Posts tagged pessoa

Os 8 livros que toda pessoa inteligente obrigatoriamente deveria ler

3

Vinicius Gambeta, no Portal Operários da Web

Você se considera inteligente? Seu QI é elevado? Se a resposta para essas perguntas foi positiva, segundo o astrofísico Neil deGrasse Tyson, você obrigatoriamente precisa ler todos os livros dessa lista. Tyson é considerado o mais renomado astrofísico da atualidade, e possui até um asteroide em homenagem ao seu nome.

Tyson é o nome por trás do meme que ganhou destaque na internet: “Ui”

Tyson é o nome por trás do meme que ganhou destaque na internet: “Ui”

O cara com certeza é um gênio, e sempre deixou claro que se considerava uma pessoa inteligência, e todo esse conhecimento era fruto de muita leitura e questionamento. No início do mês, Tyson foi questionado por um usuário do Reddit sobre quais os livros favoritos do autor, e ele prontamente divulgou uma lista com 8 livros que toda pessoa inteligente deveria ler. Ficou interessado? Olha só os títulos que estavam presentes na lista:

1) A Bíblia
Pode parecer estranho em um primeiro momento, já que Neil deGrasse é assumidamente Ateu, no entanto, ele ressalta a importância da leitura do livro cristão de uma forma cientifica, para que se possa entender como funciona a sociedade contemporânea em comparação com as antigas civilizações, e como a manipulação em massa é aplicada desde os primórdios da existência da terra.

2) O Sistema do Mundo (Isaac Newton)
Segundo o cientista, o capítulo “O Sistema do Mundo” da obra “Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” de Isaac Newton traz a metodologia filosófica mais perfeita que ele já teve já teve o prazer de questionar. “É impossível ler esse livro e não mudar completamente a maneira como você enxerga o mundo”, disse ele.

3) A Origem das Espécies (Charles Darwin)
O livro mais famoso de Darwin até hoje apresenta a teoria da evolução como é originalmente aceita pelos cientistas de todo o mundo. Nesse livro, Darwin leva as mais persuasivas evidências da evolução das espécies para o leitor, que se vê cativado por dentre cada frase de impacto pronunciada pelo autor do livro.

4) A Viagem de Gulliver (Jonathan Swift)
Aos olhos dos menos criativos, essa pode parecer mais uma surpresa na lista. No entanto, Neil deGrasse Tyson diz que poucas pessoas conseguem analisar a obra de literatura inglesa com outros olhos. Ao fazer, o indivíduo conseguirá entender a verdadeira mensagem que diz em alto e bom tom que diariamente, os humanos nada mais são do que criaturas que agem com instintos primitivos.

5) A Era da Razão (Thomas Paine)
Indo completamente na contra-mão do primeiro ítem da lista, a obra de Thomas Paine, “Era da Razão” é uma das mais conhecidas do meio ateísta, e usa argumentos concretos para bater de frente com doutrinas cristãs, promovendo o pensamento livre. Tyson diz que o livro ensinou-o como o poder do pensamento racional é capaz de transformar as pessoas.

6) A Riqueza das Nações (Adam Smith)
O livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, consegue trazer a tona a principal teoria sobre o funcionamento da sociedade comercial, além de incontáveis reflexões acerca do trabalho e a acumulação de capital. O cientista diz que essa é uma de suas obras preferidas, e que a mesma permite para o leitor entender as verdadeiras virtudes do capitalismo.

7) O Príncipe (Nicolau Maquiavel)
A obra “O Príncipe” de Nicolau Maquiável é com certeza o maior clássico da filosofia de todos os tempos. O livro consegue retratar a ciência política moderna em detalhes, mostrando como ela realmente é, e não como deveria ser. “O livro é recheado de astúcia, aleivosia, maldade, crueldade e ganância, e é justamente isso que torna-o tão real”, disse Tyson.

