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Leitura melhora as habilidades cerebrais, apontam pesquisas

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Fonte: Shutterstock

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Habilidades cerebrais, como compreender e sintetizar textos, são aprimoradas com a ajuda da leitura

Publicado no Universia Brasil

Nesta semana, foi comemorado o Dia Nacional da Leitura, instituído pela Lei nº 11.899 e que tem como objetivo estimular esse hábito no País. Além de aumentar o conhecimento e transportar os leitores para outras épocas e mundos, ler um bom livro, um artigo de revista ou até uma matéria interessante na internet pode te deixar mais inteligente.

Estudos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e do Instituto Nacional Francês de Pesquisa Médica, na França, comprovaram que a leitura faz muito bem para o cérebro. As duas pesquisas utilizaram máquinas de ressonância magnética para analisar a atividade cerebral das pessoas enquanto liam um livro.

Em Stanford, um grupo de voluntários foi observado enquanto lia um romance de Jane Austen, importante escritora britânica, considerada a primeira romancista da língua inglesa. Os pesquisadores pediram aos leitores que primeiro realizassem uma leitura mais prazerosa da obra e depois uma mais analítica. O resultado apontou que ler é, de fato, uma academia para o cérebro, pois estimula a circulação na região, melhora na concentração e também de compreensão de texto.

Quem pratica mais a leitura, com o passar do tempo, consegue perceber melhorias na capacidade de decifrar, entender, generalizar e sintetizar conteúdos, habilidades que são bastante necessárias para realizar algumas tarefas básicas do dia a dia.

Em entrevista ao portal do Ministério da Educação (MEC), a escritora e doutora em linguística aplicada Lucília do Carmo Garcez disse que a leitura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano, pois promove uma “expansão” do cérebro.

Há mais de duas décadas, Lucília escreve livros infantis e, para a especialista, é extremamente importante estimular o hábito da leitura desde cedo, levando os pequenos a bibliotecas e também eventos, como feiras do livro. “É preciso que as crianças vejam os leitores lendo e que sejam motivadas a procurar leituras com respostas às indagações interiores que elas têm”, disse a escritora ao portal de notícias do MEC.

Muitas pessoas ouvem vozes quando estão lendo, mostra pesquisa

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(Foto: Flickr/Rob Tolomei)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Se você nunca passou por isso, provavelmente achará essa experiência bem estranha. Mas acontece que muitas pessoas por aí (nós da redação incluídos!) que ouvem vozes quando estão lendo. Por vezes só a voz do narrador, por vezes as vozes dos personagens, como se eles próprios estivessem lendo seus diálogos.

A cientista Ruvanee Vilhauer, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, ficou curiosa sobre esse comportamento e decidiu pesquisá-lo mais a fundo. O resultado foi publicado recentemente no periódico Psychosis.

Ruvanee partiu de 160 postagens – 136 respostas e 24 perguntas – no Yahoo! Answers relacionadas à experiência de ouvir vozes durante a leitura. Ela então contratou uma equipe de programadores para categorizar os conteúdos, de forma que eles pudessem ser quantificados e analisados.

Ao analisar os dados, a cientista descobriu que 82,5% das pessoas que participaram das interações no Yahoo! Answers já tinham ouvido uma ou mais vozes durante suas leituras – entre elas, estavam leitores que também ouviam os sotaques dos personagens. O mais curioso é que a maioria delas presumia que todos tivessem esse tipo de experiência.

Um total de 10,6% nunca ouviu vozes durante a leitura e mostraram espanto sobre a possibilidade de alguém passar por experiências desse tipo. A pesquisadora notou ainda que dez dos internautas só perceberam que ouviam vozes ao ver alguém comentando sobre o assunto.

Esse é um dos primeiros estudos sobre o assunto. Ruvanee acredita que isso se deva ao fato de os cientistas, como muitos dos internautas avaliados, presumirem que todos tenham experiências como as deles.

(Via Science Alert)

Veja como escrever uma tese bem elaborada com essas 6 excelentes dicas práticas

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Publicado no Amo Direito

Quer escrever textos capazes de atrair a atenção dos professores? Conheça 6 dicas que podem te ajudar. Dentro do universo acadêmico, os estudantes precisam encontrar maneiras criativas de escrever, para atrair a atenção do professor que corrigirá o texto. O autor do trabalho deve sair do senso comum e explorar argumentos e questões de forma aprofundada.

