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O curioso mundo dos animais empalhados do Sr. Potter

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Livro mostra fantástica coleção de animais empalhados em cenas do cotidiano de Walter Potter, que faziam sucesso na Inglaterra vitoriana.

Publicado no G1

Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Walter Potter, um conhecido mestre da taxidermia dos tempos da Inglaterra vitoriana — ele viveu do século 19 a início do 20 (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Walter Potter, um conhecido mestre da taxidermia dos tempos da Inglaterra vitoriana — ele viveu do século 19 a início do 20 (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Potter, que morreu em 1918, começou a aprender a taxidermia ainda garoto, aprendendo a preservar corpos de pássaros e animais. Logo após deixar a escola, de início à sua coleção particular (Foto: Pat Morris/Joanna Ebbenstein )

Potter, que morreu em 1918, começou a aprender a
taxidermia ainda garoto, aprendendo a preservar
corpos de pássaros e animais. Logo após deixar a
escola, de início à sua coleção particular
(Foto: Pat Morris/Joanna Ebbenstein )

As cenas de animais empalhados protagonizando uma cena cotidiana do século 19 tornaram-se ícones da Inglaterra vitoriana. Walter Popper tinha fascínio pela taxidermia e começou a aprender a arte de empalhar animais ainda garoto.

VEJA A GALERIA COMPLETA

Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Potter, que, em vida, fundou e manteve o Museu de Curiosidades do Sr. Potter, perto de Brighton, na costa sul da Inglaterra.

Com sua morte em 1918, a coleção teve vários destinos e acabou desmembrada em um leilão no ano de 2003.

O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance.

O livro “Walter Potter’s Curious World of Taxidermy”, assinado por Pat Morris e Joanna Ebenstein, foi publicado pela editora Constable, de Londres.

Esperava-se que a coleção fosse vendida inteira, mas não houve nenhuma oferta pelo acervo completo, que acabou desmembrado. O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)Esperava-se que a coleção fosse vendida inteira, mas não houve nenhuma oferta pelo acervo completo, que acabou desmembrado. O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Os matemáticos de Dores do Turvo

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Escola pública de pequena cidade mineira torna-se a maior campeã da Olimpíada de Matemática ao estimular os alunos a estudarem até cinco horas após as aulas e distribuir prêmios como tablets

Wilson Aquino, na IstoÉ

Dores do Turvo é uma pequena cidade da Zona da Mata mineira, distante 320 quilômetros da capital Belo Horizonte. O nome homenageia a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores, e o principal rio da região, o Turvo. Os 4,5 mil habitantes têm cotidiano de uma típica cidade do interior: passeiam na praça principal, que tem coreto e igreja matriz, e andam de charrete entre a área urbana e a rural. Nos anais da Câmara Municipal, consta que os filhos mais ilustres da cidade são um desembargador e um jogador de futebol – do Tupi, time mineiro da quarta divisão. Mas as montanhas que cercam o município guardam uma glória muito maior: Dores do Turvo desbancou todos os municípios brasileiros, incluindo as grandes capitais, na disputa pelo título de campeão da história da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), com 133 medalhas conquistadas. A cidade tem apenas uma opção escolar para alunos do sexto ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, a faixa que disputa a Olimpíada, a Escola Estadual Terezinha Pereira – e é de lá que saíram os vencedores, desde a primeira edição da prova, em 2005. São seis medalhas de ouro, sete de prata, 21 de bronze e 99 menções honrosas. O desempenho do município na proporção de alunos participantes versus medalhas conquistadas superou em seis vezes o resultado de Belo Horizonte, em dez vezes o do Distrito Federal e em 12 vezes o de São Paulo. No ano passado, dos 29 jovens dorenses que participaram dos exames, 26 foram premiados. O título de maior produtor de leite da região agora foi substituído, com orgulho, pela frase “A trilha do ouro da matemática”, estampada em outdoors pela cidade. “É uma honra danada para o povo dorense ver os filhos da terra sendo reconhecidos por seu talento em nível nacional”, afirmou à ISTOÉ o prefeito Ronaldo de Souza, o Roni (PMDB).

