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Por que ainda se acredita que reprovar alunos é a solução?

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Brasil é um dos campeões mundiais de retenção escolar.

Brasil é um dos campeões mundiais de retenção escolar.

 

Quando o assunto é reprovação escolar, porém, o Brasil está entre os campeões mundiais.

Publicado no HuffpostBrasil

Todos os anos em que há divulgação dos resultados do Pisa, a história se repete: o país lastima amargar as últimas colocações no ranking de aprendizagem feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2015, dentre os 72 países participantes, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

Não poderia ser diferente. De acordo com a própria OCDE, em 2012, o Brasil investiu 6,1% do PIB em educação, o equivalente a uma média de US$ 3.000 dólares por aluno ao ano. O valor representa um terço do que é aplicado, em média, pelos países membros da organização: US$ 9.487. Estudos mostram também que, além de gastar pouco, o país gasta mal.

Quando o assunto é reprovação escolar, porém, estamos entre os campeões mundiais. Enquanto a média mundial de reprovações na educação básica foi de 2,9% ao ano, segundo a OCDE, nosso índice chegou a 8,2% no Ensino Fundamental e alcançou alarmantes 11,5% no Ensino Médio, de acordo com o Censo Escolar de 2015. Mesmo em comparação com nossos vizinhos, com quem compartilhamos uma história de desigualdades sociais, estamos em posição de vergonhoso destaque. Em 2010, entre os 41 países que compõem a América Latina e o Caribe, o Brasil possuía a maior taxa de repetência na educação básica, de acordo com o relatório do Compromisso Educação Para Todos, da Unesco.

Cenpec

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O que os dados nos mostram é que, diante dos problemas de ensino-aprendizado nas escolas, uma das respostas tem sido reprovar os alunos, na esperança de que repetir o ano possa garantir a aprendizagem adequada. O problema é que a reprovação é dispendiosa e tende a conturbar a trajetória escolar, acarretando mais reprovações e até abandono, um problema grave entre nós: cerca de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental. Os dados são de um estudo do Instituto Unibanco lançado em 2016.

Várias pesquisas evidenciam o caráter negativo da reprovação para o aprendizado dos estudantes. Mas por que ainda acreditamos que a reprovação é o melhor caminho? Uma parte da resposta é apontada por uma pesquisa recente do Cenpec para mapear as crenças sobre reprovação, realizada com uma amostra de 5.500 professores da educação básica. A partir de um questionário com 189 perguntas, os professores manifestaram seu grau de concordância, numa escala de 1 a 6, em relação a questões ligadas à reprovação, a concepções de justiça e avaliação e a conhecimentos sobre pesquisas que investigam os efeitos da reprovação.

Um dos principais achados aponta que a adesão à crença na reprovação tende a ser acompanhada por uma forte adesão à crença na justiça meritocrática. Bastante difundida na sociedade, para essa crença a aquisição do conhecimento depende do talento e, especialmente, do esforço do aluno. Assim, a desigualdade escolar e as diferenças de desempenho, seriam causadas, em larga medida, pelos próprios alunos. Fatores sociais e escolares que influenciam o aprendizado – amplamente demonstrados pela pesquisa científica – não são considerados no quadro desse sistema de crenças. Por essa razão, os professores da amostra tendem a acreditar que quanto mais cedo a repetência ocorrer, mais precocemente o aluno entenderá que deverá se esforçar ao longo de sua escolarização para aprender. A reprovação assume, assim, uma natureza moral. Daí a importância, sob o ponto de vista desses docentes, de sua precocidade.

Quanto à avaliação, a crença na reprovação tende a ser acompanhada pela crença de que seu papel deve levar em consideração o desempenho do aluno em relação ao restante da classe, por meio da comparação entre os pares, e não o avanço do aluno em relação a si mesmo. Trata-se da chamada avaliação normativa.

Cenpec

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Em linhas gerais, a crença na justiça meritocrática se contrapõe à crença na justiça corretiva, que considera, por exemplo, os impactos da origem social, do capital cultural e de desigualdades de gênero e raça na aprendizagem. Conforme a pesquisa, os professores que aderem a essa visão de justiça tendem a aderir a uma concepção formativa de avaliação e tendem a ser desfavoráveis à reprovação, especialmente se estiverem bem informados sobre a pesquisa científica a respeito do assunto.

