Museu custam até R$ 6.

Em janeiro, o público pode conferir a exposição “Poesia Agora”, que apresenta a poesia contemporânea da geração de poetas, aproximando o leitor do autor e, por vezes, embaralhando esses papéis.

No fim do primeiro semestre, o Museu recebe a poesia de Cazuza. A mostra tem por finalidade estimular o interesse pelo cancioneiro do artista, além de promover o debate sobre a língua cantada como patrimônio cultural e sobre a poesia como forma de conhecimento.

Em novembro, quem recebe uma homenagem é Vinícius de Moraes. Na exposição dedicada ao poeta, o público vai conhecer diversas faces de Vinícius, como “Homem de Livro”, “Homem de Música” e “Homem da Imprensa”.

Além destas três exposições temporárias, o Museu terá mostras que abordarão a obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, do cronista Rubem Braga e do escritor Paulo Coelho. Também integra a programação uma exposição sobre a origem dos nomes dos municípios paulistas.

Ainda em 2013, o Museu da Língua Portuguesa passará por uma reformulação em seu acervo, se adequando às novas regras ortográficas. A partir de janeiro, o Museu traz ao público a linha do tempo da evolução da ortografia brasileira com as principais mudanças já ocorridas.

Serviço

O Que: Programação 2013
Quando: de 01/01 a 31/12
Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 10:00 às 18:00
Quanto: R$ 6*
Onde: MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
http://www.museulinguaportuguesa.org.br
Praça da Luz, s/nº
Luz – Centro
(11) 3326-0775
Estação Luz (Metrô – Linha 4 Amarela)

Estação Luz (CPTM – Linha 7 Rubi)
Obs: *R$ 3 (meia-entrada); entrada Catraca Livre aos sábados
As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

‘Cota não resolve problema da educação. Ela cria ilusão’

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Eunice Durham, professora de antropologia da USPEunice Durham, professora de antropologia da USP (Carol Carquejeiro)

A estudiosa afirma que, apesar da propaganda acerca da reserva de vagas, a esmagadora maioria dos jovens seguirá sem lugar na universidade pública

Nathalia Goulart, na Veja on-line

‘O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual’

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff assinou a chamada lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a estudantes oriundos de escolas públicas de ensino médio. Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou um programa de inclusão social para as três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp – apontadas nos rankings internacionais como centros de excelência em pesquisa no Brasil. “Embora a proposta pareça um pouco melhor do que a lei federal, está longe de ser a solução”, diz a antropóloga Eunice Durham.

Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação, membro do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP e estudiosa do ensino superior, Eunice acusa a nova proposta de carregar o mesmo discurso e enganos revelados em 2002, quando foi adotada pela primeira vez no país o mecanismo de reserva de vagas (por raça, então), na UFRJ. “Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos”, diz. “Existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica.”

Para quem acha que a posição é ideológica, a professora oferece números. “Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública.” Mais efetivo e justo, defende a antropóloga, seria a criação e manutenção, pelas universidades públicas, de cursos pré-vestibulares que preparassem os estudantes da rede pública para o ingresso no vestibular. “Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a esse tipo de aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres?”, indaga a estudiosa. Confira a seguir trechos da entrevista que ela concedeu ao site de VEJA.

Como docente da USP e membro da comunidade acadêmica, como a senhora recebeu a notícia de que a universidade deve aderir ao programa de cotas do estado? Embora pareça um pouco melhor do que a lei federal, a proposta do governo estadual está longe de ser a solução. A ideia pode até ser aproveitada, mas precisa ser melhor analisada. Não podemos implementar um plano assim, sem testar outras alternativas.

Quais os problemas das políticas de cotas? Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos. Entendo que os problemas que elas visam combater são reais. De fato, existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica. Não é o vestibular que discrimina. O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade de passar, não há beneficiados. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual.

Hoje, cerca de 80% dos alunos da educação básica estão matriculados na rede pública. Não é natural desejar que universidades federais e estaduais atendam também a essa população? A questão primordial é que as cotas não dão conta de incluir toda essa gente. Posso citar alguns números: no estado de São Paulo, menos de 30% dos jovens estão matriculados no ensino superior – há, portanto, pelo menos 70% de excluídos. Dos 30% incluídos, as universidades públicas atendem apenas 15% do total de matriculados, isto é, 4,5% dos jovens – menos de 5%. As cotas não mudam esse cenário porque não criam vagas, elas apenas fazem a redistribuição. Querem criar um programa para incluir mais negros nesse porcentual de 4,5%, mas isso em nada vai alterar o nível crucial de exclusão que temos. Eu sou contra cota racial: ela penaliza outra parte da população que também precisa de estímulos: os brancos pobres.

As cotas são uma falsa ideia de inclusão, então? Exatamente. Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública. Por isso as cotas são demagógicas. Elas não lidam com o problema, elas criam uma ilusão.

E qual é o verdadeiro problema? No Brasil, existe uma cultura de que ensino superior é sinônimo de universidade. Criou-se esse mito de que todo mundo precisa ser doutor e que curso técnico profissionalizante é algo menor, degradante. O país precisa oferecer cursos diferenciados para populações diferenciadas. Tem gente quem quer aprender sobre as coisas e tem gente que quer aprender a fazer coisas. Temos que oferecer escola para todo mundo, ou você acha que todo mundo precisa estudar física quântica na USP? O Brasil tem que decidir se quer colocar todo mundo na universidade ou se quer criar um ensino superior que ofereça condições para dar à maioria da população a condição para continuar os estudos depois do ensino médio, aprender uma profissão, se inserir no mercado de trabalho e exercer uma cidadania responsável. Mas você vê alguém discutindo isso? Eu não vejo. Só vejo um monte de gente querendo sair bem na foto dizendo que vai colocar mais meia dúzia de estudantes nas universidade federais e estaduais. E achando que com isso vai resolver o problema da educação no Brasil.

