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Como posso incentivar meu filho a ler, sendo que eu mesmo tenho pouco tempo para a leitura?

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Foto: Shutterstock

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Ricardo Falzetta, em O Globo

Alice segue um coelho apressado e acaba em um mundo de maravilhas. Com um enredo aparentemente singelo, o livro Alice no País das Maravilhas trata das muitas transformações da infância, de raciocínio lógico e de identidade. O premiado clássico de Lewis Carroll não poderia ser obra ilustrativa mais apropriada para o dia 12 de outubro – ao mesmo tempo dia das Crianças e dia nacional da leitura. Por meio do lúdico literário, as crianças podem acessar universos incríveis.

E você sabia que além de portal para a imaginação, a leitura também é um direito? Pois é isso mesmo. Aos pequenos cidadãos brasileiros é garantida uma série de direitos – como à vida e à saúde – e a Educação é um deles. Este, em especial, não significa apenas o acesso à uma escola. Ele também se refere à aprendizagem, e esse ponto talvez não seja ainda muito claro para os pais. Então, vale reforçar aqui: toda criança tem o direito de ter condições adequadas para aprender a ler e escrever até o 3º ano do Ensino Fundamental, como determina o Plano Nacional de Educação (PNE). Na verdade, é muito importante para o o pleno desenvolvimento da criança que a alfabetização seja garantida até, no máximo, os 8 anos de idade.

Se aprender a ler é um direito das crianças, a quem compete o dever de concretizá-lo? Quem pensou no Estado acertou; e quem pensou na família, também! Família e Estado devem juntos garantir o direito à Educação das crianças.

Mas, e se meu filho já está alfabetizado, ele precisa ler mais? Sim e a justificativa é muito simples, embora nem sempre óbvia. O processo de aprendizagem da língua – e também seu aperfeiçoamento – é um caminho para a vida toda. Quanto mais a criança ler, melhor.

A leitura é fonte de saber e suporte para todas as áreas de conhecimento: aprende-se história e geografia lendo, mas também matemática e física, química e artes, educação física e filosofia. Portanto, independente das aptidões de cada criança ou jovem, seja na área de exatas ou a de humanas, a leitura só tem bons efeitos colaterais.

Pensando nisso, falemos de duas realidades que englobam senão todos as famílias brasileiras, uma boa parte delas: muitos pais não têm tempo para ler e muitos pais não têm condições socioeconômicas para adquirir livros – infelizmente, objetos ainda caros para o orçamento da maioria dos brasileiros. E bibliotecas públicas são, infelizmente, privilégio de poucos municípios. Diante disso, como garantir que os filhos leiam mais e melhor?

Antes de mais nada, reforço: é muito importante que as crianças percebam que os pais leem e valorizam esse hábito; por isso, ler para e com as crianças é um gesto ao mesmo tempo simples e poderoso, que estimula o interesse pelo universo da leitura e da escrita. Contudo, nem sempre isso é possível.

Como o trabalho em nossa sociedade demanda cada vez mais tempo dos adultos e as famílias assumem cada vez mais novas configurações – muitas impedindo a presença constante dos pais –, é preciso ser criativo para garantir que as crianças tenham acesso e incentivo à leitura.

Listo abaixo uma série de estratégias para o incentivo da leitura dentro do espaço familiar:

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As dicas acima, de uma maneira ou outra, demandam algum investimento financeiro. Mas engana-se quem acha que apenas pais com dinheiro disponível podem incentivar os filhos a ler. Se o Estado é co-participante do direito à aprendizagem, a escola é o agente que deve auxiliar as famílias na concretização do hábito da leitura. A escola pública deve abrir as portas das bibliotecas escolares para a comunidade, garantindo que viajar na leitura seja uma possibilidade também para as crianças e também para a família.

Se você se interessou por essas ideias, confira e divulgue as dicas abaixo:

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É preciso responsabilizar gestores pela qualidade da educação pública

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João Carlos Bacelar Batista, no UOL

No Brasil, infelizmente, temos uma longa tradição de descaso com a educação, tradição esta que remonta aos primeiros anos de nossa história. Sem qualquer dúvida, esse descaso está entre as maiores causas dos problemas nacionais. Países que investem em educação, como Japão e Coreia, colhem resultados rápidos e positivos, nos campos do desenvolvimento e da qualidade de vida.

O Plano Nacional de Educação (PNE), com vigência no decênio 2014-2024, é a esperança de reverter o nosso atraso nesse campo. É um corpo orgânico de ordenamentos legais, com diretrizes, metas, estratégias e tempo fixado para cumprimento.