Para lidar com os baixos índices de aprendizagem sob esse último ponto de vista, as redes de ensino adotaram políticas para reverter os altos índices de reprovação, iniciando a implementação da chamada progressão continuada. O problema é que boa parte desses programas, sobretudo nos anos 1990, não foram plenamente implementados, com os devidos investimentos em condições materiais e pedagógicas, levando à ideia de que a progressão era mera aprovação automática. Por isso, outro achado da pesquisa do Cenpec é que os professores que vivenciaram as políticas de progressão continuada somente na década de 1990 tendem a ser mais favoráveis à reprovação.

Esta associação inadequada entre reprovação e melhoria da qualidade da educação se deve a uma cultura incorporada no cotidiano escolar e no imaginário familiar de que a repetência é necessária e benéfica ao aluno com baixa aprendizagem. Pesa ainda a sensação de que a progressão retira do professor o poder de controlar a disciplina dos alunos e exigir dedicação aos estudos. Entretanto, não há evidências de que estudantes de escolas com reprovação anual tenham melhor desempenho do que os matriculados em unidades com progressão continuada.

Felizmente, a situação parece apontar para uma mudança, com os índices de reprovação em tendência de queda nos últimos anos. A evolução desses números, porém, depende de fatores como as dificuldades enfrentadas pelos professores no dia a dia, as memórias pessoais que esses profissionais têm de sua experiência como alunos, as crenças sobre justiça e distribuição do saber e o conhecimento que têm de pesquisas sobre o tema. Por isso, é fundamental, em processos de formação inicial e continuada de professores, debater estas crenças e apresentar evidências científicas sobre os malefícios da reprovação, para que possamos avançar na construção de uma prática pedagógica mais inclusiva e de uma escola pública verdadeiramente para todos e todas.

* Antônio Augusto Gomes Batista foi professor da Universidade Federal de Minas Gerais e docente convidado do Curso de Especializacíon y Maestría en Escritura y Alfabetizacíon da Universidade Nacional de La Plata (Argentina). Atualmente é responsável pela Coordenação de Desenvolvimento de Pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – CENPEC.

Pesquisas mostram que o método da educação autoritária não funciona

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Ser filho de uma mãe-tigre não é uma receita de sucesso, muito menos de felicidade. E causa problemas

Thais Lazzeri na revista Época

BUSCA PELA EXCELÊNCIA Amy Chua,  a mãe-tigre, com as filhas Lulu e Sophia. Elas deram certo, mas as pesquisas mostram que  são exceção (Foto: Nancy Kaszerman/ZUMA Press/Corbis)

BUSCA PELA EXCELÊNCIA
Amy Chua (à direita), a mãe-tigre, com as filhas Lulu e Sophia. Elas deram certo, mas as pesquisas mostram que são exceção (Foto: Nancy Kaszerman/ZUMA Press/Corbis)

Quando o livro da sino-americana Amy Chua Grito de guerra da mãe-tigre (ed. Intrínseca) foi publicado, há dois anos, começou um árduo debate sobre a melhor maneira de educar os filhos. No livro, Amy, professora da Universidade Yale, nos Estados Unidos, defendeu rigidez nos estudos e nas aulas de música (violino ou piano) para criar gênios. Assim, dizia ela, pais chineses criavam seus filhos. O método ficou conhecido como “mãe-tigre”. Para demonstrar o funcionamento, Amy contou em detalhes, no livro, como era o dia a dia com suas filhas, Sophia e Lulu, hoje adultas e bem-sucedidas. Ela obrigava as filhas a estudar várias horas por dia, todos os dias, sem nenhum tipo de entretenimento. No livro, as expôs publicamente – numa passagem, chama uma delas de lixo. Para Amy, o esforço seria recompensado pelo sucesso acadêmico. Por isso, dizia ela, as famílias ocidentais falham na criação dos filhos. Os pais exigem pouco e produzem jovens desinteressados e preguiçosos. A polêmica que o livro provocou nos EUA chegou também ao Brasil. Escolas procuradas por ÉPOCA afirmam que o método “mãe-tigre” gerou intenso debate em 2011. Os pais levavam os pontos de vista de Amy às reuniões com professores.

