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Complexo de culpa: porque largar um livro no meio é tão difícil

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Natasha Romanzoti, no HypeScience

Você pode não estar gostando ou entendendo nada, mas vai dizer se não é extremamente agonizante abandonar um livro meio lido?

Esse exemplo, aliás, não é único. Muitos dos meus colegas dizem que assistem uma novela ou série até o fim, mesmo que esteja chata ou que não estejam mais gostando, porque “não podem largar meio” ou até mesmo porque querem saber o fim.

Ninguém quer desistir. A desistência vem com um sentimento inevitável de culpa. Mas tomar uma decisão consciente de largar um livro (ou outra atividade não terminada) pode ser na verdade bastante libertador.

Na era do e-reader, desistir de um livro nunca foi tão fácil: não é nem preciso se levantar da cadeira para pegar outro na prateleira. Mas a escolha de terminar um relacionamento com um livro prematuramente permanece estranhamente perturbadora.

“Isso vai contra a forma como fomos arquitetados”, explica Matthew Wilhelm, psicólogo clínico da Califórnia, EUA. “Há uma tendência para que percebamos objetos como ‘acabados’ ou ‘inteiros’, embora que eles possam não ser. Essa motivação é muito poderosa e ajuda a explicar a ansiedade em torno de atividades inacabadas”.

A ideia de parar no meio do caminho é estressante, mas, ainda assim, nós fazemos isso. E até mesmo nos gabamos. GoodReads, uma comunidade online de leitores, permitiu que seus 18 milhões de membros classificassem os livros iniciados mais inacabados de todos os tempos. 7.300 membros votaram, com o topo da lista ficando com “Ardil 22″, clássico do americano Joseph Heller, e livros como a série “Senhor dos Anéis” em segundo lugar.

Leitores que usam plataformas digitais abandonam livros com frequência. Sara Nelson, diretora editorial de livros e Kindle na Amazon.com, disse que acredita que os e-leitores têm a capacidade de começar e parar de ler livros dependendo de seu humor. “Então, enquanto você pode parar no meio do caminho, você também pode facilmente voltar para o livro mais tarde”, diz.

Embora as razões óbvias para abandonar livros sejam distração e tédio, o comportamento também pode ser uma reação contra o tipo de escrita, no qual a técnica supera o simples fato de contar histórias. Ou seja, livros muito densos, complicados ou difíceis de ler são mais abandonados.

Certos tipos de pessoas são mais propensas a continuar lendo algo que não estão gostando ou entendendo. Dr. Wilhelm teoriza que as pessoas competitivas, com personalidade tipo A, são mais propensas a abandonar um livro, porque elas tendem a ser motivadas por recompensas e riscos e, “se não houver consequências ou reconhecimento público, por que terminar?”.

Por outro lado, ele acredita que pessoas de personalidade mais descontraída, do tipo B, podem nem começar um livro que elas sabem que não vão terminar. O motivador mais importante para terminar um livro, segundo o Dr. Wilhelm, é pressão social – razão pela qual os clubes de livros são tão bons em conseguir que os leitores cheguem ao epílogo.

De acordo com a bibliotecária Mary Wilkes Towner, os leitores devem ter permissão para parar quando quiserem, a fim de desassociar a leitura de uma obrigação, como costumava ser na infância, em que ler era uma tarefa. “Eu descobri que as pessoas nos seus 30 anos se sentem culpadas ao largar um livro da mesma maneira que se sentiam quanto tinham que comer tudo no seu prato quando eram crianças”, conta.

Continuar a ler é uma tarefa de persistência, sem dúvida. Mas é preciso saber como se motivar. A psicóloga Meena Dasari, que atende crianças em seu consultório particular, diz que a capacidade de manter uma tarefa depende de quais sentimentos atribuímos a ela. “Se você disser: ‘Eu não sou inteligente o suficiente’, então é provável que você desista. Mas se você disser: ‘Este é apenas um livro difícil’, você é mais propenso a completá-lo”, argumenta.

A chave para terminar um livro pode ser escolher o enredo certo e a melhor hora para ler. Isso aumenta drasticamente o número de livros que as pessoas completam na vida.

