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5 técnicas para aprender de verdade

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Saiba como desenvolver o pensamento crítico dos seus alunos

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Publicado em Universia Brasil

Durante o ano letivo, os estudantes têm que lidar com uma série de conteúdos, seja na escola ou no cursinho. Nem sempre o grau de afinidade com todas as matérias é o mesmo: alguns alunos dão preferência à área de Exatas, já outros a de Humanas, por exemplo. Contudo, é preciso estar por dentro de todos os assuntos, principalmente durante o ano de vestibular. Para isso, apenas decorar fórmulas prontas não é o suficiente: o aluno deve compreender de fato o que está estudando, sabendo aplicar o conhecimento em qualquer situação.

Sabendo disso, separamos 5 técnicas de estudo para aprender de verdade. Confira abaixo:

1 – Questione

Uma boa estratégia para ver se entendeu realmente um assunto é questioná-lo, construindo a sua própria opinião sobre o conteúdo em questão. Em disciplinas da área de Humanas ou em Atualidades, isso pode ser bastante eficiente.

 

2 – Faça gravações

Gravar os conteúdos, seja a voz do professor durante a aula ou com a sua própria voz, pode ajudar bastante durante os estudos. Isso porque, ao retomar o assunto na gravação, você pode identificar quais foram os tópicos que não ficaram claros, para depois tirar as suas dúvidas. Uma outra dica é gravar as suas próprias observações pessoais a respeito da matéria.

 

3 – Proponha desafios

Na hora de estudar, experimente desafiar a si mesmo ou aos colegas. Você pode propor a resolução de um exercício diferente, com um maior grau de dificuldade, para que vocês treinem a capacidade de raciocínio e de trabalhar sob pressão, por exemplo. Essa pode ser uma atividade bastante divertida e motivadora.

 

4 – Explique e interprete os conteúdos

Não basta apenas memorizar o significado dos conteúdos. Procure explicar a um colega ou ao professor a sua própria interpretação sobre determinado assunto. Explique o que o levou a chegar nessa conclusão.

 

5 – Compare conteúdos diferentes

É interessante ter o hábito de estabelecer relações entre diferentes assuntos. Afinal, algumas vezes, eles podem apresentar muitas ligações entre si, facilitando o seu aprendizado.

 

 

Pais buscam coaching até para crianças de apenas dois anos

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Depois do inglês e do futebol, meninos e meninas agora aprendem a desenvolver liderança, confiança e pensamento crítico desde cedo

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Publicado em Estadão

Além das aulas de inglês, futebol, natação, piano, canto e dança, os pais também estão incluindo na agenda semanal dos filhos as sessões de coaching para desenvolver habilidades sociais e de aprendizado. O treinamento – que nasceu no meio empresarial para melhorar o desempenho de funcionários e gestores – já tem versões até mesmo para crianças de 2 anos.
Treino. Ao buscar aulas de coaching para Henrique e Laura, Ieda Cabral de Lima descobriu que poderia aplicar o aprendizado em casa

A pedagoga Cintia Bozza, de 44 anos, procurava um “estímulo maior” para os filhos Eduardo, de 7 anos, e Maria Eduarda, de 5. Por isso, ela os matriculou há dois anos no curso de coaching da Fastrackids, empresa com método educacional criado nos Estados Unidos e que tem dez franquias no Brasil.

“A mudança maior foi com o Eduardo, que era mais tímido, e começou a ter espírito de liderança e se posicionar mais. A Maria (à época com 3 anos) desde bem pequenininha já se mostrava como líder”, contou Cintia.

Liderança, confiança e pensamento crítico são parte do currículo da empresa, que tem um programa de dois anos para crianças de 2 a 8 anos. “A gente trabalha com essa idade por ser a principal janela de oportunidade cerebral. Por isso, temos um currículo superior ao das escolas, com aulas de astronomia, economia. Porque é preciso tirar a criança da zona de conforto para promover um maior desenvolvimento cerebral”, diz Ana Paula Harley, franqueadora master da rede no Brasil.

Semanal. Com mensalidades de aproximadamente R$ 210, o programa oferece, em geral, uma aula por semana. Segundo Ana Paula, a rede já tem cerca de 3 mil alunos no País.

Cintia, que também tem uma filha de 26 anos, disse que Eduardo e Maria Eduarda já mostram uma independência maior do que a irmã mais velha, que não teve a orientação do coaching. “Ela não tinha a independência e a organização dos dois. Hoje, ela é pesquisadora (faz mestrado em sociologia), mas a muito custo. Ela só foi aprender a se organizar no nível acadêmico, não quando criança”, afirmou.

Objetivos. A coach Tânia Sakuma, especialista em educação infantil, explicou que, para que o treinamento seja efetivo, é preciso haver o comprometimento dos pais para entender quais objetivos podem ser alcançados e em quanto tempo. “Cada fase tem seu desafio, assim como cada criança. Não queremos transformá-la em um prodígio, mas extrair o potencial dela para que desenvolva habilidades para viver melhor.”

A analista de sistemas Ieda Cabral de Lima, de 37 anos, buscou as sessões de coaching com Tânia para os filhos Laura, de 9 anos, e Henrique, de 7, quando percebeu que não conseguiria encontrar sozinha a solução para alguns obstáculos no comportamento das crianças. “O santo de casa não iria fazer milagre”, disse Ieda.

“A Laura se dispersava muito fácil. Já o Henrique se preocupava muito com a irmã, apesar de ele ser o mais novo. As sessões (que eles fazem juntos) ajudaram a equilibrar essas duas situações e eu vi como poderia aplicar isso em casa também”, contou a mãe.

