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A incrível árvore que dá livros ao invés de frutos

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Publicado no Hypeness

Quando a árvore em frente à casa da artista Sharalee Armitage Howard precisou ser cortada, ela soube exatamente o que fazer: transformá-la em uma biblioteca. O espaço se tornou parte do movimento Little Free Library, uma iniciativa que já espalhou mais de 75 mil bibliotecas livres pelo mundo.

“Este projeto ainda não está pronto, mas não posso esperar para compartilhá-lo. Tivemos que remover uma grande árvore que tinha mais de 110 anos, então eu decidi transformá-la em uma Little Free Library, como sempre quis“, escreveu ela em uma publicação no Facebook.

Embora a copa da árvore tenha sido removida, seu tronco foi usado como estrutura para a biblioteca e ela ganhou até mesmo uma portinha, por onde os interessados podem entrar para escolher quais livros levar para casa. A ideia é que, além de pegar obras emprestadas, as pessoas também deixem novos títulos no local.

A árvore não é a única biblioteca construída de forma criativa. Em Nova York, uma empresa de design criou um espaço para o empréstimo de livros em que os interessados podem realmente entrar no mundo da literatura enquanto escolhem o que ler. No Brasil, o projeto conta com diversas bibliotecas compartilhadas no Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Veja mais detalhes da árvore que deixou de dar sombra para dar livros:

Netflix fecha acordo para adaptar catorze livros de Harlan Coben

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O escritor Harlan Coben participa de evento em Cannes, na França – 07/04/2018 (Pascal Le Segretain/Getty Images)

 

Contrato prevê que futuros projetos do escritor também poderão virar produções da plataforma

Publicado na Veja

A Netflix fechou um grande acordo com o escritor americano Harlan Coben, autor de livros policiais como Refúgio e Fique Comigo. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o serviço de streaming vai adaptar catorze de seus romances para séries e filmes, que serão distribuídos no mundo todo. O acordo também prevê que futuros projetos do escritor também poderão virar produções da plataforma.

Coben atuará como produtor executivo de todos os projetos. A parceria entre a Netflix e o autor se dá poucos meses depois que o serviço de streaming lançou Safe, série criada e produzida pelo americano, estrelada por Michael C. Hall, de Dexter.

Coben é autor de trinta livros, publicados em 43 idiomas, com tiragem de mais de 70 milhões de exemplares pelo mundo. No Brasil, a obra do escritor é publicada pela editora Arqueiro.

Less Than Zero | Hulu está desenvolvendo série baseada em livro de Bret Easton Ellis

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Rafael Gonzaga, no Omelete

O Hulu, serviço de streaming que ainda não está disponível no Brasil, anunciou que está desenvolvendo Less Than Zero, uma nova série baseada no romance homônimo de Bret Easton Ellis. O próprio Ellis, o roteirista Craig Wright (Lost, Six Feet Under) e a Fox 21 Television Studios se uniram para dar vida à adaptação. Ellis e Wright serão os produtores executivos da série. (via ComingSoon)

Less Than Zero é oficialmente descrita da seguinte forma: “Situada na Los Angeles do início dos anos 1980, Less than Zero se tornou um clássico atemporal. Este romance hipnotizante é um retrato cru e poderoso de uma geração perdida que experimentou sexo, drogas e insatisfação em uma idade muito precoce. Vivem em um mundo moldado pelo niilismo casual, pela passividade e pelo excesso de dinheiro em um lugar desprovido de sentimento ou esperança.

Clay volta para casa para as férias de Natal e reingressa em uma paisagem de privilégio ilimitado e entropia moral absoluta, onde todos dirigem Porches, jantam em restaurantes caros e cheiram montanhas de cocaína. Ele tenta renovar seu sentimentos por sua namorada, Blair, e por seu melhor amigo do colegial, Julian, que está se envolvendo com ilegalidade e heroína. O feriado de Clay se transforma em uma vertiginosa espiral de desespero que o leva através das festas implacáveis ​​em mansões reluzentes, bares decadentes e clubes de rock underground e também pelo mundo obscuro de LA depois de escurecer.”