Os problemas crônicos do ensino obrigatório e a sua baixa eficiência levaram a sociedade nacional, depois de anos de debates –que incluíram professores, gestores, legisladores, instituições acadêmicas, movimentos populares, sindicatos, empresas e partidos políticos– a incluir no PNE uma Lei de Responsabilidade Educacional (LRE), decisão plantada no documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010.

Em síntese, essa Lei de Responsabilidade Educacional responsabiliza os gestores por eventuais retrocessos na qualidade da educação pública. Entretanto, o descumprimento do prazo para sua aprovação, que seria em junho de 2015, sinaliza a continuação do descaso com a educação básica.

Quando se olha o parque escolar público do país, o que se vê? Escolas com infraestrutura em escombros, sem bibliotecas, sem laboratórios, sem internet em banda larga, sem água, sem instalações sanitárias e turmas inteiras sem professores. A mídia tem mostrado com frequência crianças arriscando a vida em transportes impróprios e sem merenda escolar.

Quem é o responsável por essa inaceitável situação? Quem deve responder diretamente pelo planejamento e gestão da educação escolar? A lei do PNE é clara: “Caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção de medidas governamentais necessárias ao alcance das metas do PNE” (Art. 7° § 1°).

Uma radiografia-síntese da penúria de nossas escolas de ensino fundamental revela que apenas 8,1% possuem laboratório de ciência, 27% têm bibliotecas, 32% possuem quadra de esporte e 48% dispõem de acesso à informática. Não menos grave é a situação dos estabelecimentos da educação infantil, dos quais somente 24,5% contam com banheiro adequado a alunos da pré-escola (4 a 5 anos) e com parque infantil.

Não adianta alimentar expectativas de melhoria do desempenho acadêmico dos alunos se o planejamento da educação e da gestão educacional deixam tudo para a sala de aula resolver. É urgente redefinir os níveis de coordenação das políticas educacionais da União, dos Estados e dos municípios.

Como acentuou a professora Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, no círculo de audiências públicas sobre educação e federalismo, promovido pelo Senado Federal em agosto de 2012, “é necessária a aprovação de uma Lei de Responsabilidade Educacional que defina claramente as responsabilidades de cada ente federado e as penalidades no caso do seu descumprimento”.

A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional virá fortalecer o conceito legal de manutenção e desenvolvimento do ensino e alargar o campo do direito subjetivo à educação. O país não pode aceitar que persistam condições precárias nas escolas públicas, o que tem sido causa da invasão de escolas por alunos até do ensino fundamental, em diferentes unidades da federação.

A indigência intelectual de muitos de nossos alunos das escolas tem relação direta com a indigência material em muitas escolas que eles estudam. A falta de aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional é uma traição imperdoável do Estado brasileiro ao próprio Plano Nacional de Educação. Precisamos aprovar, com urgência, a LRE. Ela é a chave de ignição do PNE!

Professores defendem maior formação para educação de qualidade, mostra estudo

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Levantamento mostra que 80% dos professores acreditam que ter formação específica para orientar o trabalho a partir das avaliações externas inluencia positivamente a educação em escolas públicas

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Publicado em Administradores

Estudantes que não aprendem o adequado em matemática ou em português é o que se percebe ano após ano, quando são divulgados os resultados de avaliações como a Prova Brasil. Mas o que pensam os professores de escolas públicas? Uma pesquisa inédita da Fundação Lemann em parceria com a Instituto Paulo Montenegro e o Ibope Inteligência mostra que os professores consideram positivas as avaliações externas e defendem a formação para melhorar o trabalho em sala de aula. Muitos dizem que não são consultados na hora de implementar programas ou políticas nas escolas.

O levantamento mostra que 80% dos professores acreditam que ter formação específica para orientar o trabalho a partir das avaliações externas inluencia positivamente a educação em escolas públicas. Para 66% dos professores, saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano facilita o trabalho do professor. Disponibilizar materiais didáticos digitais de qualidade é visto como algo positivo por 92% dos professores – mesmo percentual que acha positiva a capacitação profissional para a aplicação dessas tecnologias em sala de aula.

“Professor é uma profissão que foi escolhida, geralmente se faz licenciatura sabendo que se quer ser professor”, diz o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria. “Um ponto é garantir condições de trabalho para que o professor não perca essa expectativa. Se o professor não vê retorno, pode se desmotivar, pode deixar de ter essa gana de fazer o aluno aprender”, acrescenta.

A pesquisa Conselho de Classe – A Visão dos Professores sobre a Educação no Brasil foi feita com profissionais do ensino fundamental de escolas públicas. Foram feitas mil entrevistas, em 50 municípios das cinco regiões brasileiras, entre os dias 19 de junho e 14 de outubro de 2014. A margem de erro é 3 pontos percentuais, e o nível de confiança, 95%.

