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Jovem gosta de ler, sim! Conheça as escritoras pop star que conquistaram legiões de fãs adolescentes

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Sucesso de vendas, Thalita Rebouças e Paula Pimenta provam o poder do público teen

Thalita Rebouças e seu "Fala Sério, Amiga!", e Paula Pimenta, autora de "Fazendo meu Filme" Barbara Raso/Divulgação/Reprodução

Thalita Rebouças e seu “Fala Sério, Amiga!”, e Paula Pimenta, autora de “Fazendo meu Filme”
Barbara Raso/Divulgação/Reprodução

Marcella Franco, no R7

Nesta semana, uma notícia correu o Facebook: J. K. Rowling, autora de Harry Potter, teria confirmado presença na Bienal do Livro, que acontece no fim deste mês, no Rio de Janeiro. Fãs do país inteiro se animaram, mas, infelizmente, a visita da escritora não passou de um boato.

Engana-se, no entanto, quem pensa que os adolescentes brasileiros só consomem literatura estrangeira, e que tem como ídolos apenas figuras como o bruxo Harry e os vampiros da série Crepúsculo, da americana Stephenie Meyer.

Já há alguns anos, as escritoras Thalita Rebouças e Paula Pimenta começaram a fazer sucesso entre os leitores de 10 a 16 anos, e criaram com eles uma relação digna de astros de rock e atores da novela das nove.

Os jovens enlouquecem nas suas sessões de autógrafos, ficam mais de cinco horas nas filas para tirar fotos com as ídolos, curtem as fan pages, seguem no Twitter e acompanham cada passo das autoras.

“Os adolescentes são intensos, e agem assim com todos os seus ídolos, sejam da música, da TV, dos esportes. Não teria porque ser diferente com a literatura”, acredita a carioca Thalita, que escreve para o público jovem há dez anos. Neste período, ela lançou 12 títulos, e já vendeu mais de um milhão de exemplares.

A mineira Paula Pimenta lançou seu primeiro título em 2008. De lá para cá, escreveu mais outros sete, e ao todo vendeu 250 mil livros.

“A primeira editora para a qual levei meu livro, por exemplo, disse que não o publicaria porque ele era muito grosso, e que os jovens não liam muito”, avalia Paula. “Mas, a partir do Harry Potter e do Crepúsculo, as pessoas descobriram que os adolescente leem, sim.”

A identificação dos leitores com as histórias – aquela sensação de que o que acontece nos livros poderia acontecer com eles também – é, na opinião das autoras, uma das maiores chaves do sucesso.

“É o dia a dia dos jovens brasileiros. Eles estavam muito acostumados a ler livros americanos, quase sempre voltados para aquela dinâmica do high school, que não é nossa realidade”, explica Paula. “No meu livro, os personagens andam de ônibus, comem pão de queijo e vão ao shopping.”

Thalita também aponta o humor como um ingrediente importante para prender a atenção do público. “Às vezes o jovem olha aquele livro, implica com ele, mas então resolve dar uma chance e ler. Quando dá a primeira risada, ele está entregue.”

No começo, tanto ela quanto Paula sentiam que a maioria dos leitores era de meninas. Com o tempo isso mudou, e os meninos foram começando a gostar das histórias de títulos como Fala Sério, Mãe, de Thalita, e Fazendo meu Filme, de Paula.

“Às vezes eles chegam aos livros por conta própria, às vezes vêm porque a escola indicou. Mas sempre acabam curtindo”, acredita Paula.

“Eles viam as irmãs e namoradas lendo meus livros, e se perguntavam por que elas gostavam tanto, por que riam. Daí pegavam para ler e também gostavam. Ainda assim, eles me disseram que sentiam falta de um personagem masculino, e por isso no livro novo o protagonista é um menino”, conta Thalita, que vai lançar na Bienal do Livro Ela Disse, Ele Disse – O Namoro.

