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Pior que autor de “Game of Thrones”, Shakespeare chega aos 450 anos com cerca de 60 mortes na conta

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Publicado no Terra

shakespeare

Menos novelas e mais livros

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O número de novelas que as pessoas assistem, na maioria das vezes, é maior do que o número de livros que leem

Paulo Sérgio Buhrer no Administradores

Às vezes chego a pensar que as novelas geram ganhos a quem assiste, tamanho é o fascínio que despertam nas pessoas. Mas, longe disso. Elas geram mesmo é paralisia, de todos os gêneros, inclusive, físico, afinal, há pessoas que nem piscam quando a cena é chocante, picante, emocionante.

Você já ouvir dizer que alguém foi promovido porque sabia o nome de todos os personagens da novela das nove? Ou, porque recitou o último capítulo da novela das seis? Menos novelas e mais livros significa mais conforto, saúde, bem-estar, relacionamentos… mais vida.

Alguma pessoa coloca no currículo: “expert em novelas”. A não ser que você seja um crítico de TV, ou ganhe dinheiro com notícias noveleiras, ninguém melhora de vida vendo novela.

É uma pena, porque enquanto os capítulos das novelas avançam, a carreira das pessoas, a competência e o aprendizado andam para trás. Raramente, e raramente mesmo você aprende alguma coisa produtiva vendo uma novela.

“Então não posso mais assistir minha novelinha?” Claro que pode, afinal, cada um é dono de si mesmo. A questão é que, pelo menos, nos intervalos, deveríamos trocar a novela por páginas de livros. Livros que aumentem nossa competência, que despertem nossa motivação e entusiasmo pela vida. Livros que nos direcionem para a carreira que pretendemos, e nos auxilie na preparação de competências e diferenciais para que ela seja um sucesso, enfim, ler os capítulos de livros traz resultados positivos e muito aprendizado, enquanto que acompanhar os capítulos da novela traz inércia, acomodação, e, pior, corremos o risco de criar um estado mental com inversão de valores, afinal, o que se passa nas novelas de hoje é todo tipo de imprestabilidade.

“Ah, mas a novela é um retrato da vida real”. Mentira. A vida real tem se deixado influenciar pelas novelas, invertendo valores morais como se fosse esse o padrão. Não é padrão a traição, o sexo sem amor, o pobre ser feliz e o rico depressivo, como se quisessem perpetuar a fome, a miséria, o pouco, incentivando de que feliz mesmo é quem não tem dinheiro, e, que, os ricos, cedo ou tarde apontam uma arma para a própria cabeça. Tudo isso é enganação e não podemos trazer para os capítulos da nossa vida o que se passa nas novelas.

Quer ver sua novelinha, veja, mas, prefira trocá-la por conhecimento que enobrece, por outras imagens que façam bem à sua mente, por ideias de especialistas nas mais diversas áreas, e não pelas infames imagens, sons e experiências novelísticas.

De outro ponto de vista, é preciso que compreendamos que nós é que nos deixamos influenciar, e, parecemos gostar do que se passa na TV, tamanha é a audiência desses programas. Não se chateie com quem quer lhe ajudar a sair do marasmo, da inércia de ficar no sofá, esparramado, vendo novela enquanto os filhos brincam sozinhos lá fora e seu companheiro (a) implora por atenção, ou enquanto um colega de trabalho está sendo promovido porque leu mais, foi a cursos, o que possibilitou a ele comprar o carro que você sempre quis, mas, a novela o convenceu de algum modo, que ela era mais importante que seu aperfeiçoamento e qualidade de vida.

Me dá uma dor no coração ver pessoas não indo a cursos, palestras, não lendo pelo menos um livro por ano, porém, recitando o nome dos personagens e o que cada um fez no capítulo anterior, deixando queimar o arroz, o feijão e derramar o leite no fogão, mas, não perdendo segundos da novela.