Para aumentar o interesse do leitor, é essencial desenvolver uma tese bem elaborada, específica e complexa. Este início será a base para toda a narrativa e garantirá o sucesso ou fracasso do projeto. Confira dicas para escrever uma boa tese:

1 – Anime-se com seu tema
Quanto mais engajado você estiver, melhor será seu texto. Embora você não goste do assunto, tente encontrar uma solução para torná-lo criativo e interessante. Assim, sua atuação será mais prazerosa e a leitura do projeto final também.

2 – Desenvolva uma forte opinião
A opinião consolidada é importante para o sucesso da tese. Caso você encontre dificuldades com essa parte do processo, leia artigos de jornal específicos sobre o assunto. Além disso, procure teses prontas que tenham algum tipo de relação com a sua, para aumentar sua base argumentativa.

3 – Use bons adjetivos
Evite expressões vagas como “bom” e “ruim”. Explore adjetivos mais elaborados, a fim de enfatizar sua opinião e fortalecer os argumentos apresentados. “Opressivo” e “tirânico”, por exemplo, destacam o forte ponto de vista do escritor.

4 – Foque a tese em uma ideia principal
Como a tese é o que dá sentido a todos os conceitos do texto, você deve garantir que ela não aborde muitos conteúdos diferentes. Assim, você mantém o documento organizado e com uma linha de raciocínio relevante.

5 – Seja extremamente específico na tese
Um início genérico enfraquece o texto, porque o leitor não é capaz de detectar qual o assunto que será tratado com maior ênfase. Porém, se a tese apresentar detalhes característicos sobre os argumentos, o professor fica preparado para o resto do conteúdo. Durante o período de produção da redação, você consegue se manter focado no assunto principal.

6 – Elabore uma lista de teses interessantes
Adicione à relação os conteúdos disponíveis em livros ou na internet que podem te ajudar a criar sua própria tese. Quanto maior a quantidade de informações, o texto será desenvolvido com maior facilidade.

Aqui são alguns exemplos de teses:

• Fraca:
“O Norte e o Sul lutaram na Guerra Civil por várias razões, sendo algumas iguais e outras deferentes”.

• Média:
“Enquanto dois lados lutaram na Guerra Civil envolvendo a escravidão, o Norte encarou a disputa por questões morais e o Sul para manter as suas instituições”.

• Forte:
“Enquanto nortistas e sulistas acreditavam que lutavam contra a opressão e a tirania, os primeiros focaram no fim da escravidão e os outros defenderam o direito de governo autônomo”.

Fonte: noticias universia

Leitores ainda preferem livros físicos a e-books, revela pesquisa

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Publicado no Canal Tech

Um novo estudo conduzido pelo Pew Research Center – que fornece informações sobre atitudes e tendências que moldam os Estados Unidos e, consequentemente, o mundo – revelou que, apesar do crescimento dos e-books graças à popularização de leitores de livros digitais como o Kobo ou o Kindle, a população ainda prefere consumir obras literárias em livros físicos. Quando novas tecnologias surgem, é comum que a primeira reação seja pensar que a tecnologia ou hábito mais antigo seja aposentado. A internet já foi acusada de “matar” jornais e revistas impressas, canais de televisão e rádios musicais, por exemplo, mas a verdade é que essas mídias continuam por aí, firmes e fortes, bastando se ajustar aos tempos modernos para continuar na ativa.

De acordo com o estudo, 65% dos adultos dos EUA disseram ter lido pelo menos um livro físico em 2015, e essa porcentagem é exatamente a mesma obtida em 2012. Ao perguntar o mesmo para quem gosta de e-books ou audiobooks, os entrevistados que alegaram terem lido ao menos um livro físico no ano passado subiu para 73%, apenas 1% a menos do que a mesma pesquisa feita há quatro anos. Isso mostrou não somente que o público norte-americano continua lendo livros impressos, como quem ainda aderiu à tendência dos livros digitais não abandonou a leitura física.

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Lee Rainie, diretor de internet, ciência e tecnologia do instituto, disse que a pesquisa demonstrou que os livros físicos não estão indo a lugar algum – pelo contrário, eles estão aqui para ficar e não perderão terreno com as obras digitais. “Eu acho que se olhar uma década atrás, certamente há cinco ou seis anos quando os e-books estavam deslanchando, havia pessoas que acreditavam que os dias dos livros impressos estavam contados, e isso não está nos nossos dados”, disse Rainie.

