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Filho de pedreiro em SP derrota 18 mil candidatos e passa em curso de Yale

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Janaina Garcia, no UOL

Aluno de escola pública, Henrique Ferreira Vaz, 17, derrotou 18 mil candidatos para uma vaga em Yale

Aluno de escola pública, Henrique Ferreira Vaz, 17, derrotou 18 mil candidatos para uma vaga em Yale

Filho de pais divorciados, o estudante Henrique Ferreira Vaz, 17, não visita a mãe no Amazonas há dois anos. Separados por uma distância de mais de 3 mil quilômetros, eles se viam uma vez ao ano até o adolescente começar a se preparar para tentar uma bolsa fora do País. O esforço deu certo, e Henrique, aluno de escola pública, fará um curso de três semanas na disputada Universidade de Yale, nos Estados Unidos – vaga para a qual ele deixou para trás cerca de 18 mil concorrentes.

A mãe é enfermeira, e o pai de Henrique, pedreiro. Em entrevista ao UOL, Silvano Aparecido Vaz, 39, contou que o filho deixou ano passado a cidade de Chavantes, no interior de São Paulo, onde eles viviam, para estudar e dar aulas de inglês na vizinha Bernardino de Campos, onde ele mora com a avó. Nesse domingo (3), ele viajou para as três semanas de curso nos EUA – onde deve conhecer também a Universidade de Harvard.

Esta é a segunda viagem do estudante ao território americano – ano passado, ele participou de um programa da Embaixada americana relacionado à liderança juvenil, o “Jovem Embaixador”, período em que visitou escolas públicas e assistiu a reuniões e palestras com representantes políticos e ONGs.

O programa da Universidade de Yale, o “Yale Young Global Scholars”, é composto por aulas relacionadas a relações internacionais e segurança – como as de cibersegurança, intervenções humanitárias, liderança corporativa e geopolítica. Ao todo, 200 alunos de diferentes países foram selecionados para o curso – que, no caso de Henrique, acontece durante as férias escolares de julho.

Na avaliação do estudante, o contato com líderes estudantis de outras nações deve permitir uma troca de experiências com “discussões sobre problemáticas sociais, uma área pela qual me interesso muito”. “Espero amadurecer ideias, fazer amigos do mundo todo com quem eu possa manter contato por toda a vida e assim desenvolver projetos que impactem a sociedade”, afirmou.

Para a aprovação, o aluno do 3º ano da escola estadual Miguel Priante Calderaro, em Bernardino, precisou comprovar bom rendimento escolar, conhecimento da língua inglesa, habilidade de comunicação e engajamento social.

Filho varava as madrugadas estudando, lembra pedreiro

O pai de Henrique disse ter ficado surpreso com a aprovação, face à grande concorrência para a vaga, mas observou que a conquista veio após “muitas noites em claro, estudando”.

“Várias vezes eu acordei na madrugada e disse: ‘Henrique, vai dormir’, mas ele insistia que precisava estudar para os testes que garantissem esse tipo de vaga para ele. E no outro dia ele ia para a escola e ainda dava aulas de inglês, porque é um menino muito dedicado”, observou. “Eu jamais teria condições de manter meu filho em um curso desses – somos de família simples e eu sou pedreiro. Mas estou feliz de ver que ele segue um caminho de onde não tem mais volta, felizmente”, declarou.
Coordenador pedagógico: aprovação “é inspiradora” a outros alunos

O coordenador pedagógico na escola onde Henrique estuda, José Roberto Trombeli, afirmou que o adolescente “é um garoto normal; até usa gírias”. Por outro lado, admitiu: “Ele é tão dedicado e a seleção dele entre 18 mil candidatos é algo tão gratificante que isso tem incentivado outros alunos a estudarem”, definiu. “A molecada se deu conta de que mesmo a um aluno de escola pública é possível conseguir coisas melhores e um futuro bom, promissor. Isso é inspirador.”

‘Estão em festa’, diz filho de pedreiro e doméstica aprovado em medicina

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Sergio dos Santos foi aprovado para o curso de medicina na UFPI (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

Sergio dos Santos foi aprovado para o curso de medicina na UFPI (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

 

Estudante de São Lourenço do Piauí conseguiu a aprovação como cotista.
Comemoração tem casa cheia e fogos de artifício na pequena cidade.