Aliás, essa relação próxima entre autoras e leitores é algo que as duas procuram cultivar. Seja ouvindo as sugestões dos fãs, seja distribuindo o maior número de senhas possível nas sessões de autógrafos, elas garantem que estão sempre ligadas no que seus eles pensam.

“Penso sempre que poderia ser eu do lado de lá, tentando contato com um ídolo meu”, conta Paula, que entra todos os dias no Twitter ao menos uma vez para responder e comentar coisas que os jovens tenham postado. “Tento também responder todas as mensagens do Facebook, e aos mais de 50 emails que recebo por dia.”

Thalita, por sua vez, já chegou a ter câimbras de tantos autógrafos que deu em um só dia, mas nada que tenha sido um problema para a autora. “Acho tudo isso lindo!”, confessa.

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas

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O surgimento de novas autoras impulsiona o processo

Publicado no Zero Hora

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas Diagramação ZH/Reprodução

É um filão que cresce e ganha corpo como seu público-alvo, as adolescentes.

O fenômeno cada vez mais vistoso da literatura infantojuvenil voltada para garotas, que faz a fama de nomes como a americana Meg Cabot e a brasileira Thalita Rebouças, já tem uma leva de autoras best-sellers no Brasil.

Pode não ser esse um nicho tão badalado quanto o universo dos bruxos, vampiros e seres fantásticos, mas a, digamos, jovem literatura mulherzinha, que tem características de diário íntimo e conversa entre melhores amigas, ocupa espaço cada vez mais relevante nas estantes das livrarias.

– Quando comecei, há 10 anos, era praticamente só eu. Hoje, quando vejo tanta gente querendo escrever para esse público, fico muito feliz. Mas ainda é um mercado pequeno se comparado ao americano, por exemplo – diz Thalita, autora de sucessos como Fala Sério.

Na mesma trilha, seguem autoras como Paula Pimenta, conhecida pela série Fazendo Meu Filme, e Patricia Barboza, que assina a série As Mais.

– Na época em que eu era adolescente, existiam vários livros como os da coleção Vagalume. Mas, durante um tempo, não apareceu nenhuma novidade, até que a Thalita revitalizou esse mercado – destaca Paula. – Escrevo lembrando de histórias que vivi. As experiências dessa fase são mais ou menos as mesmas.

Segundo Patricia Barboza, identificação com a garotada é um fator de grande importância:

– A maioria dos títulos para esse público eram traduções de best-sellers internacionais. As adolescentes são grandes leitoras e, quando encontram livros com características brasileiras, identificam-se imediatamente. Com as redes sociais, o contato direto com as escritoras aumentou ainda mais o interesse. A autora de livros infantojuvenis se tornou quase uma amiga, aquela com quem você pode compartilhar um problema pelo e-mail, tirar foto, conversar abertamente.

O interesse por essa fatia cor-de-rosa do mercado teen – o segmento jovem responde por entre 30% e 45% das vendas totais das editoras – estimula iniciativas como o recente lançamento de O Livro das Princesas, assinado por Paula, Patricia e pelas americanas Meg Cabot e Lauren Kate, best-sellers internacionais.

– Procurei reunir autoras com as quais as adolescentes já têm uma identificação. A Meg tem mais de 1 milhão de exemplares vendidos aqui, a Lauren Kate, 800 mil. Espero que essa união mostre a popularidade das nossas autoras para o mercado internacional – diz Ana Lima, editora do selo Galera Record.

Responsável pela área comercial da Editora Gutenberg, que tem Paula entre seus autores, Judith Almeida confirma que aumenta a oferta de textos para esse público:

– Muitos querem escrever sobre esse universo, mas o sucesso da Paula vem do fato de ela conseguir se comunicar como uma igual, e não como uma adulta se passando por adolescente. A rigor, ela escreve para meninas de 16 e 17 anos, que se identificam com histórias sobre o fim da vida escolar. Mas as filas nos seus lançamentos indicam que ela conquistou também meninas de 11 e 12 anos. Se o universo fantástico contempla meninos e meninas, esse nicho específico do universo feminino conta com fãs muito fiéis.

