Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Pintor

Famoso livro de receitas de Salvador Dalí será relançado

0
Uma das ilustrações do livro de Salvador Dalí, "Les Diners de Gala" imagem: Divulgação

Uma das ilustrações do livro de Salvador Dalí, “Les Diners de Gala” imagem: Divulgação

 

Publicado no UOL

Lançado em 1973, o “Les Diners de Gala”, do surrealista Salvador Dalí, durante muitos anos foi considerado um livro raro de receitas. Mas os amantes da cozinha e do artista podem comemorar: a Editora Taschen está relançando a obra.

Assim como o original, a nova versão tem ilustrações do pintor, que gostava de fazer jantares para sua mulher Gala, homenageada no título da publicação.

Ao todo são 136 receitas com imagens feitas por Dalí e, algumas delas, até sexuais demais para a época da primeira edição. Além das imagens, frases do artista permeiam os pratos, que são divididos em 12 capítulos de acordo com o tipo de receita.

Ainda em fase de pré-venda, “Les Diners de Gala” será lançado em 20 de novembro e já pode ser adquirido na Amazon Brasil por R$ 185,24.

Artista retrata games da Nintendo como se fossem livros

0

Geekness, no Catraca Livre

O ilustrador e pintor Astor Alexander recriou alguns games da Nintendo como se fossem livros, com capas típicas de obras clássicas.

Os games escolhidos pelo artista são Mario Bros, Zelda, Metroid e de quebra também há Bioshock, que apesar de não ser da Nintendo, também é um excelente título.

As obras estão no Behance, e retratam livros sci-fi dos anos 50.

Confira!

1

2

Confira outras imagens no Geekness.

O Brasil das placas…e o Brasil das ruas

0

O novo livro de Laurentino Gomes, ‘1889’, disseca o início da República. O que esse período pode ter de inspirador para o Brasil de hoje

1

João Gabriel de Lima, na Época

1No romance Esaú e Jacó, Machado de Assis conta a história de uma placa – e, usando sua famosa “pena da galhofa”, zomba da Proclamação da República. No livro, o personagem Custódio encomenda um letreiro para seu estabelecimento comercial, a “Confeitaria do Império”. Ao saber que Dom Pedro II está prestes a cair, despacha uma mensagem para o pintor, pedindo que interrompa a confecção da placa: “Pare no d…”. A mensagem chega tarde demais, e Custódio tem de mandar pintar um novo letreiro. Pensa em mudar o nome da loja para “Confeitaria da República”, mas o novo regime não lhe parece muito sólido. “Confeitaria do Governo” – mas o que fazer com os clientes da oposição? No final, a placa que pendura sobre a porta de entrada leva um nome desprovido de controvérsia: “Confeitaria do Custódio”.

No livro 1889 (Globo Livros, 416 páginas, R$ 44,90), o jornalista Laurentino Gomes lembra que a Proclamação da República abriu muitos postos de trabalho justamente para eles, os fabricantes de placas. Logo depois que o novo governo tomou posse, 46 logradouros públicos mudaram de nome só na capital do país, o Rio de Janeiro. Até hoje, várias ruas e praças do país levam nomes de republicanos, ilustres ou desconhecidos. Da Praça Serzedelo Correa, no Rio, endereço de estabelecimentos decanos da boemia de Copacabana, à Avenida Benjamin Constant, em Campinas, onde ficam a Biblioteca Municipal e o Museu de Arte Contemporânea. Da Avenida Sena Madureira, em São Paulo, onde se situam várias clínicas e hospitais, à Avenida Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, endereço do mercado público e da popular Temakeria Japesca. Ironicamente, ou coincidentemente, várias dessas ruas – a começar pela Júlio de Castilhos – abrigaram passeatas no último mês de junho. É irresistível a pergunta: o que o Brasil das placas, que iniciou a República, tem a dizer ao Brasil das ruas, que pretende revigorar nossa democracia?

Algumas respostas possíveis estão em 1889, último capítulo da trilogia que tornou 1808 (sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil) e 1822 (sobre a proclamação da independência) best-sellers que venderam, somados, 1,5 milhão de exemplares. Como em suas obras anteriores, Laurentino pousa sobre a História um olhar de jornalista. O livro reconstitui, de maneira precisa e detalhada, fatos que todos acham que conhecem, mas na verdade poucos conhecem direito. Deles emergem os campeões de nomes de ruas. São três heróis improváveis que, no livro, protagonizam um enredo de quartelada bufa: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Benjamin Constant. Três militares que em nada lembram os pais fundadores de outra república, a americana, inspiradora do novo nome do país: Estados Unidos do Brasil.