Assista sua novela, mas, com todo carinho do mundo, sugiro que comece a trocá-la por algo produtivo, divertido, instigante, como um livro, um curso, ou, simplesmente em sair para passear num parque sozinho ou em família, e observar a natureza, só para quebrar esse hábito de acomodação que a novela traz.

Eu sei que você chega em casa exausto, e tudo o que enxerga é a poltrona do sofá e tela da TV, porém, estar extenuado é um ótimo sinal de que está suando no trabalho, no entanto, suor já não é mais sinal de sucesso. Temos que complementá-lo com evolução, aprendizado, habilidades, coisas essas que a gente não aprende vendo novela.

O pior de tudo é que ficarmos vidrados na TV não permite sequer que descansemos, pois ficamos focados, atentos a tudo o que se passa, enchendo a mente com bobagens que vão atrapalhar num momento ou outro nossa vida.

Não sou contra a TV e suas novelas. Sei do papel importante que a TV tem. Sou contra você não estudar, não se empenhar, não participar de eventos que a empresa oferece, negar hora extra, negar carinho, atenção a quem ama você, enfim, sou contra rejeitar conforto, bem-estar, crescimento. Aposto que nunca um artista de novela lhe deu esses conselhos, deu? Garanto que nenhum deles se preocupou em ligar pra você oferecendo ajuda quando não sobra dinheiro para comprar um tênis para o filho ir para o colégio, ou, duvido que algum deles tenha oferecido ajuda nos momentos mais difíceis que você enfrentou, e, mais, tenho certeza que nunca ligaram pra você oferecendo apoio para uma consulta médica particular para seu filho, enquanto você reclamava da demora no posto de saúde. Por que eles não fazem isso?

A resposta é simples: porque eles são personagens, e você é real. Não se deixe inverter, tornando-se um mero expectador da própria vida. Você é real e tem que sair do sofá e dos capítulos da novela para se tornar protagonista do filme da sua vida, da sua carreira, do seu destino e escrever belos capítulos no livro da sua história.

Firme campeão, campeã. O carro, a casa, o conforto, a vida que você deve sonhar não está nas novelas. Tudo isso está nos livros, cursos e na sua evolução constante. Mais livros e menos novela.

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

Aluno de SP poderá repetir em 5 das 9 séries

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiu fazer uma reorganização nos ciclos e nos currículos da rede municipal de ensino.

A proposta em estudo prevê que possa haver reprovação em até cinco séries do ensino fundamental, ante as atuais duas. E, em alguns casos, poderá haver a dependência de matérias.

O documento com a proposta, obtido pela Folha, foi enviado pela Secretaria Municipal de Educação há cerca de dez dias a dirigentes da rede para discussão.

Ainda pode haver mudanças até a apresentação oficial, em cerca de 15 dias.
Hoje, os alunos só podem ser retidos ao final do 5º e do 9º anos, séries que finalizam os ciclos atuais. O mesmo acontece na rede estadual.

A proposta é que os ciclos passem a terminar na 3ª, na 6ª e na 9ª séries (com possibilidade de reprovação) e que possa haver retenção também na 7ª e na 8ª.

Desde o início da gestão, o secretário da Educação, Cesar Callegari, tem sinalizado a possibilidade de adotar a reprovação no 3º ano, destacando que seria apenas em casos graves, em que o aluno precise rever o conteúdo ao final do ciclo de alfabetização.

Como hoje a primeira retenção só pode ocorrer no 5º ano, a avaliação do secretário é que se demora muito para recuperar um aluno que não foi alfabetizado. Não havia sido apresentada, até então, a possibilidade de reprovação no 7º e no 8º anos, que estão no meio de ciclo.

A possibilidade de reprovação é vista por parte dos professores como uma forma de inibir a indisciplina nas salas e de evitar que alunos avancem sem saber o conteúdo.

