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Chile devolverá ao Peru 720 livros saqueados durante a Guerra do Pacífico

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Publicado no Business Monkey News

A Biblioteca Nacional do Chile irá devolver nos próximos dias para a Biblioteca Nacional do Peru 720 livros saqueados durante a Guerra do Pacífico (1879-1884), depois de assinar um acordo sexta-feira entre as duas instituições, disse neste domingo uma declaração oficial.

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O acordo foi assinado durante a visita do Diretor de Bibliotecas, Arquivos e Museus do Chile (DIBAM), Angel Cabeza, e o diretor da Biblioteca Nacional do Chile, Pedro Pablo Zegers, da Biblioteca Nacional do Peru.

Durante a cerimônia, as autoridades chilenas simbolicamente entregaram o dois primeiros volumes de cada lote de 720 publicações ao diretor da Biblioteca Nacional do Peru, Alejandro Neyra. Entre eles estão a Hyeronimus Palma (1718); e “Sacred Espanha: Theatro geográfica-histórico da Igreja da Espanha” por Enrique Flórez (1747-1789).

Ambos os lados também assinaram na mesma cerimônia outro acordo para estabelecer mecanismos de cooperação que fortalecem as duas instituições a prestar serviços aos usuários, incluindo as áreas de conservação e preservação, digitalização, intercâmbio de peritos e estágios, entre outros.

(Com informações da EFE)

 

Livros de Mario Vargas Llosa inspiram rota turística por capital peruana

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1º.mar.2016 - O escritor peruano Mario Vargas Llosa no lançamento de "Cinco Esquinas", em Madrid Imagem: AFP

1º.mar.2016 – O escritor peruano Mario Vargas Llosa no lançamento de “Cinco Esquinas”, em Madrid Imagem: AFP

Fernando Gimeno, no UOL

“Em que ponto o Peru se fodeu?” É a pergunta mais famosa da obra literária de Mario Vargas Llosa, cuja resposta é complicada, e só se sabe o lugar onde ela foi formulada, agora parte de uma rota turística inspirada nos livros do Prêmio Nobel de Literatura de 2010.

Caminhar por Lima é se transformar, às vezes quase que sem perceber, em um dos personagens que habitam as cenas narradas por Vargas Llosa, como Zavalita, em “Conversa no Catedral”; o poeta, de “A Cidade e os Cachorros”, ou Cuéllar, em “Os Filhotes”. Esses três sucessos do escritor peruano foram escolhidos pela Comissão de Promoção do Peru para a Exportação e o Turismo (Promperú) para que os turistas que visitam a capital peruana possam conhecer, por exemplo, as ruas, avenidas e parques citados nas histórias.

O tumultuado cruzamento das Avenidas Tacna e Colmena, no centro histórico de Lima, pode ser o ponto de partida do roteiro. Lá, entre os gritos de ambulantes e buzinas dos carros, é onde Zavalita fez a famosa pergunta.

“Da porta do La Crónica, Santiago contempla a Avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados, esqueletos de anúncios luminosos a flutuar na neblina, o meio-dia cinzento. Em que ponto o Peru se fodeu?”, escreveu Vargas Llosa.

Pela Colmena, agora chamada de Nicolás de Piérola, se chega à Praça San Martín, onde ficava o discreto bar Negro Negro – hoje, De Grot Bar – e onde Carlitos garantia ter deixado salários inteiros. De lá, o visitante pode chegar ao Jirón de la Unión, maior rua do centro de Lima, para andar e encontrar as casas mais centenárias e que inspiraram Vargas Llosa a escrever a peça teatral “El loco de los balcones”.

Do centro de Lima, se passa ao rico bairro de Miraflores, presente em quase todas as obras do prêmio Nobel, especialmente a região de Ferré e suas casas antigas. O turista também pode caminhar pelo popular bairro de Surquillo, cujas ruelas aparecem em muitos trechos dos romances para mostrar a classe trabalhadora.

Muito perto dali fica o boêmio bairro de Barranco. Até pouco tempo, Vargas Llosa viveu nessa região, da mesma forma que muitos escritores e artistas peruanos, como Julio Ramón Ribeyro.

Além dos lugares sugeridos no roteiro oficial, existem outros vários pontos da cidade citados nos romances de Vargas Llosa, como o Colégio Militar Leoncio Prado, de frente para o mar, no bairro de Magdalena del Mar, onde também se passa grande parte de “A Cidade e os Cachorros”.

Por lá também ficam as cinco esquinas dos Barrios Altos e que dão título ao seu mais recente livro, lançado no ano passado. Perto do centro de Lima e entre outras atrações, é lá onde fica a majestosa Quinta Heeren, que no passado foi casa de famílias ricas e sede de embaixadas, mas agora praticamente caiu no esquecimento por conta da degradação e da insegurança das ruas em volta.

Com estes pontos, a rota da Lima de Mario Vargas Llosa está pronta para todo aquele que tenha um mapa, um livro do escritor e disposição para caminhar por uma das maiores capitais da América do Sul.