O Livro das Princesas

> Recém-lançado pelo selo Galera Record, o livro que reinventa personagens clássicas dos contos de fada com uma abordagem contemporânea ilustra o investimento das editoras brasileiras em autoras nacionais. Nesta coletânea, ao lado de duas norte-americanas reconhecidas internacionalmente – Meg Cabot (de Diário da Princesa) e Lauren Kate (de Fallen) –, estão as best-sellers Paula Pimenta (de Fazendo Meu Filme) e Patricia Barboza (As Mais), que seguem os passos da carioca Thalita Rebouças.

Thalita Rebouças

> A escritora carioca já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de títulos como os da série Fala Sério. Lançou sete livros em Portugal e prepara para 2014 sua entrada no mercado latino-americano. Em agosto, na Bienal do Livro, Thalita lançará, pela Rocco, Ela Disse, Ele Disse – O Namoro, parceria com Mauricio de Sousa ilustrada pela Turma da Mônica Jovem. Em outubro, apresenta seu primeiro livro infantil, Por que Só as Princesas se Dão Bem?. O musical Tudo por um Pop Star, inspirado em seu livro homônimo, está em cartaz no Rio.

Paula Pimenta

> A autora mineira já soma mais de 250 mil exemplares de livros vendidos. De seus nove títulos, destacam-se os quatro volumes da série Fazendo Meu Filme (editora Gutenberg), iniciada em 2008 e que tem como protagonista Fani, uma menina apaixonada por cinema que vê sua vida sofrer uma reviravolta após fazer um intercâmbio – o primeiro volume vendeu 64,4 mil exemplares. Em 2011, Paula lançou o primeiro livro de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série, sobre uma adolescente que encara o recomeço decorrente de uma mudança de cidade.

Patricia Barboza

> A escritora carioca tem nove livros publicados e é conhecida pelo sucesso da série intitulada As Mais, cujo primeiro volume, lançado em 2012, já vendeu 20 mil exemplares – outros dois volumes somam mais 10 mil livros vendidos. As Mais fala sobre a amizade de quatro meninas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. O primeiro livro é narrado pelas quatro personagens. A partir do segundo, cada garota narra sua própria versão da história – a série terá cinco volumes. Publica pela Verus, selo da editora Record.

Novas autoras

> Entre outras escritoras que despontam no universo adolescente, destaca-se a paulista Carina Rissi, de Perdida, lançado em 2010 pela Verus e relançado em 2013. Uma das apostas da Gutenberg é Bruna Vieira, mineira de 19 anos que levou para o livro Depois dos Quinze seus relatos no blog homônimo – lançado em março, já vendeu 15 mil exemplares. A mesma editora prepara o lançamento de Diário de Classe, no qual a catarinense Isadora Faber, 13 anos, narra as experiências escolares que foram tema de polêmica quando publicadas no Facebook.

Paula Pimenta, a escritora brasileira que tá pirando a cabeça das meninas

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Ela já derrubou a barreira da centena de milhares de livros vendidos e volta e meia pinta na lista dos 10 mais da Veja. Paula conversou um pouco com a gente, falou de seus últimos lançamentos e projetos em outras mídias 🙂