Quando o assunto é ser consultado para a implementação de programas e políticas na escola onde trabalha, cerca de um terço (34%) diz não ter tido a possibilidade de opinar, 20% disseram ter a possibilidade de opinar apenas após a implementação; 45% atestam terem sido consultados antes e 1% não sabe ou não respondeu.

Dentro da própria escola, 56% dizem que sempre têm a opinião levada em consideração por diretores, coordenadores e pedagogos, 41% são ouvidos algumas vezes e 3% nunca. Em relação à Secretaria de Educação à qual a escola está vinculada, as porcentagens passam para 13% sempre; 61% algumas vezes e 23% nunca. Pelo Ministério da Educação (MEC), 4% dizem ser sempre levados em consideração, 55%, algumas vezes e 40% nunca. O 1% restante em cada categoria não soube ou não respondeu.

A pesquisa também avaliou o que os professores pensam sobre a base nacional comum curricular, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Pela lei, sancionada no ano passado, a base deve estabelecer os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. O levantamento mostrou que ainda há muitas dúvidas em relação ao que seria essa base e de que forma ela poderia ajudar no ensino.

Os dados levantados mostram que 52% dos professores concordam totalmente que os currículos devem ter uma base comum; 55% concordam totalmente ou em parte que a diversidade regional do país seria desconsiderada com uma base comum e 25% discorda totalmente ou em parte que uma base comum possa diminuir as desigualdades educacionais.

De acordo com o coordenador, o diálogo com os professores está aquém do que deveria, sobretudo dentro das escolas e, esse diálogo, é fundamental para a definição de uma base comum. “A informação vem [para os professores] de forma assimétrica. Se tem uma comunicação mais clara, consegue-se levar o argumento e a resistência pode deixar de existir, pode ser que a base comum faça mais sentido para a escola. Essa base vai ter que buscar o essencial.”

Para 83% dos professores, os representantes da categoria devem participar da construção da base, enquanto para 40%, eles devem liderar as discussões. Logo em seguida, aparecem os representantes do MEC, 81% acreditam que eles devem participar e 29%, liderar e os representantes das secretarias estaduais de educação (73%, participar e 6%, liderar) e das secretarias municipais (69% e 5% respectivamente)

A pesquisa mostra ainda que os fatores que têm mais impacto no cotidiano escolar estão ligados à falta de apoio para lidar com alunos que precisam de algum tipo de atenção especial – 50% dos professores. Entre esses fatores estão a falta de acompanhamento psicológico (21%), a defasagem de aprendizado (12%), a aprovação de alunos que não estão preparados para o próximo ciclo (10%) e a falta de condições adequadas para inclusão de alunos com deficiência (7%).

Entre os professores do 1º ao 5º ano é maior a porcentagem dos que apontam a falta de acompanhamento psicológico para alunos como principal problema (27%). Entre os professores do 6º ao 9º ano, a indisciplina dos alunos é destacada em maior proporção (18%).

Piso dos professores é reajustado em 13,01% e passa para R$ 1.917,78

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Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

Mariana Tokarnia, no Brasil Post

O Ministério da Educação (MEC) informou, há pouco, que o piso salarial do magistério terá aumento de 13,01%. Com o reajuste, o salário inicial passará para R$ 1.917,78 a partir deste mês. O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

O novo montante é relativo ao salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Segundo o MEC, nos últimos dias, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

De acordo com a lei, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme números incluídos no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.

Para Roberto Leão, presidente da CNTE, o reajuste cumpre a lei, embora ainda não seja o “que consideramos melhor para os trabalhadores”. Segundo ele, a Lei do Piso é “importantíssima para o cumprimento do PNE [Plano Nacional de Educação]”. Uma das metas previstas no plano estabelece prazo de seis anos para equiparação do salário dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Conforme Leão, o rendimento médio dos docentes representa aproximadamente 60% dos salários médios dos demais profissionais.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o aumento, que tem sido praticado acima da inflação, representará custo maior com a folha e menos investimentos em reformas e infraestrutura das escolas, além de outros itens fundamentais à qualidade do ensino.

“Com certeza, teremos municípios e estados com dificuldade”, disse Cleuza Repulho, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). “Precisaremos da regulmentação dos royalties do petróleo e do PNE em funcionamento para garantir novos recusos. A arrecadação dos Estados e municípios foi menor que a esperada”, acrescentou.

Segundo Cleuza, a entidade voltará a se reunir com o ministro até o fim do mês para cobrar maior participação da União nos gastos dos entes federativos com educação. Também pedirá a retomada do grupo de trabalho para revisão do reajuste do piso.