8) A Arte da Guerra (Sun Tzu)
“A Arte da Guerra” apresenta um tratado militar escrito centenas de anos antes de cristo pelo militar estrategista Sun Tzu. O tratado aborda em seus 13 capítulos os mais diferentes aspectos da guerra, e permite o leitor comparar a guerra ao atual ramo de da administração de negócios. Para o astrofísico, a obra transforma em arte, o ato inatural de se trucidar humanos. E aí, pronto para atualizar a lista de livros a serem lidos?

Todos esses livros são gratuitos e podem ser encontrados em sites da internet ou acervos de bibliotecas nacionais. E se você for ler esses livros, não deixe de conferir também os 7 sites capazes de te deixar inteligente.

Como dito anteriormente, a lista apresenta os livros citados pelo astrofísico, e embora sejam todos excelentes livros, não pode ser considerado uma opinião pública, então, queremos saber de você: Quais os livros que você já leu, que você acha que mais estimulam o cérebro? Deixe a resposta aí nos comentários, que em breve faremos um post com a ajuda de vocês!

Até a próxima pessoal 😉

Os EUA e as biografias: “A vida de uma pessoa pública pertence a todos nós

0

No mercado editorial americano, o ramo do “não autorizado” é próspero em best-sellers. Historicamente, a maior revolta contra uma obra foi de Frank Sinatra

Publicado no IG

No mercado literário americano costuma-se dizer que quem quer ler a verdade a respeito de uma celebridade deve procurar pela biografia não autorizada escrita por algum jornalista de boa reputação. Nesse tipo de obra é possível ficar sabendo, por exemplo, que a apresentadora Oprah Winfrey teve romances secretos com mulheres, comercializou seu corpo na adolescência, e, por conta da falta de dinheiro para Barbies, brincava de casinha com duas baratinhas (aquelas mesmo de oito pernas e duas anteninhas – e bem vivas) que ela batizou de Melinda e Sandy. Tudo isso está no livro “Oprah”, escrito em 2010 por Kitty Kelley, renomada como uma das maiores especialistas no ramo do “não-autorizado” americano, mas provavelmente não estaria em uma biografia autorizada. Já quem procura por caminhos coloridos para idolatrar ainda mais seus herois, e só ouvir o lado A de suas histórias, deve buscar a biografia autorizada.

As biografias não autorizadas circulam livremente no mercado americano, mas, ainda assim, lançar uma biografia sem autorização prévia do biografado nos Estados Unidos pode dar muita dor de cabeça, e elas chegam na forma de ações judiciais movidas pelo “dono” da história.

Reprodução
Capa do livro que Kitty Kelley levou três anos para escrever e que Sinatra não pôde impedir

Quando, em 1983, soube que sua biografia não autorizada, “His Way”, estava sendo escrita pela mesma Kelley, Frank Sinatra acionou seus advogados para tentar impedir: alegava invasão de privacidade.

Um ano depois, o próprio Sinatra retirou a ação, e teve que engolir as mais de um milhão de cópias que inundaram as livrarias. Foram 22 semanas na lista de “mais vendidos”.

Para escrever a obra, Kelley passou três anos revirando documentos oficiais do governo americano (material relacionado à máfia e gravações secretas) e entrevistando mais de 800 pessoas do convívio do cantor. Ouviu família, colegas de trabalho e amigos.

Na introdução do livro, ela esclarece: “Tentei diversas vezes entrevistar Frank Sinatra para este livro. Durante um período de quatro anos, enviei várias cartas e nunca obtive resposta. Passei a ligar e escrever para seu editor, Lee Sotters. De novo, nada de resposta. Então fiz diversos telefonemas para o advogado do sr. Sinatra, Milton Rudin, e enviei várias cartas.(…) Em 21 de setembro de 1983, antes mesmo que uma palavra fosse escrita, Frank Sinatra abriu um processo para impedir este livro de ser publicado.” O valor do processo, esclarece ela mais adiante, era de 2 milhões de dólares. “Ele disse que só ele, e apenas ele, ou alguém indicado por ele, poderia escrever a história de sua vida.”

