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Conheça 20 livros indicados por personalidades bem sucedidas e comece a empreender

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Fonte: Shutterstock     Este livro mostra que ninguém ganha destaque pelo seu trabalho porque foi capaz de fazer tudo por conta própria

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Este livro mostra que ninguém ganha destaque pelo seu trabalho porque foi capaz de fazer tudo por conta própria

Mais do que conselhos, as obras que fazem parte da estante de Bill Gates e Malcolm Gladwell também podem apresentar muitos ensinamentos sobre o sucesso profissional

Publicado no Universia Brasil

Algumas pessoas, em busca do tão sonhado sucesso profissional, costumam observar o que seus ídolos fizeram para atingir este patamar em suas carreiras, sobretudo os percalços que enfrentaram no início da carreira e como os superaram. Contudo, mais do que suas atitudes, é interessante que se note também quais as obras que estão dispostas em suas estantes, afinal a literatura e os estudos especializados de suas áreas podem revelar muito sobre a maneira como eles enxergam o mercado e o empreendedorismo.

Para que você possa saber o que grandes nomes da atualidade, como Oprah Winfrey, Bill Gates, Chuck Palahniuk, Woody Allen e até mesmo o escritor brasileiro Paulo Coelho, recomendam, veja a lista a seguir compilada pela Comunicaption:

“Atlas Shrugged”, de Ayn Rand

Publicado no Brasil com o título “Quem é John Galt?” em 1987 e, 23 anos mais tarde, com o nome “A Revolta do Atlas”, este livro foi o último romance escrito pela filósofa Ayn Rand, no qual mistério e ficção científica misturam-se com questões políticas e econômicas bastantes presentes na década de 1950, nos Estados Unidos. Considerado pela Biblioteca do Congresso americano como uma das obras literárias mais influentes de todos os tempos e sugerido por Steve Jobs e Mark Cuban, este romance propõe ao leitor uma discussão sobre assuntos como individualismo, livre mercado e liberdade de expressão num cenário hipotético no qual o EUA estaria em decadência e não mais estaria alinhado com o Capitalismo.

“Business Adventures”, de John Brooks

O escritor e autor de muitos artigos da revista The New Yorker concebeu o que Warren Buffett, diretor executivo da Berkshire Hathaway, e Bill Gates consideram como um dos melhores livros que já leram, como declarou o fundador da Microsoft para o Wall Street Journal. Embora John Brooks tenha se debruçado sobre acontecimentos da década de 1960 para redigir estes artigos, é perceptível a atualidade das questões apresentadas por ele, a exemplo da volatilidade do mercado financeiro, tornando-o uma leitura básica para todos que desejam entender um pouco mais sobre a vida corporativa dos grandes líderes.

“Call me Ted”, de Ted Turner

Criador do primeiro canal de televisão dedicado 24 horas por dia às notícias, Ted Turner conta nas 404 páginas desta biografia os momentos mais marcantes de sua existência, sem poupar relatos difíceis, como o suicídio do seu pai. O livro que conta a trajetória deste empreendedor que alterou significativamente a mídia nos Estados Unidos é recomendado não apenas pelo seu próprio autor, como pelo dono do time de basquete Dallas Mavericks e do canal AHS TV, Mark Cuban.

“The Catcher in the Rye”, de J. D. Salinger

Bill Gates, o escritor Haruki Mukarami e o cineasta Woody Allen são fãs deste romance publicado originalmente em revistas durante os anos de 1945 e 1946. Desde seu lançamento, o livro que conta a história de Holden Caulfield tornou-se um ícone da literatura do século XX, uma vez que seu protagonista, um verdadeiro anti-herói, é um retrato das incertezas vividas na juventude, como a questão da sexualidade, mas também de tópicos que são constantes na existência humana, a exemplo da identidade e da alienação. No Brasil, você pode encontrar este livro sob o título “O Apanhador no Campo de Centeio”.