Para Su Yeong Kim, pesquisadora de desenvolvimento humano na Universidade do Texas, o comportamento de Amy não surpreende. Ela estuda o comportamento de mais de 400 famílias sino-americanas, como a de Amy, há mais de uma década. O estudo de Su, considerado o mais completo já produzido, foi publicado neste ano. Com base em questionários respondidos por pais e filhos sobre educação e relacionamento familiar, Su identificou no grupo pesquisado quatro tipos de pais: “relapso”, “apoiador“, “autoritário” e um que chamou, inicialmente, de “tirano”. Ao ler as primeiras reportagens sobre o livro de Amy, Su passou a chamar os tiranos de “tigres”. Os resultados de sua pesquisa sugerem que ser uma mãe ou um pai-tigre, ao contrário do que Amy afirma, é um comportamento pouco comum nas famílias chinesas – menos de 7% dos pais se encaixaram nesse perfil. “A maioria valoriza a educação e dá apoio para que a criança consiga progredir”, afirmou Su a ÉPOCA. O sucesso acadêmico tampouco se mostrou comum nessas famílias. Os filhos dos tigres, concluiu a pesquisa, frequentemente vão mal na escola e têm dificuldade em construir amizades. Até com os pais se relacionam mal.

Por que a pesquisa de Su mostrou uma realidade tão diferente daquela descrita por Amy? Uma série de equívocos históricos e culturais explica essa diferença. Seu primeiro equívoco foi apresentar seu método de educação como intrinsecamente chinês. É verdade que valores como perseverança e determinação, que Amy defende, foram promovidos na China durante a Era Maoísta, de 1949 e 1976. Mas, a partir do século XXI, esses valores tradicionais da sociedade chinesa passaram a ser considerados fora de moda, segundo a antropóloga Terry Woronov. Ela estuda infância na China contemporânea, principalmente em áreas urbanas, para a Universidade de Sydney, na Austrália. Passou dois anos pesquisando sobre o tema na China. Para Terry, o modelo de educação praticado por chineses em todo o mundo, hoje em dia, é uma combinação entre tradição e ideologia chinesas com práticas ocidentais. Nada tem a ver com as práticas autoritárias de Amy.

O segundo equívoco da mãe-tigre, apontam as pesquisas, é menosprezar o choque cultural que as famílias chinesas enfrentaram em solo americano. Os pais chineses e seus filhos combinaram seus valores e crenças ao que percebiam de melhor na nova cultura. O resultado não é educação chinesa; é educação mista. O terceiro erro de Amy foi apresentar sua maneira de criar as filhas como um modelo de sucesso. Há três décadas pesquisadores investigam o impacto da educação rigorosa no curto e no longo prazo. A produção científica é conclusiva: ser filho de uma mãe-tigre não é uma receita de sucesso, muito menos de felicidade.

Nos anos 1980, o professor de desenvolvimento infantil David Elkind alertou sobre os riscos de criar filhos dessa maneira. Seu mergulho no universo infantojuvenil resultou no clássico Sem tempo para ser criança: a infância estressada. À medida que a cobrança por resultados cresce, afirma David, diminui a chance de a criança tentar experimentar, porque não pode cometer erros. Sem prazer, estudar fica chato. Esse ciclo compromete a curiosidade e a criatividade. O psicólogo Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, compara essa criança a uma máquina que funciona apenas buscando resultados. Por ser máquinas, não sabem interagir nem fazer as próprias escolhas. Em outras palavras, não desenvolvem habilidades sociais essenciais à sociedade atual, como relacionamento interpessoal e tomada de decisões.

A criança, por não conseguir atingir as metas impostas pelos pais, sente que não é boa o suficiente. “Sem autoestima, perde a confiança em si mesma”, diz Yves. “Isso pode levar à sensação de fracasso para a vida toda.” Essa foi a trajetória de Kim Wong Keltner, de 43 anos, sino-americana, filha de uma mãe-tigre. No começo do ano, Kim lançou Tiger babies strike back (Bebês tigres contra-atacam, em tradução livre, sem previsão de ser lançado no Brasil). Para Kim, a falta de afeto era o que mais incomodava. “Não recebia nem abraços nem beijos de boa-noite. Quando tentava abraçá-los, me perguntavam por que estava fazendo aquilo”, disse Kim a ÉPOCA. Ela se sentia frequentemente fracassada. Ainda hoje diz ser tomada por esses pensamentos. Kim precisou se afastar dos pais para recomeçar. Casou-se, mora a três horas de distância dos pais e, com o marido, decidiu fazer uma família diferente daquela que teve. Sua filha Lucy tem 9 anos. Desde que a menina nasceu, diz Kim, fazê-la feliz tem sido sua missão.

Mãe-tigre na prática (Foto: ÉPOCA)

 

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Gasto por aluno do ensino básico cresce acima de 100% em apenas seis anos, graças a mais gastos e menos alunos

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Publicado por Folha de S.Paulo

Uma das deficiências mais notórias do ensino público brasileiro foi drasticamente atenuada da década passada para cá, como mostram dados ainda pouco divulgados e analisados.