O estudo ouviu 1.520 pessoas adultas que vivem nos Estados Unidos em entrevistas feitas entre 07 de março e 04 de abril. Apesar da revelação de que os livros físicos ainda têm um lugar no coração das pessoas, a pesquisa mostrou também que a população está sim aderindo à leitura em smartphones e tablets. 33% dos entrevistados disseram ler em seus smartphones, sendo que a pesquisa de 2011 mostrou que esse índice era de somente 5%. Apenas 6% dos leitores contaram que já trocaram definitivamente os livros impressos pelos digitais, enquanto 38% ainda leem apenas livros físicos, contra 28% que gostam tanto de ler que combinam tanto a leitura tradicional quanto a digital em momentos diferentes do dia a dia.

Fontes: Pew Research Center, NY Times

Crianças deveriam receber lição de casa? Talvez não, dizem especialistas

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Em casa, Caio tem sala com computador, tablet e uma mesa à disposição para os exercícios extraclasse, única responsabilidade dele, conta a mãe, Grace Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS

Em casa, Caio tem sala com computador, tablet e uma mesa à disposição para os exercícios extraclasse, única responsabilidade dele, conta a mãe, Grace Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS

 

Educadores divergem no Brasil, mas tendência em outros países é considerar a tarefa de casa desestimulante para o aprendizado

Paula Minozzo, no Zero Hora

As crianças deveriam ter mais lição de casa? Não é incomum pais responderem sim a essa pergunta, afinal, fazer o dever, pelo menos para o senso comum, seria um dos caminhos para um bom desempenho escolar. Mas um movimento que já assumiu relevância nos Estados Unidos e em países da Europa contraria a ideia do tema de casa e quer até mesmo a sua extinção.

Educadores, pedagogos e pais ouvidos por Zero Hora afirmam enxergar o dever como um estímulo para a autonomia dos estudantes. Especialistas de opinião contrária sustentam que a prática desestimula os alunos e causa conflito entre as famílias. Pais que se mostram exaustos após um dia de trabalho e crianças cansadas teriam mais uma tarefa a cumprir na lista de obrigações.

O Brasil está no final do ranking quando o assunto é tempo gasto em lição de casa por adolescentes de 15 anos. A média do país é de 3,3 horas por semana, pouco menos do que o Japão, com 3,8, e muito abaixo dos Estados Unidos, com 6,1. A Finlândia, cujo sistema educacional se sobressai em avaliações internacionais, é o último da lista, com 2,8 horas por semana. A China está em primeiro, com 13,8 horas semanais, segundo os indicadores de 2012 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Recentemente, o bilhete de uma professora de 2º ano primário no Estado americano do Texas viralizou por comunicar aos pais que os alunos não teriam mais dever. “Pesquisas não comprovam que lição de casa melhora o desempenho de estudantes… Jantem em família, leiam juntos, brinquem lá fora e levem seu filho para cama mais cedo”, escreveu a docente.

— É difícil até mesmo questionar o tema de casa. Os professores teriam de revisar suas abordagens educativas se não dessem mais lição. E os pais teriam de aprender que não podem contar com o dever de casa como se fosse uma babá — comenta, por e-mail, a autora do livro The end of homework (O fim do tema de casa, em tradução para o português), Etta Kralovec, uma das defensoras mais árduas da extinção dessa tarefa extraclasse.

Em pesquisa feita pela Universidade de Stanford em 2014, apenas 1% dos alunos de Ensino Médio consultados disseram que o tema de casa não era um fator de estresse. Em comunidades em que o desempenho acadêmico é valorizado, os alunos, em média, recebiam mais de três horas de tarefa por dia. Segundo os pesquisadores que comandaram o estudo, mais de duas horas já causariam impactos negativos no comportamento e no bem-estar.

— Minha filha tem tarefa todos os dias e mais o reforço escolar. Tive de tirá-la da ginástica. Ela fica nervosa para completar tudo, eles precisam de tempo para serem crianças — desabafa a auxiliar de saúde bucal Leticia Hartmann, 32 anos, mãe de Giovanna, nove anos, aluna de uma tradicional escola de classe média-alta da Capital.

Etta, professora da Universidade do Arizona, argumenta que estudos mostram que a lição não melhora o desempenho escolar. Para crianças no Ensino Fundamental, o trabalho de aula, se bem aproveitado, seria o suficiente para uma boa aprendizagem. Em uma temporada de estudos no Zimbábue, ela viu que a situação não se limitava às crianças americanas, cujo dia escolar é mais longo.

— Crianças pobres não têm os recursos em casa para fazer a lição, e as ricas, outras atividades depois da escola que são também enriquecedoras e que disputam o tempo com os temas — ressalta Etta.

De acordo com a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Tânia Ramos Fortuna, a questão da lição é ampla. O dever pode ser considerado benéfico quando os alunos encontram sentido em realizar determinada tarefa:

— O tema de casa traduz essa ideia de que há uma relação da escola com a vida fora dela. Esse é um lado positivo da lição.

