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Os principais livros de Chico Buarque, vencedor do Prêmio Camões

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Publicado na Revista Cifras

O cantor e compositor brasileiro Chico Buarque foi o vencedor da 31ª edição do Prêmio Camões, honraria cedida anualmente a um escritor lusófono pelo conjunto de sua obra.

Criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal, o Camões elege a cada ano um escritor de países onde o português é a língua oficial. A eleição de Chico, segundo o júri, foi definida a partir da qualidade de seu trabalho e também pela “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa”.

Também pelo “caráter multifacetado”, uma vez que Chico escreve para teatro, além de romances e da poesia de suas canções. “Seu trabalho atravessou fronteiras e mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”, afirmaram os jurados, em nota.

Chico Buarque, que vai receber 100 mil euros pelo prêmio, se tornou o primeiro músico a ganhar a distinção além de ser o 13º autor brasileiro a figurar entre os vencedores.

‘Fazenda Modelo’ (1974)

No auge da ditadura militar, Chico Buarque encontrou na literatura distópica uma maneira de criticar a sociedade da época e driblar a censura e a repressão do regime. Com forte inspiração no clássico ‘Revolução dos Bichos’, de George Orwell, ‘Fazenda Modelo’ replica os grandes temas brasileiros em um microcosmo.

‘Estorvo’ (1991)

O retorno definitivo de Chico Buarque à literatura se deu com ‘Estorvo’, narrado em primeira pessoa por um personagem atormentado que se situa a meio caminho entre sono e vigília. O livro venceu o Prêmio Jabuti em 1992.

‘Benjamin’ (1995)

Narrado em terceira pessoa, ‘Benjamin’ mantém o estilo onírico de ‘Estorvo’. A trama é contada da perspectiva de um ex-modelo fotográfico à beira de sua morte, mas obcecado com a morte de uma antiga namorada.

‘Budapeste’ (2003)

Um ghost-writer decide se arriscar na alta literatura em um romance permeado por pares simétricos: Brasil e Hungria, português e húngaro, os dois livros que ele tem de escrever e as duas mulheres que ocupam sua mente.

‘Leite Derramado’ (2009)

Com os últimos dois séculos do Brasil como pano de fundo, ‘Leite Derramado’ constrói uma épica saga familiar sobre decadência moral, social e econômica.

‘O Irmão Alemão’ (2014)

A partir de questões familiares e com elementos de autoficção, ‘O Irmão Alemão’ traça a busca do narrador por seu suposto irmão desaparecido.

Por que ler é cada vez mais importante

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Publicado em O Povo

O que se espera de um corretor de imóveis? Além de conhecimento técnico do assunto, desenvoltura para apresentar bem um produto e uma boa dose de empatia e criatividade. Habilidades que nem sempre são aprendidas em sala de aula. Pelo menos não foi assim com a jovem Elisiane Rocha, de 31 anos. “Eu era uma pessoa extremamente tímida, tinha muita dificuldade de falar em público. Foi nos livros que aprendi a perder este medo, quanto mais eu lia, mais me sentia mais segura para falar sobre diversos assuntos. Também me inspiro em algumas histórias para apresentar o imóvel de forma diferente”.

A corretora Elisiane Rocha conta que até se inspira em algumas histórias que lê para apresentar um empreendimento MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

A corretora Elisiane Rocha conta que até se inspira em algumas histórias que lê para apresentar um empreendimento MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

Hábitos como o da Elisiane, apesar de serem fundamentais para o desenvolvimento da carreira, não são tão comuns no Brasil. Uma pesquisa divulgada ano passado pelo Instituto Pró-livro, em parceria com o centro de pesquisas Ibope Inteligência, mostra que apenas metade dos brasileiros lê com regularidade. No Nordeste, este percentual é de 51%. Porém, esta prática é mais frequente entre os que possuem nível superior.

Em parte porque desde muito cedo a forma como estes livros são apresentados às crianças é feita de forma impositiva, obrigatória, explica a técnica de leitura e literatura do Sesc Fortaleza, a pedagoga Lúcia Marques. “O que é um erro. A leitura tem que ser algo prazeroso. Gostar de ler é uma questão de incentivo e oportunidade”.

Para ela, quem lê por prazer, tem mais chances de se tornar um profissional bem sucedido. “Quem lê mais, escreve bem, tem um vocabulário mais rico, se expressa melhor e, com certeza, aprende mais. E isso vale para qualquer instância da vida”.