Publicado no G1

O filho de um pedreiro e de uma doméstica da pequena cidade de São Lourenço do Piauí, a 539 km de Teresina, foi aprovado para o curso de medicina na Universidade Federal do Piauí (UFPI) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) . Sérgio dos Santos Santana, 18 anos, estudou a vida inteira em escolas públicas do município, que possui pouco mais de 4 mil habitantes.

Apesar da alegria pela aprovação, Sérgio conta que a euforia maior está sendo dos familiares na pequena cidade. “Eu já estava esperando, mas quem teve uma reação mais exacerbada foi a minha família. Estão em festa”, disse.

Após a divulgação do resultado, parentes e conhecidos do estudante foram até a casa da família parabenizar o jovem pelo feito. Sérgio concorreu a uma das duas vagas destinadas a estudantes oriundos de escola pública. Ele conseguiu a aprovação com a nota 793,22, sendo o primeiro colocado entre os cotistas na modalidade.

Em entrevista ao G1, o estudante não escondeu a alegria pela aprovação e contou que somente quando estava perto de concluir o ensino médio é que decidiu tentar uma vaga para o curso de medicina. Ele terminou o terceiro ano em 2014 na Unidade Escolar Estadual Malaquias Ribeiro Damasceno, na zona urbana de São Lourenço do Piauí.

“Comecei a pesquisar sobre o curso e a carreira no fim do ensino médio e resolvi que tentaria ingressar na profissão. Essa foi a terceira vez que fiz o Enem. Nas vezes anteriores já havia conseguido aprovação em matemática no IFPI e para direito através do Fies em uma faculdade particular de Teresina”, falou o estudante.

Família comemora aprovação de Sergio no Sisu (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

Família comemora aprovação de Sergio no Sisu (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

 

O pai do estudante, o pedreiro e carpinteiro Hamilton Santana, comprou vários fogos de artifício para comemorar a aprovação do filho. Ele também falou ao G1 sobre o clima de festa na cidade sertaneja e da alegria que ele e a mulher, a doméstica Marizete Vilanova dos Santos, estão sentindo com a conquista. O pedreiro revelou que várias mensagens e ligações chegam a todo momento para o estudante.

“Estou muito alegre e bastante feliz com a aprovação dele. Para a gente foi uma grande surpresa. Ele sempre estudou nas escolas públicas daqui, nunca esteve em escola particular e conseguiu a aprovação. Toda hora chega gente aqui para parabenizá-lo”, falou orgulhoso o pai do estudante.

Sérgio fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na vizinha cidade de São Raimundo Nonato, distante 26 km de São Lourenço do Piauí. O estudante afirmou que fará uma comemoração na residência onde mora e convidará familiares, amigos e os professores das escolas onde estudou na cidade.

Resultado
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado da chamada regular da primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2016. Para acessar o resultado, o candidato deve digitar o número de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a senha no site do Sisu.

Também é possível consultar a lista de estudantes aprovados selecionando instituição, campus e curso neste link.

Pedreiro se forma em Direito após pedalar 42 km por dia para estudar

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Joaquim pedala todos os dias atrás do sonho de ser delegado (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)

Joaquim pedala todos os dias atrás do sonho de ser delegado (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)

Joaquim Corsino recebeu o diploma nesta quinta-feira (17).
Aos 63 anos, ele ainda quer ser delegado de polícia.

Publicado no G1

Mais de 40 anos e muitos desafios precisaram ser atravessados para que o pedreiro Joaquim Corsino realizasse seu sonho. Aos 63 anos de idade, vestido de beca e com chapéu de formando, ele recebeu, na noite desta quinta-feira (17), em Vitória, o seu diploma de graduação em Direito.
Para realiza o sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedalava, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanimou o estudante. “Quero ser delegado de polícia” disse

Nascido em Itaumirim, Minas Gerais, Joaquim chegou ao Espírito Santo aos 18 anos. Com mais de 20 concluiu um curso técnico em Administração.

Mas após não ser aprovado no vestibular de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 1980, precisou deixar os livros para trabalhar. A partir de então, Joaquim começou a atuar como ajudante de pedreiro e, mais tarde, como pedreiro.

