Contando e Cantando (Volume 2)

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Aluno com 20% de visão passa em 1º lugar em concurso no litoral de SP

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Gabriela Lousada, no UOL

Ter apenas 20% da visão não foi um empecilho para que Edson dos Santos Junior, de 15 anos, conseguisse o 1º lugar na prova que seleciona jovens estudantes para participar de um programa profissionalizante em Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo.

Ele superou 230 candidatos e alcançou a liderança no programa Camp (Círculo de Amigos dos Menores Patrulheiros), que seleciona alunos do primeiro ano do Ensino Médio e os direciona ao mercado de trabalho.

"Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez", afirma o estudante Edson Junior

“Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez”, afirma o estudante Edson Junior

Junto com os outros candidatos aprovados, Edson passará por um curso preparatório que aborda matérias como segurança pública, direitos trabalhistas e previdenciários e introdução a aprendizagem profissional.

Depois, será encaminhado a uma das empresas parceiras do programa para iniciar sua trajetória no mercado de trabalho.

“Gosto muito de estudar, mas não esperava esse resultado. Estava um pouco difícil (a prova) e fiquei até surpreso por ser o primeiro, mas eu achava que ia me classificar bem porque estudei bastante. Fiquei muito surpreso e feliz com a primeira colocação”, diz o adolescente.

O dia a dia de Edson é um pouco diferente da rotina dos outros alunos da classe do colégio particular onde estuda. Ele não utiliza o método Braille para ler, o que exige mais esforço para enxergar.

Precisa manter os livros a poucos centímetros do rosto para que as palavras ali escritas se formem no seu campo de visão.

Se o esforço é muito grande, Edson passa mal. “Ficar olhando para as letras por muito tempo me deixa enjoado, aí eu preciso fazer uma pausa. Cansa, mas é um esforço necessário”, diz.

De acordo com o oftalmologista Antonio Luiz Moreira Filho, que atua há 37 anos na área, quem possui 20% da visão pode ter qualidade de vida, desde que haja a “educação da deficiência”.

“A pessoa precisa ter a consciência dessa limitação e tomar atitudes que facilitem a vida dela, podendo ter um rendimento praticamente normal com o auxílio de recursos óticos (lentes) e não óticos (materiais adaptados para facilitar a rotina do deficiente visual). Não é fácil, é necessário ter dedicação”, diz.

Segundo o oftalmologista, na sala de aula, ações realizadas por Edson, como ir até a lousa para ler o que está escrito e aproximar o caderno do rosto ajudam a facilitar o aprendizado.

Os recursos não-óticos citados pelo oftalmologista, já estão incluídos no dia a dia do adolescente. Além do esforço complementar para ler a lousa, Edson utiliza cadernos e material de estudo com pauta, contraste e fontes maiores que o usual, para facilitar ao máximo o entendimento das palavras.

A informação é reforçada pela pedagoga Ana Carolina Silva, que leciona Estimulação Visual e Orientação e Mobilidade no Centro de Educação e Reabilitação Lar das Moças Cegas, em Santos (SP).

“Os recursos não óticos são muito eficientes e importantes na adaptação de um deficiente visual, principalmente no ensino”, afirma.

A pedagoga diz que a estimulação visual, quando bem aplicada, facilita a rotina de quem possui problemas na visão. “Para auxiliar o deficiente, trabalhamos com contrastes, tamanhos e texturas”.

Além dos recursos, Edson conta diz que não necessita da ajuda de ninguém para estudar, apenas presta bastante atenção nas aulas e na explicação dos professores. “Gravo na cabeça, assim fica mais fácil”, afirma.

Pais e irmão também são deficientes visuais
A família já esperava uma boa classificação do filho na prova do Camp, mas não a nota 8, que garantiu a liderança entre os aprovados.

“Tento mostrar para as pessoas que não é uma limitação que vai te impedir de ser bom no que deseja fazer, por isso que eu sempre me dedico ao que faço em todas as ocasiões”, diz Edson, que tem o exemplo em casa.

