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Veja 9 livros que podem dar uma boa ideia do que é o mundo profissional

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Imagem Google

Publicado originalmente no Portal InfoMoney

A juventude é uma época boa da vida. Muitos não precisam se preocupar com filhos, contas mensais ou chefe. Essa fase, porém, é conhecida por ser um pouco traumática quando o assunto é escolher a profissão, ou seja, decidir por qual área quer se dedicar nos próximos 40 anos de vida.

Os jovens, porém, devem prestar atenção a diversos elementos para fazer a melhore escolha. De acordo com especialistas, devem observar seus gostos e características pessoais e ver se combinam com as profissões selecionadas. Devem fazer pesquisas para entender como a profissão funciona, como é o dia a dia do profissional e se esses elementos combinam com ele.
Mesmo fazendo esse trabalho, nada garante o sucesso na escolha, obrigando a uma eventual reviravolta no meio da trajetória profissional. Há muitos motivos que explicam por que os jovens fazem escolhas erradas e um deles é a própria imaturidade ou falta de experiência.

Para ajudar os jovens a tomar uma decisão mais coerente, a equipe InfoMoney, contando com a ajuda de especialistas, elaborou uma lista com 9 livros que podem “abrir” a mente e apresentar o mundo corporativo de forma acessível.

1- Fraldas corporativas – Desenvolvendo hoje o líder de amanhã (Alfredo Assumpção / Ed. Scortecci Editora) – a professora e coordenadora do curso de Administração da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Elisabete Adami, faz a primeira indicação da lista. A professora explica que o livro traz “dicas de como se desenvolver e como orientar sua trajetória profissional e é uma obra recheada de elementos interessantes do mundo corporativo”.

2- Identidade Profissional (Edgar H. Schein / Ed. Nobel) – nesse livro, o autor desenvolve o conceito de “âncoras de carreiras”, ou seja, de como as características pessoas devem ser descobertas no sentido de fazer a melhor opção profissional.

3- Condutores do amanhã (Ruy Leal / Ed. Saraiva) – “é um livro que mostra trajetórias profissionais, fala do significado do trabalho e como desenvolver os projetos”, explica Elisabete.

4- Transformando suor em ouro (Bernardo Rocha de Rezende / Ed. Sextante) – a mensagem principal do livro é de que “não existe qualquer vitória sem trabalho duro”, diz o diretor da De Bernt Entschev Human Capital, Julio Bonrruquer. O diretor explica que o livro trata como é importante se esforçar para alcançar o sucesso.

Em sua avaliação, Bonrruquer entende que os profissionais muitas vezes exageram ao tratar do tema qualidade de vida. Para ele, nem sempre trabalhar um pouco a mais quer dizer que não se tem qualidade de vida. A juventude, inclusive, é o momento em que as pessoas têm grande disposição para trabalhar, aprender e construir uma carreira. O livro mostra que aqueles que estão em busca de moleza dificilmente encontrarão o sucesso.

5- Paixão por vencer (Jack Welch / Ed. Campus) – “consegue mostrar de maneira bem clara os desafios que existem em manter uma estrutura funcionando”, explica o diretor da De Bernt, complementando que o título mostra o que deve ser valorizado e o que não deve.

“Mostra, para quem não está no mundo corporativo, o que ele vai encontrar lá”, explica. A leitura ainda permite entender que não existe “o emprego dos sonhos”, onde tudo é maravilhoso. Se o jovem está atrás de um emprego perfeito, uma carreira perfeita, o livro ajuda a desconstruir de forma saudável essas ideias. “É bem didático e baseado em perguntas e respostas”.

6- Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes (Stephen R. Covey / Ed. Best Seller) – Julio também recomenda esse livro, pois fornece “métodos para quem tem muita vontade e realmente não consegue organizar essa energia toda”. E é assim que é a maioria dos jovens em início de carreira: tem muita vontade, muita energia, mas nem sempre consegue se focar. “Oferece dicas e métodos para aplicar toda essa energia”.

7- Como conseguir um emprego e descobrir a sua profissão ideal (Richard Nelson Bolles / Ed. Sextante) – “é como se fosse uma Bíblia, que trata da caça às oportunidades”, avalia o coach da Ricardo Xavier Recusos Humanos, Jonas Tokarski. É uma obra sugerida tanto para aqueles que querem encontrar um emprego, quanto para aqueles que querem mudar de rumo.

Na obra, o autor enfatiza a importância do networking. “Quando você está em busca de algo, quanto mais contatos tiver, mais fácil será de conquistar”, explica Tokarski, lembrando que, na juventude, é muito importante conversar com as pessoas, falar sobre suas dúvidas e perguntar sobre experiências profissionais.

8- As sete lições das pessoas que vencem na vida (Robin Sieger / Ed. Gestão Competitiva) – antes de mais nada, não é um livro de autoajuda, mas, sim, uma obra que mostra como o sucesso pode ser obtido por qualquer pessoa, independentemente do berço ou da formação. Fala sobre metas, que devem ser claras, da necessidade do planejamento, da dedicação e do esforço para subir e conquistar os objetivos.