Equacionar esses problemas levaria anos. O que fazer pela população pobre, majoritária nas escolas públicas, que está no ensino médio e precisa ser incluída no ensino superior? A solução mais imediatista que vejo é a criação, por parte das universidades públicas, de cursos pré-vestibulares de qualidade para alunos de baixa renda empenhados em ingressar no ensino superior. Alunos das próprias instituições poderiam atuar junto a professores como tutores e, estudantes que almejam ser professores, por exemplo, poderiam fazer estágio nesses cursos. Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres? Esse pré-vestibular permitiria checar quais são as reais dificuldades dos alunos e os métodos mais eficazes para saná-las, pensando em depois replicá-los para a rede pública de educação básica.

O programa do governo estadual prevê que os alunos realizem um curso prévio, de dois anos, antes de ingressar nas universidades, uma espécie de ‘college’ que garantiria um diploma de nível superior. Isso não seria suficiente? O programa prevê apenas que os que forem selecionados passem pelo curso. Não adianta nada privilegiar meia dúzia de pobres. É preciso oferecer oportunidade de crescimento a muito mais jovens. Pelo sistema que eu proponho, mesmo os jovens que não ingressarão na universidade pública terão a oportunidade de suprir as deficiências que acumularam ao longo da vida escolar. E estarão assim mais preparados para o mercado de trabalho.

Mas a senhora considera que os ‘colleges’ poderiam ser uma alternativa às universidades no futuro? Eu sou a favor da criação de ‘colleges’. Seria uma proposta revolucionária para o ensino superior brasileiro, mas não pode ser um ‘college’ emendado a um projeto de cotas para a universidade. Nos Estados Unidos, eles funcionam bem e atendem a mais da metade da população. Mas, no Brasil, o projeto ainda está muito cru. É preciso discuti-lo, saber como seria implantado, sua vigência e avaliação. Do jeito que foi apresentado, me parece apenas a resposta a uma pressão demagógica.

Indicadores internacionais mostram que as universidades públicas paulistas são a elite do ensino superior brasileiro, instituições dedicadas ao ensino e à pesquisa. As cotas podem afetar a qualidade dessas universidades? Eu acredito que sim. Existem algumas pesquisas que apontam o contrário. Elas, em geral, dizem que alunos cotistas têm desempenho inclusive superior aos não cotistas. Isso tem a ver com resiliência, a capacidade do estudante de se adaptar e vencer os obstáculos quando lhe é dada oportunidade. Mas no momento que essas pesquisas foram realizadas, as cotas tinham outra dimensão, incluíam um percentual muito menor de alunos. Agora estamos falando que metade de uma universidade será formada por alunos oriundos de uma escola de má qualidade. Não há como prever o futuro, mas acredito que a qualidade de uma instituição não depende apenas de bons professores, mas também do ingresso de bons alunos.

Universidades públicas de SP irão propor cotas de 50%

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Estudantes realizaram em setembro um protesto em frente à reitoria da USP (Universidade de São Paulo) para pedir a adoção de cotas sócio-raciais na universidade.

Publicado pelo Estadão [via UOL]

As três universidades públicas paulistas, USP, Unesp e Unicamp, fecharam na quinta-feira (22) proposta que será apresentada nesta semana ao governador Geraldo Alckmin para adoção de um programa de cotas que destinará 50% das vagas a alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. O objetivo é igualar os porcentuais estabelecidos pelo governo Dilma Rousseff para as universidades federais na Lei de Cotas.

A afirmação é do reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, membro do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo), que vinha discutindo o plano desde o início de outubro, quando o governador pediu a sua formulação, após a regulamentação da Lei de Cotas – que só se aplica às instituições federais de ensino.

A proposta estadual, assim como a lei federal, leva em conta critérios econômicos e raciais de inclusão. Metade das vagas reservadas seria para estudantes com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa; e 35%, para pretos, pardos e índios.

“A proposta para o programa de cotas já foi escrita e vai ser apresentada nesta semana ao governador. Estamos fazendo o mesmo que o governo federal, mas com mais qualidade”, afirmou Durigan, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Atualmente reitor em exercício, ele já foi nomeado para assumir formalmente a reitoria pelos próximos quatro anos, a partir de janeiro.

Segundo Durigan, o documento será entregue ao governador por Luiz Carlos Quadrelli, secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo, pasta à qual as universidades estão ligadas.

A reportagem solicitou entrevistas com os reitores da USP, João Grandino Rodas, e da Unicamp, Fernando Costa, mas não foi atendida. A assessoria de imprensa da USP não confirmou as informações passadas por Durigan. A Unicamp, em nota, resumiu-se a dizer que uma comissão criada recentemente pelo Cruesp discute uma proposta preliminar sobre inclusão social.

Segundo Durigan, o projeto se basearia em dois pilares: qualidade, por meio de reforço no aprendizado, e permanência, por meio da concessão de bolsas de cerca de um salário mínimo. “Temos de dar duas condições para eles: um reforço de aprendizado, porque eles vêm com deficiência na sua formação, e uma garantia de bolsa para que eles permaneçam no curso, pois não adianta nós incluirmos esse aluno e ele não conseguir ficar porque a família dele não tem condições”, diz Durigan. (mais…)

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