A proposta da entidade é que o reajuste leve em consideração a variação do Fundeb e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estabelecendo novos salários intermediários às duas variações. “Entendemos que não é o que o professor precisa ganhar, mas agora não tem como ser um valor superior à inflação”, concluiu Cleuza.

Plano Nacional da Educação foi aprovado após 4 anos no Congresso

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Governo federal terá que destinar 10% do PIB para a área até 2024

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Publicado no R7

Após ter tramitado no Congresso Nacional durante quatro anos, o novo PNE (Plano Nacional de Educação) foi finalmente sancionado pela presidente Dilma Rousseff em junho de 2014. O texto tem dez metas para a administração da educação brasileira que precisam ser cumpridas nos próximos dez anos.

A principal mudança com relação ao antigo programa (válido entre os anos de 2001 e 2011) é que, agora, o País terá que destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação. Assim, o investimento na área passe dos atuais 5,3% do PIB para 7% do PIB nos próximos cinco anos, chegando a 10% do PIB até 2024.

Além disso, o novo texto prevê o acompanhamento do cumprimento das metas — apenas 35% das metas do plano anterior foram efetivamente cumpridas.

— A cada dois anos, ao longo do período de vigência deste PNE, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) publicará estudos para aferir a evolução no cumprimento das metas estabelecidas, diz texto da edição extra do DOU (Diário Oficial da União) com a sanção.

Polêmicas

O último ano de tramitação do novo PNE na Câmara dos Deputados e no Senado Federal foi marcado por diversas polêmicas. A principal delas teve relação com a aprovação da versão do texto que considera como parte dos investimentos públicos em educação os gastos com programas como Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), ProUni (Programa Universidade para Todos), Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e Ciências Sem Fronteiras (programa de intercâmbio universitário).

Vale lembrar também que, apenas na votação do texto base do PNE, ocorrida no dia 23 de abril, foi superado o impasse em torno das diretrizes do plano relacionadas ao combate à homofobia e ao racismo. Na versão do texto da Câmara (primeira no processo de tramitação), constava como uma das diretrizes do plano “a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

Entretanto, prevaleceu o texto que define como uma das diretrizes do PNE a “erradicação de todas as formas de discriminação”, sem especificá-las.

Especialistas escutados pelo R7 destacaram como outro ponto polêmico o fato de o novo PNE não sinalizar a possibilidade de um regime de colaboração entre estados e municípios ricos e pobres. Para muitos, essa media trataria do investimento em educação numa perspectiva de melhoria nacional.

Além disso, alegou-se também que o texto manteve a ambiguidade ideológica e pedagógica da forma de inclusão de alunos especiais a ser seguida no Brasil. O novo PNE prevê a universalização do atendimento escolar aos estudantes com deficiência, mas há divergências entre educadores e familiares se essa seria a melhor forma de inclusão escolar.

Dinheiro de onde?

A origem do dinheiro necessário para fazer com que o País chegue a direcionar 10% de seu PIB para a educação também gerou especulações. A maioria dos cálculos parte ao menos de uma certeza: o novo PNE estabelece a implantação do CAQ (Custo Aluno Qualidade) nos próximos dois anos para definir o quanto custa cada estudante brasileiro nas escolas de educação básica segundo parâmetros de qualidade.

O CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, está previsto no texto como referência para o estabelecimento desses padrões mínimos de qualidade do ensino.

Em seu estudo sobre o financiamento da área no Brasil, que prevê o CAQ, Luiz Araújo, professor do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação Unb (Universidade de Brasília), conclui que em vez dos atuais R$ 9,6 bilhões aplicados pelo governo federal na educação do País, seria preciso direcionar para a área mais R$ 54 bilhões.

Já a Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação), em nota técnica sobre o tema divulgada em 2013, também estipula que a união deve aumentar o valor direcionado a Estados e municípios brasileiros para garantir educação de qualidade. Porém, segundo o órgão, seriam necessários mais R$ 46 bilhões para área também considerando o CAQ.

O R7 também fez um levantamento sobre o assunto. Reportagem do Portal mostrou que, nos próximos anos, os repasses do governo federal para a educação precisam saltar dos atuais R$ 40 bilhões para R$ 108 bilhões em dez anos. O cálculo leva em conta previsões do novo PNE quanto às metas de elevar de 15% para 33% a taxa de jovens entre 18 e 24 anos matriculados em universidades e de implantar o CAQ nas escolas de educação básica do País.

À época da aprovação do novo plano, o ministro da Educação, Henrique Paim, também lembrou que a destinação de parcela dos royalties do petróleo para a educação é “importante para transformar as metas do novo PNE (Plano Nacional de Educação) em realidade”.

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