O marechal que fundou a República, Deodoro da Fonseca, na verdade não era republicano. Admirava o imperador Dom Pedro II e hesitou até o último instante em promover a mudança de regime. Outro militar, Floriano Peixoto, surge no livro como um agente duplo. Ajudante general do Exército, era o responsável pela segurança dos integrantes do governo imperial, a quem devia fidelidade. Ao mesmo tempo, conspirava com Deodoro contra os “casacas” – os líderes do poder civil. E Benjamin Constant, o ideólogo da República, tinha pouco da ideologia democrática dos “pais fundadores” americanos, como Thomas Jefferson ou Benjamin Franklin. Influenciado pelo filósofo francês Augusto Comte, achava que a República deveria, como o comunismo, iniciar-se com uma fase autoritária – uma paradoxal “ditadura republicana”.

1

Havia clima no país para uma mudança de governo. O imperador estava cansado e doente. O Império perdera o apoio de parte dos grandes proprietários de terra quando, em 1888, a princesa Isabel aboliu a escravatura. Perdera também o apoio da caserna, devido a um punhado de brigas regionais que ficaram conhecidas como a “questão militar”. Por que o poder foi parar justamente nas mãos dos republicanos, gente boa de pena, como os jornalistas Quintino Bocaiúva e Júlio de Castilhos, mas péssima de política? Existem várias explicações possíveis. A proposta por 1889 é que, no mínimo, eles agiram rápido e com senso de oportunidade. Uma ala dos republicanos recorreu a um general literalmente de pijama. Atormentado pela aterosclerose, o herói de guerra Deodoro da Fonseca, aos 62 anos, era o único capaz de unir o Exército em torno dele. A data do golpe, previsto para 20 de novembro, foi antecipada porque os republicanos tinham medo de que Deodoro morresse de uma hora para outra.

Inicia-se aqui o enredo bufo – e os percalços do Custódio do romance, que tinha razões para ficar desconfiado. Quando o velho marechal resolveu marchar, deram-lhe um cavalo cansado que não o derrubasse. Deodoro manteve-se na sela, liderou o levante, valeu-se da traição dos comandados por Floriano, tomou o poder do Visconde de Ouro Preto, primeiro-ministro de Dom Pedro II – e não proclamou a República. Ficou em dúvida entre atender aos apelos de Benjamin Constant e devolver o poder ao imperador Dom Pedro II, a quem admirava. Derrubou o governo e voltou para a cama. Segundo o historiador Hélio Silva, citado no livro, só se decidiu a proclamar a República quando soube quem Dom Pedro II cogitava nomear para o lugar de Ouro Preto, caso recuperasse o poder: o gaúcho Gaspar Silveira Martins. Deodoro e Silveira Martins eram inimigos desde que haviam disputado o coração da viúva Maria Adelaide de Andrade Neves, a baronesa do Triunfo. Silveira Martins, capaz de citar sonetos de Shakespeare em inglês, levou a melhor com a beldade, que ainda por cima era sua conterrânea. Deodoro, mais afeito à ciência militar que aos versos elisabetanos, nunca se recuperou da ferida no cotovelo. Segundo Hélio Silva, a República foi proclamada, entre outras coisas, por esse desejo de vingança pessoal.

A República trouxe inegáveis avanços institucionais ao Brasil. Na primeira Constituição, de 1891, foram reconhecidos três poderes independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao contrário do que acontecia no Império, o Executivo não podia dissolver o Legislativo quando bem quisesse. Deodoro, primeiro presidente do regime republicano, reclamou bastante desse item. O direito de propriedade foi aperfeiçoado, e o direito a voto foi estendido. Na prática, nada disso funcionou direito. Tanto Deodoro quanto seu sucessor, Floriano Peixoto, governaram de regime de exceção em regime de exceção, perseguindo a imprensa e matando os opositores.

