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Posts tagged Pensamentos

Crianças de Porto Alegre lançam livro sobre temas como amor, família e espiritualidade

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Quatorze pequenos deixaram seus pensamentos registrados em “O Que Eu Penso aos Cinco Anos?”

Autores do livro "O Que Eu Penso aos 5 Anos?", que será lançado nesta terça-feira na Capital Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Autores do livro “O Que Eu Penso aos 5 Anos?”, que será lançado nesta terça-feira na Capital
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Luísa Martins, no Zero Hora

A educadora Tatiana Hoffmann faz às crianças uma pergunta que mesmo os adultos têm dificuldade em responder. O que é o amor?

– Amor é o que faz a gente amar – rebate Sofia Dastis, como se fosse a maior obviedade.

Pensamentos como esse, puros na essência, estão reunidos no livro O Que Eu Penso aos Cinco Anos?, um projeto da editora Multifoco que será lançado amanhã, em um evento que só não terá sessão de autógrafos porque os 14 autores ainda não estão completamente alfabetizados: são alunos de 11 escolas infantis de Porto Alegre.

A publicação é a primeira de um projeto ambicioso, que tem o propósito de identificar em que ponto da vida se perde a ingenuidade típica da infância. A editora pretende questionar as crianças sobre os mesmos temas (família, amor, religião, natureza) quando elas tiverem 10 anos. Depois, na adolescência, aos 15. O encerramento será com o livro O Que Eu Penso aos 20 Anos?.

Poetinhas generosos e protetores do planeta

– Vai ser um exemplo muito claro de que as pessoas nascem boas, mas vão se corrompendo com o passar do tempo. Se conseguíssemos preservar a simplicidade da infância, certamente teríamos um mundo mais digno – afirma o diretor regional da Multifoco, Rubens Barros.

A inocência dos pequenos às vezes se transforma até em poesia.

– Cada pessoa tem um tipo de ser – filosofou Letícia Coelho, sem saber a grandeza do que dizia, quando questionada sobre pessoas diferentes.

Gabriel Feijó, que já fez seis anos, deu uma resposta digna de um teórico:

– A gente pode se assustar com o diferente, mas depois fica tudo bem.

Dois dias bastaram para que as pérolas infantis viessem à tona. Como cada criança estuda em uma instituição diferente, o ponto de encontro foi na Escola de Educação Infantil Janelinha, na Zona Norte, onde Tatiana – a professora responsável – estimulou os alunos com desenhos, historinhas e jogos pedagógicos.

– É surpreendente o pensamento associativo que as crianças têm nessa faixa etária – afirma ela.

Victor Teitelbaum, por exemplo, citou um personagem de desenho animado para demonstrar entender que nem todas as famílias são iguais:

– O Nemo (peixinho protagonista de Procurando Nemo, filme da Disney) tem pai e não tem mãe.

O zelo com a natureza foi o ponto de destaque: aos cinco anos, os alunos parecem ter plena certeza de que o planeta precisa de atenção. “Reciclar o lixo”, “não jogar lixo no chão” e “cuidar das plantas” são algumas das expressões que figuraram entre as respostas.

Ainda crianças, ainda bem

Apesar da pouca idade, as crianças tinham consciência de que estavam participando de um projeto literário. Mas bastou um brinquedinho aqui e um livrinho acolá para dispersá-las, abrindo espaço à espontaneidade esperada pela organizadora do livro, a funcionária pública Renata Duarte.

– Queríamos falas genuínas, e não forçadas – explica Renata.

Tudo foi gravado para que, das filmagens, fossem pinçadas as frases mais interessantes. Os pais ficaram em outra sala, para não interferir na desenvoltura dos filhos, cujos sorrisos, muitos deles banguelas, estampam uma autoestima nas alturas.

– O Victor está superempolgado. Não sei se sabe a dimensão do que é lançar um livro, mas entende que não são todas as crianças que podem fazer isso. Ele está orgulhoso do projeto, que está marcando de uma maneira forte essa fase tão especial – afirma sobre o filho a arquiteta Daniele Teitelbaum.

Para a diretora da escola Janelinha, Viviane Roncato, a atividade serviu para que as crianças soubessem que, sim, são pequenas, mas têm voz – e devem expressá-la.