A editora executiva da Fundação Demócrito Rocha, Regina Ribeiro, explica, que de um modo geral, um bom leitor pode se desenvolver mais rapidamente num espaço de tempo menor. Ela pondera que a leitura sozinha não faz milagres. Mas afirma que, entre os leitores, é fácil detectar certa “autonomia mental” que pode ser muito importante na hora de lidar com produtos que exigem criatividade. “Em qualquer área ou empresa uma pessoa com boa prática de leitura tem condições de agregar. No mínimo, terá uma boa conversa”.

Também destaca que pesquisas em Harvard mostram que mesmo a literatura de ficção é recomendada para melhorar a performance em muitas áreas. “Não existe uma receita pronta. Cada pessoa poderá ler o mesmo livro de uma forma diferente. No geral, a leitura contribui com a imaginação, com um melhor uso das palavras e um refino na capacidade de ser irônico e bem humorado. E não tem coisa pior do que viver sempre num mundo literal e sisudo, principalmente no trabalho, onde ficamos tantas horas por dia”.

Mulher devolve livro com 36 anos de atraso em biblioteca na Escócia

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Leitora devolve livro com 36 anos de atraso a biblioteca pública na Escócia (Foto: Shetland Library/Facebook)

Leitora devolve livro com 36 anos de atraso a biblioteca pública na Escócia (Foto: Shetland Library/Facebook)

Ela simplesmente se esqueceu de devolver o livro e acabou o encontrando anos depois.

Cesar Nascimento, no Blasting News

Na época da escola, todos tinham o costume de pegar #Livros na biblioteca para levarem para casa. Geralmente, esses livros tinham um prazo para serem devolvidos e, caso isso não acontecesse, vários problemas poderiam surgir.

O ser humano nem sempre está com a mente livre. Isso significa que, durante o dia, diversos pensamentos, sendo que a grande maioria deles são preocupações e questionamentos, acabam colocando seu cérebro para trabalhar, provocando um verdadeiro curto de informações.

O resultado são pequenos esquecimentos que, a longo prazo, podem se transformar em grandes problemas. Quem nunca se esqueceu de algo importante? Isso acontece mais do que muitos imaginam e, muitas vezes, a melhor coisa a se fazer é parar e pensar se você não está deixando para trás algo importante.

Uma história no mínimo curiosa aconteceu em uma biblioteca na Escócia. A biblioteca Shetland postou uma imagem em que mostra o que seria a capa de um livro devolvido depois de 36 anos de atraso. Isso mesmo! Após todo esse tempo a pessoa ainda teve a capacidade e honestidade de devolvê-lo a seu lugar de origem.

O livro foi emprestado no ano de 1981 e nunca mais apareceu na biblioteca. Como essas coisas são comuns, os funcionários não puderam fazer praticamente nada, já que se tratava de um exemplar e a pessoa que pegou emprestado simplesmente desapareceu sem deixar vestígios. Por mais intrigante que isso pareça ser, a moça se esqueceu de devolve-lo simplesmente porque não se lembrava que tinha pegado o exemplar para ler.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, ela não tentou vendê-lo para conseguir algum lucro.

Simplesmente leu algumas páginas e o deixou de lado em alguma gaveta cheia de poeira. Mais tarde, sem querer, fazendo algo que faz todos os dias, ela acabou se deparando com o exemplar que estava no mesmo lugar em que foi colocado anos atrás.

A #Mulher disse que estava fazendo uma faxina em sua casa quando se deparou com o exemplar. Ela havia se esquecido de devolver e, envergonhada após muitos anos, levou o exemplar de volta para a biblioteca.

O caso acabou chamando a atenção já que, mesmo se esquecendo, ela teve a honestidade de corrigir seu erro, devolvendo o livro para seu lugar de origem. Ainda não se sabe se foi cobrada alguma multa, ou se ela levou uma bronca por ter se esquecido de uma coisa tão importante como essa.

O livro era um exemplar de “Highland Folk Ways”, de I.F. Grant. #Bizarro

Cinco livros para NÃO DAR no Dia dos Namorados

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Luiz Antonio Ribeiro, no Literatortura

O dia dos namorados está chegando e um grande dilema é encontrar um presente para seu parceiro ou parceira. Muitas vezes, as opções ficam a cargo de uma escolha simples e óbvia, enquanto que outros gostam de inovar. Livros, no entanto, pelo menos para os amantes da leitura são sempre uma opção segura. É preciso, mesmo assim, muito cuidado: uma má escolha pode dar um sinal errado, funcionando como uma indireta para um relacionamento, ou então causar uma má impressão geral sobre coisas da vida. Lembre-se: o Dia dos Namorados merece um presente que a pessoa guarde com carinho e afeto e, justamente por isso, tente fazer da lembrança algo positivo.