Além disso, as tarefas seriam como uma extensão da vida escolar, opina Claudia Marzano, orientadora educacional da Escola Municipal de Ensino Fundamental Gabriel Obino, no bairro Glória, na Capital. Segundo a educadora, também seria na hora da tarefa de casa, sozinhos, que os alunos teriam mais clareza sobre os próprios obstáculos de aprendizagem:

— Não é largar a mochila em casa e pegar só no outro dia. Em sala de aula, os colegas ajudam uns aos outros. Mas é em casa que eles vão saber onde há dificuldades e trazer para o professor no outro dia.

Pais poderiam incentivar outras práticas fora da aula

Professora da Faculdade Educação da UFRGS, Natália Gil orientou uma pesquisa sobre lição de casa em 2015 e defende que o tema não deve ser usado para suprir uma carência escolar, já que as crianças têm rotinas familiares diferentes. Para Natália, alunos mais vulneráveis não teriam o apoio dos pais nem as condições de estudo necessárias. Já as crianças com famílias mais presentes poderiam utilizar o tempo para aprender de maneiras mais individualizadas, e não repetir o que já é feito na escola.

— Uma criança que não aprendeu a ler na escola raramente vai aprender com pais que tiveram pouca escolaridade. Há famílias que têm internet, outras que não têm nem ao menos livros. Não acho que é papel da escola dizer como as famílias devem se organizar — afirma Natália.

Claudia Kober de Araujo, 43 anos, acompanha de perto a rotina dos dois filhos, Henrique, 13 anos, e Erick, 11. Na casa do bairro Cascata, em Porto Alegre, a mesa da sala de jantar da professora de anos iniciais da Escola Municipal de Ensino Fundamental Gabriel Obino é o lugar dos estudos. O primogênito não traz mais lição de casa, mas é um dos alunos de maior dedicação da turma em que estuda do 8º ano: os professores o conhecem pelas boas notas. O mais novo ainda faz os temas com a ajuda da mãe.

— Acho até que a escola poderia puxar mais, com mais tema de casa — diz Claudia.

Natália e Etta não são contrárias ao estudo fora de sala de aula, mas defendem que a didática do ambiente escolar não invada o espaço das atividades propostas pelas famílias. O ideal seria que os pais incentivassem outras práticas. A leitura por meio de maneiras diferentes das trabalhadas em aulas seria benéfico, afirmam.

— A lição de casa é quase sempre a parte menos instigante, não é uma aprendizagem nova. Não é fora da escola, de modos desiguais, sem os espaços propícios, que o aprendizado vai acontecer. Se o gosto pelo estudo se constrói na escola, em casa, ela (a criança) vai desenvolvendo as próprias práticas — acredita Natália.

Para Etta, a compreensão dos professores que levam em consideração a vida dos alunos fora do ambiente escolar para atribuir tarefas também não é suficiente.

— Uma criança pode levar 15 minutos para fazer uma lição de casa, outra pode levar 30 minutos para a mesma lição. Não é a quantidade dada, mas a presença constante daquela obrigação.

É difícil se concentrar em qualquer outra coisa se há uma lição de casa de “20 minutos” esperando para ser feita — comenta Etta.

Como o tema se relaciona à construção da autonomia

Em um grupo de nove alunos do 3º ao 6º ano da escola Província de São Pedro, instituição privada no bairro Boa Vista, todos dizem que fazem as lições sozinhos. Na hora da lição de casa, perguntas para os pais são raras. A eles, fica a tarefa de supervisionar, já que os professores estão, por meio de um aplicativo, conectados aos alunos para responder dúvidas.

O aluno Caio, 11 anos, tem em casa uma sala com computador, tablet e mesa para a lição de casa.

— Essa é a única responsabilidade dele, e ele tem tempo livre depois para fazer o que gosta — conta a mãe, Grace Correa.

Para Luciane Freitas, professora de matemática na escola, o método da lição de casa é instigante e ajuda a desenvolver a autonomia:

— O tema precisa ser para complementar e ajudar a fixar o material. São pequenos exercícios, alguns até terminam a própria tarefa em sala de aula ou vão além.

O caminho para a construção da responsabilidade e da autonomia seria o contrário, diz Natália Gil:

— Nada obrigatório gera autonomia, que se desenvolve quando há sentido e vontade de estudar porque algo instigou isso. O problema não é o conteúdo escolar, mas dar a liberdade e a autonomia para o aluno escolher e investir em outros elementos.

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