“Influence: Science and Practice”, de Robert B. Cialdini

Por meio de informações recolhidas em experimentos práticos sobre Marketing, Economia e Ciências Sociais e estratégias desenvolvidas a partir da sua carreira como vendedor e anunciante, Robert B. Cialdini analisa quais são os principais aspectos a se considerar quando sua intenção for influenciar uma pessoa. Esta narrativa repleta de dados empíricos está na cabeceira de pessoas como o especialista em Tecnologia e Marketing e atual conselheiro da Apple Guy Kawasaki, Warren Buffett e seu braço direito na Berkshire Hathaway, Charlie Munger.

“Life is what you make it”, de Peter Buffett

Esta obra, sugerida por Bill Clinton, Jamie Dimon e Bill Gates, encoraja os leitores a se arriscarem nos negócios, mas sem deixar de lado seus valores. Para isso, o autor – filho de Warren Buffett – expõe tudo o que aprendeu não apenas ao longo de sua carreira, mas também os ensinamentos que seus pais e pessoas marcantes da sua vida deixaram-no.

“Outliers”, de Malcolm Gladwell

Traduzido no Brasil como “Fora de Série”, este livro mostra que ninguém ganha destaque pelo seu trabalho porque foi capaz de fazer tudo por conta própria. Na realidade, todos os grandes exemplos de sucesso, como os Beatles, são pessoas que, além do talento, souberam aproveitar oportunidades e têm grande conhecimento da cultura na qual estão inseridos e dos legados que influenciaram seus projetos. Para comprovar isto, Malcolm Gladwell usa a história de pessoas conhecidas, como Mozart, mas também inclui no livro os relatos da sua família. Esta obra faz parte da estante de Charlie Munger e Tony Hsieh, o CEO Zappos.com.

“Rework”, de Jason Fried & David Heinemeier

Dicas de produtividade e como alcançar sucesso nos negócios são tópicos explorados nesta obra, além de comprovar a eficiência de ideias que parecem não serem possíveis, a exemplo de conselhos sobre como fazer seu nome se tornar importante no mercado sem que sua conta bancária não seja prejudicada. Esta espécie de guia é sugerido por Mark Cuban e o físico e escritor estadunidense Chris Anderson.

“Search Inside Yourself”, de Chade-Men Tan, Daniel Goleman e Jon Kabat-Zinn

Inteligência emocional se tornou, nos últimos anos, um tópico bastante discutido nas corporações, afinal foi comprovado que os sentimentos e as personalidades dos profissionais influenciam a maneira como os negócios e os projetos são conduzidos diariamente dentro de uma empresa, seja ela uma startup ou uma grande multinacional. Este assunto, assim como alcançar o sucesso e a felicidade, é de interesse de grandes nomes da atualidade, a exemplo de Tony Hsieh e Eric Schmidt, que recomendam a leitura desta obra em que os pioneiros do Google apresentam um programa capaz de melhorar este aspecto no ambiente de trabalho.

“SuperFreakonomics”, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner

Bill Gates e Malcolm Gladwell são fãs deste livro que apresenta ao leitor perguntas inusitadas e difíceis de responder, como o questionamento sobre a televisão ter ou não influenciado de alguma forma o aumento da criminalidade. Por meio do storytelling, uma tendência atual, os autores explicam fenômenos curiosos e contemporâneos esmiuçando para o leitor a realidade na qual todos estão inseridos.

“The $100 Startup”, de Chris Guillebeau

O escritor e orador estadunidense Seth Godin, bem como Tony Hsieh, considera este um importante livro sobre negócios. Ao apresentar 50 diferentes casos de sucesso, Chris Guillebeau mostra como as pessoas transformaram suas paixões pessoais em empresas de sucesso e, simultaneamente, evidencia ao leitor como ele pode fazer o mesmo.