O adolescente mora com os pais e o irmão mais novo, no bairro Belas Artes. A mãe, professora da Rede Municipal de Ensino, Maria Isabel de Oliveira Santos, e o pai Edson dos Santos, fisioterapeuta, também são deficientes visuais.

Ela tem 8% da visão e ele ficou cego devido a um tumor no cérebro, quando tinha 12 anos. O irmão mais novo, Leonardo dos Santos, 13 anos, possui hoje 5% da visão.

Segundo o pai, isso não os impede de levar uma vida normal. “Meu filho (Edson) chega da escola, faz as lições de casa, brinca, tem aulas de inglês e música durante a semana”, afirma.

Ansiedade para entrar no mercado de trabalho
Junior nunca trabalhou, mas está ansioso para entrar no mercado de trabalho.

Quando não está jogando videogame com o irmão, ele passa horas estudando matemática e língua portuguesa, mas a sua matéria preferida é física.

“Quero cursar a faculdade de engenharia elétrica. Como não me dei bem com esportes, escolhi me empenhar nos estudos”, declara.

De acordo com o adolescente, “algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez. O importante é que as pessoas nunca desistam dos seus sonhos porque é a partir deles que conseguimos fazer qualquer coisa”.

O Brasil das placas…e o Brasil das ruas

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O novo livro de Laurentino Gomes, ‘1889’, disseca o início da República. O que esse período pode ter de inspirador para o Brasil de hoje

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João Gabriel de Lima, na Época

1No romance Esaú e Jacó, Machado de Assis conta a história de uma placa – e, usando sua famosa “pena da galhofa”, zomba da Proclamação da República. No livro, o personagem Custódio encomenda um letreiro para seu estabelecimento comercial, a “Confeitaria do Império”. Ao saber que Dom Pedro II está prestes a cair, despacha uma mensagem para o pintor, pedindo que interrompa a confecção da placa: “Pare no d…”. A mensagem chega tarde demais, e Custódio tem de mandar pintar um novo letreiro. Pensa em mudar o nome da loja para “Confeitaria da República”, mas o novo regime não lhe parece muito sólido. “Confeitaria do Governo” – mas o que fazer com os clientes da oposição? No final, a placa que pendura sobre a porta de entrada leva um nome desprovido de controvérsia: “Confeitaria do Custódio”.

No livro 1889 (Globo Livros, 416 páginas, R$ 44,90), o jornalista Laurentino Gomes lembra que a Proclamação da República abriu muitos postos de trabalho justamente para eles, os fabricantes de placas. Logo depois que o novo governo tomou posse, 46 logradouros públicos mudaram de nome só na capital do país, o Rio de Janeiro. Até hoje, várias ruas e praças do país levam nomes de republicanos, ilustres ou desconhecidos. Da Praça Serzedelo Correa, no Rio, endereço de estabelecimentos decanos da boemia de Copacabana, à Avenida Benjamin Constant, em Campinas, onde ficam a Biblioteca Municipal e o Museu de Arte Contemporânea. Da Avenida Sena Madureira, em São Paulo, onde se situam várias clínicas e hospitais, à Avenida Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, endereço do mercado público e da popular Temakeria Japesca. Ironicamente, ou coincidentemente, várias dessas ruas – a começar pela Júlio de Castilhos – abrigaram passeatas no último mês de junho. É irresistível a pergunta: o que o Brasil das placas, que iniciou a República, tem a dizer ao Brasil das ruas, que pretende revigorar nossa democracia?