9- Ah, se eu soubesse (Richard Edler / Ed. Negocio editora) – o livro mostra o que as pessoas bem sucedidas, aquelas que chegaram ao topo, gostariam de ter sabido quando tinham seus 25 anos. “É um verdadeiro manual de experiências”, explica Tokarski.

Quando booktrailers valem a pena

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Márcia Lira, no -1 na Estante

Um belo dia eu me deparei com um trailer de livro, e achei algo muito esquisito. Como assim, trailer? Livro ganha primeiro capítulo à disposição, entrevista com o autor, frases de efeito, não trailers que pertencem a outra mídia. Depois eu descobri que eu conheci o formato um pouco atrasada, ele já era tendência.

Hoje é muito comum uma editora divulgar uma obra com um trailer. Para se ter ideia tem até um prêmio para o formato, o Moby Awards. A sensação de estranhamento, no entanto, ainda me acompanha. Demorei a decidir se gostava ou não dessa ideia, até dar uma boa pesquisada e tirar algumas conclusões.

Uma das mais fortes características de um livro é abrir espaços na narrativa para que a gente complemente com a nossa imaginação. Então se o autor escreve: “a mulher entrou na casa”, nós pegamos essas cinco palavrinhas e somamos a elas nossas referências, criando identificação. Isso me leva a ter uma ideia de “a mulher entrou na casa” bem diferente da que você absorve da mesma frase. Agora imagine expressões mais complexas e multiplique as possibilidades.

Então a meu ver, o principal problema de um booktrailer é quando ele encerra esses espaços abertos dos livros. Como? Num vídeo de três minutos, dá cara, voz e jeito aos personagens, aos lugares, aos grandes momentos da obra. Depois você vai ler com aquilo na cabeça, e a percepção será mais limitada, totalmente diferente do que você teria sem ter assistido.

Um exemplo é esse de Sangue Errante, de James Ellroy. Parece trailer de filme.

Tem também uns formatos piores que só fazem você perder tempo, pois eles colocam no vídeo o que poderia muito bem estar escrito, o famoso videopoint (vídeo de powerpoint). Conheci um desses numa, pasmen!, lista de melhores booktrailers de um blog. The Iron King, de Julie Kagawa, tem um trailer que é um colagem cafona de frases e imagens. Só consigo pensar que o livro é péssimo. No mesmo estilo, fizeram pra Angel Time, da Anne Rice. Please, economizem meu tempo.

O Sérgio, do Todo Prosa, blog que adoro, acredita que o booktrailer é um conceito ridículo. Pelos exemplos que ele pegou e pelos que coloquei até agora, eu concordaria se não tivesse me deparado com umas ótimas amostras.

O Triste Fim de Policarmo Quaresma, de Lima Barreto, ganhou uma animação simpática, que apesar de dar cara e voz aos personagens, vira um captador de atenção das crianças para a obra. O objetivo está no final: leia na biblioteca da sua escola.

Agora os formatos que me parecem ideais, e eles justificam a existência dos trailers de livros, é quando o vídeo vira uma obra à parte. Ou seja, tem uma certa autonomia em relação ao livro. Não apenas conta uns pedaços e joga umas frases, mas faz uma mini releitura assumindo que utiliza um formato diferente e explorando isso para atiçar a curiosidade do leitor.

É o que acontece no caso do Word as an Image, de Ji Lee (acima), e do I am in the air right now, de Kathryn Regina. Esse eu vi no blog do Tiago Dória, num post antigo mas ainda interessante sobre o formato. O que você assiste abaixo ganhou o Book Trailer Awards.

O de De Onde Vêm as Boas Ideias, de Steven Johnson é outro ótimo exemplo. Aí você me pergunta: só bons casos estrangeiros? Então eu lhe mostro o trailer de O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, que mistura animação bem simples com depoimentos do autor. Ficou interessante.

Sabe um que me levou, não a comprar, mas pelo menos a tirar o livro da estante na hora? O booktrailer de A mulher de vermelho e branco, do Contardo Calligaris (leia resenha do livro aqui). Com cenas que não mostram rostos, deixa a curiosidade à flor da pele.

Outro simples, porém eficiente é um que achei googlando mesmo, o trailer de Assassinos S/A, uma coletânea de contos policiais. Nunca tinha ouvido falar no livro, mas o vídeo, apesar de bem simples mesclando frases e fotos dos autores, se sai bem investindo numa música sombria.

E você, simpatiza com os booktrailers? Quais você curte?

Cabine Literária: Lançamentos de julho

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Sempre numa deliciosa vibe bem-humorada, Danilo Leonardi e Gabriel Utiyama apresentam lançamentos recentes. Visitem o Tumblr dos caras. #recomendo

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