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Jorge Amado: biografia revela perfil inédito do escritor brasileiro

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(Foto: Reprodução)

 

Em seu livro ‘Romântico, Sedutor e Anarquista – Como e Por Que Ler Jorge Amado Hoje’ (Objetiva), Ana Maria Machado percebeu que autor fez uma fusão amorosa

Ubiratan Brasil, no Bem Paraná

Joselia Aguiar observa, em Jorge Amado – Uma Biografia que, quando se afasta do Partido Comunista, no final da década de 1950, o sucesso do escritor baiano só aumentava. Jorge Amado foi muito lido no Brasil e no exterior até o fim da vida, o que comprova ser falsa a acusação de que sua bem-sucedida carreira se deveu à ação direta do partido.

De fato, os lançamentos de livros de Amado chegaram a alcançar a astronômica tiragem de 100 mil exemplares, o que ganhava ainda mais força com as adaptações para cinema, teatro e novela de TV de obras como Gabriela Cravo e Canela (de 1958), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966) e Tieta do Agreste (1977). O que poderia explicar tamanho sucesso? Em seu livro Romântico, Sedutor e Anarquista – Como e Por Que Ler Jorge Amado Hoje (Objetiva), Ana Maria Machado percebeu que Amado fez a fusão amorosa entre o erudito e o popular, erotizou a narrativa, trouxe à tona questões sobre o não sectarismo, a miscigenação, a luta contra o preconceito e contra a pseudoerudição europeia.

Joselia também acredita que as narrativas centradas na afro-baianidade, portanto, distantes do tradicional olhar europeu, ajudam a explicar o êxito de Amado no exterior. “O entendimento que ele tem do candomblé aos 23 anos, quando escreve Jubiabá, é ainda muito contaminado pela sua opção comunista”, comenta. “Somente quando está com 57 anos, ele dá o salto que é Tenda dos Milagres, em que o candomblé é visto como resistência cultural e política, um contraponto à sociedade burguesa e a certa visão eurocêntrica. Dentro dos limites, claro, de um homem branco que nasce na primeira metade do século 20, quando certas categorias e discussões ainda não existiam. O que se pode afirmar é que, conforme se torna mais maduro e também se afasta do partido, sua apreensão do que é fazer romance se torna algo mais complexo, como é a própria vida.”

A força da miscigenação em sua obra sempre foi coroada de elogios. “A generalizada e estereotipada visão de que o Brasil seria reduzível à soma mecânica das populações brancas, negras, mulatas e índias, perspectiva essa que, em todo caso, já vinha sendo progressivamente corrigida, ainda que de maneira desigual, pelas dinâmicas do desenvolvimento nos múltiplos setores e atividades sociais do País, recebeu, com a obra de Jorge Amado, o mais solene e ao mesmo tempo aprazível desmentido”, comenta José Saramago, de quem o autor baiano foi amigo afetuoso – ambos tinham uma combinação de que fariam uma bela comemoração ao primeiro deles que vencesse o Prêmio Nobel de Literatura, o que acabou acontecendo em 1998, com a escolha do português. Saramago gostava de contar que foi surpresa para muita gente descobrir nos livros do escritor baiano a complexa heterogeneidade, não só racial, mas cultural da sociedade brasileira.

Mesmo assim, a obra de Jorge Amado nunca foi unânime, especialmente entre os críticos, apesar da legião de leitores fiéis. “Geração após geração, há sempre críticos mais conservadores que não aprovam as escolhas feitas por ele – personagens, encaminhamentos, palavras. Quando foi lançado Gabriela, um resenhista reclamou que Amado tinha transformado uma doméstica em heroína”, explica Joselia, lembrando que a aposta no humor e no erotismo, mais presentes depois da década de 1960, também era alvo de reclamações. “Como sua obra tratava de muitos dos problemas do Brasil, é impossível que não atingisse grupos ou certas concepções. Mas o fato é que Amado passa a escrever melhor conforme o tempo passa, e nem todos os críticos se dedicam a acompanhar isso.” E arremata: “Era um autor popular, mas não se pode dizer que era um autor comercial ou superficial”.

Joselia desmente ainda que Amado teria uma tendência ao ócio, reforçada pelo estereótipo da baianidade (na verdade, o escritor levantava-se às 4 horas da manhã, seja para escrever ou para responder a cartas), e ainda descobriu o original de um romance inédito, Rui Barbosa Nº 2, escrito em 1930, portanto, seria seu segundo romance se não fosse descartado pelo autor, desgostoso por não acreditar que dali se apresentaria algo novo.

