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Projeto reúne os versos de Fernando Pessoa mais citados na internet

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O poeta Fernando Pessoa, em 1929, em do livro "Fernando Pessoa - Uma Fotobiografia", de Maria José de Lancastre

O poeta Fernando Pessoa, em 1929, em do livro “Fernando Pessoa – Uma Fotobiografia”, de Maria José de Lancastre

Publicado por EFE [via Folha de S.Paulo]

Um site lançado no 125º aniversário de nascimento de Fernando Pessoa (1888-1935), no último dia 13, pretende descobrir quais são os versos do poeta português mais citados nas redes sociais.

Através da coleta de citações, visível na página “O Mundo em Pessoa”, uma equipe procura mostrar quais são os versos “que mais inspiram os leitores de todo o mundo”, informaram nesta quinta-feira (20) os idealizadores do estudo, a Universidade de Lisboa e o portal português sapo.pt.

O site dá não apenas as referências aos textos assinados com o nome, mas também com os vários pseudônimos que Pessoa usou durante sua carreira –que, curiosamente, são os mais lembrados na internet.

Segundo as estatísticas já disponíveis, o poema “Tabacaria”, escrito com o nome de Álvaro de Campos, é o mais popular nas redes sociais.

O pseudônimo tem mais que o dobro de referências no último mês (374) que o segundo mais repetido, “II – O meu olhar é nítido como um girassol” (128), assinado como Alberto Caeiro.

Da composição que lidera a lista, escrita em 1928, são mencionados especialmente, os versos “À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” e “Serei sempre ou que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta”.

Para os que só conhecem as frases soltas, o projeto leva o usuário ao texto original, para assim “ampliar o número de leitores e o conhecimento de sua obra”, defendem os idealizadores do projeto.

Agora um poema

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Em leilão, livros podem valer até R$ 150 mil

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Apesar dos valores altos, os leilões de livros raros são bastante disputados

Estante de biblioteca repleta de livros antigos: para um colecionador, as obras mais raras são verdadeiros objetos de desejo (©AFP / Christophe Simon)

Estante de biblioteca repleta de livros antigos: para um colecionador, as obras mais raras são verdadeiros objetos de desejo (©AFP / Christophe Simon)

Taísa Szabatura, na revista Exame

São Paulo – Senhores engravatados e jovens despojados ocupam as cadeiras da sala de reunião de um hotel de luxo na capital paulista. Eles estão prestes a participar de mais um leilão de livros raros e papéis antigos, evento que acontece pelo menos duas vezes por ano. Alguns se cumprimentam com um aceno tímido da cabeça.

A simpatia, porém, dura pouco, pois há muita coisa em jogo. A obra mais cara do catálogo é um livro de gravuras feito a mão, de Maurice Rugendas, que esteve no Brasil em 1822: lance inicial de R$ 150 mil.

O organizador do evento, Rogério Pires, dono da livraria Fólio, explica que existem diversos perfis de comprador. “Há o que busca primeiras edições, o obcecado por algum período histórico, o colecionador de autógrafos, o fã de livros de arte”, diz Pires.

Um dos livros mais disputados foi uma edição com dez serigrafias originais assinadas pela artista Renina Katz, com um poema de Hilda Hilst. O lance inicial era de R$ 6 mil e foi parar em R$ 10.500.

Para um colecionador, esses livros são verdadeiros objetos de desejo. Com tiragens pequenas e bom estado de conservação, são disputados pela exclusividade.

“O comprador leva para casa um objeto único e repleto de história”, diz Pires. O leiloeiro é provocador. “Ninguém vai pagar R$ 400 por esse exemplar com dedicatória do Carlos Drummond de Andrade. Vocês têm certeza?”, e então um dos compradores ergue a placa com o seu número, temendo perder uma grande oportunidade.

Ao todo são 20 participantes, mas nem todo mundo sai da sala com uma obra debaixo do braço. O comprador que mais gastou desembolsou R$ 25 mil em seis obras. Já o exemplar de R$ 150 mil teve uma proposta de R$ 132 mil, não aceita pelo vendedor. Quer dar um lance?

Livro traz manuscritos inéditos de Cartola

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Rico em imagens, ‘Divino Cartola’ conta vida de compositor e vem com CD de último show

Publicado no Jornal O Globo
Manuscrito de poema escrito por Cartola Foto: Divulgação
                                                      Manuscrito de poema escrito por Cartola Divulgação

RIO – A letra é cursiva e desenhada com esmero, traçando um poema inédito sobre os tempos idos: “Será senhor que é pecado ser velho assim como sou (?) Será que esta juventude pensa que o tempo parou (?)”. Angenor de Oliveira só concluiu o ensino fundamental, morreu aos 72 anos, em 1980, consagrado como Cartola, em razão do chapéu que escolheu usar. Mas seus últimos escritos, revelados agora no livro “Divino Cartola — Uma vida em verde e rosa”, de Denilson Monteiro, mostram as amarguras de uma vida em sua maior parte dura.

