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Posts tagged pesquisadores

Adolescentes devem ter no mínimo 80 livros em casa, diz pesquisa

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Disclosed book on a table. Close-up.

Estudo australiano mostrou que essa é a quantidade de obras ideal para crescer com ótimas habilidades cognitivas

Ana Karolline Rodrigues, no Metropoles

Uma pesquisa da Universidade Nacional da Austrália mostrou que adolescentes devem ter pelo menos 80 livros em casa. Para chegar ao resultado, os pesquisadores perguntaram aos participantes qual era a quantidade livros que cada um tinha durante a adolescência e, em seguida, analisaram as habilidades dos entrevistados em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos.

Homens e mulheres de 25 a 65 anos foram entrevistados no estudo, que analisou os dados dos participantes da pesquisa e apontou: quanto mais livros a pessoa tinha, maior seu grau de desenvolvimento cognitivo.
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Ao analisar as respostas, os cientistas verificaram que uma pessoa com, no mínimo, 80 livros em casa apresentava habilidades em constante desenvolvimento, independentemente do grau de escolaridade. No entanto, esta relação entre o número de obras e o desempenho dos participantes apresentou um ponto máximo de evolução: a partir de 350 livros, o nível de competências de cada um já não sofria mais alteração. Mas não deixava, porém, de mostrar um grau de proficiência muito mais elevado.

4 motivos científicos para começar a escrever mais

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(Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)

(Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)

 

Publicado na Galileu

Não é à toa que tantas pessoas são entusiastas dos diários e agendas: escrever faz bem para a saúde. Separamos cinco estudos que mostram os diferentes efeitos da prática. Leia abaixo — e separe um bloquinho e caneta para começar suas anotações:

1 – Escrever pode literalmente te curar

Em pesquisa conduzida pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, um grupo de pessoas entre os 64 e 97 anos escreveu sobre seus problemas pessoasi durante três dias seguidos. Duas semanas depois, uma biópsia foi feita em seus braços e um acompanhamento foi feito durante 21 dias: 76% daqueles que escreveram sobre seus sentimentos já haviam se curado totalmente no 11º dia, em comparação com apenas 42% do grupo que não fez nada. Os pesquisadores acreditam que a prática ajuda a acalmar o indíviduo, reduzindo os hormônios ligados ao estresse no corpo, melhorando o sistema imunológico.

2 – Escrever ajuda você a lidar melhor com seus problemas

Um estudo que acompanhou engenheiros em situação de desemprego mostrou que aqueles que escreviam sobre as dores do fracasso conseguiram achar um novo trabalho mais rapidamente. Após oito meses, em torno de 48% deles já estavam empregados em comparação com apenas 19% dos que não tinham esse hábito. Segundo a pesquisa, os profissionais relataram sentir menos raiva em relação ao chefe antigo, além de beberem muito menos.

3 – Usar sua letra cursiva te ajuda a reter melhor a informação

Em um experimento realizado na Noruega, um grupo de adultos precisou aprender um novo alfabeto. Aqueles que aprenderam a nova língua a partir de escrita manual se saíram muito melhor do que aqueles que utilizaram um teclado. Os especialistas acreditam que isso acontece por causa do tempo e esforço dispensados na escrita manual, o que facilita a fixação da memória.

4 – Fazer uma lista de coisas pelas quais você é grato pode melhorar sua qualidade de vida

Cinco frases simples, uma vez por semana. Essa é a receita para dormir melhor, ser mais otimista, ter menos problemas de saúde e até mesmo ter mais vontade de fazer exercícios físicos. É o que indica um estudo na Universidade da California. Os resultados não foram só observados pelos participantes, mas também por suas esposas e maridos, que notaram grande melhora na qualidade de vida dos parceiros.

Filho de diarista e de vendedor é aprovado na Universidade Yale

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André apresentou pesquisa em Yale sobre aquecimento global. (Foto: Arquivo pessoal)

André apresentou pesquisa em Yale sobre aquecimento global. (Foto: Arquivo pessoal)

Luiza Tenente, no G1

André Garcia, de 18 anos, de Embu das Artes (SP), foi aprovado na Universidade Yale, nos Estados Unidos, e ainda aguarda o resultado de outros processos seletivos em instituições no exterior. Filho de diarista e de vendedor de produtos de limpeza, o jovem estudou em escola pública até o nono ano. No ensino médio, conseguiu uma bolsa em um colégio particular – e precisou se esforçar para acompanhar o novo ritmo de aulas.

O menino foi beneficiado pelo Ismart, programa que possibilita a alunos de baixa renda e desempenho de destaque estudarem em colégios particulares. Depois de enfrentar o processo seletivo e ser aprovado para entrar no Colégio Lourenço Castanho, em São Paulo, passou a sonhar em conseguir também uma chance fora do país. “Sempre quis ter educação de excelência. Comecei a pesquisar mais sobre essas oportunidades e fiquei inspirado”, conta.

A principal dificuldade para conquistar seu sonho era o domínio da língua inglesa. “Eu tinha uma defasagem muito grande em relação aos meus novos colegas. Só sabia os cumprimentos, enquanto o pessoal fazia viagens e cursos de idiomas”, diz. “Então estudei muito sozinho, mandei e-mail para editoras e algumas me enviaram livros didáticos.”