– Foi uma ótima ideia esse livro – grita, animada, Gabriela Recena, também de cinco anos, para reafirmar a tese de Viviane.

Mas não pense que o imaginário das princesas e dos super-heróis, tão comuns nesta idade, ficou de fora do repertório. Quando surgiu a pergunta sobre o sentido da vida – complexa até para os mais estudados –, Victor não teve dúvidas:

– Virar um Power Ranger de verdade.

O evento

-Lançamento do livro O Que Eu Penso aos Cinco Anos? (Multifoco)

-Quando: amanhã, das 18h30min às 20h30min

-Onde: Kids Choice Casa de Festas (Rua Carlos Trein Filho, 1.105, Porto Alegre)

-Preço do livro: R$ 45

Os 14 autores mirins

-Antônio Barcelos

-Arthur Klein

-Beatriz Carmo

-Bernardo Moraes

-Caio Bozouian

-Gabriel Feijó

-Gabriela Recena

-Letícia Coelho

-Luigi Daltrini

-Manuela Maino

-Mathias Kuhn

-Sofia Dastis

-Tarso dos Santos

-Victor Teitelbaum

Detalhe ZH

O projeto lembra o livro Casa das Estrelas: O Universo Contado Pelas Crianças, organizado pelo professor colombiano Javier Naranjo. Ele compilou, ao longo de quase 10 anos, as melhores frases dos alunos – crianças de cinco a 10 anos – do Estado de Antioquía, no leste da Colômbia. O dicionário, que vai de A de água (“Transparência de tomar”) a V de violência (“A parte ruim da paz”), foi o mais vendido da Feira Internacional do Livro de Bogotá, em abril de 2013.

25 maneiras de como perguntar aos seus filhos ‘Como foi a escola hoje?’ sem perguntar ‘como foi a escola hoje’

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Blend Images - JGI/Jamie Grill via Getty Images

Blend Images – JGI/Jamie Grill via Getty Images

Liz Evans, no Brasil Post

Esse ano, Simon está na quarta série e Grace na primeira, e me pego fazendo a mesma pergunta todo dia quando chegam da escola: “Então, como foi a escola hoje?”

E todo dia eu recebo uma resposta tipo “legal” ou “tudo bem”, que não me diz muita coisa.

E EU QUERO SABER BASTANTE COISA!!!

Ou pelo menos ouvir uma frase completa. Então a outra noite, eu sentei e fiz uma lista de perguntas mais estimulantes para fazer aos meus filhos sobre a escola. As perguntas não são perfeitas, mas pelo menos meus filhos respondem com frases completas e algumas até renderam boas conversas… e respostas hilárias… e me fizeram entender melhor como os meus filhos pensam e sentem sobre a escola.

1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu na escola hoje? (Qual foi a pior coisa que aconteceu na escola hoje?)