De acordo com a coach da empresa CrerSerMais, Roselake Leiros, um dos principais focos do treinamento é o comportamento dos pais. Segundo a especialista, a maioria das famílias que a procuram tem pais extremamente preocupados com os estímulos das crianças ou pais que deixaram a situação sair de controle e não sabem exatamente como lidar com os filhos.

Perda de tempo destinado a brincadeiras. Para os especialistas, mesmo que o coaching tenha abordagem que pareça leve e divertida para as crianças, é preciso cuidado para que ele não tire parte importante do tempo que deveria ser destinado a brincadeiras.

Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), disse que é preciso refletir, a partir de cada caso, se as famílias não estão antecipando etapas do aprendizado e, com isso, reduzindo a infância.

“Não existe certo e errado na educação, mas precisamos refletir que muitas famílias se preocupam em preparar a criança para a vida, com uma crença de que há uma disputa acirrada na sociedade e que é preciso prepará-los para a disputa.”

Telma Pileggi Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, disse que mesmo que as atividades desenvolvidas no coaching pareçam com brincadeiras, elas não dão a liberdade que a criança precisa. “A brincadeira é dirigida, e o adulto é visto como autoridade. Quando são só crianças, elas precisam se entender, resolver conflitos.”

Terceirização. Telma afirmou que o excesso de atividades a que os pais submetem os filhos preocupa por ser uma “terceirização da educação”. “Nenhum pai quer que o filho tenha algum tipo de problema ou dificuldade, mas ele precisa enfrentar, sem passar a responsabilidade para um profissional, uma escola, empresa.”

Para os especialistas, é preciso entender que algumas características fazem parte da personalidade da criança e precisam ser respeitadas.

Aulas de xadrez melhoram raciocínio, criatividade e até o boletim

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"Xadrez é mais legal que futebol, porque não cansa. Mas é bem difícil no começo, são muitos movimentos diferentes para decorar", diz Alex Oliveira, 8, que joga há dois anos (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

“Xadrez é mais legal que futebol, porque não cansa. Mas é bem difícil no começo, são muitos movimentos diferentes para decorar”, diz Alex Oliveira, 8, que joga há dois anos (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

“Nunca mais tirei nota vermelha em matemática”, diz Camila Fernandes, 12. “Sinto que estou mais atento às aulas”, fala Guilherme Alves, 12. “Todas as minhas notas subiram”, conta Alex Oliveira, 8. Nos três casos, o motivo para a melhora no desempenho na escola é o mesmo: as aulas de xadrez.

Aposto que muita gente já torceu o nariz, por achar que o jogo é chato ou difícil. Na verdade, o xadrez é como se fosse uma guerra. Cada um dos jogadores tem à disposição um exército, simbolizado nas pecinhas do tabuleiro. O objetivo é usar seus “guerreiros” para matar o rei adversário. Parecido a muito videogame de luta e estratégia, não?

“Para vencer, é preciso usar a mente. Acho que é por isso que o boletim melhora. Você exercita a cabeça”, diz Alex, que joga há dois anos e participou da Final Municipal de Xadrez, que reuniu alunos de escolas públicas de São Paulo, em junho.

Segundo Antonio Carlos Duarte de Carvalho, coordenador do Núcleo de Xadrez da USP, Alex tem razão. “Pesquisas mostram que a prática desenvolve o raciocínio matemático e o pensamento crítico, além de melhorar a imaginação, criatividade e comunicação. Para crianças, é um bom apoio ao desenvolvimento na escola”.

Atualmente, o Brasil ocupa a 35ª posição no ranking da Federação Internacional de Xadrez, atrás dos vizinhos Argentina e Peru, por exemplo. E ainda há preconceito com a modalidade, muitas vezes relacionada a “nerds”. “Nada a ver. Eu e meus amigos jogamos futebol todos os dias na rua e gostamos de xadrez”, diz Guilherme. A não ser que “nerd” seja sinônimo de inteligente. Aí sim.

Ensino de xadrez deve ser obrigatório nas escolas?

A Armênia é um país bem pequeno que fica perto da Rússia e tem pouco mais de 3 milhões de habitantes, mas virou notícia no mundo inteiro ao determinar, em 2011, que todas as crianças tenham aulas de xadrez nas escolas públicas. De acordo com o governo, a prática estimula o desenvolvimento infantil. Não é à toa que o país está entre os cinco melhores do mundo na modalidade (a Rússia é o primeiro colocado).

“O xadrez é subaproveitado nas escolas do Brasil. Ele deveria ser usado nas salas de aula, mas não de maneira obrigatória, como na Armênia. Como não estamos acostumados com o esporte, isso poderia gerar uma resistência ainda maior das crianças”, diz Antônio Carlos Duarte de Carvalho, do Núcleo de Xadrez da USP. O segredo, para ele, é mostrar o jogo de uma maneira divertida.

Mas escolas públicas e particulares do país adotam cada vez mais o tabuleiro. Entre elas, está o Instituto Dom Barreto, no Piauí, que têm aulas de xadrez e até de latim (língua antiga que deu origem ao português). O colégio costuma aparecer entre as melhores notas do Enem (prova do governo) e tem um aluno entre os primeiros brasileiros a receber a medalha de ouro da olimpíada internacional de astronomia.

“É que os benefícios do xadrez são muitos, do desenvolvimento da lógica até o da criatividade”, diz Carvalho.

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