Já educadores apontam que um repetente tende a ter desempenho pior para todo o restante da vida escolar, com mais chances até de evadir -e que alguns estudantes precisam de mais tempo para aprender o mesmo conteúdo.

A melhoria da qualidade do ensino fundamental é um dos principais desafios do prefeito Haddad. Hoje, a rede municipal de ensino da cidade de São Paulo São Paulo tem cerca de 1 milhão de alunos.

Nos últimos anos, o município não atingiu as metas federais, que consideram desempenho dos alunos em português e matemática e a taxa de aprovação. Haddad, ex-ministro da Educação, tem participado pessoalmente das discussões sobre as mudanças na área.

SEM DETALHAMENTO

Chamado de minuta para consulta pública, o documento não aborda o risco de aumento de reprovação.

Afirma apenas que, para as três séries finais do ensino fundamental, há a possibilidade de o aluno ficar de dependência -ou seja, se reprovar em português, por exemplo, o aluno refaz apenas essa disciplina, mas passa de série. Ainda não há um detalhamento sobre como fica a situação do estudante que ficar de dependência em uma matéria no último ano ou daquele que mudar de rede.

Na proposta, também ainda não estão definidas quantas matérias seriam necessárias para reprovar totalmente o estudante.

Procurada pela reportagem, a gestão de Fernando Haddad afirmou que não comentaria as ideias do documento por ele poder ainda passar por alterações.

Outra proposta da gestão é que haja ao menos duas avaliações por semestre aos estudantes (hoje as escolas definem quantas aplicarão), e as notas devem ser enviadas às famílias, para que elas sejam mais envolvidas no cotidiano escolar.

A minuta enviada aos dirigentes de ensino prevê ainda a possibilidade de uma mesma unidade de ensino infantil abrigar crianças de 0 a 5 anos. Hoje, elas ficam divididas em dois tipos de escolas, de 0 a 3 anos e de 4 a 5 anos. O texto não explica o porquê da alteração

Quem tem medo dos críticos?

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Daniel Prestes, no Vá ler um livro

Tenho percebido a algum tempo que blogs literários dificilmente tem muitos comentários, salvo algumas exceções e, é mais raro ainda que, quando há, o leitor fuja do já dito pelo autor ou, ainda, apresente argumentos para justificar a concordância. No geral, os comentários se resumem a um “concordo plenamente”, “assino embaixo” e suas variações.

E aí eu me pergunto: Que tipo de leitores estamos formando? Que tipo de leitor é esse que não consegue reestruturar o pensamento posto pelo texto? Que leitor é esse, que não consegue apontar elementos no que está escrito para a sua concordância? Que gosta de tudo, porque achasse contemplado ipsi literis, vírgula por vírgula, em cada ponto?

É ainda pior quando, conversando com algumas pessoas, ouço as seguintes justificativas: “tenho medo de parecer tolo”, “não sei o que comentar” e “e se eu estiver errado?”.

Ora, você leu o texto e tem sua experiência de vida, de leitura de outros textos, assim, não me parece possível que você não tenha nada a acrescentar ao que está posto. Posicionar-se nos comentários, ir além do gostei, é também parte do ato de ler, pois nele, você constrói um sentido, “re”-significa e entra em diálogo com o autor. É justamente por isso que temos o espaço para comentários, para que esse diálogo aconteça e, quando isso ocorre, é uma dádiva, porque você trabalha os sentidos postos no texto e faz com que o autor trabalhe ainda mais as suas próprias ideias.

O crítico, o cara que escreve o artigo de opinião não é detentor da verdade, ele é alguém que olha o mundo sob uma determinada perspectiva, essa a qual ele lhe convida a conhecer, e quando você entra em contato com ela, a sua própria noção de mundo se alarga e expande.

Porque não oferecer essa mesma oportunidade de alargamento ao autor do texto que você leu? Porque não sair dessa postura passiva de leitura, de recolha de ideias e entrar no jogo do diálogo e, assim, ser um participante na construção de conhecimento?

