Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Pistas

Milionário excêntrico esconde tesouro de US$ 2 milhões e deixa 9 pistas em poema

0

Publicado no UOL

Livro de Fenn é um sucesso de vendas no Novo México

Livro de Fenn é um sucesso de vendas no Novo México

Centenas de objetos de ouro incrustados com rubis, oito esmeraldas, duas safiras do Ceilão, muitos diamantes, duas antigas esculturas chinesas de jade e pulseiras de ouro pré-colombiano.

É assim que o comerciante de arte e ex-piloto Forrest Fenn descreve o tesouro que ele diz ter escondido nas montanhas do condado de Santa Fé, no Estado americano do Novo México.

Fenn, que tem 82 anos e fama de excêntrico, afirma que os objetos podem valer até US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) e que as nove pistas para encontrá-los estão em um poema de 24 versos publicado em seu livro de memórias.

Fenn calcula que, nos últimos cinco anos, por volta de 65 mil pessoas tentaram encontrar o cofre de bronze no qual ele guardou o tesouro.

E enquanto mais e mais pessoas juntam suas barracas e equipamentos de montanhismo para sair em busca da fortuna, críticos acusam Fenn de incentivá-las a colocar suas vidas em perigo.

Além disso, afirmam que a história não passa de uma estratégia do milionário para vender mais livros.

O desafio já levou a operações de resgate – um caçador do tesouro, por exemplo, está desaparecido há seis meses.

As pistas

O livro de Fenn, Thrill of the C hase (ou “O Prazer da Caçada”, em tradução livre), está à venda por US$ 35 (R$ 113) nas lojas do Novo México e aparece na lista dos mais vendidos nas livrarias locais.

Uma curta sinopse diz que a obra conta “a incrível história real de Forrest Fenn e de um tesouro escondido, oculto em algum lugar nas montanhas de Santa Fé”.

“O livro contém pistas sobre a localização do tesouro”, afirma o texto promocional.

Mas qual seria a motivação de Fenn?

“Fazer com que as pessoas saiam de seus sofás”, declarou o colecionador em um blog que compila informações sobre a história.

Ele também disse que está muito feliz porque as pessoas começaram a sair em busca do tesouro quase imediatamente após a publicação da obra.

“Estou mais do que satisfeito com a forma como (o livro) foi recebido. Muitos o leram várias vezes, buscando pistas adicionais ou sinais que os ajudem na busca”, escreveu Fenn no blog.

Thrill of the C hase foi publicado pelo próprio autor em 2010 – não há dados oficiais sobre a tiragem.

A caçada ao tesouro

Fenn disse receber centenas de e-mails por dia contendo perguntas sobre o tesouro, mas que responde a apenas uma mensagem por semana.

As respostas, no entanto, podem ser mais incompreensíveis do que as pistas incluídas no poema.

O que se sabe até agora é que o cofre está situado em um local a não menos do que 13 quilômetros de distância de Santa Fé, entre as montanhas, e mais de 1,5 mil metros acima do nível do mar.

“Os caçadores me falam genericamente sobre os locais que exploraram. Não sei se alguém esteve perto do tesouro”, disse o autor.

Nas redes sociais, alguns usuários vêm compartilhando fotografias de suas tentativas de encontrar o tesouro – alguns dizem ter passado até três anos em busca do cofre de bronze.

Mas também há críticos que questionam a existência do tesouro ou que especulam se a história toda não seria, na verdade, uma forma de incentivar as pessoas a valorizarem os recursos naturais.

Randy Bilyeu desapareceu após sair em busca do tesouro de Fenn

Randy Bilyeu desapareceu após sair em busca do tesouro de Fenn

Desaparecido há seis meses

Mas nem tudo é diversão e aventura no desafio inventado por Forrest Fenn.

O departamento de buscas e resgates do Novo México informou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que há casos de pessoas que se perderam nas montanhas de Santa Fé enquanto procuravam pelo tesouro.

O mais grave foi o de Randy Bilyeu, que está há mais de seis meses desaparecido – não há notícias sobre ele desde o dia 4 de janeiro, quando se despediu dos familiares.

Linda Bilyeu, esposa de Randy, afirmou que ele viajou para o norte do Novo México “em busca de seu sonho”: procurar e encontrar o tesouro de Fenn.

“Sair à procura do tesouro não foi uma decisão sábia, mas… agora nossa missão é encontrar Randy e não vamos parar até conseguirmos”, disse ela.

O serviço florestal de Santa Fé informou à BBC Mundo que desde então a polícia, o departamento de buscas e resgates, voluntários e outras equipes vêm tentando encontrar Bilyeu.

Segundo as autoridades locais, tem havido muita imprudência na caça ao tesouro de Fenn. Mas isso não parece preocupar o autor do desafio.

“Aplaudo os que perseveram nas buscas e desfrutam do que a natureza tem a oferecer. O lugar onde deixei (o tesouro) não é perigoso. Com 85 anos, eu seria capaz de voltar lá e recuperá-lo”, disse.

Na opinião dele, “qualquer lugar pode ser perigoso para qualquer pessoa que desrespeite as regras do senso comum”.