Algumas respostas possíveis estão em 1889, último capítulo da trilogia que tornou 1808 (sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil) e 1822 (sobre a proclamação da independência) best-sellers que venderam, somados, 1,5 milhão de exemplares. Como em suas obras anteriores, Laurentino pousa sobre a História um olhar de jornalista. O livro reconstitui, de maneira precisa e detalhada, fatos que todos acham que conhecem, mas na verdade poucos conhecem direito. Deles emergem os campeões de nomes de ruas. São três heróis improváveis que, no livro, protagonizam um enredo de quartelada bufa: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Benjamin Constant. Três militares que em nada lembram os pais fundadores de outra república, a americana, inspiradora do novo nome do país: Estados Unidos do Brasil.

O marechal que fundou a República, Deodoro da Fonseca, na verdade não era republicano. Admirava o imperador Dom Pedro II e hesitou até o último instante em promover a mudança de regime. Outro militar, Floriano Peixoto, surge no livro como um agente duplo. Ajudante general do Exército, era o responsável pela segurança dos integrantes do governo imperial, a quem devia fidelidade. Ao mesmo tempo, conspirava com Deodoro contra os “casacas” – os líderes do poder civil. E Benjamin Constant, o ideólogo da República, tinha pouco da ideologia democrática dos “pais fundadores” americanos, como Thomas Jefferson ou Benjamin Franklin. Influenciado pelo filósofo francês Augusto Comte, achava que a República deveria, como o comunismo, iniciar-se com uma fase autoritária – uma paradoxal “ditadura republicana”.

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Havia clima no país para uma mudança de governo. O imperador estava cansado e doente. O Império perdera o apoio de parte dos grandes proprietários de terra quando, em 1888, a princesa Isabel aboliu a escravatura. Perdera também o apoio da caserna, devido a um punhado de brigas regionais que ficaram conhecidas como a “questão militar”. Por que o poder foi parar justamente nas mãos dos republicanos, gente boa de pena, como os jornalistas Quintino Bocaiúva e Júlio de Castilhos, mas péssima de política? Existem várias explicações possíveis. A proposta por 1889 é que, no mínimo, eles agiram rápido e com senso de oportunidade. Uma ala dos republicanos recorreu a um general literalmente de pijama. Atormentado pela aterosclerose, o herói de guerra Deodoro da Fonseca, aos 62 anos, era o único capaz de unir o Exército em torno dele. A data do golpe, previsto para 20 de novembro, foi antecipada porque os republicanos tinham medo de que Deodoro morresse de uma hora para outra.

Inicia-se aqui o enredo bufo – e os percalços do Custódio do romance, que tinha razões para ficar desconfiado. Quando o velho marechal resolveu marchar, deram-lhe um cavalo cansado que não o derrubasse. Deodoro manteve-se na sela, liderou o levante, valeu-se da traição dos comandados por Floriano, tomou o poder do Visconde de Ouro Preto, primeiro-ministro de Dom Pedro II – e não proclamou a República. Ficou em dúvida entre atender aos apelos de Benjamin Constant e devolver o poder ao imperador Dom Pedro II, a quem admirava. Derrubou o governo e voltou para a cama. Segundo o historiador Hélio Silva, citado no livro, só se decidiu a proclamar a República quando soube quem Dom Pedro II cogitava nomear para o lugar de Ouro Preto, caso recuperasse o poder: o gaúcho Gaspar Silveira Martins. Deodoro e Silveira Martins eram inimigos desde que haviam disputado o coração da viúva Maria Adelaide de Andrade Neves, a baronesa do Triunfo. Silveira Martins, capaz de citar sonetos de Shakespeare em inglês, levou a melhor com a beldade, que ainda por cima era sua conterrânea. Deodoro, mais afeito à ciência militar que aos versos elisabetanos, nunca se recuperou da ferida no cotovelo. Segundo Hélio Silva, a República foi proclamada, entre outras coisas, por esse desejo de vingança pessoal.

A República trouxe inegáveis avanços institucionais ao Brasil. Na primeira Constituição, de 1891, foram reconhecidos três poderes independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao contrário do que acontecia no Império, o Executivo não podia dissolver o Legislativo quando bem quisesse. Deodoro, primeiro presidente do regime republicano, reclamou bastante desse item. O direito de propriedade foi aperfeiçoado, e o direito a voto foi estendido. Na prática, nada disso funcionou direito. Tanto Deodoro quanto seu sucessor, Floriano Peixoto, governaram de regime de exceção em regime de exceção, perseguindo a imprensa e matando os opositores.

