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Para lembrar Gandhi

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Publicado em UOL

Mahatma Gandhi, o indiano mundialmente celebrado por sua filosofia em defesa da não-violência, morreu em 30 de janeiro de 1948, seis meses depois de a Índia tornar-se independente da colonização britânica.

A independência pela qual ele tanto trabalhou e muito almejou custou à Índia a cessão de território para a constituição de um novo Estado, o Paquistão. A divisão territorial que previa o aparte de disputas religiosas e políticas, acolhendo a maioria hindu na Índia e a maioria de muçulmanos no Paquistão, provocou fortes reações.

A Gandhi, o sonho da independência custou a vida. Um hindu radical o assassinou a tiros em Nova Deli, responsabilizando-o pelo enfraquecimento do governo que então se formava no país.

O pacifista, como ficou conhecido, foi vítima da violência. O episódio, por sua vez, serviu para ampliar ainda mais a atenção de todos os países do mundo para a militância da paz. Distante das depredações, das armas e das agressões físicas, foi com palavras, marchas, jejuns e silêncios que Gandhi formou discípulos, conquistou adeptos e festejou vitórias em favor do seu povo e dos direitos humanos.

Um símbolo

A trajetória de Gandhi em defesa da não-violência iniciou-se na África do Sul, onde ele trabalhou como advogado após completar estudos na Inglaterra e onde testemunhou o preconceito e maus tratos impostos aos indianos que ali viviam.

Foi nesse país que, ao longo de 20 anos, Gandhi exerceu resistência pacífica, pregou a união, a irmandade e a harmonia entre todos os seres humanos, independentemente de religião, raça e casta.

Seu objetivo primeiro era a independência política da Índia, mas a extensão de sua tolerância atingia os que buscavam a paz em qualquer parte do mundo. Muitas vezes preso e agredido, inclusive depois que se estabeleceu na Índia, em 1914, o pacifista sedimentou sua filosofia em torno de dois conceitos, o da não-violência (Ahimsa) e o da força da verdade (Satyagraha).

Gandhi deixou um legado de mensagens de amor, de edificação moral, mas também de resistência à opressão e de desobediência civil. Cultivava a força intelectual e a grandeza espiritual que fizeram dele um símbolo. Passou a ser reverenciado cada vez que se professa a importância da cultura de paz para todos os povos. Tanto que, para resgatar sua contribuição à humanidade, a ONU escolheu a data de aniversário de sua morte para instituir o Dia Internacional da Não-Violência.

Mensagens

Em seus vários livros e em discursos e apresentações públicas, o pacifista deixou aforismos que se repetem em diferentes idiomas e releituras pelo mundo.

Se ele assim as escreveu, eu não sei. Mas, com prazer, partilho com o leitor algumas mensagens atribuídas a Mahatma Gandhi. Elas me parecem atemporais, mas bastante apropriadas para refletirmos sobre o tempo presente e, entre outras coisas, nos lembrarmos do autor:

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”

“O amor é a força mais sutil do mundo.”

“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.”

“Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição.”

“Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.”

“O que destrói a humanidade: A política, sem princípios; o prazer, sem compromisso; a riqueza, sem trabalho; a sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a ciência, sem humanidade; a oração, sem caridade.”

As 15 Livrarias mais maravilhosas do mundo

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Publicado em Chiado Magazine

Uma livraria maravilhosa consegue reunir vários atributos: há quem vá pelos livros, pela arquitectura, pelo ambiente ou mesmo para experimentar uma pequena especialidade gastronómica.

Algumas impressionam pela riqueza dos detalhes ou pela história associada aos seus edifícios, casos da Lello (Portugal), El Ateneo (Argentina), Selexyz (Holanda, feita aliás no interior de uma antiga igreja).

Outras destacam-se pelo virtuosismo do seu design, como a Corso Como (Itália), ou a Cook & Book (Bélgica). A Shakespeare & Company, França, permite inclusivamente aos leitores estenderem-se por um pouco numa cama, para melhor usufruir da leitura.

Aqui está uma selecção das mais maravilhosas e ousadas livrarias do mundo:

 

1 – A livraria Lello (Porto, Portugal)

 

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2 – Cafeteria El Pendulo, Mexico City, México

 

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3 – A Shakespeare and company, Paris, França

 

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4 – A Cook and book, Bruxelas, Bélgica

 

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5 – A Selexyz, Maastricht, Holanda

 

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6 – A VVG Something, Taipei, Taiwan

 

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7 – A Corso Como Bookshop, Milano, Itália

 

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8 – American book center, Amesterdam, Holanda
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9 – A Barter books, Alnwick, Reino Unido
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10 – El Ateneo Grand Center, Buenos Aires, Argentina
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11 – A Plural Bookshop, Bratislava, Eslováquia
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12 – A Poplar kids Republic, Beijing, China
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13 – Livraria da Vila, São Paulo, Brasil
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14 – A Atlantis Books, Santorini, Grécia
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15 – A Bart’s Books, Ojai, Califórnia
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