Documentário promete retratar a vida íntima do discreto autor de “O apanhador no campo de centeio”

0

O escritor americano J.D. Salinger também será mote de livro

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

Publicado em O Globo

RIO – Autor de “O apanhador no campo de centeio” e um dos reclusos mais famosos dos Estados Unidos, J.D. Salinger (1919-2010) será mote de um documentário, cujos detalhes são mantidos em segredo tanto quanto ele próprio o fazia com sua vida privada.

“Salinger”, o filme, foi escrito ao longo de nove anos por Shane Salerno, que também dirige e produz o longa, bancado por ele mesmo. O projeto é uma virada na carreira de Salerno, mais conhecido pelo trabalho como roteirista de blockbusters tradicionais como “Alien vs. Predador”.

Mas a promessa de descobrir detalhes da vida de um dos escritores mais respeitados da América provou ser uma atração enorme para Hollywood. “Salinger” foi comprado pelo magnata do cinema independente Harvey Weinstein depois de ter viso uma exibição privada na manhã do Oscar deste ano. Mesmo que, na amostra, não tenha visto todas as revelações que o filme promete, ele fechou negócio imediatamente.

Salerno e sua equipe também estão lançando um programa de TV baseado no documentário e já fecharam acordo com a editora Simon and Schuster para publicar um livro chamado “A guerra particular de J.D. Salinger”.

Como Salerno não dá entrevistas, há especulações febris sobre detalhes de casos de amor e rumores de manuscritos inéditos de Salinger. Uma das poucas pistas veio quando Salerno anunciou o negócio do livro. “O mito que as pessoas criaram e acreditaram nos últimos 60 anos em torno de J.D. Salinger é de alguém muito puro para ser publicado, muito sensível para ser tocado. Substituímos esse mito por um ser humano extraordinariamente complexo e profundamente contraditório. Nosso livro oferece uma completa reavaliação e reinterpretação de seu trabalho e de sua vida”, disse Salerno.

Ken Follet usa Excel e Google Earth para escrever trilogia

0

Raquel Cozer, na Ilustrada

Dois anos bastaram para o britânico Ken Follet, 63, organizar nas 880 páginas de “Inverno do Mundo” (Arqueiro) quase duas décadas de vivências de 98 personagens, entre reais e fictícios, espalhados por dez países.

E isso sem esbarrar em incorreções históricas nem contradizer o que ele mesmo havia escrito sobre os protagonistas nas 915 páginas de “Queda de Gigantes” (2010), volume anterior de sua superlativa trilogia “O Século” -o terceiro “Edge of Eternity”, ainda está sendo escrito.

O que garantiu o ritmo, diz Follet, foram ferramentas que inexistiam nos anos 1970, quando estreou como escritor. Em especial o Excel, programa para criar tabelas e calcular dados no computador.

O autor com estátua em sua homenagem na catedral Santa María de Vitoria, Espanha (David Aguilar/Efe)

O autor com estátua em sua homenagem na catedral Santa María de Vitoria, Espanha (David Aguilar/Efe)

“Fiz uma planilha para seguir as pistas dos personagens”, diz o autor à Folha. “Toda vez que um personagem aparece, coloco nome e idade na tabela, além da descrição física. A planilha calcula as idades para o tempo que passa. Assim não erro.”

Follet também se deu ao direito de checar uma ou outra coisa nas imagens via satélite do Google Earth, embora tenha visitado ao longo da vida praticamente todos os cenários descritos nos livros.

O Excel pode tirar algo do romantismo esperado da criação literária, mas, dado o tamanho do empreendimento, é um método compreensível.

Na trilogia, Follet acompanha cinco famílias -americana, alemã, russa, inglesa e galesa- ao longo de três eventos centrais do século 20: as duas grandes guerras mundiais e a Guerra Fria.

O “Inverno do Mundo” começa em 1933, quando os bebês nascidos no primeiro livro já são adolescentes, e segue até 1949, quando os adolescentes de 1933 já se tornaram adultos com sua própria prole -que deve assumir papeis centrais no terceiro livro.

Os jovens protagonistas do segundo volume, como Carla von Ulrich, filha de alemão com inglesa, e o inglês Lloyd Williams, vivem efeitos da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial.

Estão sempre à beira dos grandes acontecimentos. Filhos de parlamentares ou diplomatas, testemunham situações como a decisão dos EUA de responder aos ataques japoneses a Pearl Harbor.

Abordar com esse nível de intimidade eventos tão recentes exige de Follet cuidado ainda maior que o dedicado a seu maior sucesso, “Os Pilares da Terra” (Rocco, 1992), que se passa na Idade Média.

“Tenho de ser mais cuidadoso. Na Idade Média, se quisesse dizer que um dia o rei foi ao campo, eu poderia: ninguém sabe bem onde o rei estava na maior parte do tempo. Agora, se quero dizer que o presidente Roosevelt foi a tal lugar tal dia, tenho de ter certeza. Alguém em algum lugar sabe onde ele esteve em cada dia de sua presidência.”

E os leitores fazem questão de mostrar que sabem. Em seu site, ele abriu uma página para corrigir erros apontados em seus quase 30 livros.

De “Inverno do Mundo”, lançado em 18 países, por ora só um erro foi registrado: o time de baseball de Washington no início do século 20 não era o atual Nationals, e sim um anterior que, embora se chamasse Washington Nationals a partir de 1905, era conhecido como Senators.

Como se vê, os leitores são implacáveis.

Go to Top