Ele conhecia como poucos os desejos do leitor. “Quando começou a escrever ficção, Amado já sabia que havia romances de autores burgueses feitos para a burguesia. Por isso, mirava outro leitorado, buscando, como dizia, os jovens trabalhadores. Isso na década de 1930”, observa. “É um tipo de livro que tem um sentido de formação de leitor, ótimo para um país de maioria analfabeta. Desde cedo, Amado não quis escrever para o grupo de literatos a que podia ter pertencido. Queria ser lido por todos, o que significava fazer certas escolhas literárias.”

Em biografia sobre escritor, Josélia Aguiar traça perfil inédito do baiano
Foram sete anos de pesquisa, mas, graças à riqueza de detalhes que marca a trajetória de seu biografado, Joselia Aguiar garante que poderiam ter sido mais. “É um trabalho que podia ter o dobro do tamanho, e ainda assim ficaria coisa de fora”, assegura ela sobre Jorge Amado – Uma Biografia (Todavia), cujo lançamento acontece às 19h desta quinta-feira, 13, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista.

Trata-se de um recorte generoso, bem apurado e pleno de novidades sobre o homem que, durante muitos anos, foi o escritor mais popular do Brasil e o primeiro a derrubar barreiras em todos os continentes do planeta – só foi superado, anos depois, por Paulo Coelho. “De fato, a vida de Jorge foi vasta. Estreou cedo e produziu muito, e esses livros circularam em 49 idiomas e se tornaram novelas e filmes.”

Ao longo de seu trabalho – que conciliou com a função de curadora por dois bem-sucedidos anos da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip -, Joselia mostra como a trajetória literária e também política de Jorge Amado (1912-2001) se confunde com muitos momentos históricos do Brasil Como sua relação com a política ideológica comunista, iniciada nos anos 1930.

“Na obra de memórias Navegação de Cabotagem, ele se refere aos livros de seu período mais comunista como ‘tarefas partidárias’”, observa Josélia.
“Muito cedo, Amado se identifica e lê autores de esquerda, envolvendo-se em muitas atividades políticas. Os livros nascem dele mesmo, é um autor propositivo, mas é claro que nascem de alguém envolvido totalmente com a causa comunista. Por que ‘tarefas partidárias’? Creio que para diminuir um pouco aqueles livros, pelos quais tinha carinho porque foram feitos na juventude, mas que considerava como ‘cadernos de aprendiz’.”

Joselia ressalta que, naquela época, década de 1930, Jorge Amado ainda não era importante aos olhos dos comunistas brasileiros ou estrangeiros. A situação só vai mudar quando ele decide escrever a biografia de Luís Carlos Prestes, então o grande líder comunista nacional. “O Cavaleiro da Esperança, de 1942, lhe abre portas e lhe dá um determinado prestígio. Mas a obra de Amado já circulava na França e nos Estados Unidos, e era publicada por editoras de gabarito, como Gallimard e Knopf. Depois de sua cassação como deputado, em 1948, ele vai para o exílio e conhece os países da cortina de ferro, onde é muito lido.”

Dicas imperdíveis para conseguir uma bolsa de estudos

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Garota que conseguiu meio milhão de dólares em bolsas ensina as técnicas para ser aprovado

Publicado no Universia Brasil

A norte-americana Kristina Ellis, autora do livro “Confessions of a Scholarship Winner”, que em português quer dizer “confissões de uma ganhadora de bolsas de estudo”, conseguiu acumular US$ 500 mil em bolsas e registrou em sua obra todas as dicas sobre o processo. A escritora recebeu bolsas de organizações e empresas importantes, como o Governo do Estados Unidos, a Coca-Cola, entre outras.

Durante o ensino médio, Kristina passou grande parte de seu tempo livre trabalhando em vagas temporárias para ajudar sua mãe com as despesas de casa e, sem a ajuda das bolsas escolares, jamais teria conseguido frequentar a universidade.

“Eu li todos os livros disponíveis sobre bolsas de estudo e conversei com todos que poderiam me dar alguma informação útil sobre o tema”, escreve a garota em seu livro. “Eu estudei a história de outros estudantes que tiveram sucesso em processos seletivos e continuei seguindo essa estratégia até que alcancei a fórmula do sucesso”, completa.