“The Aeneid”, de Virgílio

Conhecido em português como “Eneida”, este poema épico latino, considerado por muitos críticos como uma das maiores epopeias da literatura mundial, faz parte das preferências de Mark Zuckerberg e Ted Turner. Em linhas gerais, esta é a história do troiano Enéias que foi salvo dos gregos e, por isso, viaja sem rumo até chegar a Península Itálica, onde passa a personificar a ancestralidade dos romanos. Por isso, há quem compare a importância desta obra para Roma como aquela vista na Grécia com relação à Odisseia.

“The Effective Executive”, de Peter F. Drucker

Nesta obra, o executivo Peter F. Drucker demonstra por que não se deve ignorar aqueles trabalhos geralmente colocados em segundo plano pela maioria dos profissionais e como se deve lidar com tarefas consideradas pouco produtivas. Nas páginas deste livro que trata sobre imaginação e inteligência, Guy Kawasaki e Jeff Bezos encontraram alguns conselhos relevantes. E você?

“The Four Agreements”, de Don Miguel Ruiz

Encontrado nas livrarias brasileiras com o título “Os Quatro Compromissos”, esta obra recorre à sabedoria tolteca para mostrar como as pessoas são expostas a sofrimentos desnecessários por causa de condutas tolas. Os compromissos apresentados por Don Miguel Ruiz seriam, deste modo, uma maneira de experimentar mais liberdade e felicidade na vida. Alguns dos leitores que apreciaram estes conselhos foram Oprah Winfrey e o empresário Jack Dorsey.

“The Great Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald

Um dos grandes ícones da obra literária deste importante autor do início do século XX faz parte das recomendações não apenas dos escritores Haruki Murakami e Chuck Palahniuk, mas também do Bill Gates. O narrador-personagem, Nick Carraway, conta a história de seu amigo Gatsby, um milionário – misterioso, a princípio – que encontrou prosperidade após a Primeira Guerra Mundial e que sempre foi perdidamente apaixonado por Daisy, prima de Nick. Considerado um retrato dos anos 1920 nos EUA, uma crítica ao american dream e uma espécie de advertência ao que veio a acontecer no final da década de sua publicação, “O Grande Gatsby” é um verdadeiro clássico da literatura, importância reconhecida por duas adaptações cinematográficas e até mesmo peças de teatro.

“The Innovator’s Dilemma”, de Clayton M. Christensen

Segundo Clayton M. Christensen, muitas empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes, costumam perder oportunidades de ganharem mercado ou então não conseguem impedir que sejam deixadas de lado porque apenas adotam práticas tradicionais nos seus negócios. Partindo da ideia de que a inovação é bem-vinda e apresentando histórias reais de grandes empresas como roteiro, o professor de Administração da Harvard Business School, este livro conquistou pessoas, como Guy Kawasaki, Malcolm Gladwell e Steve Jobs.

“The Pumpkin Plan”, de Mike Michalowicz

Preso na rotina do seu negócio e encontrando dificuldades para fazê-lo crescer, Mike Michalowicz viu-se desmotivado. Um dia, ele se deparou com um artigo sobre um fazendeiro local e viu na história daquela plantação de abóboras uma maneira eficiente de alavancar seu negócio. De fato, estas medidas deram resultados e, anos mais tarde, ele publicou um livro onde compartilhou todos estas dicas. Este relato agradou não apenas Guy Kawasaki, mas também Seth Godin.

“The Ten Commandments for Business Failure”, de Donald R. Keough

Este é um grande guia sobre o que você não deve fazer no mundo dos negócios. Suas dicas e ideais são baseadas, sobretudo, na experiência pessoal do próprio autor, embora ainda aborde outros casos. Mais uma vez, Bill Gates e Warren Buffett mostraram ter um gosto semelhante, afinal ambos têm este livro em suas estantes.