Com isso não estou dizendo que as obras aqui listadas são ruins, pelo contrário, são grandes clássicos com apelo estético imenso e com qualidade indubitável. Apesar disso, pode-se dizer, não são lá boas histórias de amor. Por tanto, fiquem atentos para os cinco livros para NÃO DAR no Dia dos Namorados:

1- Édipo Rei

Édipo e Jocasta são um casal próspero na cidade de Tebas até que, de repente, uma praga se abate sobre toda a polis: uma grande doença atinge a população que começa lentamente a morrer. Édipo, o rei, resolve então consultar o oráculo sobre está acontecendo. A resposta é categórica: “a população sofre de uma maldição, pois uma pessoa da cidade cometeu um grande crime.” Então, ele resolve investigar e descobrir quem cometeu tal desvio, o que Édipo não sabe é que será, ao mesmo tempo, vítima e algoz dessa maldição.
Por mexer com temas tabus – parricídio e incesto – a peça se torna uma das mais pulsantes histórias vetadas da humanidade e consegue, ainda hoje, mobilizar o sentimento da catarse – horror e piedade – que purga os sentimentos de todos nós.

2- A Serpente, de Nelson Rodrigues

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A Serpente, conta a história de Guida e Lígia, duas irmãs que vivem sob o mesmo teto com seus respectivos maridos, Paulo e Décio. Lígia, absolutamente insatisfeita com seu casamento e ainda virgem depois de um ano de casada, resolve separar-se de Décio. Sofrida, deprimida, sentindo-se desvalorizada como mulher, vive um caos em sua vida. Neste momento, Guida oferece seu marido, Paulo, por uma noite, para que a irmã possa ter um primeiro contato com um homem e poder experienciar o verdadeiro prazer. Entretanto, depois dessa noite, nada será como antes: Guida não se aguentará de ciúmes e espiará a irmã e o marido por todos os cantos. Lígia e Paulo vão promover encontros furtivos e os sons daquela noite no quarto ao lado, jamais deixarão de percorrer a mente de nenhuma das personagens que, aos poucos, se enfrentarão numa indissolúvel tragédia.
Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/01/21/a-serpente-de-nelson-rodrigues/

3- Senhora Julia, de August Strindberg

Julia é uma moça jovem, virgem e aristocrática. É filha de um Conde e está sozinha em casa com os empregados que dão uma festa no jardim. Entediada, resolve conversar com Jean, um funcionário que possui um relacionamento com a cozinheira Cristina. Esta conversa, aos poucos, vai se acumulando até uma obsessiva relação entre os dois, em que relações de poder se estabelecem e se misturam como patrão x empregado, mulher x homem, primeiro pelo vinho tomado por eles, depois pela preponderante força física do rapaz perto da fragilidade da moça. Inebriada, ela cede aos caprichos de Jean e se deita com ele: deflagrada ela não sabe o que fazer ao ouvir os passos da chegada do Conde. O dia amanhece.
Uma das mais estranhas e obsessivas histórias de uma paixão, conta sobre a crueza e a violência de todo amor impossível causado pelas diferenças de classes. Inevitável pensar na quantidade de Júlias e Jeans que deixaram de viver suas histórias por conta de questões financeiras e sociais. Seria, ainda hoje, Senhorita Julia um problema, como nas grandes histórias de amor?

4- O Primo Basílio, de Eça de Queirós

Luisa é uma moça de bem, justa, honesta e bem casada com Jorge. Seu marido, no entanto, vai viajar justamente quando um antigo primo, Basílio, que ela não via há anos, visita a cidade. Bonito, jovem e galanteador, o rapaz trata rapidamente de tentar se aproximar da moça que resiste durante um tempo, mas acaba cedendo aos caprichos do rapaz. Feliz por esse amor explosivo, Luisa descuida-se e deixa que Juliana, sua empregada, descubra deste caso. Assim, a empregada rouba as cartas e começa a chantagear Luisa que é submetida a diversas humilhações.
Um clássico da literatura de língua portuguesa, Eça reflete nesta obra as hipocrisias da sociedade burguesa em que amor e vida social são coisas incompatíveis. Problemático, irônico, mordaz, a obra mostra como, já no século XIX, a ideia de relacionamentos x amor estava fadada a uma crise. O fim de Luisa é a prova de que, na maioria das vezes, é impossível se viver um grande amor.