1

O calculista Floriano, sempre retratado em cartuns como uma cobra ou um sapo, costumava dizer que havia momentos em que era necessário trancar a Constituição numa gaveta, para depois devolvê-la limpa à população. “Examinando a História em perspectiva, Deodoro, Floriano e Benjamin Constant são figuras menos relevantes que Dom Pedro II ou Getúlio Vargas, que deixaram realmente uma marca no país”, diz o historiador José Murilo de Carvalho, autor de dois clássicos sobre o assunto: A formação das almas e Os bestializados. E efêmeras. Depois de romper com estardalhaço, com direito a desafio para duelo, Benjamin Constant e Deodoro da Fonseca morreram, respectivamente, em 1891 e 1892. Floriano Peixoto morreu em 1895, pouco depois de passar o poder ao paulista Prudente de Morais, o primeiro presidente civil.

Outros brasileiros do século XIX, igualmente elevados ao status de nome de ruas, deixaram contribuição intelectual mais duradora. “Não deixa de ser irônico que as cabeças mais avançadas do período estivessem do outro lado, o Império. Casos de André Rebouças e Joaquim Nabuco, por exemplo”, afirma o historiador Marco Antônio Villa. Nabuco era um liberal cosmopolita, que acreditava em instituições que funcionassem de verdade – como na Inglaterra e nos Estados Unidos, países que conhecia e admirava. Laurentino cita em seu livro uma frase de Nabuco: “A escravidão não permitiu que nos organizássemos e, sem povo, as instituições não têm raízes, a opinião não tem apoio, a sociedade não tem alicerces”.

Sob o eco da frase de Nabuco, é o caso de voltar à pergunta inicial: o que o Brasil das placas tem a dizer ao Brasil das ruas? Com a palavra, Laurentino. Na última página do livro, ele lembra não as manifestações de junho de 2013, mas as de 1984 – que, segundo ele, fundam um novo período na República: “Ruas e praças de todo o Brasil foram palco de coloridas, emocionadas e pacíficas manifestações políticas, nas quais milhões de pessoas exigiam o direito de eleger seus representantes. A Campanha das Diretas, que pôs fim a duas décadas de regime militar, abriu o caminho para que a República pudesse, finalmente, incorporar o povo na construção de seu futuro”.

O Brasil de hoje ainda vive enredos bufos com consequências trágicas. É só pensar no mensalão ou nos escândalos do Congresso. Como diz Laurentino, é outro país. A começar por um fato: ao contrário dos tempos de “ditadura republicana”, em que a ameaça de quarteladas estava sempre no ar, somos responsáveis pelos políticos que elegemos. Se nos decepcionarmos, podemos retirá-los do poder mediante voto. Só 100 anos depois de 1889, depois de superar uma enraizada cultura autoritária, elegemos o primeiro presidente da nova fase. Se o Brasil das placas tem uma lição a dar ao Brasil das ruas, talvez seja esta: a democracia é uma construção demorada, difícil – mas quem foi às ruas lutar por ela sabe que o esforço vale a pena.

1

Livro reúne 60 objetos que nunca deixam os porões dos museus

0

“The secret museum”, lançado pela britânica Molly Oldfield, mostra, por exemplo, pedaços da macieira que inspirou Newton e cadernos de rascunho de Van Gogh

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cristina Tardáglia, em O Globo

No Brasil, autora visitou quatro museus e se encantou com “Exu boca de fogo”, do Museu Afro-brasileiro, e seis telas de Ricardo Ozias, do Museu Internacional de Arte Naïf

RIO – Guardados a sete chaves na Royal Society de Londres estão três pedaços da macieira que um dia inspirou o físico e matemático inglês Isaac Newton (1643-1727) a formular a Lei da Gravidade. Com menos de dez centímetros de comprimento, os pedacinhos da árvore que sombreava a casa em que o cientista cresceu, em Lincolnshire, estão nos arquivos da famosa sociedade científica desde 1800, quando a macieira foi derrubada. De lá, no entanto, nunca saíram. No Museu Van Gogh, em Amsterdã, também inacessíveis, estão quatro cadernos de rascunho do famoso pintor holandês. Van Gogh (1853-1890) gostava de desenhar imagens que o impressionassem “no ato”, caso da igreja de Nuenen, que, mais tarde, apareceu numa de suas pinturas.