O resultado disso foi que Kristina conseguiu completar sua graduação na Vanderbilt University, bem como seu mestrado na Belmont University, utilizando apenas recursos oriundos de bolsas de estudos. A seguir, veja duas dicas preciosas de Kristina Elli para conseguir bolsas de estudos:

1 – O motivo da bolsa de estudos

Cada bolsa de estudo tem um motivo para estar oferecendo os benefícios ao aluno. Seja para auxiliar na formação de futuros líderes ou motivar o desenvolvimento científico. Por isso, antes de se candidatar, procure entender muito bem a motivação da organização ou empresa para estar oferecendo o dinheiro, para ter certeza de que seus objetivos se enquadram com esses fatores e que seu discurso estará coerente na hora de solicitar a ajuda para estudar.

2 – O perfil da bolsa de estudos

Kristina aconselha os candidatos a se atentarem a todos os tipos de palavras utilizadas para descrever o estudante ideal para aquela oportunidade e termos que se repitam ao longo do texto do edital. Eles podem dar dicas de qual é o perfil de estudante esperado pela organização.

Segundo a escritora, o candidato precisa se imaginar como um produto e deverá convencer os investidores a apostarem nessa mercadoria. Por isso, durante o processo seletivo, é preciso provar que se enquadra bem ao perfil desejado e que você vale, sim, um investimento alto para continuar seus estudos.

Perfil da faculdade é mais importante que posição em ranking

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Alunos devem fazer autoanálise sobre suas áreas de interesse acadêmico e profissional e procurar escolas com mesmo perfil

Alex Alberg Cobo, no Último Segundo

Estudar no exterior é uma das mais relevantes e importantes decisões que uma pessoa de dezoito ou dezenove anos (e sua família) pode fazer. E a maneira pela qual muitos abordam esta decisão é muito surpreendente.

Muitas vezes os estudantes e seus pais decidem em qual faculdade se inscrever baseados quase totalmente em emoções e intuições. Em vez disso, os estudantes deveriam buscar fatos e dados sólidos. Esta é uma das razões para que apenas 50% dos estudantes nos EUA se formem na faculdade em seis anos (e não em quatro), e ajuda a explicar o porquê de os estudantes se formarem com dívidas de US$ 30 mil, em média.

O débito estudantil nos EUA supera US$ 1 trilhão e atualmente é maior que o de dívidas de cartão de crédito e financiamento de carros. Assim, equívocos na escolha de escolas ou cursos custam muito caro!

Antes de se inscrever, os estudantes devem fazer uma autoanálise e tentar entender suas qualidades e defeitos, sua maturidade e suas áreas de interesse acadêmico e profissional. Além disso, eles devem buscar conselhos de pessoas em quem confiam e que os conhecem bem, inclusive parentes, amigos, conselheiros de escola, professores e até ex-alunos de faculdades norte-americanas. Consiga o máximo de informação que você conseguir.

Por meio deste exercício de autoconhecimento, os candidatos podem elencar um critério relevante para si em termos de faculdade, inscrevendo-se apenas para escolas que se encaixem perfeitamente. Isto minimiza as chances de se formarem em mais de quatro anos, ou graduarem-se com baixa média de pontuação de notas acadêmicas, o que dificulta a obtenção de bons empregos após a graduação.

Os estudantes também precisam ler o máximo possível a respeito de cada escola, tirando vantagem dos sites oficiais informativos de cada universidade e dos livros. Alguns dos fatores que devem ser levados em conta de forma cuidadosa são o perfil das aulas, avaliação das graduações, colocação no mercado, principais departamentos acadêmicos e áreas de concentração, professores reconhecidos, experiência de moradia, reputação no mercado, número de estudantes estrangeiros e custo total de financiamento.

Listas não refletem verdadeiro valor da faculdade

As escolas são muito diferentes entre si. E os estudantes são geralmente inclinados a apenas olhar os rankings. Isto é um grande erro. Listas, assim como os News Schools Rankings, são uma generalização, baseadas em critérios selecionados, e mais do que isso, nem sempre refletem de forma precisa o verdadeiro valor da escola em questão para um estudante.

Divulgação Alex Aberg Cobo

Divulgação
Alex Aberg Cobo

Parchment, por exemplo, uma empresa dos EUA que processa transcrições de estudantes norte-americanos do Ensino Médio que se inscrevem para as faculdades, comparou os dados de 28 mil estudantes que foram admitidos para mais de uma instituição. Suas descobertas foram realmente interessantes. Faculdades que oferecem uma experiência cultural ou educacional única tiveram uma surpreendente vantagem sobre as escolas tradicionais e mais seletivas

Aqui está o link para uma matéria do The New York Times que descreve o fenômeno. A reportagem até mesmo entrevista um estudante que escolheu frequentar a Harvey Mudd (escola de artes liberal que está no Top 10) em detrimento de Harvard e Northeastern.