Se você decide ler algo em uma época que está cheia de preocupações com o trabalho, pode estagnar ou não gostar. Já de férias, tudo pode ter um significado diferente. Por outro lado, uma jovem pode adorar a paixão de Anna Karenina, mas uma mãe mais tarde na vida pode ver a protagonista como egoísta e irresponsável.

Mas, seja o que e quando você decidir ler, o importante é se lembrar de uma coisa: você parar no meio. É só querer.[WSJ]

Livros Gratuitos na Saraiva

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Publicado por Studi

A livraria Saraiva disponibiliza gratuitamente, para download, 148 livros em formato PDF.
São clássicos como “Dom Casmurro”, “Memórias Póstumas de Braz Cubas” e também obras mais recentes: “Cidade dos homens”, “De pernas para o ar”, “O Ano em que meus pais saíram de férias” etc.

Para acessá-los basta:

Se cadastrar no site da Saraiva;

Fazer o download do aplicativo “Saraiva Digital Reader” as opções variam para iPhones, iPad, Androids, Windows e MacOS;

Clicar na categoria “Gratuitos” e escolher o livro de sua preferência clicando em “comprar” (será contabilizado R$0,00).

Feito isso, basta aguardar um e-mail dizendo que o livro já está disponível para download em “Itens Arquivados” (Saraiva Digital Reader para plataformas iOS e Android) ou na “Biblioteca” (Windows e MacOS).

Vale a pena conferir e boa leitura!

dica do Jarbas Aragão

Kobinho chega ao Brasil a R$ 289

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Carlo Carrenho, no Tipos Digitais

1Para desespero dos consumidores, a guerra de preços ainda não começou no comércio de livros digitais, e a percepção geral é que os e-books ainda são muito caros. Na briga dos e-Readers, no entanto, a guerra de preços começou de verdade na última madrugada, quando a Livraria Cultura colocou em pré-venda mais dois modelos de leitores da família Kobo: o KoboMini e o KoboGlo, a R$ 289 e R$ 449 respectivamente. Com isso, a join venture Kobo/Cultura passa a oferecer um leitor mais barato que o Kindle de 4ª geração da Amazon, à venda no Brasil por R$ 299. E o melhor, o Mini possui touch screen, ao contrário do Kindle oferecido pela Ponto Frio e pela Livraria da Vila. Tendo isto em vista e considerando apenas as características técnicas dos e-Readers oferecidos no Brasil, a relação custo-benefício do Mini é difícil de ser batida. Mas é claro que o consumidor deve considerar também as diferenças entre as plataformas da Kobo e da Amazon, já abordadas aqui no post Kindle ou Kobo, eis as questões.

Os aparelhos estarão à venda nas lojas da Cultura e para pronta entrega no site da rede a partir do próximo dia 22 de janeiro, mas já é possível encomendá-los no site www.livrariacultura.com.br. Reproduzo aqui o quadro com as diferenças entre os três modelos da Kobo, mas basicamente o Mini é menor e não possui expansão de memória, enquanto o Glo é basicamente igual ao Touch, mas possui luz para leitura no escuro:

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Resta agora saber qual será a atitude da Amazon. Normalmente, a empresa ou seus algoritmos, reagiriam imediatamente e o Kindle já estaria com um novo preço reduzido. Mas no Brasil, isto é mais complicado por que as vendas são feitas por terceiros. Ainda assim, não surpreenderia se a Ponto Frio e a Livraria da Vila começarem a oferecer algum desconto nos próximos dias, oferecendo o Kindle por algo como R$ 288, por exemplo.

Outra coisa que deve acontecer é que a Amazon deve acelerar a vinda de seus outro modelos de Kindle para o Brasil. Se não a família toda, pelo menos o Paperwhite. Vale lembrar que este modelo de última geração do Kindle teve uma demanda além da esperada pela Amazon nos EUA, e por várias semanas em dezembro não havia disponibilidade do mesmo para pronta entrega. Desde o final do mês passado, no entanto, o Paperwhite já pode ser comprado com envio imediato (o que no caso da Amazon quer dizer algumas horas apenas) e a oferta para o mercado norte-americano parece regularizada. Sendo assim, é bem plausível que a Amazon traga o Paperwhite para o Brasil nas próximas semanas ou meses para fazer frente com o KoboGlo. Como a Amazon não divulga planos futuros, é esperar para ver.

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

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