Posts tagged pesquisadora brasileira

10 livros essenciais para a formação do professor

0

blog-leitura-livros-shutter-maskarad

Publicado em Revista Escola

Aqui na redação, nós sempre recebemos mensagens de leitores com pedidos de livros. Daí, surgiu a ideia de elencar aqui no blog as leituras que são essenciais para a formação docente. Para tanto, pedimos ajuda a Gisela Wajskop, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), que fez uma lista com 10 livros que vão auxiliar tanto quem está se preparando para embarcar na rotina escolar como quem já vive nela. Confira:

1- As cem linguagens

1. As Cem Linguagens da Criança: Reggio Emilia – Vol. 1 e 2
Carolyn Edwards, Lella Gandini e George Forman, 296 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444, 78 reais

“Clássico mundial a respeito do trabalho com a Educação Infantil na cidade italiana Reggio Emilia, aclamada como a melhor do mundo há 50 anos. Oferece importante reflexão sobre como as crianças são concebidas e suas aprendizagens baseadas nas relações, no contexto social e cultural e aponta para a importância da documentação pedagógica.”

 

 

 

2- alfabetização em processo

2. Alfabetização em Processo
Emilia Ferreiro, 136 págs., Ed Cortez, tel.: (11) 3611-9616, 31,90 reais

“Escrito há vinte e cinco anos, contribui para que os aprendizes de professores compreendam os caminhos percorridos pelas crianças no processo de aquisição da representação escrita da linguagem e da representação por escrito de quantidades e operações.”

 

 

 

 

3- Afinal, o que o bebes fazem no berçario

3. Afinal, O Que Os Bebês Fazem no Berçário? – Comunicação, autonomia saber-fazer de bebês em um contexto de vida coletiva
Paulo Fochi, 160 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444, 54 reais

“Registro da pesquisa desenvolvida no mestrado pelo jovem autor sobre quais ações dos bebês emergiam de suas experiências em contextos de vida coletiva e que impactos as mesmas criam nas práticas docentes dos adultos responsáveis. Coloca em evidência uma etapa infantil pouco valorizada nos cursos de Pedagogia.”

 

 

4- Professora sim, tia não

4. Professora Sim, Tia Não – Cartas a Quem Ousa Ensinar
Paulo Freire, 128 págs., Ed Olho d’Água, tel.: (11) 3673-9633, 25,70 reais

“Paulo Freire deve estar presente em toda biblioteca de nossos futuros professores. E este título, em especial, discute a profissionalidade docente, reflexão tão necessária nos dias de hoje.”

 

 

 

 

 

5 - o trabalho docente

5. O trabalho Docente – Avaliação, valorização, controvérsias
Bernadete A. Gatti, 256 págs., Ed Autores Associados – Fundação Carlos Chagas, tel.: (19) 3789-9000, 59 reais

“Bernardete Gatti é o principal nome da pesquisa nacional que revela, denuncia e defende as condições da profissão docente no Brasil. Todo professor precisa conhecê-la e pensar sobre as importantes questões que suas pesquisas revelam.”

 

 

 

6- Organização do currículo por projetos de trabalho

 

6. A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho – O conhecimento é um caleidoscópio
Fernando Hernández e Montserrat Ventura, 200 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444, 70 reais

“Ainda que possa ser complementado por textos mais recentes, o livro mantém atualidade ao contribuir com uma discussão sobre a organização do currículo por meio de projetos que estimulam a resolução de problemas em equipe, a fim de estimular o pensamento crítico e a produção autoral e ofertar uma alternativa concreta para a pedagogia informativa e memorizadora.”

 

 

7 - o dia a dia das creches e pré-escolas

7. O Dia a Dia das Creches e Pré-Escolas – Crônicas brasileiras
Ana Maria Mello (org.), 241págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444, 61 reais

“Histórias possíveis de práticas pedagógicas realizadas em diferentes creches e pré-escolas brasileiras podem servir de modelo afirmativo para aqueles estudantes que ainda desvalorizam o trabalho com a primeira infância. Fácil de ler, mas profundos por dar a voz a outros professores.”

 

 

 

 

8 - a matématica em sala de aula

8. A Matemática em Sala de Aula – Reflexões e propostas para os anos iniciais do Ensino Fundamental
Katia Stocco Smole e Cristiano Alberto Muniz (orgs.), Penso 172 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444, 63 reais

“Smole é uma pesquisadora brasileira que propõe uma reflexão importante sobre como ensinar Matemática a partir das salas de aula e escolas brasileiras. Sua leitura é um importante ponto de partida para desconstruir os mitos negativos em torno do ensino da disciplina.”