De acordo com números apurados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ligado ao MEC), o gasto dos governos por aluno da educação básica mais que dobrou em apenas seis anos.

Em média, cada aluno da educação básica mereceu dos cofres federais, estaduais e municipais, em 2011, R$ 4.267. O valor não passava de R$ 1.933 em 2005, em valores corrigidos pela inflação.

A expansão das despesas foi impulsionada pelo Fundeb (Fundo da Educação Básica), uma das principais inovações da administração petista. Além dos repasses obrigatórios ao fundo, o governo Dilma também elevou as verbas para convênios com Estados e prefeituras.

Já a queda do número de alunos resulta das transformações demográficas do país: as famílias, incluindo as mais pobres, têm cada vez menos filhos.

A educação é a principal despesa dos governos estaduais e municipais, e uma das que mais crescem na União. Nos Estados e nas prefeituras, a saúde é possivelmente a despesa que mais cresce.

Com tais progressos, caiu a disparidade entre o gasto público no ensino básico _infantil, fundamental e médio_ e no ensino superior, uma das distorções do modelo brasileiro.

Cada aluno das universidades públicas custou, em média, R$ 20.690 em 2011, quase cinco vezes a despesa nas escolas da educação básica. Em 2001, eram mais de dez vezes.

Apesar de obviamente positivos, os números são tratados com discrição no setor; possivelmente, porque enfraquecem a bandeira dos militantes que defendem a elevação do gasto público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto.

A elevação da despesa por aluno não produziu, ao menos até agora, um ganho da mesma proporção do desempenho dos estudantes _o que pode ser interpretado tanto como um sinal de necessidade de mais dinheiro quanto como uma evidência de gestão insuficiente. Ou, simplesmente, de que é preciso mais tempo.

Enem: MEC publica exemplo de redação nota 1.000 com erro de português

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Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Publicado por UOL

O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta quinta-feira (5) o Guia do Participante – A Redação no Enem 2013. Entre os cinco exemplos de redações nota 1.000 (pontuação máxima), aparece um texto com falta de acento na palavra “espanhóis” – o candidato escreveu a mesma palavra três vezes, duas certas e a última errada.

Segundo o material, “o texto demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal e não apresenta problemas linguísticos, a não ser a falta de acento em ‘espanhóis’, sem reincidência em inadequações de grafia”.

Em outra redação, o candidato errou a concordância do verbo “atrair”: “Nos últimos anos, a mudança na economia e o novo espaço que o Brasil tem conquistado no cenário internacional atraiu trabalhadores e turistas (…)”. O correto seria usar o verbo no plural.

No material, o MEC diz que o texto “revela excelente domínio da modalidade escrita formal e do tipo dissertativo-argumentativo e não apresenta problemas linguísticos, a não ser um problema de concordância em ‘atraiu’, sem reincidência em inadequações linguísticas”.

Em coletiva de imprensa realizada para a apresentação do guia, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que esse foi um erro excepcional e que o texto tem todas as características de uma boa redação, merecendo a nota. O ministro também acrescentou que a correção das redações do Enem 2013 será mais rigorosa.

Já o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Luiz Claudio Costa, disse que o guia tem fins pedagógicos: “O candidato vai ficar de olho nisso para não errar”.

Uma dúvida que muitos estudantes ainda apresentam sobre a redação é se ela precisa de um título ou não. De acordo com Mercadante, colocar título na redação do Enem não é obrigatório.

Mudanças na correção

Após redações apresentarem trechos com receita de macarrão e hino de time de futebol, o Enem passará por mudanças na correção dos textos a partir desse ano. Escrever frases completamente desconexas com o resto da dissertação agora dará nota zero ao estudante.

A prova também vai ter correções mais rigorosas em relação a ortografia. De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, erros ortográficos serão aceitos como excepcionais e sem reincidência.

Outro fator que mudou foi em relação a discrepância para as redações terem uma terceira avaliação. Até o Enem 2012, era preciso ter diferença de 200 pontos entre as notas dos avaliadores. Neste ano, a diferença para uma prova ter terceira avaliação será de apenas 100 pontos.

Mercadante anunciou hoje que as redações da edição 2013 do exame serão corrigidas por 9.500 corretores. Em 2012, aproximadamente 5.600 corretores trabalharam na redação do Enem.

Grávidas
O ministro Aloizio Mercadante afirmou ainda que 517 candidatas grávidas podem “parir” nos dias de aplicação do Enem 2013. Segundo o ministro, 6,7 mil inscritas informaram estar grávidas. Destas, 3,1 mil tem previsão de dar à luz em outubro, sendo 517 no período das provas.