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CAMPEÕES
Evandro da Silva, Dávila Meireles e Filipe Arruda: moradores da área rural
do município, três medalhistas. Abaixo, o professor de matemática
Geraldo Amintas: “Só ganha quem se dedica”, diz ele

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Em um país com índices pífios na disciplina, qual é o segredo do bom desempenho da cidade? “Isso é resultado da aliança entre professores, pais de alunos e comunidade”, resume o professor Claudio Landim, coordenador geral da OBMEP. Os detalhes são dados pelo professor de matemática Geraldo Amintas, 54 anos, e incluem até estratégias questionáveis, como presentes. “Motivamos os alunos mostrando os benefícios da Olimpíada, como bolsas em cursos de iniciação científica e brindes distribuídos por ex-alunos bem-sucedidos, como aparelhos de MP3, camisas oficiais da Seleção Brasileira, máquinas digitais, celulares e tablets. Mas só ganha quem se dedica mesmo”, afirma. “Criamos uma cultura de participação na Olimpíada. Os alunos chegam à escola pela manhã, assistem às aulas normais e passam até cinco horas após o turno escolar debruçados sobre o material fornecido pelo OBMEP”, explica Amintas. Decorar fórmulas é um método descartado. A metodologia investe no raciocínio lógico, mas não permite que o processo seja estressante para o estudante, pois acredita que não há aprendizado de qualidade sob pressão.

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A Olimpíada de Matemática é um programa dos Ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e a Sociedade Brasileira de Matemática. A última edição contou com quase 20 milhões de alunos inscritos, representando cerca de 86% das escolas públicas do País. Os estudantes Dávila de Carvalho Meireles, 14 anos, Evandro Júnior Firmiano da Silva, 13, e Filipe Jessé de Castro Arruda, 15, têm em comum o fato de serem medalhistas e morarem na parte rural da cidade. Arruda, que ganhou condecoração de ouro, passou em um concurso e estuda, atualmente, em uma escola técnica de Juiz de Fora. Dávila teve, no ano passado, a melhor classificação do Estado de Minas e a segunda melhor de todo o País. Ela mora com o pai pedreiro e a mãe lavradora a 50 quilômetros do centro da cidade e, para chegar à escola diariamente, anda uma hora e meia de ônibus por estradas ruins. Modesta, atribui suas excelentes qualificações ao fato de ter “facilidade em aprender matemática”. Mas reconhece que os louros vindos da Olimpíada fizeram com que tomasse mais gosto pela matéria e a incluísse em seu projeto de vida. “Ainda não sei qual faculdade vou fazer. Mas, com certeza, vai ser algo relacionado à matemática”, diz ela.

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‘Atitude nas escolas é permissiva com o bullying’, diz escritora

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Autora do best-seller “Fale!”, que acaba de ganhar edição brasileira, Laurie Anderson fala sobre o tema abordado na obra
Publicado nos Estados Unidos em 1999, livro já vendeu mais de três milhões de cópias

Autora usou experiências vivênciadas na adolescência como inspiração Divulgação / Joyce Tenneson

Autora usou experiências vivênciadas na adolescência como inspiração Divulgação / Joyce Tenneson

Eduardo Vanini em O Globo

RIO – Para a escritora nova-iorquina Laurie Halse Anderson, a literatura é o melhor caminho para que os jovens estejam prontos para enfrentar o mundo real. E é através de um romance que ela tem ajudando milhares deles. Lançado em 1999, “Fale!” conta a história de Melinda, estudante do ensino médio que precisa lidar com problemas como bullying, abuso sexual, depressão e mudanças físicas, tão comuns a jovens de todo o mundo.

Finalista do disputado National Book Award, o livro já vendeu mais de três milhões de cópias e rendeu uma versão cinematográfica em 2004, com o filme “O silêncio de Melinda”, estrelado por Kirsten Stewart. Quase 15 anos após o lançamento, a obra acaba de ganhar uma edição brasileira pela editora Valentina. Em entrevista concedida ao GLOBO, a escritora garante que, apesar do hiato, a história está mais atual do que nunca.

O GLOBO: Já se passaram quase 15 anos desde que ” Fale!” foi publicado pela primeira vez. Por que o livro ainda é tão atual?

LAURIE ANDERSON: Infelizmente, é mais atual hoje do que quando foi publicado pela primeira vez. Com os celulares e a internet, há mais maneiras para os adolescentes praticarem o bullying. Nos EUA, tivemos vários casos trágicos de meninas que ficaram tão bêbadas em festas que perderam a consciência. Enquanto estavam neste estágio, elas foram estupradas por garotos que filmaram o crime e postaram o vídeo na internet. Em seguida, essas meninas foram perseguidas, expostas a situações vexatórias e insultadas on-line. Algumas ficaram tão aterrorizadas e angustiadas que cometeram suicídio. Este tipo de ataque é revoltante e tem que parar.