Reprodução
A “verdadeira história” da princesa Diana, o maior best-seller do ramo das não autorizadas

O livro de Sinatra continua sendo das biografias mais vendidas da história, atrás apenas das biografias não autorizadas da princesa Diana, de Elvis Presley, de Elizabeth Taylor e de Michael Jackson (a indústria não fornece os números exatos).

Não autorizadas são maioria entre os 10.000 lançamentos de 2012

O gênero “biografia” está entre os que mais cresceram nos últimos dez anos (60%), perdendo apenas para segmentos como “economia” e “tecnologia” em um mercado que movimenta anualmente 15 bilhões de dólares (cerca de 33 bilhões de reais), segundo o *BookStats. Em 2012, dez mil novas biografias chegaram às prateleiras norte-americanas (Fonte: *Bowker). Dentro desse número, a quantidade de obras não-autorizadas é maioria. Na loja virtual amazon.com, a oferta de biografias prova isso: entre as autorizadas, há 1.310 opções. A lista das não autorizadas tem 1.713 títulos. Há algumas não autorizadas tão criativas que surgem em formatos pouco ortodoxos, como gibis: Steve Jobs , Adele , Eminem e Lady Gaga ganharam suas versões HQ coloridas e não autorizadas, assim como Zac Efron e Justin Bieber .

Por falar em Bieber, esse ilustra bem a predileção do mercado de livros por astros em ascensão. Quando o garoto explodiu no showbiz, dezenas de biografias não autorizadas foram preparadas, algumas prontas em questão de semanas e, claro, de qualidade duvidosa. Aqueles que se retiram do showbiz também despertam a sanha. As mortes de Whitney Houston e Michael Jackson geraram várias biografias não autorizadas em questão de semanas. Mas o recorde fica com a morte de Elizabeth Taylor , em 2011, que abriu espaço para cinco biografias lançadas por grandes editoras americanas. Em uma das obras ficamos sabendo que a diva fez um ménage a trois com o presidente John F. Kennedy e o ator Robert Stack, informação que uma “autorizada” muito provavelmente não teria.

Biógrafos chegam a receber R$ 1,5 milhão de adiantamento

Reprodução
Umas das não autorizadas de Elizabeth Taylor, das estrelas favoritas dos biógrafos

Alguns autores especializados em biografias não autorizadas, como Kelley (Jacqueline Kennedy Onassis, Nancy Reagan, Elizabeth Taylor, Oprah), chegam a receber adiantamentos de um milhão e meio de reais, o que mostra que, mesmo com o risco de processos judiciais movidos pelo biografado, a ousadia compensa. Ainda assim, são bissextos os casos em que o biografado vai à Justiça alegando “invasão de privacidade” e ganha a causa como, no Brasil, aconteceu com Roberto Carlos, que conseguiu uma ordem judicial para que sua biografia não autorizada, “Roberto Carlos em Detalhes”, fosse recolhida das lojas (os livros hoje estão sob seu poder, embora ninguém saiba onde).

Nos Estados Unidos, um dos raros vitoriosos nesse âmbito foi o escritor recluso J.D Salinger (“O Apanhador no Campo de Centeio”), que justificou a ação dizendo que cartas que escreveu seriam usadas em uma biografia não autorizada que estava sendo escrita a seu respeito, e que isso invadia sua privacidade. Depois de algumas discussões mediadas por um juiz, as cartas foram retiradas; e a biografia lançada. Outros pesos pesados como Oprah Winfrey, George Bush , Ronald Reagan e Tom Cruise não puderam fazer nada além de espernear: suas biografias não autorizadas foram lançadas a despeito das caras-feias, dos pedidos para que fãs não as comprassem e de poucas e frustradas tentativas de investidas judiciais.

(mais…)

Concurso Cultural Literário (27)

23

meninoouro

A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max.

Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois.

É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max.

Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia.

Max se vê forçado a explorar seu segredo radicalmente, e percebe que muito mais foi escondido desde o seu nascimento. Por que sua família nunca conversou sobre suas opções? Quais eram elas? Como seria seu futuro? Como os outros lidariam com ele agora: seus amigos, seus parentes… Sua namorada? Quem é Max, realmente?

Em seu romance de estreia, Abigail Tarttelin trata de forma sensível, mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

“Emocionante e maravilhosamente escrito… Uma exploração corajosa e profunda da identidade social e sexual”
– Sahar Delijani, autora de Filhos do Jacarandá

“Tarttelin descreve de modo sensível a maneira como uma criança intersexuada lida com as elevadas emoções da adolescência.”
– Entertainment Weekly

“Corajoso e intenso”
– Publishers Weekly

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, disse o físico Albert Einstein. Para você, esta nova geração é menos preconceituosa ou não que as anteriores?

Registre sua opinião na área de comentários, usando no máximo 4 linhas. Todos os que participarem dessa reflexão coletiva vão concorrer a 3 exemplares de “Menino de ouro“.

Caso use o Facebook para participar, por favor deixe um e-mail de contato no post.

O resultado será divulgado dia 11/11 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

***

Parabéns aos ganhadores: Leandro de Matos, Olívia Meireles e Simone.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Crossfire, série erótica de Sylvia Day, vai virar série de TV

1

Publicado no Boa Informação

http://sobrelivros.com.br/imagens/novidades/toda-sua.jpg“Não consigo imaginar um bom romance sem sexo, não dá para entender quem gosta de romance sem a transa, isso é algo natural”, disse a americana best-seller da literatura erótica Sylvia Day. A autora deste novo gênero do romance erótico que mais vende no mundo esteve, neste sábado (7), na Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Esta foi a primeira vez que Sylvia teve contato com fãs brasileiras.

Ela já vendeu 12 milhões de exemplares tendo sido traduzido em 38 idiomas. A série de maior sucesso da escritora erótica se chama Crossfire e está prestes a lançar o quarto livro que, por enquanto, só tem o título em inglês “Captivated by You” [cativado por você, em tradução livre].

A grande novidade da autora aos fãs brasileiros é que Sylvia acabou de vender seus direitos para transformar Crossfire em série de televisão nos Estados Unidos. Segundo Sylvia, o ator que mais se encaixa no perfil do personagem masculino Gideon é o americano Henry Cavill, que acabou de encarnar o Super-Homem. Já para viver Eva, na opinião da escritora, a atriz ideal é Scarlett Johansson.

Sylvia afirmou que espera que a série televisiva seja fiel à história. “Eles estão cientes e vão considerar a trama na hora de escolher o elenco, sabendo que vão ficar nus em muitos momentos”, comentou. “A pessoa certa existe”, diy Sylvia

Perguntada por quê gosta de incluir cenas sexuais em seus livros, Sylvia admitiu que só faz sentido escrever um romance quando há momentos de intimidade. “Eu escrevo sobre a relação de um homem e uma mulher que usam o que Deus lhes deu. Quando eu era mais jovem, tive sorte de ter homens como Gideon”, brincou.

Com um vestido super decotado, Sylvia foi alvo de muita curiosidade por parte das fãs que perguntaram em vários momentos se ela de fato acredita nas histórias que escreve. Sylvia garantiu que sim: “Com certeza, absolutamente. A pessoa certa existe para você, às vezes você pode ficar impaciente mas, desde que esteja aberta, você encontrará o homem certo. Acredito que o amor deve ser com quem você confia”, aconselhou.

Ela diz já ter vivido uma paixão picante como a descrita em Crossfire. “Já vivi uma paixão louca. Eu não poderia fazer isso sempre, foi muito exaustivo, espero que todo mundo tenha uma paixão louca, é definitivamente uma experiência”, ressaltou. Sylvia conta que não se imagina escrevendo outra coisa que não romance. “Não imagino nenhum herói que não gosta de transar, isso é natural”, brincou.