“Tropic of Cancer”, de Henry Miller

Paulo Coelho e Bob Dylan também parecem gostar das mesmas obras literárias, já que os dois já declararam apreciar este livro do romancista estadunidense Henry Miller. Publicada no Brasil como “Trópico de Câncer”, esta obra é um relato do autor sobre sua temporada em Paris, quando viveu, simultaneamente, experiências de liberdade, desespero e anarquia. Por ter sido considerado obsceno, ele foi proibido nos Estados Unidos até a década de 1960. Hoje, no entanto, um dos grandes testemunhos da literatura americana.

“Zen Mind, Beginner’s Mind”, de Shunryu Suzuki

Considerado um clássico quando o assunto é livros espirituais e apreciado tanto por Steve Jobs quanto por Kevin Rose, esta obra mostra como o intelectualismo nem sempre é benéfico para a mente. Suas 176 páginas foram compostas a partir da transcrição de exposições orais de Shunryu Suzuki em que o autor discorre também sobre postura, respiração e percepção.

Escritora Jane Austen estará nas próximas notas de 10 libras britânicas

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Publicado por AFP [via Folha de S.Paulo]

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A escritora britânica Jane Austen (1775-1817) terá seu retrato estampado nas futuras notas de 10 libras, uma vitória para centenas de feministas britânicas.

A autora de “Orgulho e Preconceito” substituirá Charles Darwin nas notas a partir de 2017, anunciou nesta quarta-feira (24) o Banco da Inglaterra.

Desde 1970, personalidades podem estar nas notas britânicas, além da rainha Elizabeth 2ª, cujo rosto está representado em todos as notas e moedas em circulação.

Jane Austen é a terceira mulher a ser escolhida para receber esta homenagem.

O anúncio em abril da substituição em 2016 nas notas de 5 libras da reformista do século 19, Elizabeth Fry (1780-1845) por Winston Churchill (1874-1965) irritou muitas feministas, que passaram a temer que a rainha fosse a única mulher presente nas notas.

Uma petição, que recolheu 35 mil assinaturas, foi lançada para que uma mulher fosse escolhida para a nova nota de 10 libras. Suas iniciadoras comemoraram a escolha de Austen como um “dia excepcional para as mulheres e fantástica para o poder do povo”.

“Sem esta campanha, sem as 35 mil pessoas que assinaram nossa petição, o Banco da Inglaterra teria varrido as mulheres da história”, declarou a jornalista Caroline Criado-Perez, que lançou a petição.

Jane Austen, que publicou seis grandes romances de sucesso, incluindo “Orgulho e Preconceito”, morreu em 1817 aos 41 anos.

EXPLICAÇÕES

O Banco da Inglaterra assegurou nesta quarta-feira que nunca teve a intenção de banir de suas notas figuras femininas.

A instituição convidou a população a propor ideias para melhorar o processo de seleção das figuras históricas.

“Queremos que a população confie em nosso compromisso com a diversidade”, declarou o novo diretor do Banco, Mark Carney.

“Jane Austen merece seu lugar no círculo de figuras históricas representadas em nosso dinheiro”, acrescentou, ressaltando que a escritora é “reconhecida como uma das maiores da literatura inglesa”.

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Paulo Leminski ganhará exposição, reedições, songbook e até uma cinebiografia

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Poeta morto em 1989 se mantém há oito semanas na lista de livros mais vendidos com ‘Toda poesia’

Obra poética, ensaística e de ficção de Leminski já circula, mas surpresa de “Toda poesia” nas listas de livros mais vendidos do país fez aumentar interesse por novas reedições Divulgação/Márcio Santos

Obra poética, ensaística e de ficção de Leminski já circula, mas surpresa de “Toda poesia” nas listas de livros mais vendidos do país fez aumentar interesse por novas reedições Divulgação/Márcio Santos

Bolívar Torres, em O Globo

RIO – Responsável pelo espólio editorial de Paulo Leminski (1944-1989), a poeta e compositora Alice Ruiz, viúva do autor, se vê cercada por propostas. No momento em que “Toda poesia”, reunião da obra poética de Leminski pela Companhia das Letras, se mantém há oito semanas na lista de livros mais vendidos no país, editoras e produtoras intensificam suas buscas por materiais inéditos e reedições. Algumas expectativas, contudo, nem sempre correspondem à realidade.