5- O Natimorto, de Lourenço Mutarelli

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A obra conta a história de um Agente musical que recebe uma cantora em sua cidade, chamada A Voz. Após leva-la para casa, sua esposa pede para que ela cante, mas ela é incapaz. Por ciúmes, Agente é expulso de casa e vai com a Voz para um hotel, onde promete amá-la para sempre e sequer sair daquele quarto. Entre idas e vindas da moça, o rapaz permanece trancado em um único cômodo esperando seu amor.
O mais interessante da obra está no fato de que os atos do Agente se refletem na utopia fria do que seria o amor: querer estar ao lado da pessoa amada por todo o tempo. No entanto, quando tornado realidade, isso se torna obsessivo e perturbador. Aparte isso, o livro, aos poucos, se reflete numa imensa história de amor.

Véi, mano, coitada da Clarice Lispector

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Tati Bernardi, na Folha de S.PauloClarice_Lispector_carica

Essa semana uma atriz utilizou-se de um texto “famoso” na internet para desabafar em seu twitter:

“Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje… Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina… E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar… Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil… E choro também!”.

Já vi muitos bons escritores injustamente “creditados” à essa bobagem (e também alguns não tão bons, como eu) mas me senti profundamente ofendida quando uma revista resolveu, claramente sem nenhum conhecimento de literatura brasileira, assinar a autoria do texto com o nome da Clarice Lispector.

Clarice também tinha de pagar as contas e, por isso, vez ou outra freelava imbecilidades de mulherzinha através de um pseudônimo. Dai fica a pergunta: por que cazzo transformaram isso em um quadro na TV? E, pior: em que momento uma escritora tão assombrosamente interessante virou a rainha dos blogueiros desinformados?

Agora imaginem se Clarice usaria a palavra “utopia” seguida da palavra “sonho” numa mesma frase piegas e sem nenhum sentido. E que porra quer dizer “sou pessoa de dentro pra fora”? Tipo: olha, não sou superficial, tá? Antes vem meu fígado, depois a vontade de comprar bolsas.

Imagino Clarice, num misto de culpa e excitação, entrando em seu quinto crediário de eletrodoméstico. Alguma prima mais invejosa “Ai, que coragem comprar essa televisão que mal cabe em seu orçamento!”. E ela, provocativa, com camiseta da Abercrombie: “Ai, Tamara, tônem aí: eu quando sonho, sonho alto!!”.

Será que Clarice diria: “E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar…”? Tipo Clarice num bar na Vila Olímpia, vira pra sua truta, enquanto manda uma caipiroska de frutas vermelhas: “cara, meu, na boa? Sei lá! Eu enlouqueci e deixei rolar”.

Quase posso ver a jovem e enigmática Clarice investigando o smartphone do seu namorado, o “Peida”. Ele dizendo, com o maior bafo de cachaça, que do pagode foi direto pra casa. E ela, boladona “ah, cara, eu sou boba mas não sou burra!”. E então Lispector arremataria, com sua lente de contato azul marejada: “Ah, Peida, você sabe: sou pessoa de riso fácil…e choro também”.

No espelho, escrito em batom cintilante, segundos antes da casa dela pegar fogo: “Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.”

Dizem que ao se deparar com uma barata e sentir um profundo desejo de degustá-la, a diva dos fanzines de faculdades de engenharia, citou Fênix: “reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim!”. Logo depois, achou bonito demais o trecho “a vida pede um pouco mais de mim” e o escreveu com caneta perfumada em seu diário com capa do seriado Glee.

Numa entrevista para um desses programas da tarde, quando participou do merchan de um creme anti-sinais de procedência francesa mas produzido em Valinhos: “sou mulher com cara de menina… E vice-versa”. E até hoje esse “vice-versa” angustia centenas de senhoras mais literais.

No estacionamento de um shopping na Grande ABC, depois de ter ficado mais de duas horas procurando seu sedan tunado, ela disse, para um daqueles guardas na motoquinha: “Me perco, me procuro e me acho”.

Ouviu de uma fã, na feira do livro de Pirapora Mirim: “você é tudo” e proclamou, misteriosa “ou nada!”.

É, meus amigos, como disse Shakespeare ao lançar suas memorias digitais “Segredos da coxia” no Mercearia São Pedro: “#tamonamerda”.

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