De onde veio a ideia para o livro?

Quando minha filha mais velha estava começando no ensino médio, tive um pesadelo com uma jovem chorando. Quando acordei, não sabia quem era aquela menina e nem por qual motivo ela estava chorando. Então, decidi escrever sobre ela para descobrir essas coisas. Além disso, parte da história vem do meu passado. Quando tinha 14 anos, fui estuprada e tinha muito medo de contar a alguém. Para construir a história, lancei mão da minha própria experiência com a depressão e a luta para falar sobre o assunto e pedir ajuda.

Desde que “Fale!” ganhou reconhecimento em todo o mundo, você começou a receber e-mails e cartas de milhares de adolescentes. Já foi procurada por brasileiros ? O que eles relataram?

Já ouvi relatos de meninas e meninos brasileiros, que se identificaram muito com Melinda. Em boa parte dos casos, algo de ruim havia acontecido com eles numa festa. O trauma e a memória do ataque os deixa muito deprimidos e vulneráveis. Mesmo assim, eles sentem medo de pedir ajuda.

Os modelos tradicionais de escola contribuem para o bullying? O que precisa mudar?

As turmas e as escolas devem ser pequenas o suficiente para que comportamentos prejudiciais, como o bullying, possam ser notados e combatidos. Professores e administradores devem desenvolver políticas anti-bullying consolidadas também. É preciso que os valentões sofram sérias consequências, quando machucam outras crianças. Além disso, é necessário ensinar as crianças a respeitarem e cuidarem umas das outras desde o primeiro dia em que entram na escola. Se fizermos isso, e reforçararmos estas lições a cada ano, teremos uma geração de jovens mais fortes, emocionalmente mais saudáveis e mais bem preparados para vencer na vida.

Desde que lançou o livro, notou alguma mudança neste sentido?

A boa notícia é que há menos vergonha associada ao fato de ser vítima de estupro. Acredito que essa vergonha está sendo taxada agora aos meninos que praticam o estupro. Em vez de esta atitude ser vista como uma coisa legal ou ‘de macho’, nos EUA, ela está ficando mais fortemente reconhecida como algo repugnante. Também estamos ficando mais ágeis em prender e punir garotos e homens que abusam sexualmente de meninas. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer.

Por que as escolas ainda têm dificuldade em ouvir seus alunos da forma adequada?

Acho que existem duas razões: não há professores suficientes e a atitude nas escolas ainda é permissiva em relação ao bullying. Embora seja caro para contratar mais professores e diminuir o número de alunos por classe, não custa nada para mudar as atitudes. Só é preciso coragem.

Por que os pais ainda têm dificuldade para perceber os problemas enfrentados pelos adolescentes na escola?

Parte do problema é que os adolescentes se afastam de seus pais como se isso fosse parte natural do processo de crescimento. Eles querem ser independentes antes de estarem prontos para isso. Além disso, muitos adolescentes não contam a seus pais sobre o bullying, porque têm medo de que o assédio se torne ainda pior, se os pais reclamarem na escola.

Como os pais devem agir?

Os pais que descobrem que seus filhos estão sendo intimidados devem reagir, antes de tudo, com amor. Eles devem confortar e tranquilizar seus filhos. Em seguida, é preciso exigir que a perseguição seja interrompida imediatamente, envolvendo polícia e advogados, se necessário. Adultos nunca tolerariam intimidações por parte de outros adultos no local de trabalho ou no shopping, por exemplo. Então, não há razão para permitirmos que nossos filhos sejam tratados pior do que gostaríamos.

Por que tantos estudantes, como Melinda, têm dificuldade em se adaptar à rotina escolar?

É difícil ser um adolescente! Seu corpo está mudando, sua cabeça ainda está se desenvolvendo, e a vida pode ser muito confusa. No meio de tudo isso, eles têm que acordar mais cedo do que gostariam, ir à escola e tentar aprender alguma coisa. Acho que alguns aspectos da escola poderiam ser modificados para tornar tudo isso um pouco mais fácil. Mas os adolescentes também precisam perceber que a vida adulta exige fazer coisas que você não quer, como o dever de casa.

Como os livros podem ajudá-los? Que tipo de literatura eles precisam?