Essas e outras 58 peças que contam parte da história do mundo e da arte, mas seguem distantes dos olhos do público, mobilizaram a escritora e roteirista da BBC Molly Oldfield durante todo o ano passado. E agora ganham os holofotes em “The secret museum” (“O museu secreto”). Lançado na última quinta-feira, o livro foi parar na lista dos cem mais vendidos da Amazon em menos de 24 horas.

— Existe um universo de objetos que o grande público simplesmente não pode ver — diz Molly, em entrevista ao GLOBO, por telefone, de Londres. — Há muito mais peças guardadas do que à mostra. E não há nada que possa ser feito em relação a isso.

Em sua pesquisa, Molly encontrou diversas razões para a existência dos “museus secretos”: do valor das peças à sua fragilidade, passando pela vontade dos curadores.

— Há objetos, como a maravilhosa cruz de pedras preciosas do Museu de Arte Sacra de Salvador, na Bahia, que são simplesmente valiosas demais para serem postas à mostra sem um superesquema de segurança. Existem ainda peças que já estão tão frágeis que não podem nem ver a luz. É o caso do “The Diamond Sutra”, a impressão mais antiga do mundo (de 868 a.C). Ela está numa caixa arquivada pela British Library.

Comandante Nelson x príncipe Charles

Em “The secret museum”, cada uma das 60 peças toma um capítulo inteiro e traz uma historinha. No caso da bandeira espanhola usada na Batalha de Trafalgar, que envolveu França, Espanha e Inglaterra, em 1805, Molly conta que, em 2005, durante uma exposição em homenagem ao comandante Horatio Nelson (vencedor do conflito e considerado um dos maiores estrategistas navais do mundo), o National Maritime Museum tomou coragem e decidiu desenrolá-la em seu saguão. Chamou os jornalistas para registrar o momento, mas, na hora combinada, o príncipe Charles anunciou seu casamento com Camilla Parker Bowles e capturou a atenção de todos.

Molly visitou cem instituições pelo mundo.

— No Brasil, achei incrível a estátua “Exu boca de fogo” feita em madeira, que está guardada no Museu Afro-brasileiro, em Salvador. Os curadores não a expõem porque acham que ela passa a impressão de que o orixá é uma figura ameaçadora, com língua e chifre. No Rio, fiquei impressionada com seis telas do pintor naïf Ricardo de Ozias. Feitas com a ponta dos dedos e com escovas de dente, elas representam o sofrimento da escravidão. Estão guardadas porque o Lucien Finkelstein (fundador do Museu Internacional de Arte Naïf, no Cosme Velho) morreu (em 2008) antes de decidir quando exibi-las.

Em São Paulo, a escritora encontrou a cabeça do menor dinossauro da América do Sul. E todas essas peças também estão em “The secret museum”. Unem-se, por exemplo, aos três fragmentos comprovadamente vindos de Marte que fazem parte do acervo do Observatório do Vaticano.

— Meu livro é apenas a minha seleção de peças ocultas. Quem percorrer o mesmo caminho encontrará muitas outras — conclui Molly.

Menino de 13 anos reconhecido pelo Guinness é escritor, pintor e músico

1

Adriana Justi, no G1 Paraná

Paranaense ganhou o título de escritor mais jovem a publicar um livro.
Menino tem seis livros, faz aulas de violoncelo e toca piano.

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto tem 13 anos e publicou seis livros (Foto: Adriana Justi / G1)

Com 13 anos e reconhecido pelo Guinness Book como o escritor mais jovem a publicar um livro, Adauto Kovalski, se dedica diariamente com funções ligadas a arte e à música. Guiado pela ‘estrela da vida’, tida por ele como marca registrada, o garoto explica que já tem seis edições publicadas, e que, além de escritor, toca piano, faz aulas de violoncelo e faz pinturas quase que diariamente. Além disso, ele estuda pela manhã, faz natação e brinca. “Eu gosto das brincadeiras normais das crianças com a minha idade”, disse Adauto, que acrescenta ainda que pretende fazer aulas de espanhol e francês em 2014.

Os livros foram inspirados em histórias e fatos do cotidiano da família e da escola. A primeira edição ‘Aprender é Fácil’ deu a ele o reconhecimento no livro dos recordes nas edições de 2008 e 2009.

