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Posts tagged pintura

Artista cria retratos realistas de pessoas e animais em pilhas de livros usados

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Publicado por Hypeness

Enquanto que muitos ilustradores colocam suas artes dentro de livros, Mike Stilkey prefere usá-los como tela. Chamadas por ele de “esculturas de livros”, as peças são formadas por diversos livros usados, que foram resgatados dos lixos de bibliotecas – por estarem velhos, duplicados ou desatualizados. Ao unir essas peças, ele tem a seu dispor uma bela tela, a qual preenche com sua arte.

Mike Stilkey cria belíssimos retratos de pessoas e animais antropomórficos, que tocam instrumentos musicais e se vestem com roupas “de gente”. As lombadas dos livros, com suas diferentes cores e inscrições, funcionam como um fundo perfeito para a pintura.

Veja o resultado logo abaixo:

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Todas as fotos © Mike Stilkey

Professor usa pintura corporal para ensinar anatomia a alunos no RS

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Músculos, ossos e cartilagem são pintados no corpo de modelo por artista.
Universidade opta por não usar cadáver para ensino na área da saúde.

Modelo é pintado enquanto professor explica as questões tratadas em aula (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Modelo é pintado enquanto professor explica as questões tratadas em aula (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Tatiana Lopes, no G1

Divididos em grupos, alunos de primeiro e segundo semestres de fisioterapia pesquisam as respostas para questões de anatomia lançadas pelo professor. Bonecos para o estudo do corpo humano estão distribuídos na sala, assim como um armário repleto de materiais para a disciplina. A principal atração, no entanto, está na pintura de músculos, ossos e cartilagem feita por uma artista nas costas de um modelo. Os estudantes não aprendem em cadáveres, mas sim com pessoas vivas. O bodypainting (pintura corporal) é utilizado dentro da metodologia de ensino na área da saúde na UniRitter, em Porto Alegre.

O respeito muda, a aula cria essas situações”
Fabrício Duarte, professor e coordenador de fisioterapia

O G1 acompanhou a aula ministrada pelo professor e coordenador do curso de fisioterapia da universidade, Fabrício Duarte. Diferenciadas, as aulas com pintura corporal são agendadas. Tanto a artista como o modelo são contratados e recebem pela participação.

“Com todo respeito ao cadáver, não se vê diferenciação de músculo, cartilagem, escápula. No ser vivo, sim”, justifica o professor, que só vê vantagens na técnica utilizada. Além da UniRitter, a Fadergs, da mesma rede (Laureate International Universities), aplica a metodologia no Rio Grande do Sul.

Conforme Fabrício, que é de Minas Gerais e vive em solo gaúcho há 10 anos, a pintura corporal começou a ser usada nos Estados Unidos. No Brasil, a pioneira foi a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

O uso de cadáveres nos estudos da área da saúde é permitido por lei, que sofreu alteração em 2007, quando ficou definido que o cadáver não reclamado junto às autoridades públicas no prazo de 20 dias poderia ser destinado às escolas. A opção das universidades da rede Laureate em não usar corpos de pessoas mortas foi, segundo o professor e coordenador, para mesclar aprendizagem técnica com a ética no contato dos alunos com outras pessoas.

Segundo ele, as aulas práticas com pessoas vivas, além de atrair maior atenção dos alunos, trabalham a conduta e o respeito no grupo. “O respeito muda, a aula cria essas situações”, diz. “Isso é validado cientificamente. Temos que buscar conduta ética. A técnica se constrói com a formação, mas ética vem de berço”, completa Fabrício, que afirma não ser contrário ao uso de cadáveres, apesar da opção por não trabalhar com corpos em aula.

Pinturas também são feitas na face durante as aulas (Foto: Sheila Meyer/Divulgação)

Pinturas também são feitas na face durante as aulas (Foto: Sheila Meyer/Divulgação)

A aula acompanhada pelo G1 contou com a participação do modelo Matheus Vieira, de 19 anos, que teve as costas pintadas pela artista Amanda Loss, de 23, que estuda design na UniRitter. Mas mulheres também participam. Conforme o professor, nestes casos os seios são tapados, assim como qualquer outro fator que possa desviar a atenção, como piercings e tatuagens.