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O calculista Floriano, sempre retratado em cartuns como uma cobra ou um sapo, costumava dizer que havia momentos em que era necessário trancar a Constituição numa gaveta, para depois devolvê-la limpa à população. “Examinando a História em perspectiva, Deodoro, Floriano e Benjamin Constant são figuras menos relevantes que Dom Pedro II ou Getúlio Vargas, que deixaram realmente uma marca no país”, diz o historiador José Murilo de Carvalho, autor de dois clássicos sobre o assunto: A formação das almas e Os bestializados. E efêmeras. Depois de romper com estardalhaço, com direito a desafio para duelo, Benjamin Constant e Deodoro da Fonseca morreram, respectivamente, em 1891 e 1892. Floriano Peixoto morreu em 1895, pouco depois de passar o poder ao paulista Prudente de Morais, o primeiro presidente civil.

Outros brasileiros do século XIX, igualmente elevados ao status de nome de ruas, deixaram contribuição intelectual mais duradora. “Não deixa de ser irônico que as cabeças mais avançadas do período estivessem do outro lado, o Império. Casos de André Rebouças e Joaquim Nabuco, por exemplo”, afirma o historiador Marco Antônio Villa. Nabuco era um liberal cosmopolita, que acreditava em instituições que funcionassem de verdade – como na Inglaterra e nos Estados Unidos, países que conhecia e admirava. Laurentino cita em seu livro uma frase de Nabuco: “A escravidão não permitiu que nos organizássemos e, sem povo, as instituições não têm raízes, a opinião não tem apoio, a sociedade não tem alicerces”.

Sob o eco da frase de Nabuco, é o caso de voltar à pergunta inicial: o que o Brasil das placas tem a dizer ao Brasil das ruas? Com a palavra, Laurentino. Na última página do livro, ele lembra não as manifestações de junho de 2013, mas as de 1984 – que, segundo ele, fundam um novo período na República: “Ruas e praças de todo o Brasil foram palco de coloridas, emocionadas e pacíficas manifestações políticas, nas quais milhões de pessoas exigiam o direito de eleger seus representantes. A Campanha das Diretas, que pôs fim a duas décadas de regime militar, abriu o caminho para que a República pudesse, finalmente, incorporar o povo na construção de seu futuro”.

O Brasil de hoje ainda vive enredos bufos com consequências trágicas. É só pensar no mensalão ou nos escândalos do Congresso. Como diz Laurentino, é outro país. A começar por um fato: ao contrário dos tempos de “ditadura republicana”, em que a ameaça de quarteladas estava sempre no ar, somos responsáveis pelos políticos que elegemos. Se nos decepcionarmos, podemos retirá-los do poder mediante voto. Só 100 anos depois de 1889, depois de superar uma enraizada cultura autoritária, elegemos o primeiro presidente da nova fase. Se o Brasil das placas tem uma lição a dar ao Brasil das ruas, talvez seja esta: a democracia é uma construção demorada, difícil – mas quem foi às ruas lutar por ela sabe que o esforço vale a pena.

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Veja como evitar que a sua redação seja anulada no Enem

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Marcelle Souza, no UOL

Neste ano, o candidato que colocar receita de miojo ou hino do time no meio da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá o seu texto anulado pela banca. Além de trechos sem conexão com o tema, é preciso ficar atento à quantidade de linhas, aos argumentos usados e à estrutura do texto para não zerar a redação.

O exame será realizado nos dias 26 e 27 de outubro e, na hora de escrever a redação, é preciso ter cuidado com argumentos que podem ser interpretados como desrespeito aos direitos humanos, o que pode acabar com o sonho da vaga em uma universidade.