Os adolescentes precisam ler livros pelos quais eles possam se conectar, e não apenas os velhos clássicos empoeirados de centenas de anos atrás. Eles podem ler os clássicos na faculdade e quando se tornarem adultos. A literatura é a melhor maneira de aprender sobre o mundo e desenvolver empatia por pessoas que são diferentes umas das outras.

O que você sabe sobre adolescentes brasileiros ? Você tem algo especial para dizer a eles?

Adoro viajar, mas não tive a oportunidade de visitar o Brasil ainda. Minhas informações sobre adolescentes brasileiros é apenas o que eu sei de leitura, e peço desculpas se não compreendo a cultura do país. Acredito que os brasileiros são, em geral, mais amigáveis, extrovertidos que os americanos. Há também mais respeito pelos idosos, o que gostaria de ter no meu país. Acredito também que os adolescentes brasileiros têm mais liberdade do que os americanos. Falo sobre ir a uma boate e a festas que entram pela madrugada, por exemplo. Num mundo perfeito, as noites seriam feitas para dançar, conhecer novas pessoas e ter ótimos momentos. No mundo real, no entanto, alguns adolescentes acabam se machucando, estuprados ou atacados de outras formas. Então, peço aos jovens que cuidem dos seus amigos e certifiquem-se de que todo mundo tenha uma diversão segura.

Quadrinhos podem ajudar a formar leitores e na educação de crianças e adolescentes

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Publicado no Diário da Manhã

Rio de Janeiro – A gerente executiva de Projetos do Instituto Pró-Livro (IPL), Zoraia Failla, disse hoje (9), em entrevista à Agência Brasil, que as histórias em quadrinhos (HQ) podem ser uma ferramenta para formar leitores e auxiliar na educação de crianças e adolescentes. “Eu penso que dentro de um espaço de mediação, todo tipo de leitura é importante, especialmente para a gente tirar aquela imagem que se cria em relação a um livro que é oferecido em uma sala de aula e que se transforma em obrigação, em tarefa”.

Zoraia acredita que o trabalho com quadrinhos dentro da escola pode quebrar um pouco a seriedade do livro, contribuindo para trazer a criança e o jovem para a leitura de uma forma mais prazerosa e interessante. “Eu acho que pode ser um meio, nunca um fim. Porque o quadrinho pode até trabalhar algum conteúdo, mas o faz de forma superficial. Como incentivo à leitura, ele pode ser um mobilizador”, disse.

Para a gerente do IPL, a HQ pode desenvolver habilidades na escola, entre as quais a concentração e o interesse pela leitura em geral. “Sem dúvida, deveria ser melhor trabalhada para conseguir que, a partir dali,  o aluno se interesse por uma leitura um pouco mais complexa, com mais conteúdo”.  Zoraia avaliou que é preciso se usar hoje todos os meios para conseguir conquistar as crianças e jovens para a leitura.

Zoraia indicou que a HQ pode ser um instrumento eficiente para passar conteúdos de disciplinas curriculares, como história, ciências e geografia,  para os estudantes. “É uma forma talvez mais agradável, mais interessante, para a garotada de hoje, de levar o conhecimento”. Como as crianças, em geral, sentem uma atração forte pelos quadrinhos, que são considerados uma forma de entretenimento, ela avalia que “seria inteligente usar essa ferramenta como uma forma de trazer a garotada seja para a leitura, seja para conteúdos mais complexos”.

O diretor comercial da Comix Book Shop, uma livraria especializada em histórias em quadrinhos, Jorge Rodrigues, destacou a qualidade, inclusive literária, das histórias em quadrinhos feitas no Brasil. “Hoje, a gente tem crescido bastante na produção de quadrinhos nacionais. O mercado independente, onde o autor mesmo produz o seu livro, edita e lança,  aumentou muito de uns anos para cá e há gráficas que imprimem com demanda menor.  Com isso,  há muitos projetos e ideias muito boas sendo lançadas que, de repente,  não encontraram respaldo nas editoras”, disse.

Rodrigues ressaltou que muitas editoras têm investido em adaptar literatura clássica para quadrinhos. “É uma vertente que tem crescido muito no mercado”. O objetivo, conforme enfatizou, é que o governo compre e as escolas venham a consumir esse produto, visando que seja uma ferramenta na parte da educação.  O estande da Comix na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, encerrada ontem (8), foi um dos mais frequentados durante os 11 dias do evento, com filas extensas na porta que reuniam público de todas as faixas etárias.