Movimentos são realizados para que alunos acompanhem o que acontece nos músculos (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Movimentos são realizados para que alunos
acompanhem o que acontece nos músculos
(Foto: Tatiana Lopes/G1)

“Nunca tive problema nas minhas aulas. Mas não podemos nos intimidar em chamar a atenção, em pedir foco no que é estudado”, ressalta.

De pé durante mais de uma hora, de costas para os alunos e cumprindo orientações do professor com movimentos durante as explicações da disciplina, Matheus garante que se sentiu confortável. Foi o primeiro convite que o modelo, que dá aulas de jogos digitais, recebeu. “Achei a metodologia muito interessante, dá até para aprender um pouco”, comenta.

Amanda Loss começou a pintar corpos nas aulas da Fadergs, e em seguida foi chamada para participar na UniRitter. “Meu professor de desenho que me indicou. Ainda estou aprendendo, mas a gente pensa que é mais complicado, e não é”, diz. “Sempre fui muito interessada nessa área, então é bom juntar o desenho com algo importante para o ensino”.

Após as pesquisas em livros e tablets, cada grupo fala sobre as questões que pesquisou durante a aula, e as demonstrações são feitas no modelo. Mas o professor também utiliza outras tecnologias, como projeções digitais- e apresentação de placas de Raio-X, além dos bonecos anatômicos.

Davi, de lado e ao fundo, acompanha de perto as explicações (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Davi, de lado e ao fundo, acompanha de perto as
explicações (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Estudante do primeiro semestre, Davi Barbosa Prates, 33 anos, morador de Canoas, assistiu à aula pela primeira vez e aprovou. “Fiquei sabendo da metodologia quando entrei (na universidade). Acho bom, é possível ter a noção do movimento. É bem mais didático, o cadáver não mexe”, compara.

Os outros alunos que conversaram com o G1 compartilham da mesma opinião de Davi. “Achei interessante e mais fácil para o aprendizado. É diferente de livro, de boneco”, comenta a estudante do primeiro semestre Silvana Gehling, 45 anos, de Porto Alegre. “É melhor, diferente de visualizar o que nas peças não conseguimos”, diz Vanessa Becker, de 17, que cursa o segundo semestre e também mora na capital gaúcha.

Silvana e Vanessa aprovam a metodologia (Foto: Tatiana Lopes/G1)

Silvana e Vanessa aprovam a metodologia
(Foto: Tatiana Lopes/G1)

Para Fabrício, a oportunidade de alunos que estão começando a faculdade aprenderem na prática a profissão ajuda na sequência do curso. “Eles ainda estão longe da prática, mas com a metodologia fazem um link dentro do dia a dia e até arriscam diagnósticos quando indagados”, resume.

Além de costas, os modelos também podem ter pernas, braços e face pintados, dependendo da aula. A área da saúde, a UniRitter tem os cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Medicina Veterinária.

Governo quer criar universidade de artes

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Universidade estará entre as quatro que o MEC criará EM 2014

Publicado por R7

O governo vai criar uma universidade de artes, que vai oferecer cursos de graduação e pós-graduação voltados para as artes e a cultura. De acordo com o ministro da Educação Aloizio Mercadante, a pasta, em conjunto com o Ministério da Cultura, terá 100 dias para apresentar um projeto. A universidade estará entre as quatro que o MEC (Ministério da Educação) vai criar em 2014.

— Queremos reunir na universidade todas as expressões da cultura: a música clássica, a dança clássica, a música popular, a dança popular, as artes plásticas, a pintura, a poesia, tudo em cursos de graduação, mestrado, doutorado, em uma única instituição.

A universidade não tem lugar definido. O ministro explica que os governadores e prefeitos devem enviar propostas.

— Quem apresentar o melhor espaço, o espaço mais interessante, culturalmente mais rico, a melhor arquitetura, seguramente levará o projeto. Vamos fazer uma seleção pública para a localização da universidade.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, acrescenta que a universidade poderá ganhar outros campi.

— A universidade de artes pode começar como uma primeira e depois ser ampliada. Poderemos ter um celeiro de talentos e especializações em áreas que ainda não temos. O brasileiro é criativo, vai muito longe, mas se tiver instrumentos na jornada, poderá alcançar um grau de excelência. Pode ser um marco bastante importante para a cultura no Brasil.