 

 

 

9- a prática educativa - como ensinar

9. A Prática Educativa – Como Ensinar
Antoni Zabala, 224 págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444, 74 reais

“Este livro também é um clássico da Pedagogia ativa e construtivista baseada na prática intencional e organizada do professor. Bom começo para que os aprendizes de docentes possam compreender seu papel como planejadores e organizadores dos conteúdos de ensino, assim como da gestão do tempo e do espaço da sala de aula por meio de pautas e orientações justificadas pela função social do ensino e pela concepção dos processos de aprendizagem.”

 

 

 

10- itinerários pela educação

10. Itinerários pela Educação Latino-Americana – Caderno de viagens
Rosa María Torres, 341 págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444, 69 reais

“Esse título visa contextualizar o ensino brasileiro em relação a outros países, ajudando os aprendizes de docentes a compreender a profissão quanto questões nacionais numa perspectiva comparativa com a América Latina.”

Professor no Brasil se sente sozinho, diz pesquisadora

0

ProfessoralousaKarina Yamamoto, no UOL

“O professor no Brasil se sente sozinho, ele tem muito pouco apoio, se compararmos sua situação com a dos seus colegas na OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico]”, afirma pesquisadora brasileira Gabriela Moriconi.

“Ele não recebe a preparação adequada durante a faculdade [50% não tem didática para tudo o que ensina], não foi formado para lidar com os problemas práticos da sala de aula [40% diz não ter treinamento para a prática] e não tem o apoio suficiente [nos países ricos, há aconselhamento profissional e psicológico para os alunos, por exemplo]”, completa Moriconi.

Pesquisadora da FCC (Fundação Carlos Chagas), Moriconi faz parte do time responsável pela nota sobre o Brasil na Talis, pesquisa da OCDE com 34 países e territórios para mapear as condições de trabalho dos professores. O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta (25), em Paris.

Os resultados da pesquisa internacional chamam atenção também para a carga horária média desses profissionais – no Brasil, o docente trabalha cerca de 25 horas semanais nas aulas contra a média de 19 horas dos países que participaram do estudo.

“Na maioria dos países da OCDE, o professor trabalha em uma única escola, em tempo integral e leciona, em média, 19 horas na semana. Aqui no Brasil, o número de alunos com o qual o professor trabalha quase dobra se pensarmos que os docentes ensinam 25 horas e em salas com mais alunos. Fora a grande parcela que diz trabalhar como professor em tempo parcial, o que significa que ele pode ter um outro trabalho para o qual deve dedicar seu tempo”, diz Moriconi.

E ela propõe um questionamento: “Diante dos dados [de gasto de tempo com planejamento de aula], ficam algumas perguntas: mesmo que ele queira, será que o professor brasileiro consegue preparar uma aula em que os alunos tenham tantas oportunidades de aprender quanto dos seus colegas em países da OCDE? Ele tende a ter mais turmas, já dá seis horas a mais de aula em média, mas gasta o mesmo tempo com planejamento”.

Dedicação

Em sala, o professor usa 67% do seu tempo para dar aula — em 20% do tempo está mantendo a disciplina e em 12% cuida de questões administrativas como distribuir material ou conferir a presença dos alunos. Para se ter uma ideia, na Finlândia, país considerado bom exemplo na educação, os docentes dão aula em 81% do tempo.

“No Brasil, via de regra, as redes contratam o professor para ser um dador de aula, o que pode ocorrer em diversas escolas, de modo fragmentado”, diz Moriconi a respeito do nosso sistema com um currículo fragmentado e pouca valorização da carreira desse profissional.

“Em muitos outros países, o professor é contratado para ser um profissional daquela escola específica, que atua de diversas formas para que os alunos tenham a oportunidade de aprender: tanto na sala de aula, quanto sendo um tutor que acompanha a vida escolar de um grupo de alunos, ou sendo o mentor de outro professor menos experiente, seja assumindo a responsabilidade por alguma política da escola (como a política de comportamento dos alunos, por exemplo), etc. Por isso, a carga horária de aulas é menor e parte do tempo é utilizado para que o professor não só se prepare melhor para suas aulas, mas também desempenhem essas funções.”

Go to Top