Less Than Zero já foi adaptado para o cinema em 1987, no filme Abaixo de Zero estrelado por Robert Downey Jr., James Spader, Jami Gertz e Andrew McCarthy. Ellis co-escreveu o filme com Harley Peyton e também escreveu uma continuação do livro, publicada em 2010. Os livros de Ellis anteriormente transformados em filmes também incluem Psicopata Americano, Regras da Atração e Informers – Geração Perdida.

Não há previsão para o lançamento de Less Than Zero.

Autobiografia da cantora Rita Lee vai virar filme

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O livro “Rita Lee – Uma Autobiografia” vai virar filme com lançamento previsto para 2019! || Créditos: Divulgação / Reprodução Facebook

Publicado no Glamurama

A semana termina com uma ótima notícia para os fãs da cantora Rita Lee: a autobiografia dela, “Rita Lee – Uma Autobiografia”, vai virar filme. Depois de se enveredar pelo mundo literário onde já lançou três livros desde 2013, incluindo “Dropz”, uma coletânia de 61 contos e o “Storynhas”, a cantora acaba de anunciar por meio de comunicado oficial que a produtora Biônica Filmes é quem será a responsável pelo longa que contará em vídeo sua vida.

Com lançamento previsto para 2019, o filme ainda não possui uma Rita Lee para chamar de seu e a busca pela atriz que interpretará Rita nas telonas deve começar ainda este semestre. O melhor? Um documentário e uma série também estão previstos em contrato – ambos ainda sem data de lançamento.

Lya Luft lança novo livro que mescla ensaio, romance e ficção

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“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso", diz Lya Luft Foto: Divulgação

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso”, diz Lya Luft
Foto: Divulgação

 

Em ‘A Casa Inventada’, a escritora gaúcha trata de fatos corriqueiros do cotidiano humano

Publicado no JCOnline

Era uma casa muito inventada essa de Lya Luft. Tinha teto, chão e paredes, mas os cômodos possuíam funções que vão muito além das utilitárias. A porta de entrada serve também para observar; o espelho para enxergar seu alter ego; a sala de estar é palco das alegrias e intrigas familiares, onde os não ditos às vezes revelam muitas coisas; o quarto das crianças representa as descobertas da infância e aquelas perguntas que deixam os adultos sem respostas; no porão, ficam guardas as dores das perdas, mortes e doenças; no pátio, a lucidez e a cotidianidade da vida tentam prevalecer; enquanto no jardim, último local por onde o visitante leitor passa, a morte deixa todos mais reflexivos. Ilusão ou soma de muitas experiências vividas?

A própria autora não se importa muito com a resposta a esta pergunta. Assim como em seus livros anteriores, a autora gaúcha tece reflexões sobre acontecimentos corriqueiros em A Casa Inventada, recém-lançado pela Record (112 páginas, R$ 29,90).
A obra é uma mescla de diversos gêneros literários, como romance, autobiografia, ensaio e até ficção surrealista. “Muitas coisas são fragmentos de lembranças trabalhados pela fantasia”, conta Lya, em entrevista por e-mail.

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso. A maior parte do que escrevo é invenção, com pequenas doses de memória elaboradas pela imaginação. A realidade é uma sombra.” Conhecida por traçar muitas analogias em seus escritos, a sua casa inventada é, acima de tudo, uma grande metáfora da vida. Nela quase tudo se passa, desde as primeiras descobertas infantis às maiores perdas adultas, e questões existenciais são abordadas de maneira fluída através da vida da protagonista, uma menina sem nome, ao não ser por aquele dado pela sua amiga imaginária Pandora, outra protagonista da história.