— Foi aberta a temporada de caça a Leminski — brinca Alice. — Estou sofrendo assédio de todos os lados, e não apenas das editoras. Mas o que já temos programado ocupa todo nosso tempo, por enquanto.

A apreensão se justifica: já estava difícil organizar a fila de projetos mais antigos. Ainda em 2013, a Companhia das Letras deverá relançar as biografias de personalidades históricas, escritas por ele ao longo dos anos 1980. Ao mesmo tempo, Alice está envolvida no projeto de uma cinebiografia, enquanto sua filha, Áurea, cuida da itinerância da exposição “Múltiplo Leminski”, atualmente em exibição no Paraná. Mas, com a necessidade de definir prioridades, a iniciativa imperiosa no momento é a digitalização do vasto acervo de gravações em fita cassete deixadas pelo poeta, que deverá servir como base para a publicação de um livro de partituras com sua obra musical completa, em 2014. A ideia é mostrar uma faceta menos conhecida de Leminski, a de compositor, músico e cantor.

— Por causa da deterioração das fitas, a digitalização é o projeto que exige mais urgência — lembra Estrela Ruiz Leminski, filha mais nova do autor e responsável por seu acervo musical. — Algumas datam de 1972 e estão com muito bolor, outras eu sequer consigo ouvir. O acervo tem muita coisa que ninguém conhece, como Leminski musicando poemas de Shakespeare, uma versão muito diferente de “Verdura” (gravada por Caetano Veloso em 1981, no disco “Outras palavras”), além de uma dezena de canções inéditas.

Estimulado pelo sucesso de suas músicas na voz de outros cantores, Paulo Leminski redobrou seus exercícios caseiros de violão e composição a partir dos anos 1980. Gravador ligado, o poeta paranaense registrava ideias harmônicas e canções acabadas. Como não pretendia fazer carreira como cantor, enviava-as a seus amigos músicos. Algumas ganharam gravações de nomes como Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Arnaldo Antunes e Caetano Veloso; outras permaneceram inéditas, guardadas em fitas, por décadas.

Nascida em 1981, Estrela tem recordações precisas do processo de composição do pai. Durante a infância, ela o via sentado com o violão, concentrado por horas a fio. Começava com estudos e, em seguida, vinham as ideias. Nas fitas, é possível ouvir as músicas sendo construídas passo a passo.

— Era um violonista autodidata — explica Estrela, que como seu pai, é escritora e compositora. — Ele pegou um método de violão e passou a estudar sozinho, até o dedo sangrar. Começava buscando cadências harmônicas e quando aparecia a ideia de uma música, ia numa tacada só: música e letra sempre surgiam juntas. Era um cancionista, gostava de pensar letra e melodia como uma coisa única.

Além do material deixado pelo autor, a família conseguiu recuperar canções e poemas interpretados por outros cantores, não lançados em disco.

— Parcerias de meu pai com Itamar Assumpção, diversos poemas musicados que o Itamar registrou num gravador no fim da vida — diz Estrela.

Em gestação desde 2009, o projeto acaba de ser contemplado na Seleção Pública do Programa Petrobras Cultural, assim como a exposição “Múltiplo Leminski”, que reúne shows, filmes, debates e oficinas. Resultado de anos de pesquisa e catalogação por parte da família, a mostra já passou por São Paulo e Paraná, e em 2014 irá para Recife e Goiânia graças ao patrocínio.