Perguntada sobre o que acha de ser inspiração para muitas mulheres leitoras em matéria de sexualidade, Sylvia respondeu ter ficado surpresa. “Claro que gostamos de fazer sexo, isto deveria ser algo que a gente possa falar livremente. Transar não polui, queima calorias e faz bem para a saúde. A vida fica muito melhor com sexo”.

Brasileiro ainda é “retrógrado” em sexo, diz fã
Para Elaine Esteves, 37, que está lendo já o terceiro livro da série Crossfire, o brasileiro ainda é “retrógrado” quando o tema é sexo. Ela diz que gostou das cenas picantes no livro. “A Sylvia conta da relação que vai e vem de um casal. Eles são mais modernos que a gente. Gosto de ler a Sylvia porque ela é criativa e conta coisas diferentes na cama”, disse ao UOL.

Já na opinião de adolescente Alexia Freitas, 16, a autora escreve em um tom um pouco “vulgar” na hora de narrar o sexo. Mas, garante que isso depende da interpretação e da idade, pois Bianca Benitez, de 35, rejeita à ideia de vulgaridade na literatura de Sylvia. “Não acho vulgar o que ela escreve. Os personagens terminam e voltam várias vezes. Ela atrai tanta gente pelo jeito de escrever, sempre deixa um pouco de suspense nos capítulos”, comentou.

Startup brasileira “inventa” escrita colaborativa e ganha apelido de “YouTube dos livros”

0

Widbook funciona como rede social: internauta curte textos e segue autores

Felippe Constâncio, no R7

wib

Da esquerda para a direita os fundadores da startup, André Campelo, Joseph Bregeiro e Flávio Aguiar / Divulgação

A história da startup brasileira Widbook faz jus ao dito popular: “a necessidade é a mãe da criatividade”. Isso porque o professor de química da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) precisava ouvir questões e observações de alunos que lessem seus textos, mas com apontamentos no próprio projeto.

Os programadores Flávio Aguiar, André Campelo e Joseph Bregeiro então criaram e aperfeiçoaram ferramentas colaborativas – o que deu origem a uma rede de escrita inédita – a Widbook, fundada em junho de 2012, com o aporte financeiro do fundo W7 Brazil Capital.

Batizada pelo site de Mashable de “YouTube dos livros”, a startup funciona como uma rede social em que os amantes de livros têm que ser convidados a participar. Como em outras redes, eles criam uma conta e em seguida já podem socializar.

— O usuário cria uma estante com seu perfil literário, mas o Widbook não é só para escritores. A pessoa pode publicar seu projeto. Outra veem e faz uma observação. O autor inicial pode concordar ou não. Se ele aceitar, o nome do segundo usuário já entra como coautor. A obra final pode ser criação de bastante gente.

A Widbook permite também que o usuário siga seus inspiradores ou autores favoritos, “curta” obras e convide membros para escrever em parceria. Qualquer membro pode compartilhar conteúdos, criticar, revisar ou editar – tudo depende da aprovação ou não da intervenção no texto, como conta o cofundador Joseph Bregeiro.

— Além de unir quem é bom em iniciar um projeto e depois não consegue tocar com um que sabe continuar, a plataforma é ótima para quem quiser ter uma publicação em outro idioma. Por ser global, a Widbook permite que o falante de outro idioma observa algum deslize em sua língua na obra traduzida.

Um exemplo recente de título escrito de forma colaborativa é o Lollapoloza. O livro tem quatro autores que fizeram a cobertura do evento e está disponível em português, inglês e espanhol.

Hoje, a Widbook tem mais de 30 mil membros, com maior concentração nos Estados Unidos, no Brasil e na Índia. Em pouco mais de um ano, a rede acumulou mais de 1.100 livros virtuais já publicados e outros seis mil em confecção.

Go to Top