A crítica precisa de críticas. A crítica precisa do diálogo.

Quero ser lido em Marte e outros links

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Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

1A notícia que começou a circular há alguns dias parece piada, mas não é. Trata-se apenas de um concurso literário do outro mundo: a Nasa, agência espacial americana, vai escolher três haicais num concurso de mensagens poéticas para Marte e gravá-los num DVD a ser levado ao Planeta Vermelho na missão Maven, com lançamento marcado para novembro (via Guardian).

Como se sabe, haicai (também chamado haiku) é um poema de apenas três versos, de origem japonesa. As inscrições são abertas a todos e vão até 1º de julho. Uma votação online apontará os vencedores.

Não, ninguém espera encontrar em Marte um público leitor para os poeminhas. A mensagem é dirigida aos próprios terráqueos, em busca de apoio popular para a contestada causa da exploração espacial. Isso é tornado mais evidente pela promessa de que os nomes de todas as pessoas que entrarem em contato com a missão manifestando esse desejo também serão gravados no tal DVD.

Depois de refletir longamente sobre tudo isso, pensei em enviar minha modesta contribuição:

Nada de arte, Marte:
A Terra é feita de terra
Água e marketing.

Mas desconfio que desclassifiquem textos em português.

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O cineasta Steven Soderbergh, de “Sexo, mentiras e videotape” e “Traffic”, está publicando desde 28 de abril uma novela policial no Twitter (twitter.com/Bitchuation). Chama-se Glue e tem o apoio de fotografias. O décimo quarto dos capítulos curtinhos acaba de chegar ao fim (via Salon.com).

Se eu estou gostando? Não exatamente. Ficções mais longas servidas como picadinho no Twitter ainda estão naquela fase que se chama de “experimental”, em que os melhores esforços costumam merecer, no máximo, adjetivos como “interessante” ou, pior, “válido”.

O principal desafio é impedir que o limite de 140 caracteres soe arbitrário e gratuito, características que costumam ser hostis à qualidade literária, principalmente quando se trabalha com formas sucintas.

Embutir na própria história um sentido para a forma soluçante é algo que, na minha opinião, ninguém fez melhor até agora do que Jennifer Egan em seu já clássico Blackbox. Talvez Soderbergh concorde, pois usa uma voz narrativa (em segunda pessoa) que tem semelhanças com a da novelinha de Egan.

Será que você devia, como autor de ficção, permitir que seus personagens tenham sonhos? Algumas pessoas acham uma má ideia, mas não há nada que o impeça: as pessoas sonham mesmo, sonham todas as noites, e ter personagens que não sonham de jeito nenhum é como ter personagens que não comem. Mas isso também não é um problema: algumas histórias não tratam de sonhos nem de comida. Ficaríamos chocados se Sherlock Holmes, James Bond ou Miss Marple começassem de repente a contar seus sonhos, embora novas gerações de heróis de thrillers e romances policiais sejam autorizados hoje – eu percebo – a ter mais vida pessoal. O que pode incluir mais sonhos. Mas não muitos mais. Você não vai querer que os sonhos atravanquem o caminho dos cadáveres.

Deixe o personagem sonhar se for preciso, mas tenha em mente que os sonhos dele – diferentemente dos seus próprios – terão um significado atribuído a eles pelo leitor. Seus personagens terão sonhos proféticos, prevendo o futuro? Terão sonhos sem consequência, como na vida real? Usarão os relatos de seus sonhos para irritar ou agredir ou iluminar outros personagens? Muitas variações são possíveis. Como em tantos outros aspectos, não é uma questão de fazer ou deixar de fazer, mas de fazer bem ou fazer mal.

Numa série que vem sendo publicada pelo blog da “New York Review of Books” sobre o papel dos sonhos na ficção, é a vez das considerações práticas e caseiras da escritora canadense Margaret Atwood (em inglês, aqui).

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