Projeto oferece leitura de livros pelo celular em ônibus no Peru

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Ciente de que a capital do Peru tem poucas bibliotecas, o coletivo peruano Chup de Mango tomou esta iniciativa usando livros que são de domínio público e colocando em adesivos, além dos códigos, alguns trechos das obras(Colectivo Chup de Mango/Divulgação)

Ciente de que a capital do Peru tem poucas bibliotecas, o coletivo peruano Chup de Mango tomou esta iniciativa usando livros que são de domínio público e colocando em adesivos, além dos códigos, alguns trechos das obras(Colectivo Chup de Mango/Divulgação)

 

Coletivo peruano Chup de Mango cola nos veículos adesivos com códigos QR com as informações para baixar os livros. Entre as obras escolhidas pelo grupo estão ‘O Pequeno Príncipe’ e ‘ Dom Quixote’

Publicado na Veja

Obras como O Pequeno Príncipe, Madame Bovary, Drácula, Dom Quixote e outras que são de domínio público podem agora ser lidas em smartphones e tablets nos ônibus de Lima, por meio de códigos QR, graças a um projeto de incentivo à leitura.

Ciente de que a capital do Peru tem poucas bibliotecas, o coletivo peruano “Chup de Mango” tomou esta iniciativa usando livros que são de domínio público e colocando em adesivos, além dos códigos, alguns trechos das obras.

“Não há muito apreço pelos livros e não há muitos lugares onde se promover a leitura. Daí nosso interesse para que as pessoas leiam mais”, explicou uma das organizadoras da iniciativa, a publicitária Melissa Mandujano.

O projeto é pioneiro na capital peruana, mas se baseia na experiência do metrô de Medellín, na Colômbia, que já conta, inclusive, com uma biblioteca.

“O sistema de transporte público em Lima é caótico, e às vezes viajar é entediante e chato porque você passa muito tempo esperando chegar ao destino.”, disse Fabiola Carranza, jornalista que também faz parte do projeto.

A iniciativa ainda não consegue contabilizar quantos downloads são feitos. Segundo as organizadoras, isso acontece porque quando o passageiro baixa o livro, ele é direcionado para endereços disponíveis na rede que contém o download gratuito da obra, mas que não têm relação com o projeto.

“Apesar de os protagonistas serem os passageiros, o objetivo é mudar o transporte em si e conseguir o apoio das prefeituras para que se unam a essa ideia simples e aumentem o alcance da leitura no Peru”, defendeu Fabiola Carranza.

(Da redação)

Vargas Llosa celebra 79 anos e doa 2 mil livros a Arequipa, sua cidade natal

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Na foto, Vargas Llosa durante o seminário internacional 'América Latina: oportunidades e desafios', na quinta-feira, em Lima (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)

Na foto, Vargas Llosa durante o seminário internacional ‘América Latina: oportunidades e desafios’, na quinta-feira, em Lima (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)

Peruano Mario Vargas Llosa ganhou o Nobel de Literatura em 2010.
Objetivo do escritor é doar 30 mil livros, a serem entregues paulatinamente.

Publicado no G1

O Nobel de literatura Mario Vargas Llosa celebrou no sábado (28) seu 79º aniversário em sua cidade natal, Arequipa, no sul do Peru, onde doou dois mil livros para a coleção da biblioteca regional que leva seu nome.

Vargas Llosa chegou na noite da sexta-feira a Arequipa após haver presidido durante dois dias o seminário internacional “América Latina: oportunidades e desafios”, em Lima organizado pela Fundação Internacional para a Liberdade.

O Nobel de 2010 decidiu passar pela segunda vez seu aniversário em sua cidade natal, e visitou o Museu Virtual instalado na casa em que nasceu e foi homenageado com um almoço privado em um restaurante de comida típica regional.

O escritor estava acompanhado de sua esposa, Patricia, seu filho Álvaro e outros familiares, além da ministra de Cultura, Diana Álvarez Calderón, e os ex-titulares desta pasta Luis Peirano e Juan Ossio, e da governadora regional, Jamila Osorio.

Na Biblioteca Regional, Mario Vargas Llosa fez entrega oficial de um lote de 2.012 de seus livros e revistas de ciências políticas e sociais.

Vargas Llosa anunciou em 2012 que doaria 30 mil livros ao centro cultural de Arequipa, que seriam entregues paulatinamente para que estejam sob os cuidados de um patronato conformado pelo governo regional.

Em abril de 2014, já inaugurou a biblioteca que leva seu nome em um antigo casarão do século XVIII do centro histórico de Arequipa e entregou um primeiro lote de 2.741 exemplares de sua coleção particular.

Ao entregar hoje o segundo lote, o escritor confessou que a razão pela qual não entrega sua coleção completa é porque tem ‘medo’ de se desapegar de todos os seus livros.

“Tenho uma relação muito próxima com os livros”, declarou, e ressaltou a importância da leitura na formação dos jovens.

A governadora Osorio afirmou, por sua vez, que era “grata por receber um arequipeño ilustre como Mario Vargas Llosa, e por sua contribuição à literatura e sobretudo a esta biblioteca, onde a população poderá fazer bom proveito de seus livros”.

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