2. Me conte sobre alguma coisa que te fez rir hoje.

3. Se pudesse escolher, do lado de quem gostaria de sentar na classe? (Ao lado de quem NÃO gostaria de sentar? Por quê?

4. Qual é o lugar mais legal na escola?

5. Me diga uma palavra esquisita que você ouviu hoje. (Ou uma coisa estranha que alguém disse hoje.)

6. Se eu ligasse para a sua professora hoje a noite, o que ela me diria sobre você?

7. Como você ajudou alguém hoje?

8. Como alguém lhe ajudou hoje?

9. Me diga uma coisa que você aprendeu hoje.

10. Em que momento você se sentiu mais feliz hoje?

11. Quando ficou com tédio hoje?

12. Se uma espaçonave alienígena chegasse para abduzir alguém da sua sala, quem você gostaria que eles levassem?

13. Com quem você gostaria de brincar no recreio e nunca brincou antes?

14. Conte uma coisa boa que aconteceu hoje.

15. Que palavra a professora mais falou hoje?

16. O que você acha que deveria fazer/aprender mais na escola?

17. O que você acha que deveria fazer/aprender menos na escola?

18. Com quem você poderia ser mais legal na sua classe?

19. Onde você mais gosta de brincar no recreio?

20. Quem é a pessoa mais engraçada na sua classe? E porque ele/ela é tão engraçado(a)?

21. Do que você mais gostou na hora do almoço (ou lanche)?

22. Se você fosse o professor/professora amanhã, o que você faria?

23. Tem alguém na sua classe que precisa ficar de castigo?

24. Se você pudesse trocar de lugar com alguém na classe, com quem trocaria? Por quê?

25. Me conte sobre três vezes diferentes em que você usou o seu lápis hoje na escola.

Até agora, as minhas respostas favoritas foram as das perguntas 12, 15 e 21. Perguntas como a do “alienígena” deixa a criança expressar de forma não-ameaçadora quem eles preferiam não ter na classe e abre o caminho para um diálogo sobre o por quê desse sentimento, possivelmente revelando questões das quais você não fazia ideia antes.

E as respostas que ouvimos são realmente surpreendentes, as vezes. Quando eu fiz a pergunta 3, eu descobri que um dos meus filhos não queria mais sentar do lado de um melhor amigo na classe – não por um desejo de ser maldoso ou chato, mas pela vontade de ter a chance de interagir com outras pessoas.

À medida que os meus filhos ficarem mais velhos, eu sei que vou ter que me esforçar cada vez mais para manter a conexão com eles – mas sei que o meu empenho vai valer a pena.

40% dos professores afastados por saúde têm depressão, aponta estudo

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Pesquisa foi feita pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP.
Problema é agravado pelo excesso de trabalho e pela falta de respeito.

Elaine Cristina Gil já tirou12 licenças médicas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Elaine Cristina Gil já tirou12 licenças médicas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Publicado por G1

Uma pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) revela que 40% dos professores afastados por problemas de saúde, quatro tiveram algum tipo de transtorno psiquiátrico. Os diagnósticos mais comuns foram ansiedade e depressão. O problema é agravado, segundo os docentes, pelo excesso de trabalho e pela falta de respeito na sala de aula.

Passar as tarefas, tirar dúvidas e ainda pôr ordem na sala. O desafio é diário e a saúde pode não resistir. Mas de acordo com o estudo, os problemas nas cordas vocais e as dores musculares deram espaço ao desânimo, aos pensamentos perturbadores e às mãos trêmulas.

A vida da professora Elaine Cristina Molina Gil mudou há três anos, depois que ela entrou em depressão. São oito remédios por dia, alguns com tarja preta. Elaine deu aula em escolas públicas por 22 anos, mas não resistiu à pressão.

Ela já tirou12 licenças médicas e há quase um ano está afastada do trabalho. Elaine lembra que era difícil a relação com os alunos. “O pouco interesse, a bagunça, a conversa, o desrespeito. E quando você chama o pai ele diz que não pode fazer nada. Eu comecei a sentir uma angústia e me perguntei o que estou fazendo aqui?”, desabafou.

O estudo revelou ainda que 59% dos educadores com depressão não têm acompanhamento médico regular. Para o diretor da Apeoesp em Araraquara (SP), o excesso de trabalho é um dos vilões. “A maioria dos professores tem dupla ou tripla jornada de trabalho, muitas vezes ultrapassando 11 horas de trabalho com aluno e isso certamente não é recomendável”, afirmou Ariolvaldo de Camargo.

Ele diz que as condições de trabalho também prejudicam a saúde do docente. “A pressão que o professor sofre no dia a dia dentro da sala de aula é muito grande. As nossas escolas mais parecem verdadeiros presídios, porque estão todas cheias de grades e telas, e esse evidentemente não é um ambiente adequado para que se possa desenvolver um processo de ensino-aprendizagem”, analisou Camargo.

Por mês, psiquiatra atende três professores da rede estadual (Foto: Reprodução/ EPTV)

Por mês, psiquiatra atende três professores da
rede estadual (Foto: Reprodução/ EPTV)

Consultório

Por mês, o psiquiatra Marcos Nogueira, atende, em média, três professores da rede estadual. E os relatos são muito parecidos. “A falta de respeito, a falta de educação e violência por parte dos alunos”, comentou Nogueira.

Os sintomas revelam o quadro vivido nas salas de aula. “Sintomas de depressão, por exemplo, palpitação, mão gelada, falta de ar. A pessoa começa a perder o ânimo de fazer as coisas, ela tem uma tristeza muito grande, deixa de fazer aquilo que ela mais gostava, ir ao cinema, passear, ela não consegue mais”, explicou o médico.

