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Mario de Andrade, Paul Valéry, Béla Bartók: saiba quem está em domínio público a partir de 2016

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Foto: /reprodução

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Dia 1º de janeiro é também o Dia do Domínio Público, quando obras têm seus direitos autorais expirados

Tatiana Dias, no Nexo

A partir desta sexta-feira (1), um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Macunaíma, de Mario de Andrade, estará em domínio público. Isso significa que a obra poderá ser copiada, xerocada, reproduzida e adaptada livremente – assim como todas as outras do autor modernista.

Além dele, os poetas Paul Valéry e Ada Negri, o compositor Béla Bartók e o guitarrista de blues “Blind” Willie Johnson, todos mortos em 1945, estão na lista dos autores livres de direitos autorais a partir de agora.

No Brasil, a regra de domínio público é a seguinte: as obras ficam livres de direitos autorais no primeiro dia do ano seguinte em que se completam 70 anos da morte do autor. Mario de Andrade morreu em 1945.

As regras de domínio público, no entanto, variam de acordo com o país. Naqueles em que os direitos autorais expiram após 50 anos da morte do autor, como o Canadá e a Nova Zelândia, obras de personalidades como Malcolm X e T. S. Eliot, mortos em 1965, já ficarão livres a partir deste 1º de janeiro.

O “Dia do Domínio Público é comemorado por várias entidades internacionais de acesso ao conhecimento. Normalmente, quando uma obra cai em domínio público, há um súbito interesse e maior procura por ela. Em 2015, “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, ficou livre de direitos autorais. Como consequência, só no Brasil, o mercado editorial tinha disponíveis 58 edições diferentes da obra. E se engana quem pensa que o domínio público não é rentável: as vendas aumentaram 123% e os lucros, 69%.

Quem cai em domínio público em 2016

1 – Mario de Andrade

Foto: Divulgação/Nova Fronteira/IEB-USP

Foto: Divulgação/Nova Fronteira/IEB-USP

 

O escritor brasileiro morreu em fevereiro de 1945. É um dos principais nomes do movimento modernista, maior responsável pela Semana de Arte Moderna de 1922 e influência fundamental na literatura, poesia, fotografia e pesquisa folclórica brasileira. Suas obras mais conhecidas são o livro de poesias “Pauliceia Desvairada”, que inspirou a Semana Moderna, e os romances “Amar, verbo intransitivo”, de 1927, e “Macunaíma”, de 1928.

2 – Paul Valéry

Foto: /reprodução

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O poeta e filósofo francês, considerado o último dos simbolistas, foi indicado ao prêmio Nobel 12 vezes. Escreveu sobre arte, música, eventos cotidianos e história. Em sua vida, passou por uma grande crise existencial e ficou sem escrever por duas décadas, até que publicou a obra-prima ‘La Jeune Parque’ (sem edição brasileira), em 1917.

3 – Ada Negri

Foto: /Wikimedia Commons

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A poetisa italiana foi a primeira mulher a entrar para a (mais…)

Catadora de latinhas escreve poemas e entra para Academia de Belas Artes de Niterói

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 Debora é autora de quatro livros de poemas Rede Record

Debora é autora de quatro livros de poemas Rede Record

Publicado no R7

A catadora de latinhas Debora Moreno, de 40 anos, é um exemplo para muitas pessoas. Autora de quatro livros, Debora acaba de entrar para a academia de Belas Artes de Niterói. Ela ocupa a cadeira número 40, que foi do poeta Casimiro de Abreu.

A “poetisa das ruas”, como é conhecida, ficou emocionada com essa homenagem.

— É um reconhecimento maravilhoso.

Aos sete anos, Debora fez o primeiro poema. Com o trabalho de escritora, ela conseguiu mudar para uma casa maior. Hoje, ela também dá palestras para estudantes da rede pública.

— É um presente poder transmitir o meu conhecimento.

Debora costuma andar vestida com um manto feito com tampas de latinhas. Além disso, quem passa pelas ruas do Rio de Janeiro se encanta com os poemas declamados por ela.

 

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