A escolha de não nomear personagem é bastante coerente com as temáticas tratadas ao longo dos capítulos, já que são assuntos que abrangem o cotidiano de todos. “(…) o bom da vida são os desafios, o não entendido, e por favor – como já escrevi há muitos anos – não queiram me prender no alfinete da interpretação”, ela avisa na introdução. Cada capítulo – A Porta de Espiar, O Espelho de Pandora, A Sala da Família (e o biombo do silêncio), O Quarto das Crianças, O Porão das Aflições, O Pátio Cotidiano e O Jardim dos Deuses – é precedido de um poema, uma uma constante da vida e obra de Lya Luft.

Apesar dela não lançar um volume de poesias há alguns anos, sempre integra alguns versos em seus ensaios e romances. “Nunca parei de escrever poesia e gosto de abrir os capítulos com um poema, às vezes feito na hora, como um tipo de introdução para o leitor”, pontua.

VIDA E PERDAS

Nascida na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, em 1938, Lya completou no último mês de setembro 79 anos e vem se dedicando à literatura há mais de 50. Formada em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas, ela começou a carreira traduzindo antes de publicar. Em 1964, quando tinha 24 anos, escreveu o Canções do Limiar, livro de poemas, e 16 anos depois publicou seu primeiro romance, As Parceiras. Um de seus livros mais famosos data, entretanto, de 2003.

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Em Perdas e Ganhos, ela discorre sobre a passagem do tempo, o envelhecimento e a morte. Esta última, infelizmente, ultrapassou as páginas de seus livros e marcou alguns momentos de sua vida. Aos 49 anos, se viu viúva de seu segundo esposo e, aos 57, perdeu Celso Pedro Luft, seu primeiro marido e pai de seus três filhos, com quem tinha voltado a se relacionar. O amor conjugal voltou na vida da escritora há alguns anos quando ela conheceu o engenheiro e também autor Vicente Britto Pereira. Mas no início deste mês, ela perdeu seu filho André, vítima de um infarto.

“Acho que a vida tem mais valor se reconhecemos e admitimos tristezas e lutas, sem deixar de curtir as alegrias. Ou ficamos fúteis e infelizes”, analisa. Sobre estar completando mais de 55 anos de carreira, Lya ainda se identifica como fascinada pelo mundo e pelas pessoas. “Não tenho mais a pressa e agilidade da juventude, mas não perdi o gosto de viver e o assombro diante das coisas e do mundo. Atualmente, estou numa fase muito sombria em que procuro me isolar, pois acabo de perder tragicamente um de meus filhos. Mas não conheço revolta nem amargura: ele entrou no Mistério.”

Leia um trecho do livro:

“Os fios mais complicados, da trama maior e mais apertada – que pode ser rede de salvação, balanço de alegria tela de prisão –, são aqueles urdidos na família: onde tudo é mais complexo, mais obscuro, mais terno, mais amoroso, e às vezes mais cruel.
Onde mais nos sentimos abrigados ou julgados. Onde mais se comentem amores e injustiças. Onde os cuidados estendem braços amorosos, e o ciúme espreita sob pálpebras apertadas. Onde somos mais acompanhados, e mais sozinhos. Salvos ou condenados, euforia ou danação: família.

E a sala da família é o aposento que, como um arquiteto que mostra seu projeto, eu desenrolo agora: cenário de papel com muitos desenhos, móveis, quadros, tapetes, pessoas. A mesa de jantar. Na frente ela mais um grande espelho, que estranhamente tem um vago tom de rosa antigo.

Pandora não quer se revelar ali: ela acha, ao contrário de mim, que numa família só se desenrolam farsas. Mas eu sei que não.
– Deixa de ser cínica, Pandora.
Ela faz uma careta:
– Com família a gente só tem dois caminhos, amiga: cinismo ou ingenuidade. Você foi criada para acreditar em tudo. – E começou a desfiar, contando nos dedos: – Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Cegonha…
Ela gosta de me humilhar? Mas, se ela é meu reflexo, sou eu mesma que me humilho. Nem sempre concordo com ela.”

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