Tayra Vasconcelos, no Judão

Mineira de Belo Horizonte, Paula Pimenta tem aquele jeito doce e tranquilo que já caracteriza o povo nascido em Minas, e conta que desde criança levava jeito para a escrita, o que a levou a prestar vestibular para Jornalismo. E mesmo sempre tendo produzido muita coisa, foi há pouco mais de dez anos que o público pode conhecer seu talento, quando saiu seu primeiro livro Confissão, uma coletânea de poemas, em 2001. Mas o reconhecimento veio mesmo alguns anos depois, quando em 2008 ela lançou Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani, pela editora Gutenberg. O livro conta a história de Fani, uma adolescente que adora suas melhores amigas, está sempre preocupada com as notas, e vive às voltas com os amores de adolescência, mas o seu principal diferencial é sua paixão pelo cinema. Em 2009 e 2010 as continuações da história da Fani chegaram às livrarias, e o público pode acompanhar a protagonista indo fazer intercâmbio e terminar o colégio na Inglaterra e depois voltar ao Brasil, além do desenrolar de um romance pelo qual todas as leitoras torceram desde o primeiro livro.

Já consagrada como autora voltada para o público jovem, em 2011 Paula decidiu lançar uma nova série de livros, protagonizada por uma das personagens secundárias de Fazendo meu filme, e assim os leitores foram presenteados com Minha vida fora de série. Nela conhecemos a história de Priscila, uma menina que acabou de se mudar de São Paulo pra Belo Horizonte, e está detestando a ideia. Ela tem que se adaptar à nova cidade, começar um outro círculo de amigos e ainda ter que lidar com todo aquele turbilhão que acontece na adolescência e para fugir um pouco dos seus problemas, Priscila mergulha no universo dos seriados de televisão. O enredo do livro se passa três anos antes da história de Fazendo meu filme 1, o que faz com que o público tenha a chance de acompanhar o começo da história de alguns personagens conhecidos anteriormente.

No ano passado, foi a vez do desfecho da história da Fani em Fazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz e de Apaixonada por palavras, uma coletânea de crônicas. E agora, em 2013, ela chegou com um “2-hit combo”, porque foi a vez de Minha vida fora de série – 2ª temporada e O livro das princesas, onde é co-autora ao lado de bambambans como Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza. E para contar um pouco dessa história toda e dos últimos lançamentos, Paula Pimenta responde ao nosso 8P!, confira… 😉

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01Como você começou a escrever e descobriu que era isso que você queria para a sua vida?

Paula Pimenta ~ Português sempre foi minha matéria preferida no colégio, eu adorava fazer redações… Na época do vestibular, resolvi fazer Jornalismo, para profissionalizar esse amor pela escrita. Mas logo no começo do curso, eu vi que não era bem aquilo que eu imaginava. Descobri que eu não queria relatar os fatos imparcialmente e, sim, colocar emoção nas linhas. Os meus professores, ao lerem as minhas matérias jornalísticas, perguntavam se eram crônicas. Foi quando eu descobri que era aquilo que eu queria, me colocar dentro da história, opinar, criar. E, por isso, acabei me transferindo de curso, para poder ser mais criativa. Me formei em Publicidade e Propaganda. Mas foi com Fazendo meu filme que eu realmente descobri que o que eu mais gosto de escrever são romances.

02O brasileiro ainda tem uma média muito baixa de leitura. O que você acha que falta para que as pessoas passem a ser leitoras habituais?

Paula Pimenta ~ Acho que o incentivo à leitura tem que começar desde cedo. Não é depois de adulto que a pessoa vai tomar esse gosto e resolver a ler de uma hora pra outra, esse hábito da leitura tem que ser cultivado desde a infância e adolescência. Acho que os pais e professores tem que indicar os clássicos, mas também livros de entretenimento, para desvincular aquela imagem de que ler é obrigatório… Eu tenho amigos que me dizem que desde a época do colégio não leram mais nada, liam apenas porque valia nota e com isso ficaram com aquela imagem de que ler é chato… Por isso que eu acho que tem que mesclar a literatura clássica com livros com os quais os adolescentes possam se identificar, que tenham a ver com a realidade deles.

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03Além de ler pouco, geralmente, a maioria dos leitores do Brasil prefere se dedicar à leitura contemporânea estrangeira. Você acha que isso se deve ao fato de ter pouca coisa sendo produzida por aqui para o público jovem?