Morador de Embu das Artes, André demorava 2h30 para chegar à escola. (Foto: Arquivo pessoal)

Morador de Embu das Artes, André demorava 2h30 para chegar à escola. (Foto: Arquivo pessoal)

 

Todos os dias, ele levava 2 horas e meia para sair de Embu das Artes e chegar ao colégio, na zona sul de São Paulo. Mas afirma que o cansaço do deslocamento se justificava. “Mudar de escola foi um salto. Eu era bom na escola pública, mas descobri que isso não era suficiente para ser aprovado na particular”, diz. “Passei a ter ajuda dos meus amigos, aulas boas, laboratórios, Datashow na sala – coisa que não existia no ensino público”, completa.

André aproveitou para desenvolver atividades optativas no colégio. Dentre elas, escolheu fazer uma pesquisa sobre como o aquecimento global poderia interferir na incidência da dengue em Embu das Artes, sua cidade. “Com o apoio da minha professora de biologia, dei uma palestra em Embu sobre meu estudo. E fui para Yale falar a 500 pessoas sobre o assunto”, conta.

Sua visita a Yale fez parte do Programa Young Yale Global Scholars, realizado no meio de 2016. André pôde conhecer outros pesquisadores e explorar a universidade. “Me apaixonei, porque além de tudo, incentivam as artes. Eu toco violino, aprendi sozinho, e canto na igreja. Gostei muito de ver que a universidade tem espaços para música, teatro e museus lá dentro. Se encaixa ao meu perfil”, diz.

André brinca e diz que Yale parece 'escola do Harry Potter'. (Foto: Arquivo pessoal)

André brinca e diz que Yale parece ‘escola do Harry Potter’. (Foto: Arquivo pessoal)

Saber que foi aprovado justamente em Yale para fazer a graduação foi motivo de alegria para André. Ele ainda terá tempo para escolher a carreira que quer seguir, já que a universidade americana oferece primeiramente matérias básicas de todos os assuntos.

“Estou me preparando há três anos e faço parte de uma família de baixa renda, que vive em uma comunidade de cidade pequena”, afirma. “Pessoal fica receoso de me deixar ir sozinho para fora do país, mas minha mãe sempre me apoiou. Vai ser uma mistura de chororô e alegria”, diz.

Cientistas do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados

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mit-closed-books-625Tecnologia consegue ler através da capa de livro. Sistema usa câmera terahertz padrão para concluir feito

Publicado no IDG Now

Um novo sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo.

O feito se dá graças, e principalmente, à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado.

A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não pode, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.

O novo sistema protótipo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.

Alimentado com esses dados, o sistema utiliza duas medidas diferentes de energia das reflexões para extrair informações sobre as propriedades químicas das superfícies reflectoras. Ao mesmo tempo, se “esforça” para filtrar o “ruído” irrelevante produzido ao longo do caminho. Dessa forma, consegue distinguir o papel com tinta do papel em branco, usando um algoritmo separado para interpretar as imagens muitas vezes distorcidas ou incompletas como cartas individuais.

Os pesquisadores testaram seu protótipo em uma pilha de papéis, cada um com uma letra impressa sobre ele, e descobriram que ele poderia identificar corretamente as letras sobre as nove folhas superiores.

O Metropolitan Museum de Nova York tem manifestado interesse no sistema como uma forma de examinar livros antigos sem tocá-los, disse Barmak Heshmat, um cientista da pesquisa no MIT Media Lab.

A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos.

Um artigo descrevendo o trabalho foi publicado na Nature Communications.

Manter o cérebro ocupado pode ser bom para a saúde

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publicado no Galileu

Um estudo da Universidade do Alabama mostrou que manter o cérebro ocupado pode ser a melhor maneira de deixá-lo afiado. A pesquisa foi feita com mais de 300 voluntários, entre 50 e 89 anos. Entre os adultos com mais de 50, aqueles que tinha uma agenda mais ocupada eram os mesmo que tinham o cérebro com o melhor poder de processamento, memória, raciocínio e vocabulário.

Pesquisas mostram que música trabalha o cérebro por completo (Foto: Divulgação)

Segundo o resultado das pesquisas, manter o cérebro ocupado não é bom apenas na meia idade, mas em idade mais avançada também. Os pesquisadores sugerem que se manter atarefado aumenta nossa capacidade de aprendizado, uma vez que isso faz com que a pessoa seja exposta a situações, pessoas e informações diferentes. Mas também é possível que pessoas com maior capacidade cognitiva tendam a ficar mais ocupadas. O estudo não conseguiu definir se a ocupação sozinha melhora a saúde do cérebro.

Os pesquisadores também consideraram o stress causado pelo excesso de atividades. “Basicamente, o estudo sugere que os benefícios de se manter ocupado ultrapassam as desvantagens”, diz à Time Denise Park, diretora de pesquisa da Universidade do Texas, informando que os estudos continuam para ver as vantagens e desvantagens das atividades na cognição do cérebro.

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