Mercadante disse que o MEC fez contato com todas as candidatas grávidas e lembrou o caso da estudante Pâmela de Oliveira Lescano, 17, que entrou em trabalho de parto antes do início da prova do Enem 2012. Na época, o ministro ligou para a estudante e autorizou que ela fizesse a prova em outra data.

O monitoramento é feito pelo MEC para poder auxiliar as estudantes, caso algum caso semelhante com o do ano passado aconteça.

Conheça sete criações inovadoras que saíram de universidades

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Inventos feitos por alunos e professores podem trazer grandes avanços para a sociedade

Publicado em O Globo

Se universidade é local de conhecimento e pesquisa, é natural que ideias inovadoras saiam de dentro delas a todo momento. Confira uma lista com criativos inventos produzidos por alunos e professores que podem trazer grandes avanços para a sociedade.

1 – Beauty Technology – PUC-RJ

A aluna do curso de doutorado do Departamento de Informática da PUC-Rio, Katia Vega, desenvolve pesquisas sobre o conceito de “Beauty Technology”, que agrega tecnologia a diferentes partes do corpo humano. A pesquisadora já desenvolveu cílios postiços capazes de emitir comandos eletrônicos através do movimento do piscar dos olhos, como passar slides em uma apresentação, e criou unhas postiças com dispositivos que emitem comandos como acender luzes e abrir portas.

Ana Branco / Agência O Globo

Ana Branco / Agência O Globo

2 – Cadeira de rodas controlada pelo cérebro – Cesupa

Discentes de Ciência da Computação do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) criaram uma cadeira de rodas que capta as ondas cerebrais capazes de comandar o movimento do equipamento. Os comandos são enviados por uma rede de transmissão sem fio que facilitará a locomoção de paraplégicos com baixa mobilidade nos braços e tetraplégicos.

José Cruz / Agência Brasil

José Cruz / Agência Brasil

3 – PediPower – Universidade Rice (EUA)

Já imaginou recarregar seu celular enquanto caminha? Se depender deste grupo de estudantes de engenharia da Universidade Rice, nos Estados Unidos, isso será possível. Eles criaram o protótipo de um aparelho, batizado como PediPower, que pode ser acoplado ao tênis das pessoas para aproveitar a energia cinética gerada pelos passos. Cada vez que a sola do sapato toca o chão, uma série de mecanismos conectados a um motor produzem essa energia.

4 – Carro de corrida elétrico – Unicamp

Na Unicamp, alunos de cursos, que vão das diferentes engenharias ao Departamento de Artes, criaram um carro de corrida elétrico capaz de alcançar 100 km/h em 4 segundos, além de atingir a velocidade máxima de 170 km/h. De acordo com o estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe envolvida na construção do carro, Diego Moreno Bravo, o modelo pesa 250 quilos e o desafio agora é chegar a 200 quilos. “Quanto mais leve, melhor a performance do carro”, justifica.

Divulgação / Willen Grimm Balaniuc

Divulgação / Willen Grimm Balaniuc

5 – Casa sobre rodas – Universidade de Minesota (EUA)

O estudante de arquitetura Hank Butitta resolveu transformar um ônibus escolar em uma confortável casa móvel. O projeto foi tocado por ele no último período do curso, que fez na Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, e o resultado é surpreendente. Finalizado em 15 semanas, o espaço tem camas, cozinha e banheiro.

6 – Treini vest – UFMG

Trata-se de uma veste biomecânica que simula a tração das estruturas do corpo humano, proporcionando suporte para postura e movimento de pessoas com disfunções motoras. Criada por alunos e professores da Escola de Fisioterapia, Educação Física e Terapia ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a roupa pode ser usada de modo terapêutico na recuperação de pessoas com deficiência física e até para prevenir tendinites e bursites sofridas por pessoas que trabalham nas linhas de produção. A comercialização já deve começar no ano que vem.

Divulgação / UFMG

Divulgação / UFMG

7 – Veículo aéreo não tripulado – UFJF

Criado pelo professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Leonardo de Mello Honório, a aeronave não tripulada é destinada à vistoria de torres de energia elétrica. O aparelho poderá ser usado para monitorar linhas de transmissão e subestações em locais de difícil acesso, como áreas alagadas de represas. Atualmente, esse serviço é feito com helicópteros. O projeto está em desenvolvimento há cerca de um ano, pelo Departamento de Energia Elétrica da instituição, junto com bolsistas da graduação e do pós-doutorado.

Divulgação / UFJF

Divulgação / UFJF

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