Paula Pimenta ~ Acho que isso é uma discussão muito mais profunda, que vem do preconceito que os próprios brasileiros têm com o “produto nacional”. Aqui nós somos acostumados a pensar que o que é importado é melhor, então realmente é difícil um escritor nacional, iniciante, conseguir se destacar no mercado literário e, por isso mesmo, poucos se aventuram… Tem também a barreira das editoras, que custam a dar uma chance para escritores desconhecidos. E quando um escritor consegue ter o livro publicado, vem o público, que não “veste a camisa” dos autores nacionais… Isso está mudando aos poucos, acho que os brasileiros têm percebido que aqui temos autores (e profissionais de qualquer setor) tão bons quanto os estrangeiros.

04Você já teve uma protagonista apaixonada por filmes, a segunda é fissurada em séries e já mencionou que pretende fazer uma próxima que seja doida por livros. Já pensou em fazer alguma que seja ligada ao universo de HQs, games ou até mesmo música (que acaba sendo o caso mais recorrente na juventude)?

Paula Pimenta ~ Tenho planos de escrever uma série para uma das minhas personagens, que é exatamente apaixonada por música. E a série Fazendo meu filme vai virar história em quadrinhos! Ainda não sei quando sai o primeiro “episódio”, mas talvez esse ano ainda!

05É cada vez mais frequente a adaptação de livros para o cinema, existe alguma proposta pra transformar algum dos seus livros em filme?

Paula Pimenta ~ Sim, já vendi os direitos do Fazendo meu filme 1 para o cinema. Fiquei meio relutante, pois tenho a maior birra daqueles filmes que estragam os livros, nunca acho que fazem uma adaptação a altura. Mas as minhas leitoras me pediam tanto que isso acontecesse, que acabei cedendo. Recebi propostas de várias produtoras, mas optei por uma menor, mas que me deu autonomia para acompanhar todas as fases da produção. Tem uma cláusula no contrato que diz que posso inclusive vetar o roteiro se eu não concordar com alguma coisa. Então, quando o filme sair (descobri que é um processo muito lento, acho que a estreia deve acontecer só em 2015), pelo menos vai ser fiel ao livro, e isso é o que importa para mim.

06Agora você está lançando O livro das Princesas, onde é co-autora numa releitura dos contos de fadas junto com outros grandes nomes de literatura juvenil, dentre eles a consagradíssima Meg Cabot. Como surgiu o convite e como foi essa empreitada para você? E como foi a escolha da princesa que cada uma re-escreveria?

Paula Pimenta ~ A editora da Galera Record me convidou para esse projeto, por saber que eu adoro contos de fada, Disney, etc… Quando eu soube que estaria no mesmo livro que a Meg Cabot, me senti honradíssima, pois ela foi uma das responsáveis por eu querer me tornar escritora também. Além da Meg, o livro tem a Lauren Kate e a Patrícia Barboza. Cada uma de nós teve que escolher uma das princesas para fazer uma releitura contemporânea, como se a história estivesse se passando nos dias atuais.
Eu na verdade tive muita dúvida, pois adoro todas as princesas! Fiquei muito indecisa entre a Cinderela, a Branca de Neve e a Ariel, mas acabei optando pela Cinderela, porque a história começou a aparecer antes na minha mente, os caminhos que eu poderia seguir para criar essa versão contemporânea. Acho que consegui criar uma personagem diferente das outras Cinderelas que já existem. Minha princesa é uma DJ e não é bem um sapatinho de cristal que ela perde…

07Você demonstra nos seus livros que é romântica, tanto pelos romances quando pelas crônicas e que tem uma visão mais clássica do amor. Como você consegue encaixar o universo das princesas nesse mundo contemporâneo, com todo movimento girl-power que renega esse lado?