O sucesso de “Toda poesia” ressuscitou o interesse pelo autor. A série “Uma vida”, originalmente lançada pela Brasiliense, na qual Leminski biografa as vidas de Jesus Cristo, do marxista Leon Trotski, e do poeta Cruz e Sousa, encabeça a fila das futuras reedições. Em 2012, os romances “Catatau” (1975) e “Agora é que são elas” (1984) também ganharam novas edições da Iluminuras.

— A verdade é que não sobrou muito para publicar, pois a obra já está circulando — diz Alice. — Mas existe a possibilidade de lançar as entrevistas dele em novo volume.

Em pareceria com Marcos Pamplona, Alice escreveu o roteiro da cinebiografia. O título provisório é “Alice e Paulo” e deverá ter direção do cineasta Gustavo Tissot (também corroteirista). Ambientado entre 1968 e 1988, o longa retratará o período da contracultura pelo olhar do casal. A produtora Abaporu aguarda patrocínio para começar as filmagens.

— O filme é sobre o que vivemos juntos nesse período marcante — adianta Alice. — Vários amigos dessa época serão representados também, como Caetano, Gil, Moraes Moreira, Itamar Assumpção.

Criadora de “Diário de Classe” lançará livro sobre sua experiência

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Isadora Faber caminha para a escola em Florianópolis / Marco Dutra/UOL

Isadora Faber caminha para a escola em Florianópolis / Marco Dutra/UOL

Publicado por UOL

A criadora do “Diário de Classe”, Isadora Faber, vai escrever um livro sobre sua experiência de ativismo pelas redes sociais. O contrato foi fechado com a editora Gutenberg e o livro deve sair até o fim do ano, explica Alessandra Ruiz, publisher da editora.

No livro, a garota contará toda a trajetória da experiência, começando pelos problemas na escola e a ideia de criar uma página no Facebook para denunciá-los até a fama e as conquistas na escola.

“O livro vai mostrar o poder das redes sociais e a coragem dela em denunciar os problemas de sua escola, mesmo sofrendo represálias”, afirmou Alessandra.

“A negociação foi rápida, já tínhamos recebido propostas anteriores, mas achamos que não era o momento. Agora a editora procurou a gente, conversamos com a Isadora, que gostou da ideia e resolveu fazer o livro”, conta Mel Faber, mãe de Isadora.

O texto será escrito pela própria Isadora Faber, com o suporte da editora. O livro trará também depoimentos de personalidades sobre a experiência da menina no “Diário de Classe”.

“Ela está gostando bastante da ideia. A gente está incentivando ela porque sempre tentamos passar a importância dos livros”, afirma a mãe de Isadora.

Após a fama, Isadora Faber, criadora da página “Diário de Classe”, tenta manter rotina escolar

A casa em que mora com a família tem de tudo, até piscina. Também vive lá a avó materna, portadora de uma doença degenerativa que exige cuidados. Isadora e as irmãs ajudam Mel. A tarefa de Isa é alimentar a senhora - o que faz com paciência e carinho /  Marco Dutra/UOL

A casa em que mora com a família tem de tudo, até piscina. Também vive lá a avó materna, portadora de uma doença degenerativa que exige cuidados. Isadora e as irmãs ajudam Mel. A tarefa de Isa é alimentar a senhora – o que faz com paciência e carinho / Marco Dutra/UOL

Fama
Isadora Faber foi citada em uma lista de “estrelas ascendentes” brasileiras do jornal inglês Financial Times. A lista de personalidades tem 25 nomes — Isadora está na categoria “social” junto com a escritora Thalita Rebouças — e foi divulgada no dia 22 de fevereiro.

Os protestos de estudantes por melhorias nas escolas públicas ganharam força nas redes sociais com a iniciativa da menina catarinense. A garota deu o que falar: ganhou muitos elogios, fez palestras e concedeu várias entrevistas, mas também criou inimizades, principalmente na escola, teve a casa apedrejada e acabou tendo que ir depor na delegacia mais de uma vez. O último episódio que a envolveu foi uma ameaça de morte pelo Facebook, rede social que a tornou famosa.

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