“A redação do Enem exige que o candidato demonstre o mínimo de respeito pela vida, então é importante evitar opiniões unilaterais, extremas, radicais e discriminatórias”, afirma Francisco Platão Savioli, professor da USP (Universidade de São Paulo) e supervisor de português do Anglo Vestibulares.

Por isso, é recomendável que o estudante evite defender no texto atitudes extremas e questionáveis, como a pena de morte, a violência policial e a deportação de imigrantes. “A boa redação é a que mostra uma visão ampla, sustentada com bons argumentos, que tenham o menor grau de refutação possível”, afirma Savioli.

Para a professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso e colégio Objetivo, o texto do Enem é um exercício de cidadania e deve evitar deboches e preconceitos. Se o tema for violência no trânsito, por exemplo, o candidato pode ter a redação zerada se defender a máxima “olho por olho, dente por dente”.

“O texto deve propor civilidade, educação no trânsito, campanhas na mídia, atuação mais rígida dos órgãos fiscalizadores, mas jamais defender a morte de um motorista que causou um acidente”, afirma.

Para ter uma boa nota
Quem pretende tirar uma boa nota deve, em primeiro lugar, ler atentamente o enunciado da redação e os textos de apoio. A partir daí, o aluno precisa entender qual é a proposta central e pensar em um texto que mostre o seu próprio repertório de leitura e que utilize dados dos textos da coletânea apresentada pelo exame.

Nesse sentido, se o tema proposto é a violência causada pela desigualdade social, por exemplo, o aluno vai perder pontos se abordar outro aspecto ligado à violência, já que a banca pode entender a abordagem como fuga do tema.

A leitura atenta da proposta também costuma indicar qual ponto de vista é proposto pelo exame. Como exemplo, ela cita o tema do Enem 2012 “Movimento imigratório para o Brasil no século XXI“. A partir dos apresentados na proposta, a professora diz que não foi bem vista a redação que defendia a expulsão dos imigrantes do país ou a redução de direitos desses cidadãos.

Se o estudante for contra, vai precisar usar argumentos muitos sólidos e que em nenhum momento agridam os direitos humanos. “Não é para fazer média com a banca, mas usar os textos para apresentar uma análise crítica, com uma proposta de intervenção”, afirma a professora do Objetivo.

Outras dicas
Além do cuidado com os argumentos utilizados, o candidato precisa ficar atento ao tipo de texto pedido: dissertativo-argumentativo. Escrever uma narração ou uma poesia, por exemplo, é garantia de anulação da prova.

A banca exige ainda que o texto tenha no mínimo sete linhas, ou então será considerado insuficiente e será zerado pela banca.

Inserir desenhos e textos completamente desconexos com o tema da proposta serão considerados “descompromisso com o exame” e redação será anulada.

Correção
A redação do Enem será corrigida por dois especialistas, de forma independente. Cada corretor dará uma nota entre zero e 200 para cada uma das cinco competências exigidas, totalizando mil pontos. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas dos dois corretores.

Caso ocorra uma diferença de 100 pontos ou mais entre as duas notas totais ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências for superior a 80 pontos, a redação passará por uma terceira correção.

Se não houver discrepância entre o terceiro corretor e pelo menos um dos outros dois corretores, a nota final do candidato será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem, sendo descartadas as notas não convergentes.

Caso o terceiro corretor apresente discrepância com os outros dois corretores, a redação corrigida por uma banca composta por três corretores que atribuirá a nota final ao texto do candidato.

Personagens de Game of Thrones foram simpsonizados… ou revistos na versão Os Simpsons

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Eduardo Moreira, no SpinOff

Os personagens de Game of Thrones foram simpsonizados. Os homens, mulheres, animais e até s[imbolos de casas da história de George R.R. Martin foram transformadas para o mundo de personagens de pele amarela, graças ao trabalho do artista Adrien Noterdraen (ou ADN).