Alex Aberg Cobo é diretor da Universidade Minerva para a América Latina, é formado em Direito, fez MBA em Harvard e trabalhou no Morgan Stanley, Deutsche Bank, e em gestoras de fundos

Como seriam o perfil no Instagram de 6 grandes escritores mortos

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Diego Santos, no Literatortura

Antes das redes sociais da internet, a vida dos escritores só aparecia em jornais, na TV ou quem sabe em alguma biografia.

Hoje, os fãs não apenas podem saber do dia-a-dia de seus ídolos, como também tem uma facilidade muito maior pra poder conversar e interagir com seus escritores favoritos.

Pena que alguns grandes gênios da literatura já se foram. Mas…

Como seria se alguns deles estivessem nas redes sociais?

Ou melhor, como seria se alguns escritores estivessem no Instagram.

O site Dito pelo Maldito fez algumas montagens e imaginou o caso.

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John Fante

Um cara que passou grande parte da vida preocupado com as possíveis críticas a sua obra, mesmo que desnecessário. Pelo seu estilo recluso, provavelmente passaria a maior parte do tempo postando fotos caseiras com seu animal de estimação.

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Bukowski

Ha! O velho Buk com certeza, e com cerveja, iria revolucionar as jocosas fotos de pratos de comida. Em vez de fazer publicidade grátis de restaurantes, o perfil desse cara daria é prejuízo pra revista Playboy!

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Hilda Hilst

Hildinha para os íntimos. A nada comportada dama da literatura nacional sempre cultivou um estilo blasé, e não creio que perderia muito tempo conectada. Suas postagens seriam poucas, espaçadas entre si, mas super aguardada pelos seus fiéis seguidores.

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Jack Kerouac

Para um escritor que baseou a maior parte de sua obra em suas viagens e loucuras com o pé na estrada, nada mais justo do que incluir a hashtag#partiu em suas postagens sempre que ele sair em busca de uma nova aventura literária.

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Jean Paul Sartre

Para um Nobel de literatura, um perfil mais requintado e cheio de registros de encontros com personalidades históricas na mais pacata intimidade. Como é o caso da foto acima.

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Nelson Rodrigues

O anjo pornográfico era mestre nas frases de efeito e respostas mal criadas, gostaria muito que ele tivesse vivido tempo suficiente para ter chegado até a facilidade de associar imagens com suas palavras polêmicas.

*As imagens e os comentários foram extraídas do site “Dito pelo Maldito”.

Um marcador inteligente que tuíta para lembrá-lo de voltar a ler

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Se você deixar a leitura de lado por mais de uma semana, o perfil do escritor aparece no seu Twitter para convidá-lo a retornar para as páginas do impresso

Jacqueline Lafloufa, no B9

Ainda que eu goste muito de ler, conseguir parar com um livro na mão e ler por horas a fio tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. No meio da leitura, pisca o celular com uma mensagem, toca um app social, apita uma novidade e eu acabo sendo levada para fora da minha leitura. Meus momentos de microtédio em filas e salas de espera, ao invés de serem preenchidos com algumas boas páginas de leitura, acabaram sendo sugados por uma rolagem infinita de postagens das minhas timelines sociais.

Provavelmente observando esse comportamento, a Penguin Companhia das Letras lançou o Tweet for a Read, um marcador inteligente que é capaz de perceber quando você deixou seu livro de lado por muito tempo, e que te avisa via Twitter, te convidando a voltar onde você tinha parado naquela leitura.

A criação da agência Mood inseriu nesse marcador um sensor de luz, um timer e um nano computador com Wi-Fi, permitindo que ele detecte se você passar mais de uma semana sem abrir o livro. Se isso acontecer, o autor da obra te envia um tuíte dando aquele puxão de orelha incentivo para você retomar a história.

Para mim, parece a associação perfeita para trazer leitores do digital para o mundo de papel, e certamente funciona como um bom ‘alarme’ para se delongar demais para encerrar uma história. Até eu preciso de um desses com urgência, para me lembrar de deixar as redes sociais de lado um tantinho e me perder nas páginas de bons livros.

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