O psiquiatra conta que na maior parte dos casos, os docentes precisam ser afastados. E muitos têm dificuldade em retornar à sala de aula. “Se El não fizer direito o tratamento e não fizer uma terapia de apoio para suportar a situação, recai na doença”, reforçou Nogueira.

Estado

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, que o programa “Educação com saúde”, criado para oferecer assistência médica preventiva aos servidores da educação e suporte para os que já apresentam problemas de saúde, está sendo expandido para o interior do Estado. O texto ressalta, ainda, que o corpo docente vai aumentar: 10,8 mil devem entrar na rede no ano que vem.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Menino de 13 anos reconhecido pelo Guinness é escritor, pintor e músico

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Adriana Justi, no G1 Paraná

Paranaense ganhou o título de escritor mais jovem a publicar um livro.
Menino tem seis livros, faz aulas de violoncelo e toca piano.

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Com 13 anos e reconhecido pelo Guinness Book como o escritor mais jovem a publicar um livro, Adauto Kovalski, se dedica diariamente com funções ligadas a arte e à música. Guiado pela ‘estrela da vida’, tida por ele como marca registrada, o garoto explica que já tem seis edições publicadas, e que, além de escritor, toca piano, faz aulas de violoncelo e faz pinturas quase que diariamente. Além disso, ele estuda pela manhã, faz natação e brinca. “Eu gosto das brincadeiras normais das crianças com a minha idade”, disse Adauto, que acrescenta ainda que pretende fazer aulas de espanhol e francês em 2014.

Os livros foram inspirados em histórias e fatos do cotidiano da família e da escola. A primeira edição ‘Aprender é Fácil’ deu a ele o reconhecimento no livro dos recordes nas edições de 2008 e 2009.

“A estrela da vida é minha marca, por isso faço questão que ela esteja impressa em todos os meus livros. Desde que eu era bem novinho, meus tios me mostravam ela no céu. Era o que continha a minha ansiedade e orientava os meus pensamentos, principalmente nas longas viagens. Muitas inspirações sairam destas viagens”, explica o garoto.

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Na avaliação da tia, Maria José Kovalski, com quem o menino vive desde os 3 anos, ele tem facilidade em aprender e gosta de dividir o conhecimento com o próximo. “Um exemplo disso é o primeiro livro dele. Nas 25 páginas, ele descreve o que aprendeu na escola com desenhos e coloridos que fazem o conteúdo ficar mais compreensível”, conta.

Mas o talento artísto de Adauto não parou nas edições dos livros. Ele também foi reconhecido pelo Ranking Brasil como o brasileiro mais jovem a concluir curso de composição de melodias, mais jovem compositor de partituras de piano, mais jovem pintor em telas, e o mais jovem a lançar um livro.

“Quando eu toco piano, tenho a companhia das minhas três calopsitas. É só ouvir o som que elas correm no meu ombro”, conta Adauto. Além de novas composições, ele conta que as preferidas estão no livro ‘A Arte da Música’, que possui 14 partituras em português, espanhol e francês.

(Veja o vídeo)

Além desses títulos, o garoto também possui cerca de 30 medalhas de concursos que participou desde os primeiros anos de vida. “São muitas medalhas que eu guardo com muito carinho, já até perdi as contas de quantas conquistei nesses anos”, acrescenta Adauto.

Adauto explica que quer seguir várias carreiras quando crescer. Além da vontade de ser biocientista, ele ainda sonha em ser maestro e piloto de avião. Na coleção de miniaturas, guardadas em uma estante do quarto, ele acomoda cerca de 30 aeronaves de brinquedo.

Emocionado, ele diz também que de todos, o maior sonho é ser adotado pelos tios.

“A mãe é distante desde que ele nasceu e, por isso, nós o tratamos como um filho”, explica a tia.

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Livros foram inspirados no cotidiano

Entre os livros estão os títulos – ‘Dentes’, ‘O Barco Pirata’, Histórias da Vovó’ e ‘A Arte da Música’, onde ele apresenta 14 partituras de piano. O primeiro lançamento também foi traduzido para o espanhol e publicado em 2007, quando o menino teve as primeiras aulas da língua estrangeira. “Eu lembro que como eu tinha começado a estudar espanhol, não sabia muita coisa. Então, para traduzir o livro eu peguei um dicionário e procurei palavra por palavra”, conta Adauto.