Não é a primeira vez que Adrien transforma personagens populares em personagens dos Simpsons. Na verdade, o seu tumblr Draw the Simpsons tem exatamente esse objetivo: transformar grandes hits da cultura pop em possíveis personagens dos Simpsons.

Abaixo você tem várias imagens da HBO no formato de desenho animado. Fico imaginando as ideias que Matt Groening pode ter ao ver essa página em sua casa, durante as férias. Ou no período de pré-produção da próxima temporada de The Simpsons.

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dica do Fabio Martelozzo Mendes

Com dívida de R$ 120 milhões, Laselva pede recuperação judicial

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Maior rede de livrarias dos aeroportos brasileiros, a Laselva entrou com pedido de recuperação judicial no dia 29 de maio, com dívidas estimadas em R$ 120 milhões.

Há quase um ano a empresa não paga as principais editoras do país -há casos de atrasos que chegam a R$ 1 milhão. Recentemente, editoras passaram a fornecer livros apenas mediante pagamento à vista.

Fundada em 1947 por Onófrio Laselva e ainda nas mãos da família, a rede fatura R$ 160 milhões ao ano e chegou a contabilizar 83 lojas, incluindo endereços luxuosos como Daslu e shopping Iguatemi, em São Paulo. Hoje, são 56 lojas em 18 aeroportos, além de uma em um shopping de Maceió.

A recuperação judicial protege a empresa de pedidos de falência. Do total do endividamento, R$ 87 milhões se enquadram na recuperação judicial.

Dívidas com fisco e Previdência não entram.

Enquanto negocia com fornecedores na Justiça, a empresa deixará de obter livros em consignação, como é praxe no mercado editorial.

A aquisição de livros à vista vai restringir ainda mais a oferta de títulos nas lojas da Laselva, já conhecida por focar em bestsellers. Agora, mais do que nunca, a empresa não pode ter livros encalhados no estoque.

Livraria Laselva no aeroporto de Congonhas (SP) / Lalo de Almeida/Folhapress

Livraria Laselva no aeroporto de Congonhas (SP) / Lalo de Almeida/Folhapress

CRISES

A Laselva já passou por diversas crises. A mais recente começou em 2010, quando a empresa venceu licitação para 37 novos pontos em aeroportos, mas não conseguiu recursos para financiar a abertura das lojas.

Para não perder os contratos, arcou com o ônus dos alugueis. Só 16 lojas foram abertas. Outras duas estão nos planos.

Isso foi um golpe no planejamento traçado pela livraria para se recuperar de uma crise anterior, relacionada a uma série de aquisições realizadas nos anos 2000, incluindo a da rede Sodiler. No processo, a Laselva se endividou, principalmente com o banco HSBC.

Há cerca de cinco anos, os sócios chegaram a negociar a venda da empresa para fundos de investimentos, como o Advent, dono dos restaurantes Viena, também presente em aeroportos. Mas as tentativas de buscar um sócio investidor sempre esbarraram na precariedade dos contratos com a Infraero.

Por anos os aeroportos de Galeão e Guarulhos garantiram a maior parte do faturamento do grupo. Mas das seis lojas que a empresa tinha no aeroporto paulista, só restam três. No Galeão, três lojas estão com contratos vencendo em outubro. Uma quarta loja se mantém por força de liminar judicial.

Com o fracasso das negociações com os fundos, a Laselva fez uma reestruturação e conseguiu renegociar parte das dívidas, voltando a conquistar a confiança de editores. Mas o agressivo plano traçado para fazer a empresa voltar a crescer, com dezenas de novas lojas em shoppings e aeroportos, com cafés e restaurantes, esbarrou novamente na falta de crédito.

Em nota, a empresa atribui os problemas ao caos aéreo à crise financeira internacional e, mais recentemente, às mudanças no sistema de licitação da Infraero e à privatização de aeroportos. Esses eventos, segundo a empresa, tiveram impacto no faturamento e no valor dos alugueis.

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