“A estrela da vida é minha marca, por isso faço questão que ela esteja impressa em todos os meus livros. Desde que eu era bem novinho, meus tios me mostravam ela no céu. Era o que continha a minha ansiedade e orientava os meus pensamentos, principalmente nas longas viagens. Muitas inspirações sairam destas viagens”, explica o garoto.

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Estrela da vida é marca registrada em todas as edições dos livros de Adauto (Foto: Adriana Justi / G1)

Na avaliação da tia, Maria José Kovalski, com quem o menino vive desde os 3 anos, ele tem facilidade em aprender e gosta de dividir o conhecimento com o próximo. “Um exemplo disso é o primeiro livro dele. Nas 25 páginas, ele descreve o que aprendeu na escola com desenhos e coloridos que fazem o conteúdo ficar mais compreensível”, conta.

Mas o talento artísto de Adauto não parou nas edições dos livros. Ele também foi reconhecido pelo Ranking Brasil como o brasileiro mais jovem a concluir curso de composição de melodias, mais jovem compositor de partituras de piano, mais jovem pintor em telas, e o mais jovem a lançar um livro.

“Quando eu toco piano, tenho a companhia das minhas três calopsitas. É só ouvir o som que elas correm no meu ombro”, conta Adauto. Além de novas composições, ele conta que as preferidas estão no livro ‘A Arte da Música’, que possui 14 partituras em português, espanhol e francês.

(Veja o vídeo)

Além desses títulos, o garoto também possui cerca de 30 medalhas de concursos que participou desde os primeiros anos de vida. “São muitas medalhas que eu guardo com muito carinho, já até perdi as contas de quantas conquistei nesses anos”, acrescenta Adauto.

Adauto explica que quer seguir várias carreiras quando crescer. Além da vontade de ser biocientista, ele ainda sonha em ser maestro e piloto de avião. Na coleção de miniaturas, guardadas em uma estante do quarto, ele acomoda cerca de 30 aeronaves de brinquedo.

Emocionado, ele diz também que de todos, o maior sonho é ser adotado pelos tios.

“A mãe é distante desde que ele nasceu e, por isso, nós o tratamos como um filho”, explica a tia.

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto toca violoncelo e compôs 14 partituras de piano (Foto: Adriana Justi / G1)

Livros foram inspirados no cotidiano

Entre os livros estão os títulos – ‘Dentes’, ‘O Barco Pirata’, Histórias da Vovó’ e ‘A Arte da Música’, onde ele apresenta 14 partituras de piano. O primeiro lançamento também foi traduzido para o espanhol e publicado em 2007, quando o menino teve as primeiras aulas da língua estrangeira. “Eu lembro que como eu tinha começado a estudar espanhol, não sabia muita coisa. Então, para traduzir o livro eu peguei um dicionário e procurei palavra por palavra”, conta Adauto.

O livro ‘Histórias da Vovó’, com 87 páginas e 25 contos, foi inspirado em fatos reais. “A minha avó sempre me contava muitas histórias. E nesse livro, eu tentei adaptar alguns finais, mas ela exigiu que eu contasse as histórias reais. Foi então que eu decidi dividir o conteúdo com partes reais [que ela me contava] e com as minhas histórias adaptadas”, completa o menino.

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros anos de idade  (Foto: Adriana Justi / G1)

Adauto exibe os títulos que conquistou desde os primeiros
anos de idade (Foto: Adriana Justi / G1)

O próximo livro de Adauto – ‘Molhando o Pé no Rio’, já está em endamento.

“Ele tem a ver com um dos meus sonhos, que é o de ser biocientista. Eu conto a história de um menino que estava molhando o pé em um rio e ele pensava que os animais que existiam eram só aqueles qua a gente podia ver, como cachorros e gatos, por exemplo. Só que ele nunca olhou bem de perto para ver as formigas, os besouros, as bactérias. Ou seja, que existem outras vidas por trás disso”, conta Adauto, que brinca e diz que o final da história ainda é segredo.

Entre as admirações e inspirações de Adauto estão o pianista Alvaro Slaviero, a compositora Luna Remer, maestro Alceo Bocchino e maestro Tibiriçá.

Livro 'Aprender é Fácil' deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro ‘Aprender é Fácil’ deu o título ao menino no Guinness Book de escritor mais jovem a ter um livro publicado (Foto: Adriana Justi / G1)

dica do Jarbas Aragão

Go to Top