Foi tipógrafo, porteiro, contínuo, lavador e guardador de carros. Vida na qual o reconhecimento artístico chegou tarde. Gravou quatro discos, o primeiro quando tinha 63 anos. Sua obra brilhante não lhe rendeu conforto: “É claro que sou imortal. Não tenho onde cair morto”, dizia, repetindo troça de Olavo Bilac, que lera na busca por formação própria.

“Eu não sei se corri ou se andei em passos lentos. Nem senti os ventos, se foram bons ou maus. Não sei dizer. Tinha vontade de novo os mesmo caminhos percorrer”, escreveu em “Não sei”, cuja letra manuscrita é uma das muitas encontradas por sua neta Nilcemar Nogueira. “Partindo do ponto inicial de onde a primeira vez parti, talvez sentiria agora coisas da natureza que outrora não senti”, compôs Cartola em um prosaico papel de pão.

baú de novidades a caminho

O livro de Denilson Monteiro não prima por informações biográficas novas. É um apanhado de informações sobre a vida de Cartola com origem em outras obras, em especial “Tempos idos”, de Marília Barboza e Arthur Oliveira, e na dissertação de mestrado em História de Nilcemar, intitulada “De dentro da Cartola: a poética de Angenor de Oliveira”.

(mais…)

Estudante de 12 anos ganha olimpíada com poema inspirado no pai

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Publicado na Folha de S.Paulo

Um estudante de José da Penha, cidade de cerca de 6.000 habitantes no Rio Grande do Norte, foi um dos vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa.

Neste ano, o evento teve a participação de cerca de três milhões de alunos de 40 mil escolas públicas.

Henrique Oliveira, 12, é filho de vaqueiro e escreveu um poema (veja trecho ao lado) inspirado no pai: “Chapéu de couro e gibão,[…]/ Tudo artesanal./ Ofício de meu pai,/ Vaqueiro magistral.”.

Ele tem seis irmãos e a escola onde estuda, a Ariamiro Germano da Silveira, tem 120 alunos. “Acho que vou continuar com poesia mesmo. Ou ser jogador de futebol”, disse ao ser questionado sobre o futuro.

A olimpíada foi coordenada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), em parceria com o Ministério da Educação.

Vinte estudantes de todo o país participaram da premiação, realizada anteontem.

Além de poema, a olimpía-da premia memórias, crônica e artigo de opinião.

O estudante Henrique Oliveira, 12 recebe medalha na Olimpíada de Língua Portuguesa

Os textos são avaliados por profissionais de educação de todo o país. O aluno vencedor ganha um notebook e uma impressora. Professor e escola também são premiados.

Hoje, o Cenpec promove o seminário “Educar na cidade”, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O evento comemora os 25 anos do centro.

O seminário reunirá especialistas para discutir ações educativas voltadas à sustentabilidade. Entre os convidados está Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente.

Segundo Maria Alice Setubal, fundadora do Cenpec, o centro foi criado com o objetivo de fazer a ponte entre a discussão teórica da universidade e as escolas públicas.

A ONG desenvolve, por meio de parcerias, projetos de educação e formação de gestores. Veja o poema abaixo:

Título: Ô de casa?!

Ê, Ê, Ê… Morena
Ô, Ô, Ô… Machada
Ê, Ê, Ê… Grauno
Ô, Ô, Ô… Pelada.

O vaqueiro solta a voz
No oco do mundo,
Com seu aboio triste,
Em poucos segundos,
Encanta gente e gado.
“Eita” aboio profundo!

Chapéu de couro e gibão,
Luvas e peitoral,
Perneiras e sandálias,
Tudo artesanal.
Ofício de meu pai,
Vaqueiro magistral.

O sertanejo anseia
Uma visita em nossa terra,
Faz as honras da casa
E ansioso espera,
São José intercede
E o povo por ela reza.

Quando a visita chega
Molha o tapete vermelho,
Desbota ele todo,
O caminho é só lameiro,
Pra nós é festa,
É festa “pros violeiro”.

Eles cantam e encantam
Aqui no nosso recanto,
Em noite de cantoria
Improvisam com seu canto,
É coisa da nossa gente
Aqui do nosso canto.

Sítio Gerimum
Este é o meu lugar,
Pedaço de chão resistente
Como o povo que aqui está,
Que semeia coragem,
E faz a esperança brotar.

Meu Gerimum é com G,
Você pode ter estranhado,
Gerimum em abundância
Aqui era plantado,
E com a letra G
Meu lugar foi registrado.

Este ano a visita
Raramente se aconchegou,
Sua ausência causou tristeza
E o nosso sertão chorou,
Nem as lágrimas derramadas
O chão seco molhou.

O tempo parece mudado,
Mudou o verde do capim,
A brisa está mais quente,
Não faz um carinho assim,
Até os passarinhos
Voaram pra longe de mim.

Espero que os bons ventos
Fluam em nossa cidade,
Visitem José da Penha
Sem nos deixar saudade,
Tragam-nos boa-nova
Espalhando prosperidade.

Enquanto espero a visita
Você pode entrar,
Também é meu convidado,
Pode se aproximar
Nossa essência permanece
Sinta… Está no ar!

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