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Posts tagged Polo

Concurso Cultural Literário (45)

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capa wáluk

LEIA UM TRECHO

Wáluk acorda um dia e descobre que sua mãe não está mais junto dele. O pequeno urso polar se sente então desorientado, até que conhece Esquimó, um velho urso sábio e paciente, que lhe ensinará a enfrentar os desafios da vida no Polo Norte. A partir daí, os dois viverão uma aventura de amizade e respeito, perigos e coragem. Uma bela e emocionante HQ, para leitores de todas as idades.

Vamos sortear 3 exemplares de “Wáluk”, lançamento espertíssimo da Editora Nemo.

Para participar, cite na área de comentários uma qualidade imprescindível que um amigo deve ter.

O resultado será divulgado dia 12/2 às 17h30 neste post e nas nossas redes sociais: Twitter e Fan page.

Se participar pelo Facebook, não se esqueça de mencionar e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Diogo Henrique, Gustavo Ribeiro Sanchez e Keli.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Para biógrafo americano, direito a informação vale mais do que privacidade

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Carlos Minuano no UOL

O biógrafo americano Laurence Bergreen (dir.), observado pelo jornalista Mário Magalhães, em palestra no Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

O biógrafo americano Laurence Bergreen (dir.), observado pelo jornalista Mário Magalhães, em palestra no Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

“Nos EUA, o nível de liberdade para escrever é bem maior”, afirma ao UOL o americano Laurence Bergreen, autor das biografias de Louis Armstrong e Al Capone, entre outras. Para ele, a liberdade de expressão e o direito à informação valem mais do que a privacidade. “A tendência é abrir cada vez mais”, acrescenta.

O escritor, casado com uma cearense, estava no Brasil durante o Festival de Biografias, que aconteceu na semana passada em Fortaleza, e foi convidado a participar do evento. “Escritores americanos têm liberdade muito grande e, se escreverem mentiras, sabem que serão processados”, afirma Bergreen.

Em relação à atual polêmica sobre biografias não autorizadas, o escritor se diz surpreso com o debate e se posiciona a favor da liberdade da imprensa e de biógrafos. “Pensei que a legislação fosse igual aos EUA”, declara.

Mas mesmo em ambiente de contornos legais mais flexíveis, o autor revela que já teve problemas ao escrever sobre segredos militares e quando fez a biografia do compositor americano Irving Berlin, na década de 1990.

“Depois que escrevi 600 páginas com autorização da família do músico, mudaram de ideia”. Mas graças à legislação americana, a publicação não pôde ser proibida. “Só não foi possível usar as letras das canções”, conta Bergreen. Assim como nos Estados Unidos, no Brasil os artistas também já têm os direitos sobre sua obra protegidos por lei, que impede a utilização sem autorização.

Outro problema que Bergreen teve ao fazer biografias aconteceu há cerca de duas décadas, quando viu a publicação de um livro quase pronto, sobre a família Kennedy, ser cancelada. “Houve uma pressão informal e a editora quebrou o contrato, poderia ter procurado outro editor, mas o episódio me desagradou muito e resolvi partir para outro livro”, explica.

Apesar dos embates que já enfrentou, o escritor elogia a liberdade que tem em seu país. “Nos EUA não precisa de autorização, é bem melhor assim porque se você for pedir, geralmente querem dinheiro e tentam interferir no trabalho”, argumenta. “Informação tem que ser livre”, arremata.

De Marco Polo a Colombo
Biógrafo premiado e autor de best-sellers nos EUA, Bergreen tem diversos livros publicados por aqui. Entre eles, “Marco Polo”, sobre as viagens do célebre navegador italiano, que será adaptado para o cinema pela Warner (e que deve ter Matt Damon no papel principal), e “Além do Fim do Mundo”, que conta a desconhecida expedição do português Fernão Magalhães, primeiro a dar a volta ao mundo pelos mares. Ambos foram publicados pela editora Objetiva.

Outro livro do biógrafo americano sobre as viagens de outro grande navegador italiano chega em breve às livrarias brasileiras: “Colombo”, que já esteve na lista dos mais vendidos do jornal “The New York Times”, tem lançamento previsto no Brasil para janeiro de 2014. Nos EUA, Bergreen lança a biografia do conquistador Casanova.

Ex-catadora de caranguejo se forma bióloga com curso a distância e busca vaga no mestrado

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Cláudia Emi Izumi, no UOL

"Pegava as apostilas no  polo do curso de biologia e esclarecia as dúvidas com os tutores durante a semana. Não sabia que gostava tanto de biologia até que comecei a estudar. Quanto mais estudo, mais gosto" Marina Barretos Silva, bióloga

“Pegava as apostilas no polo do curso de biologia e esclarecia as dúvidas com os tutores durante a semana. Não sabia que gostava tanto de biologia até que comecei a estudar. Quanto mais estudo, mais gosto” Marina Barretos Silva, bióloga

Ex-catadora de caranguejo no município fluminense de São Francisco de Itabapoana (a 322 km do Rio de Janeiro), Marina Barretos Silva, 47, se formou bióloga com graduação a distância, curso que completou em 2009. Agora tenta o mestrado.

Como a mãe, hoje aposentada, Marina catou caranguejo “praticamente a vida toda”, inclusive na época em que estudava a distância. “É desumano o trabalho no manguezal. É muito puxado e ruim, mas me ajudou a sobreviver”, diz.

Dos oito filhos, somente ela tem ensino superior. “Não queria deixar minha mãe e meus irmãos e morar em outro lugar. Parei de estudar entre o ensino fundamental e o médio, que só retomei entre 2001 e 2003, quando já estava casada e tinha quatro filhos.”

Durante os estudos do ensino médio, soube da graduação a distância pelo Cederj (consórcio de instituições públicas de ensino superior do Rio de Janeiro), que oferece mais de 6 mil vagas anualmente. “Alguém me falou do curso a distância. Fui lá para conferir. Chegou na hora certa, na hora que eu precisava”, lembra.

Hoje com quatro filhos e duas netas, a bióloga tenta um mestrado na UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), na área de biociência e biotecnologia. Em janeiro de 2013, presta a prova de admissão com a esperança de ser aprovada para pedir uma bolsa de estudos.

“Queria muito entrar na área de pesquisa. Gosto de trabalhar em laboratório. A única desvantagem do EAD que fiz é que não tinha um”, diz ela, que começou a trabalhar no laboratório da UENF, em Campos dos Goytacazes, em abril de 2011, como estagiária não remunerada.

Três horas por dia

Marina cursou biologia, dedicando diariamente de duas a três horas para os estudos. “Cuidava da casa, mas não tinha emprego formal. Não sabia que gostava tanto de biologia até que comecei a estudar. Quanto mais estudo, mais gosto.”

O marido, que é pescador, sempre a apoiou. “Ele foi se acostumando com a ideia e sentia a minha aptidão”, conta. “[Quando estava] no ensino médio, chegou a falar: ‘Eu já sei que você nunca vai parar de estudar’.”

“Não tinha computador e usava muito pouco esse recurso. Até hoje não gosto de usar. Pegava as apostilas no polo do curso [o Cederj mantém um polo de ensino a distância no município em São Francisco de Itabapoana] e esclarecia as dúvidas com os tutores durante a semana. Foi ótimo, estudava nas horas de folga e em casa.”

Além da mudança de vida de Marina, a familia tem outro motivo para comemorar. A filha mais velha vai se formar também pelo curso a distância do Cederj em biologia, como a mãe. .

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