Paula Pimenta ~ Acho que toda menina tem um lado romântico. A princesa que eu criei é exatamente assim. Ela é forte por fora, acha que tem domínio completo da situação, mas quando se descobre apaixonada, acaba percebendo que não existe mal nenhum no romantismo, muito pelo contrário…

08 A Disney tem resgatado e fortalecido cada vez mais esse universo mágico que toda criança sonha e idealiza. Princesas clássicas como Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida entre outras tem uma imagem mais forte e divulgada hoje do que na nossa infância. Ao mesmo tempo, eles tem aberto cada vez mais o leque de princesas e heroínas, englobando diferentes padrões de beleza, realidades, etnias e objetivos, onde podemos ver princesas guerreiras como Mulan e Mérida (que é Pixar, mas não deixa de ser Disney), empreendedoras como Tiana, e até mesmo a clássica Rapunzel ganhou um ar mais moderno e combativo. Como você vê esse resgate e ao mesmo tempo nova postura diante desse universo?

Paula Pimenta ~ Acho que é exatamente uma tentativa de trazer esse universo das princesas para os dias atuais. Antigamente as mulheres ficavam mesmo esperando um príncipe bater à sua porta. Atualmente nós mesmas vamos buscar esse príncipe ou então nem fazemos questão dele… Por isso esses filmes e novas versões estão tentando atualizar as princesas, para gerar identificação nas meninas de hoje em dia.

Direita ou esquerda?

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No ranking das editoras, domina o sotaque carioca

Cassia Carrenho, no PublishNews

Os efeitos do momento politicamente tumultuado que vive o país nas últimas semanas chegaram à lista dos mais vendidos. Na lista de não ficção, Fernando Henrique Cardoso, autor de Pensadores que invadiram o Brasil (Companhia das Letras), passou o livro Dirceu (Record), e assumiu o 1º lugar, com uma diferença de apenas 78 livros.

Entre direita e esquerda, temos no centro a eterna briga entre o bem e o mal. Inferno (Arqueiro) manteve o 1º lugar na lista geral, vendendo 13.094 exemplares, quase o dobro do 2º lugar, Kairós (Globo). Já na lista de autoajuda, Padre Marcelo ganhou a companhia do Bispo Rodovalho, autor do livro Ciência e fé (Lua de Papel), que ficou em 2º lugar. Pelo visto, quando o assunto é vendas, o destino do padre e do bispo é chegar cada vez mais perto do inferno.

As novidades da semana foram: ficção, O julgamento de Gabriel (Arqueiro); infanto juvenil, Turma da Monica – Laços, HQ muito elogiado da Panini, O livro das princesas (Galera Record), escrito a 8 mãos, sendo duas delas da Paula Pimenta, e O dia em que Nate entrou para a história (Sextante); autoajuda, Como se destacar no seu ambiente de trabalho (M.Books).

Na corrida pelo ranking das editoras, Sextante levou a melhor, com 14 livros. Coladinha vem a Intrínseca, com 13, e em terceiro a Record com 10. Sotaque carioca dominando.

Promoção: “Minha vida fora de série – 2ª Temporada”

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Na 2ª temporada de Minha vida fora de série, Priscila, agora com 16 anos, começa a lidar com questões mais sérias da adolescência: A proximidade do vestibular e com ele todos os receios dessa fase, amizades que parecem sólidas e que de repente se perdem, o aprendizado de que um namoro tem que ser constantemente cuidado para não se desgastar. Ela descobre que atos sem pensar, que parecem estar esquecidos no passado, podem marcar irreversivelmente o presente.

Vamos sortear 3 exemplares de um dos livros mais aguardados do ano: “Minha vida fora de série – 2ª Temporada”, de Paula Pimenta.

Para participar é muuuito fácil:

* Faça o login
* Preencha os requisitos do aplicativo abaixo

O resultado será divulgado no dia 18/6 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte! 😉

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Atenção:

Os requisitos são:

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