Ainda assim, a vontade de estudar sempre esteve presente. Por isso, a cada parede erguida por Joaquim, parte do dinheiro ganhado era guardado. Além de construir sua casa, em Bandeirantes, Cariacica, o pedreiro juntou ao longo dos anos R$ 55 mil para os estudos.
saiba mais

“Eu sou um camarada que gosta das coisas honestas. Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, conta Joaquim, que em 2008 iniciou a graduação em uma faculdade privada. Quatro períodos foram concluídos, mas o pedreiro teve que adiar o sonho por mais um tempo.

“Um amigo pediu R$ 4.500 emprestados e não pagou. Aí eu tive que parar a faculdade para juntar mais dinheiro para poder pagar o curso todo”, lembrou.

De Bicicleta
Em 2012, Joaquim retornou à graduação e não parou mais. Todos os dias ele fazia o trajeto de sua casa até a faculdade, em Vitória, com sua bicicleta em um percurso de 42 km.

E engana-se quem pensa que com o diploma a saga de superação de Joaquim chega ao fim. Os olhos do bacharel em Direito estão voltados para o futuro. Seu próximo objetivo é ser aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em seguida, pretende se tornar delegado. “Quando eu leio a Constituição no artigo quinto, que fala que todos têm direitos iguais, vejo que tem muita coisa boa nela e eu gostaria de contribuir para isso”.

* Com informações de Maíra Mendonça, do Jornal A Gazeta.

Pedreiro se forma em Direito após pedalar 42 km por dia para estudar

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Pedreiro realiza sonho e recebe diploma de graduação em Direito (Foto: Ricardo Medeiros/ A Gazeta)

Pedreiro realiza sonho e recebe diploma de graduação em Direito (Foto: Ricardo Medeiros/ A Gazeta)

Joaquim Corsino recebeu o diploma nesta quinta-feira (17).
Aos 63 anos, ele ainda quer ser delegado de polícia.

Publicado no G1

Mais de 40 anos e muitos desafios precisaram ser atravessados para que o pedreiro Joaquim Corsino realizasse seu sonho. Aos 63 anos de idade, vestido de beca e com chapéu de formando, ele recebeu, na noite desta quinta-feira (17), em Vitória, o seu diploma de graduação em Direito.

Para realiza o sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedalava, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanimou o estudante. “Quero ser delegado de polícia” disse

Nascido em Itaumirim, Minas Gerais, Joaquim chegou ao Espírito Santo aos 18 anos. Com mais de 20 concluiu um curso técnico em Administração.

Mas após não ser aprovado no vestibular de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 1980, precisou deixar os livros para trabalhar. A partir de então, Joaquim começou a atuar como ajudante de pedreiro e, mais tarde, como pedreiro.

Ainda assim, a vontade de estudar sempre esteve presente. Por isso, a cada parede erguida por Joaquim, parte do dinheiro ganhado era guardado. Além de construir sua casa, em Bandeirantes, Cariacica, o pedreiro juntou ao longo dos anos R$ 55 mil para os estudos.

“Eu sou um camarada que gosta das coisas honestas. Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, conta Joaquim, que em 2008 iniciou a graduação em uma faculdade privada. Quatro períodos foram concluídos, mas o pedreiro teve que adiar o sonho por mais um tempo.

“Um amigo pediu R$ 4.500 emprestados e não pagou. Aí eu tive que parar a faculdade para juntar mais dinheiro para poder pagar o curso todo”, lembrou.

De Bicicleta
Em 2012, Joaquim retornou à graduação e não parou mais. Todos os dias ele fazia o trajeto de sua casa até a faculdade, em Vitória, com sua bicicleta em um percurso de 42 km.

E engana-se quem pensa que com o diploma a saga de superação de Joaquim chega ao fim. Os olhos do bacharel em Direito estão voltados para o futuro. Seu próximo objetivo é ser aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em seguida, pretende se tornar delegado. “Quando eu leio a Constituição no artigo quinto, que fala que todos têm direitos iguais, vejo que tem muita coisa boa nela e eu gostaria de contribuir para isso”.

* Com informações de Maíra Mendonça, do Jornal A Gazeta.

Joaquim pedala todos os dias atrás do sonho de ser delegado (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)

Joaquim pedala todos os dias atrás do sonho de ser delegado (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)

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