Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Pausa

Pontuação serve para organizar e dar fluidez a um texto

0

Professor Vicente Santos explicou função dos sinais na escrita.
Vìrgula, exclamação, reticências e ponto e vírgula foram abordados.

Publicado por G1

1A pontuação na linguagem funciona como uma espécie de sinalização, guiando e organizando o texto a ser lido. Como num trânsito, os sinais apontam onde deve haver pausas ou o que chama a atenção. O assunto foi tema da reportagem de português do Projeto Educação desta quinta-feira (19), com o professor Vicente Santos.

Se, mesmo com toda a sinalização, o trânsito nas cidades já é complicado, imagine sem. Assim como no tráfego de veículos, no texto os sinais dão ritmo, fluidez e evitam confusão. “A pontuação é superimportante. O texto mal pontuado se torna ininteligível. Não é possível compreender as ideias do texto”, alertou o professor.

Duas exposições que estão sendo realizadas pelo Museu Murillo La Greca, no Recife, são marcadas pela letra, pelo texto e também pela pontuação. Um dos sinais mais importantes é a vírgula. “Ela indica uma pequena pausa, na fala e, naturalmente, na escrita. Como exemplo, temos: ‘um homem para ser respeitado tem que ser médico, advogado, engenheiro, sei lá mais o que’. Veja que há varias pausas ascendentes. É a hora exata de usar vírgula”, explicou Vicente. A vírgula ainda serve para separar o aposto explicativo, um vocativo ou adjunto adverbial deslocado.

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português (Foto: Reprodução / TV Globo)

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português
(Foto: Reprodução / TV Globo)

O ponto e vírgula, no português, funciona mais como ponto do que como vírgula, segundo Vicente Santos. “Na incerteza, na dúvida, o aluno opta pelo ponto. É muito normal o uso após algumas vírgulas ou quando percebo que há ideias compostas”. Ainda há outros sinais, como, por exemplo, o de exclamação. “Num texto escrito, é possível colocar a emoção, o entusiasmo, a surpresa. Essa é a hora da exclamação. ‘Felicidades!. Parabéns! Que horror!’”.

Na hora em que se vai citar alguém, é preciso usar dois pontos. “’Já afirmara Rui Barbosa: a pátria não é ninguém, são todos’. Outra situação é quando se quer criar uma expectativa ‘precisamos de duas coisas: da vida e da liberdade’”, exemplificou Vicente. Quando são três pontos seguidos, há as reticências, usadas para indicar que a frase não termina, que a pessoa hesita, está insegura.

Contestador, ‘Armandinho’ ganha fama no Facebook

1

Conhecida em Santa Catarina, tirinha se expande pela rede social
Visão crítica e bom humor do personagem lembram Mafalda e Calvin
Autor deve lançar livro até o fim do ano

"Travesso

Travesso e contestador, Armandinho faz sucesso com suas histórias e lições Reprodução

Evelyn Soares, em O Globo

Armandinho é uma criança (dos quadrinhos) como todas as outras. Travesso como Calvin e questionador como Mafalda, suas histórias divertem os usuários do Facebook desde 29 de novembro do ano passado. O criador do personagem, cuja página tem mais de 40 mil curtidas, é o agrônomo e publicitário Alexandre Beck, de 40 anos.

Pai de um rapaz de 17 anos e uma menina de 10, ele buscou nos filhos e em amigos deles a inspiração para o personagem da tirinha, que existe há três anos.

– Apesar de gostar do humor da Mafalda e do Calvin, me inspirei nos meus filhos. Criei o Armandinho porque estava enjoando dos personagens de outras histórias que fazia. Na época, minha filha era pequena. Como toda criança, tem tiradas que nos fazem pensar em muita coisa – explica Beck por telefone.

Essas tiradas infantis, ingênuas porém críticas, motivaram Beck a fazer da tirinha uma pausa para “fazerem os leitores repensarem tudo que está em volta”. Outras referências são ilustradores brasileiros como Angeli, Laerte, Galvão e Samuel Casal, que, segundo Beck, carregam em suas charges e tiras um “humor com pesar”. O tom certo para a tirinha veio de Mafalda e Calvin.

– Esses personagens mostram que podemos melhorar e que existem outros caminhos, que tem uma luz no fim do túnel. O Armandinho tem um pouco da minha visão crítica. Tento me colocar no lugar da criança para chegar a situações que os adultos acham absolutamente normais. E acredito que o jeito ingênuo e puro do personagem, combinado à sua crítica, tem sido aceito pelo pessoal – diz o desenhista.

Nascido por acaso

“Armandinho” nasceu da pressa do jornal “Diário Catarinense”, em 2010, quando precisava de três histórias de quadrinhos para o dia seguinte. O personagem, que tem traços simples e, à época, não tinha nome, já estava desenhado. Bastou desenvolver a história para publicar no dia seguinte.

Os pais do personagem e outros adultos não apareceram, inicialmente, pela falta de tempo. Mas esse acaso ganhou sentido na HQ:

– Fiz só as pernas do pai porque não dava tempo para desenvolver o desenho na primeira tirinha. Ninguém sabe a cara dele, se é careca, gordo, qual a cor de sua pele… E quero que ninguém saiba, porque ele não é o mais importante. Fiz sem querer, e achei que deveria ficar.

Os outros personagens que aparecem no quadrinho são Fê, a irmã de Armandinho, e o sapo.

Em pouco tempo, a tirinha tornou-se querida em Santa Catarina. Tanto que o nome foi sugerido em um concurso promovido pelo jornal que o veicula: leitores deveriam enviar a sugestão de nome e um motivo. Logo, “Armandinho nasceu por estar sempre armando algo”.

Sucesso inesperado

A página do Facebook nasceu em novembro do ano passado, e era curtida por amigos de Beck. Mas, sem querer, uma tragédia nacional trouxe fama para ela. Alexandre Beck e sua família se mudaram de Florianópolis para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no fim do ano passado. Como todos os outros moradores da cidade, sentiram o luto pelo incêndio da boate Kiss, em 27 de janeiro, onde 241 jovens morreram.

– Parecíamos doentes naquele fim de semana. Criei uma só tirinha aquele dia, falando sobre o tempo na cidade, e ela teve mais de 10 mil compartilhamentos e aumentou o número de curtidas na página.

Outra tirinha muito compartilhada, e que elevou o sucesso da página e a levou além do limites de Santa Catarina, foi a da prova em que o Armandinho deveria responder o que era “essencial à vida de todos os seres vivos” e começava com a letra A. Para o pai do personagem, era “água”, mas para Armandinho, “amor”.

Beck anda sem tempo para fazer os quadrinhos, e alimenta o Facebook com histórias antigas. Entre os comentários estão elogios e alguns pedidos, como o de um livro. O autor já conversava com um amigo sobre o assunto antes da página bombar.

– Esse papo foi há duas semanas, quando pensávamos numa tiragem de 500 exemplares. Que bom poder pensar grande hoje! As tirinhas estão prontas, mas ainda estou diagramando o livro. Quero lançá-lo ainda este ano, mas ainda não sei em qual editora. O intuito é que o livro possa ser olhado com calma e tranquilidade, e que pais possam ler com os filhos. E, principalmente, que os filhos possam ler com os pais.

Go to Top