Estudantes estão conectados, mas não têm hábito de ler

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Imagem Google

Publicado originalmente no Terra.com

A pesquisa Escolas Estaduais do Rio do Janeiro – Percepções e Expectativas de Alunos revela que 92% dos estudantes do Ensino Médio da rede estadual estão conectados à internet, mas o hábito de ler não faz parte da vida deles. De modo geral: 14% dos 4 mil alunos consultados disseram não ter lido nenhum livro nos últimos cinco anos. Um livro foi lido no período por 11% dos estudantes; dois ou três livros por 26% e quatro ou cinco livros por 17%. O estudo foi efetuado pelo Instituto Mapear para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Entre os alunos que leram mais que um livro em média nos últimos cinco anos, a pesquisa registrou que 14% leram entre 6 e 10 livros, 8% entre 11 e 20 e 10% leram mais que 20 livros em cinco anos.

A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada em março deste ano pelo Instituto Pró-Livro, registra que, na faixa etária entre 5 e 10 anos, as crianças brasileiras leram 5,4 livros, no ano passado. Entre os pré-adolescentes, de 11 a 13 anos, a taxa de leitura ficou em 6,9 livros por ano e entre adolescentes de 14 a 17 anos (mesma faixa etária da pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro) foram lidos 5,9 livros em 2011.

Os números são menores do que os registrados na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizada em 2007, mas, segundo o Instituto Pró-Livro, a queda se deve a uma diferença de metodologia em relação ao estudo deste ano, não necessariamente à uma queda no número de leitores no País.

O baixo índice de leitura entre os alunos do Ensino Médio da rede pública estadual fluminense pode ser atribuído a um fator histórico, disse o subsecretário de Gestão do Ensino, Antonio Neto. O subsecretario informou que 70% dos pais de alunos não têm o Ensino Fundamental completo. “No ambiente familiar o aluno não encontra estímulo para a leitura”, disse.

Nas famílias de classe média, que costumam assinar jornais e periódicos, os estudantes conseguem ter mais acesso a algum tipo de leitura. “No caso das famílias mais pobres, nós não vemos isso. Vemos grandes dificuldades. O papel da escola passa a ser mais importante, porque é um quadro que tem que ser revertido desde os anos iniciais da educação”, disse Neto. A pesquisa foi pautada no Ensino Médio e mostra que a leitura tem que ser fortalecida desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, “para que no Ensino Médio, o aluno tenha uma convivência com o livro muito maior”.

Neto observou que, “como o mundo ideal não existe”, é preciso trabalhar com a realidade. Para fomentar ações que incentivem o gosto pela leitura entre os alunos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio utiliza ferramentas, como a Semana de Artes das escolas públicas estaduais.

A iniciativa foi resultado de trabalhos efetuados por escolas da rede estadual que envolveram várias linguagens, entre as quais música, dança, pintura, literatura, vídeo e teatro. ¿Essa ação de fomento à arte está necessariamente ligada à leitura”, disse. Foram cinco dias de ações escolares, o que levou a secretaria a decidir ampliar o evento no próximo ano.

Outra ação de incentivo ao hábito de ler entre os estudantes é o Salão do Livro das Escolas Estaduais. O evento é anual e constitui uma oportunidade de as unidades escolares adquirirem novos livros para os estudantes. Cerca de 141 unidades participaram da última edição, que teve uma verba de R$ 8 milhões.

Novas ações estão sendo formatadas com o objetivo de serem introduzidas na rede de ensino em 2013. Neto esclarece que a secretaria não trabalha com o conceito de bibliotecas, mas de salas de leitura nas escolas. O acervo dessas unidades considera uma proporção média de três livros, “pelo menos”, por aluno, conforme determina a legislação atual para bibliotecas.

A secretaria criou, no ano passado, a função de “professor agente de leitura”. Esse profissional começará a ser colocado nas escolas ainda neste semestre com a função de fomentar a leitura. Ele terá também a atribuição de criar estratégias para que o aluno “utilize e trabalhe com esses livros”.

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