Foto: Reprodução

                                   Foto: Reprodução

O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) supre as escolas de ensino público das redes federal, estadual, municipal e do Distrito Federal de obras e materiais de apoio à prática da educação básica, incluindo HQs. Em 2013, serão atendidas as escolas dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Educação. O programa vai distribuir cerca de 6,7 milhões de obras literárias a mais de 68,8 mil escolas de todo o país. Os investimentos na compra dos livros alcançam em torno de R$ 66 milhões.

Em 2006, por exemplo, o Ministério da Educação incluiu livros de histórias em quadrinhos e de imagens na coleção do PNBE. Dom Quixote em Quadrinhos, de Caco Galhardo; Toda Mafalda , de Quiño; Na Prisão (mangá – quadrinho japonês), de Kazuichi Hanawa; Santô e os Pais da Aviação, de João Spacca de Oliveira; e Café Van Gogh, de Ana Maria Machado Mello & Mayer Design, foram alguns dos HQs incluídos na lista.

Com licenciatura em desenho pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denis Mello tem experiência na aplicação de oficinas em salas de aula da rede pública de ensino, inclusive em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Sesc), utilizando a HQ e o desenho como ferramenta principal. Falando à Agência Brasil, ele disse que consegue ver como os quadrinhos despertam a curiosidade dos alunos. “Eles tendem a colaborar mais, a se interessar mais pelo assunto”

Mello salientou que a HQ é uma forma de arte. “Do mesmo jeito que as outras formas de arte podem colaborar como ferramenta de educação, a HQ também funciona. Da mesma forma que você pode usar música, literatura e pintura, você pode usar história em quadrinhos”, manifestou.

Denis Mello está desenvolvendo agora, com um grupo de amigos, um projeto voltado à produção de quadrinhos educativos, que será efetuado em parceria com secretarias municipais de educação do estado do Rio de Janeiro. O projeto deverá ser iniciado em Magé. “Foi a primeira secretaria a se interessar pelo projeto”. Pretende-se suprir a carência de material didático onde ela exista, nas escolas, por HQ. “Na educação ambiental,  por exemplo, a gente chegaria com a história em quadrinho para suprir essa necessidade e com um material didático que vai conversar mais com os jovens do que o material burocrático tradicional”.

MEC dará bolsa para aluno do ensino médio estudar exatas e biológicas

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Mercadante anunciou novo programa de incentivo nesta terça-feira.
Portaria com as regras para adesão das redes públicas sairá neste mês.

Publicado por G1

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou na abertura do Congresso Todos pela Educação, em Brasília, nesta terça-feira (10) (Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou
na abertura do Congresso Todos pela Educação,
em Brasília, nesta terça-feira (10) (Foto: Elza Fiúza/
Agência Brasil)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira (10) um programa para incentivar estudantes do ensino médio a seguirem carreira nas áreas de exatas e biológicas. Batizado com o nome “Quero ser cientista, quero ser professor”, o programa vai dar bolsa de R$ 150 aos alunos de escola pública que demonstrem interesse nas áreas.

O anúncio do ministro foi feito na abertura do congresso do Movimento Todos pela Educação, que teve início nesta terça em Brasília. Mercadante afirmou que 30 mil alunos devem ser beneficiados na primeira etapa do programa.

“Temos de fazer bolsa de assistência”, defendeu o ministro, afirmando que muitos dos alunos de escolas públicas são pobres e precisam de tutoria e acompanhamento pedagógico. “O topo da escola pública é de excelente qualidade e concorre com o setor privado”, disse ele.

Segundo o Ministério da Educação, ainda não há detalhes específicos sobre o “Quero ser cientista, quero ser professor”, como a partir de que ano do ensino médio os estudantes poderão participar, e se haverá alguma contrapartida, como a obrigatoriedade de seguir nestas áreas no ensino superior. O objetivo é estimular que mais jovens cursem a licenciatura em física, química, matemática e biologia, áreas consideradas pelo governo como prioritárias nos investimentos educacionais.

O MEC afirmou que a portaria que especificará as regras da primeira edição do programa deve ser publicada no “Diário Oficial da União” até a próxima semana. Então, o programa abrirá um prazo para que os governos estaduais e municipais que ofereçam vagas no ensino médio se inscrevam para participar do programa.

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