O livro ‘Histórias da Vovó’, com 87 páginas e 25 contos, foi inspirado em fatos reais. “A minha avó sempre me contava muitas histórias. E nesse livro, eu tentei adaptar alguns finais, mas ela exigiu que eu contasse as histórias reais. Foi então que eu decidi dividir o conteúdo com partes reais [que ela me contava] e com as minhas histórias adaptadas”, completa o menino.

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros anos de idade  (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros
anos de idade (Foto: Adriana Justi / G1)

O próximo livro de Adauto – ‘Molhando o Pé no Rio’, já está em endamento.

“Ele tem a ver com um dos meus sonhos, que é o de ser biocientista. Eu conto a história de um menino que estava molhando o pé em um rio e ele pensava que os animais que existiam eram só aqueles qua a gente podia ver, como cachorros e gatos, por exemplo. Só que ele nunca olhou bem de perto para ver as formigas, os besouros, as bactérias. Ou seja, que existem outras vidas por trás disso”, conta Adauto, que brinca e diz que o final da história ainda é segredo.

Entre as admirações e inspirações de Adauto estão o pianista Alvaro Slaviero, a compositora Luna Remer, maestro Alceo Bocchino e maestro Tibiriçá.

Livro 'Aprender é Fácil' deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro ‘Aprender é Fácil’ deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

dica do Jarbas Aragão

Sobre Ler e Escrever

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Imagem: Goole

Imagem: Goole

Publicado por Roberto Tostes

Todo esforço de uma palavra ou página está num livro. Desfolhamos vida, peles, membranas e camadas antigas.

Começar um livro é muito bom. Os primeiros parágrafos e páginas podem ser sempre mágicos.
Entrar pelas folhas é abrir uma nova porta ou janela e descortinar uma paisagem, um novo mundo desconhecido. Tudo parece novo, chão, ares, cheiros, sons, cenários.

Na textura do papel tateamos as páginas com nossos dedos e emoções, vamos decifrando as sensações e ideias de quem a escreveu, um processo que nos devora lentamente e muitas vezes nos engole vivos.

Certos livros são tão apaixonantes que devem ser lidos da forma mais confortável possível: no sofá, na cama, na rede. Com atenção total, desligando tudo em volta. Só assim conseguimos nos entregar e mergulhar sem pensar em um mundo do qual não queremos sair.

Até terminar um bom livro nos alegra, mesmo se o desejo era ainda ouvir suas palavras e personagens. O gosto e a saudade de ter terminado nos acompanham durante um tempo.
Ler é viver. Viver é ler.

Quando lemos escrevemos alguma coisa em nossas mentes e corações. E quando escrevemos também relemos algo, sinais do mundo que nos marcam e não nos largam. Com as palavras vamos decifrando pessoas, ambientes, barulhos e vozes que tentamos recriar como ficção.

Quando escrevemos a memória pode ser um cinema mágico – num tempo lento, brilhante e com cores muito vivas: podemos nos empolgar e nos concentrar sem cansaço durante horas ou dias debruçados sobre diálogos, pensamentos, descrições, devaneios, memórias.

Tudo por muito esforço e algumas poucas frases que nos satisfaçam, palavras, parágrafos e muitas emoções que encontram seu destino em poesia, conto, crônica ou um texto qualquer.

Escrevemos para vivenciar de novo o que vivemos mas queremos sentir de novo.
Escrevemos para procurar dentro de nós mesmos algo que não sabemos, não lembramos ou descobrimos. Nossos acontecimentos e tudo à volta, pessoas e coisas.

Quem escreveu e terminou de produzir algo deseja muito que outras pessoas leiam.
Escritores e leitores, estamos todos perdidos no mesmo misterioso universo de palavras e textos que nos cercam.

Escrever e Ler são dois lados que se complementam na mesma moeda.
É muito importante entender o segredo do que mantém este fogo da linguagem aceso por centenas de anos de escrita:

Não basta apenas ler e escrever:
Leia como quem Escreve.
Escreva como se estivesse Lendo.

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